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sábado, fevereiro 12, 2011

Famílias afetadas pelo desabamento continuam recebendo apoio psicológico

Durante uma das maiores tragédias da construção civil no Pará, ocorrida no último dia 29 de janeiro, o trabalho da equipe do Hospital Ophir Loyola foi decisivo para amenizar o sofrimento das famílias afetadas. Cinco psicólogos e uma assistente social participaram de uma operação integrada do governo do Estado e prestaram assistência às pessoas atingidas pela queda do imóvel da Real Construtora, em Belém. No posto montado na área, foram realizados cerca de 150 atendimentos aos familiares dos operários e moradores de prédios e casas vizinhas ao acidente.
Por conta do trauma ocasionado pelo desabamento do prédio, de acordo com Nilda Graim, chefe da Psicologia do HOL, o serviço foi bastante necessário, pois a situação no perímetro do acidente na Travessa 3 de Maio era tensa. "A equipe do Hospital Ophir Loyola foi atuante e incansável. Foi realmente um trabalho de doação num momento de muita fragilidade para todos. Profissionalmente nos envolvemos de todas as formas para auxiliar o máximo porque as pessoas estavam sem chão, sem referências e as famílias necessitaram muito deste apoio psicológico", explica Nilda.
Num momento trágico como este, todo o aparato do Governo foi colocado à disposição da população. O Ophir Loyola, localizado às proximidades do acidente, obteve autorização da Sespa e da própria direção do HOL para desenvolver as atividades na área da tragédia e poder disponibilizar toda a experiência de seus servidores em lidar com casos extremamente graves.
Durante a queda do edifício Real Class, no dia 29 de janeiro, uma senhora e dois trabalhadores morreram soterrados. Francisco Monteiro, pai de um dos operários vitimados, Manoel Raimundo Paixão Monteiro, além de receber atendimento no local, chegou inclusive a ser atendido na unidade de urgência do HOL. "O apoio dos profissionais do Ophir Loyola foi muito importante nesta hora tão difícil", contou.
A assistente social Nazaré Ferreira Leite disse que já tinha atuado em sinistros, mas este realmente se superou. "O trabalho foi marcante. A equipe do HOL esteve presente e atuante em todos os momentos. Pudemos ainda oferecer apoio na área de assistência social às famílias envolvidas na tragédia, com orientações, acesso à equipe médica, articulação junto à Defesa Social, entre outros". Os profissionais do Ophir Loyola ainda irão retornar para realizar atendimento domiciliar junto aos familiares dos operários que faleceram no desabamento do prédio. "Por meio do atendimento humanizado que prestamos, foi criado um vínculo, os familiares dos operários depositaram muita confiança e credibilidade no nosso trabalho. Iremos em suas casas para poder concluir o atendimento da melhor forma possível", explica a chefe da Psicologia do HOL.

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