Nem mesmo a chuva forte que caiu no início da noite desta terça-feira, 10, em Belém, conseguiu diminuir o ânimo da torcida que lotou o Ginásio Altino Pimenta na final do Torneio de Futsal do Projovem Urbano. Há um mês, a competição reúne cerca de três mil alunos de 16 núcleos do programa espalhados por diversos bairros da cidade. Ao todo, foram quatro rodadas, cada uma com oito equipes, com quatro na final, duas masculinas e duas femininas.
Uma partida entre os professores do projeto abriu a competição. O núcleo Inês Pantoja foi o vencedor do torneio na categoria masculino e o núcleo Rosa Gattorno, o campeão no feminino. Os três primeiros colocados de cada categoria receberam troféu e medalhas.
Este é o segundo ano de realização do Torneio de Futsal, considerado pela diretora pedagógica do Projovem Urbano, Gorete Oliveira, momento de integração entre os jovens do programa. “A competição serve para levantar a autoestima dos alunos através do esporte. É mais uma forma de tirar esses jovens, que vivem em situação de risco social, do mundo das drogas e inseri-los em definitivo nas atividades esportivas. O esporte também dinamiza a aula e os jogos atuam como mais um fator de integração entre os alunos”, explica.
A aluna Alessandra Rodrigues, 28, garante que o programa mudou a sua vida. “O Projovem é a realização de um sonho. Sempre quis se cabeleireira, mas não tinha concluído nem o ensino fundamental, e o programa permitiu que tudo isso fosse possível”, explica a estudante. Mãe de três filhos, a aluna diz que durante o dia se dedica a eles, mas a noite é o seu momento. “É a hora do estudo e não abro mão dele”. “O Projovem é muito mais do que simplesmente a conclusão do ensino médio e a qualificação profissional, através de cursos profissionalizantes. Ele nos ensina a ser e agir como cidadão. A se preocupar com os problemas no nosso bairro e a tentar resolvê-los em conjunto com os outros seguimentos da comunidade”, conclui a estudante.
O Projovem Urbano é um programa de inclusão social, com duração de um ano e oito meses. Nele, o jovem entre 18 e 29 anos, em situação de risco social, conclui o ensino médio e aprende uma profissão entre as quatro opções oferecidas, que são: serviços pessoais, como cabeleireiro e esteticista; construção e reparos, como eletricista; metal-mecânica, com a opção de funilaria, e saúde, que forma atendentes de consultório. “É o resgate da escolaridade, qualificação através de um curso profissionalizante e a formação do jovem em cidadão”, explica Gorete Oliveira.
Em Belém, cerca de três mil jovens estão incluídos no programa que concede a eles uma bolsa-auxílio de R$ 100,00.
Texto: Ieda Ferreira -Ascom Sejel
Edição:Comus
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