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quinta-feira, março 29, 2012

Reposição florestal obrigatória para consumidores de carvão vegetal do Pará


Foi publicada nesta quinta-feira, 29, a Instrução Normativa conjunta entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Programa Municípios Verdes (PMV), que estabelece novos critérios à comercialização de carvão para fora do Estado, dando cumprimento ao que estabelece a Lei Estadual de Florestas (Lei 6462/2002). As novas regras pretendem evitar a comercialização de carvão sem origem comprovada e viabilizar a reposição florestal no Estado do Pará.
No documento está determinado que consumidor industrial de carvão estabelecido fora do Estado precisará comprovar a reposição florestal efetuada no Pará, preferencialmente no município de origem da matéria-prima explorada, conforme estabelecido em Lei. Também deve ser apresentado o Plano de Suprimento Sustentável (mesmo que já apresentado em órgão ambiental de outro Estado), a fim de comprovar a formação de florestas, com vistas a atingir a sustentabilidade. As empresas siderúrgicas à base de carvão vegetal são obrigadas a manter florestas próprias ou de terceiros destinadas ao seu suprimento, nos termos do Código Florestal.
A Instrução Normativa resolve que é necessário demonstrar a adoção de procedimentos de controle interno que assegurem a aquisição de carvão vegetal somente de origem legal e sustentável, tomando como referência os procedimentos estabelecidos no Termo de Ajuste de Conduta firmado pelas siderúrgicas paraenses com o Ministério Público Federal e Sema.
Para estimular o plantio florestal no Pará, o secretário de Meio Ambiente, José Colares, lembra que o Governo do Estado baixou, em 2011, o Decreto 216/2011, dispensando de autorização o plantio, colheita e comercialização da madeira reflorestada quando o plantio for efetuado fora da reserva legal. “Esta iniciativa já está regulamentada”, explica.
O secretário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, considera que as medidas são necessárias para melhor ordenar o comércio interestadual de carvão, cuja produção ainda é feita, em grande parte, de forma clandestina e em desrespeito às normas ambientais e trabalhistas. Nas regiões nordeste e sudeste do Pará, o carvão tem sido um dos principais fatores de pressão do desmatamento ilegal. O secretário garante que “deve-se evitar que a matéria-prima florestal paraense seja carbonizada sem as compensações previstas em lei. As empresas paraenses já estão submetidas às regras e algumas, inclusive, já investem em plantios florestais no Estado, devendo alcançar a autossuficiência a partir de 2013 e 2014”.

Texto:
Káthia Oliveira-Sema

IDESP e ITERPA vão a Cachoeira Porteira reconhecer território quilombola


Nesta quinta-feira, 29, dois servidores do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará viajaram em direção à comunidade remanescente de quilombo Cachoeira Porteira, localizada no alto do rio Trombetas - próximo à foz do rio Mapuera, em Oriximiná, dentro da Floresta Estadual do Trombetas - com o intuito de acompanhar os técnicos do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) na confirmação do memorial descritivo da área elaborado pelo Idesp, obtidas através de satélite e de reunião com representantes da Associação dos Moradores da Comunidade Remanescente de Quilombo de Cachoeira Porteira (AMOCREQ-CPT), ocorrida no dia 14 de março em Belém.
Para o assessor técnico do Idesp, Gustavo Silva, o resultado da viagem será positivo, principalmente para a comunidade Cachoeira Porteira, que solicitou o domínio da área desde 2004. Segundo Roza Modolo, do Iterpa, as expectativas do órgão são as melhores possíveis, “vamos confirmar a área pretendida, fazer o levantamento socioeconômico das famílias, realizar uma vistoria básica e publicar os editais necessários”.
O resultado do levantamento será apresentado em reunião marcada para o final do mês de abril, em Brasília, com o Ministério Público Federal a fim de chegar a um acordo entre os limites das áreas ocupadas pelos quilombolas e por povos indígenas presentes na Flota, estas sendo delimitadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
A ação ratifica a política de apoio do Governo do Pará às comunidades remanescentes de quilombos, instituída por meio do Decreto nº 261, assinado em novembro de 2011 pelo governador Simão Jatene, e que tem entre seus principais objetivos, propor e instituir políticas públicas para essas comunidades, além de realizar os procedimentos necessários ao reconhecimento dos direitos territoriais.
Comissão
No mesmo dia da viagem dos técnicos do Idesp, foi realizada, no órgão, a primeira reunião da Comissão Estadual de Políticas para Comunidades Remanescentes de Quilombos, instituída no decreto assinado em novembro, formada por sete representantes da Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará - Malungu e setes representantes de órgãos do Governo do Estado.
No encontro de hoje estiveram presentes, além de representantes da Malungu e do Idesp, representantes do Iterpa, das Secretarias de Estado de Educação (Seduc), Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e Agricultura (Sagri) e do Gabinete do Governador.
Uma proposta de plano de trabalho foi apresentada aos integrantes da comissão e ficou decidido que Malungu irá definir e encaminhar a todos as prioridades das associações, a partir daí, será definido - em reunião no próximo dia 10 de abril - que ações do plano devem ser priorizadas e de que forma serão executadas. Além disso, os órgãos irão apresentar o que já estão fazendo em relação às comunidades remanescente de quilombo, como o Iterpa, que tem a meta de entregar dez títulos de terra este ano, o que beneficiará cerca de 1.500 famílias em municípios como Ourém, Cametá, Moju, Abaetetuba, Acará, Garrafão do Norte, Santa Luzia do Pará e Oriximiná.
Para Luzia Betânia Alcântara, da coordenação executiva da Malungu, a reunião foi o ponto de partida do trabalho da comissão e permitiu também à coordenação conhecer melhor os órgãos envolvidos e vice-versa. Segundo ela, a principal expectativa é “fazer com que as políticas públicas cheguem às comunidades mais isoladas. Ela lembrou, também, que a coordenação estadual não terá apenas o papel de exigir, mas está comprometida em fiscalizar a execução dessas políticas públicas na comunidade.

Texto:
Fernanda Graim-Idesp

Pará põe em prática ações para enfrentar desastres naturais no período chuvoso



As regiões do Baixo Amazonas, sudeste e sudoeste do Pará são as que mais sofrem com o período chuvoso, o chamado “inverno amazônico”, que vai de dezembro a junho. As fortes chuvas e o aumento do nível dos rios provocam enchentes, alagamentos e enxurradas, que isolam e até desabrigam parte da população. A média anual de pessoas atingidas pelas chuvas é de 34 mil ao ano, segundo estudo feito pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), que analisou os dados dos últimos cinco anos.
Neste ano, 635 famílias já foram atingidas, sendo 482 em Marabá, 107 em Altamira e 46 em Trairão. Destas, 351 estão desabrigadas.
Apesar de o Rio Tocantins ter atingido 10,59 metros acima do nível normal, e ter deixado o município de Marabá em Estado de Alerta, a previsão é de diminuição do nível do rio, o que já vem acontecendo desde a última terça-feira (27). O mesmo não acontece com os rios Tapajós e Amazonas, que manterão a tendência de aumento do nível fluviométrico, segundo os boletins informativos da Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH). O Tapajós deverá alcançar a cota de 7,51m, e o Amazonas, 7,28m no próximo domingo (31). Santarém, Óbidos, Oriximiná e outros 11 municípios da região estão vulneráveis ao elevado índice de subida dos rios.
O Plano de Contingência para desastres naturais, visando a prevenção, preparação, resposta e reconstrução da Defesa Civil do Estado, já está em prática. “Todo o Pará está sendo monitorado. O sistema de análise meteorológica não indica nenhuma previsão que fuja da normalidade do nosso inverno, como aconteceu em 2009. Mas estamos preparados, com todos os meios de gerenciamento de desastres mobilizados, para enfrentar qualquer situação que possa vir a acontecer”, informou o coordenador da Defesa Civil, coronel José Augusto Almeida.
Os municípios de Marabá, Tucuruí, Alenquer e Trairão estão em Estado de Alerta, enquanto Altamira e São João do Araguaia solicitaram o Estado de Emergência e aguardam a resposta do Ministério da Integração Nacional, responsável pelo reconhecimento dos casos.
O município de Santana do Araguaia já teve o Estado de Emergência decretado por causa do isolamento das comunidades, decorrente da impossibilidade de tráfego nas estradas, pontes e vicinais. “O Estado de Emergência é decretado quando o município não tem mais recursos para arcar com despesas de auxílio às famílias ou reconstrução das estradas, por exemplo. Não temos registro de nenhuma família em situação de risco em Santana do Araguaia, mas não se pode negar que as dificuldades de escoamento de produção, acesso às escolas e hospitais, causam grande prejuízo econômico e social ao município”, ressaltou José Augusto Almeida.

Texto:
Dani Filgueiras-Secom

Projeto de prevenção a acidentes com crianças é lançado no Pará


Reduzir os acidentes domésticos e de trânsito, bem como propiciar mais segurança às crianças e adolescentes do Estado por meio de ações integradas envolvendo setores da saúde, educação e regulação do trânsito foi o objetivo do projeto “Prevenção de Acidente na Infância: em casa ou no trânsito, todo cuidado é pouco”, lançado nesta quinta-feira (29), na Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Belém.
Elaborado para sensibilizar e alertar professores, alunos e técnicos do Ensino Fundamental e Médio das escolas estaduais sobre a importância da prevenção de acidentes domésticos e de trânsito, envolvendo crianças e adolescentes de 1 a 14 anos, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com a coordenação do XVI Congresso Médico Amazônico, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Departamento de Trânsito do Pará (Detran), Uepa, Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa) e ONG Criança Segura.
Dois palestrantes, o psicólogo e coordenador de Planejamento do Detran, Carlos Valente, e a pediatra Amira Figueira, da Sociedade Paraense de Pediatria, falaram para uma platéia formada por cerca de 150 professores de oito escolas estaduais dos bairros da Pedreira e do Marco, que estão entre os que têm os maiores números de acidentes de trânsito, segundo as estatísticas do Detran/PA.
Carlos Valente apresentou dados dados informativos e estatísticos sobre acidentes de trânsito envolvendo crianças até 14 anos e ressaltou a importância de levar o assunto para dentro das escolas, sobretudo com a retomada também do projeto “Pacto pela vida no trânsito”, que até 2006 tinha conseguido reduzir em 20% o número de acidentes com vítimas nessa faixa etária no Estado. “Creio que essa parceria com os professores, teremos as escolas trabalhando o tema trânsito, que deve ter essa ação compartilhada de forma contínua”, disse.
Conforme dados do Detran, em 2006 o Pará tinha 555.558 veículos, dos quais 226.457 automóveis e 171.358 motocicletas. Em 2011, esse número saltou para 1.081.744 veículos, dos quais 421.661 motocicletas e 372.249 automóveis, demonstrando que hoje há mais motocicletas do que carros circulando nas cidades paraenses. Até 2009 havia mais carros do que motos, mas a partir de 2010 o número de motos ultrapassou o de automóveis, e a tendência é crescer a cada ano.
Quanto aos acidentes de trânsito a tendência também é de crescimento. Em 2006, 17.857 veículos (sendo 2.211 motos e 9.102 carros) se envolveram em algum acidente. Em 2010, esse número passou para 45.096 veículos envolvidos em acidentes, entre os quais 19.462 carros e 11.224 motos.
Em relação às vítimas não fatais, o número também vem aumentando anualmente. Em 2006, 3.510 pessoas sofreram acidente de trânsito. Em 2010 esse número passou para 13.421 vítimas, das quais 583 na faixa etária de zero a 17 anos, que são os principais destinatários do Projeto Prevenção de Acidente na Infância.
Em se tratando de acidente, em casa todo cuidado também é necessário, principalmente com crianças. Conforme dados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, de 1º de janeiro a 27 de março, foram atendidas 46 crianças vítimas de queda e outras 30 vítimas de queimadura, sendo seis por líquido inflamável, seis por líquido aquecido e 18 por outras causas. Dos 30 casos de queimaduras, 29 ocorreram em ambiente doméstico e um em não doméstico.
Por conta de toda essa estatística, o secretário de Estado de Saúde, Helio Franco, afirma que os órgãos estaduais envolvidos na prevenção de acidentes envolvendo crianças no trânsito ou em casa farão parte de ações educativas compartilhadas. “Nunca é demais conscientizar os pais e responsáveis sobre a importância do uso do cinto de segurança, do 'bebê conforto' e das cadeirinhas. Respeitar e cumprir as normas para o transporte seguro dos menores é fundamental para salvar vidas e também para moldar compartamentos, de forma que essa criança hoje seja um bom condutor amanhã”.
Para a pediatra Amira Figueira, cuja palestra atentou para acidentes domésticos envolvendo crianças, é muito fácil prevenir com hábitos que parecem óbvios e simples, mas que podem salvar vidas ou evitar que crianças vivam com sequelas de um acidente. “O adulto tem o dever de garantir um ambiente seguro à criança, que nunca deve ficar sozinha em casa ou ser cuidada por outras crianças. Os pais também precisam orientar mais os filhos sobre precauções com a segurança dentro e fora de casa", afirma.
A próxima atividade do projeto, marcada para maio, também será realizada na Uepa, e reunirá alunos do Ensino Fundamental de escolas dos bairros da Pedreira e Marco, que participarão de diversas atividades sobre Educação no Trânsito, comandadas por técnicos do Detran e da Seduc. Segundo a secretária adjunta de Estado de Saúde, Rosemary Góes, a continuidade do projeto se dará em parceria com o Detran, Sespa e Seduc, para desenvolvimento no período de um ano.
Para envolver também os internautas, a Prodepa viabilizará, novamente, a transmissão do evento em tempo real por meio da WebTV (www.webtv.pa.gov.br), permitindo que qualquer pessoa assista à programação.

Texto:
Mozart Lira-Sespa

Investigações levam à apreensão de 29 quilos de cocaína em Santarém


Investigações realizadas em conjunto pelo Núcleo de Apoio à Investigação (N.A.I.) e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil, resultaram na apreensão de 29 quilos de pasta base de cocaína em uma embarcação que trafegava entre Manaus e Santarém, oeste do Pará. A abordagem à embarcação denominada "Boa Fé" aconteceu por volta de 5 horas desta quinta-feira, 29.
O entorpecente foi encontrado em poder de Gil Frank Oliveira de Almeida, 29 anos, natural de Alenquee. Ele foi preso em flagrante e autuado por tráfico de drogas. O transporte do carregamento de drogas já era investigado na região de Santarém pela equipe do N.A.I. Com o contou com apoio da Capitania dos Portos de Santarém, a equipe da Polícia Civil, que já aguardava a embarcação no porto, fez a revista e encontrou a droga na mala de Gil Frank.
As investigações prosseguem para apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema de transporte de drogas. Oriunda de Parintins, no Amazonas, a droga seria distribuída em Santarém. Apesar de ser marítimo, Frank viajava na condição de passageiro. A meta agora, com a prisão do acusado, é saber a quem a droga seria entregue. A apreensão desses 29 quilos de cocaína acontece poucos dias depois da maior apreensão do ano - 111 quilos de cocaína - ocorrida na semana passada, em Almeirim.
Na ocasião, a droga era levada para Macapá, capital do Estado do Amapá. Policiais civis em conjunto com uma guarnição da Polícia Militar, apreenderam exatos 111,515 quilos de pasta de cocaína, na orla do município. A droga estava no casco de uma embarcação.
Denominada de operação "Águas Cristalinas", a ação policial foi criada para intensificar a busca por traficantes de drogas na região. De acordo com os policiais, a droga seria diluída e comercializada na capital do Amapá. Sebastião Pereira Costa e Orlando Mendes Batista foram presos em flagrante. Com os dois foram apreendidos, ainda, R$ 542,8 em dinheiro; 160 litros de gasolina; dois relógios; três telefones celulares; cartões de crédito; documentos pessoais; três coletes salva-vidas e várias roupas, muitas delas com capuz. Todo material foi apresentado ao juiz da Comarca de Almeirim, Márcio Bittencourt. A droga foi transferida para a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em Belém, onde deverá ser incinerada por determinação judicial.

Texto:
Walrimar Santos-Polícia Civil

Operação Mamuru II desarticula madeireiras irregulares no oeste do PA







O oeste paraense é alvo da operação Mamuru II, há 15 dias, contra o desmatamento e a exploração ilegal de madeira. A ação, que ocorreu no rio Mamuru, afluente do rio Amazonas, no município de Juruti, desarticulou duas madeireiras ilegais que agiam na região. A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), iniciou investigação para chegar até os responsáveis pela exploração das florestas.
Segundo depoimentos, a madeira era retirada de comunidades do Mamuru e levada para Parintins (AM) e Belém. A Polícia investiga ainda um suposto acordo para repasse financeiro que teria sido feito em 2010 entre a Associação dos Produtores Rurais do Rio Mamuru (Aprim) e os madeireiros, com o aval da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
A Mamuru II percorreu mais de 10 comunidades no entorno do rio. Denúncias apuradas pelo Estado e o trabalho de fiscalização via satélite apontaram vários pontos de exploração, inclusive em áreas destinadas a concessão, que o Governo do Pará está licitando para a extração legal sustentável da madeira. A operação é coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), em parceria com a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Polícia Militar, e Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves.
A equipe, formada por 26 servidores, partiu, de barco, de Santarém, no dia 18 de março. Subindo o rio Amazonas, foram quase três dias até o rio Mamuru. Ao longo do rio, durante os 15 dias, vários pontos foram fiscalizados pela operação. Os agentes ambientais e de segurança pública paraenses verificaram os braços de rio formados pelo Mamuru, bem como as áreas apontadas pelo monitoramento via satélite que estavam sendo exploradas ilegalmente nos últimos meses.

Estrutura do desmatamento

Entre as áreas exploradas está uma próximo a comunidade Mirizal. Uma estrada aberta, ainda com rastros de caminhões, levou a equipe até um caminhão abandonado, ainda com carotes de gasolina. A Polícia afirma que o veículo era utilizado para o transporte de toras. Uma carroceria e tanque para levar diesel para os equipamentos também foram abandonados. Alguns quilômetros à frente, um acampamento completo foi encontrado. Segundo os peritos do CPC, o local tinha uma boa infraestrutura, com eletrodomésticos e mantimentos, e parecia ter sido abandonado às pressas.
Na área denominada Mocambo, localizada próximo a uma vila com o mesmo nome, outra demonstração da exploração madeireira. O local mostra a ousadia e ao mesmo tempo a infraestrutura que os madeireiros aplicavam na exploração ilegal. Na beira do rio, uma pista de pouso feita de brita, material resistente, medindo mais de 800 metros. Próximo a pista dois portos para o embarque da madeira derrubada ilegalmente. Os três pontos de embarque e desembarque eram ligados por uma estrada principal, com vários ramais. O caminho levava ao ponto de extração, a 20 km do começo da estrada.
Neste ponto, localizado na área onde o Estado irá realizar a concessão para a extração legal, um acampamento bem estruturado, com gerador de energia, eletrodomésticos, televisão, antena parabólica e até mantimentos foi encontrado pelos agentes da Mamuru II. No acampamento estava um morador da comunidade do Mocambo, Vicente de Paulo Ferreira, que prestava serviço para a madeireira, tomando conta do local. Ele recebia o valor de R$ 700,00 pelo trabalho, mas há dois meses não era pago. Vicente prestou depoimento à Polícia, que iniciou investigação a partir das informações fornecidas por ele.
Segundo o morador, dois homens, Claudecy Pereira, que reside em Paritins (AM), e “Mica”, de Santarém (PA), trabalhavam para a GC Madeiras, que teria como dono um homem chamado Ciro, de Belém. Ainda de acordo com Vicente, no mês de abril Claudecy e “Mica” retornariam com o maquinário para a área a fim de continuar a exploração. A partir do depoimento de Vicente, a Polícia foi informada também sobre uma suposta negociação entre a Aprim e a madeireira ilegal de Ciro. Por mil metros cúbicos de madeira, do tipo Maçaranduba e Ipê, a associação teria recebido de Claudecy e “Mica” um barco com capacidade para 45 passageiros e mais uma lancha de alumínio com motor de potência 40 cavalos.
Investigação
O delegado da Dema, da Polícia Civil, Marcos Lemos, ouviu, além de Vicente, os presidentes da Aprim e da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), Antônio Carmo e Gerdeonor Pereira, respectivamente. De acordo com o depoimento de Antônio, a GC Madeiras teria chegado à região do Mamuru em outubro de 2010, depois de arrematar 5 mil metros cúbicos de madeira em um leilão feito pela Sema. Após este leilão, a Aprim teria firmado o acordo financeiro com a GC Madeiras, de Belém, para garantir 5% de toda madeira leiloada pela Sema. O acordo, segundo os depoimentos colhidos pela Dema, teria sido feito com a interveniência da Sema. Em virtude disto, o delegado solicitou por ofício informações a respeito do leilão e do acordo.
“A madeireira, a partir do leilão, detinha o direito de retirar os 5 mil metros cúbicos de madeira, mas, segundo o Antônio, teria mantido a exploração na região desde então. Vamos solicitar à Sema informações sobre este suposto leilão, a fim de dar continuidade às investigações. Além disso, a Polícia vai apurar o suposto apoio que a Sema teria dado ao acordo feito entre a Aprim e a GC Madeiras”, afirmou o delegado Marcos, que já solicitou também apoio à Polícia do Amazonas para localizar Claudecy. “A Polícia Civil do Amazonas, em Paritins, já identificou Claudecy e irá ouví-lo. Vamos dar prosseguimento à investigação para chegar aos cabeças dessa rede de exploração madeireira”.  Conforme o rumo das investigações, e os próximos depoimentos, a Polícia Civil do Pará poderá indiciar os culpados pela exploração.  

Texto:
Thiago Melo-Secom

Começam em abril as inscrições para 11º Servifest


Os servidores estaduais - e pela primeira vez, também os municipais - com talento para a composição e interpretação musical já podem começar a reunir suas criações. A partir do dia 16 de abril estarão abertas as inscrições para a primeira etapa eliminatória do 11º Festival de Música do Servidor Público (Servifest),promovido pela Escola de Governo do Estado do Pará (EGPA). Podem participar os servidores ativos e inativos, efetivos, estáveis, temporários e comissionados vinculados à administração direta e indireta do Estado.
As inscrições serão realizadas em sete municípios sede do Estado: Santarém, Soure, Altamira, Bragança, Marabá, Redenção e Belém. A primeira etapa acontece em Santarém e a última em Belém. A grande final será na capital e está prevista para o dia 07 de dezembro.
Os concorrentes poderão inscrever até duas músicas e não será permitida parceria com pessoas que não sejam servidores públicos. Cento e doze músicas serão pré-selecionadas, 16 de cada município-sede. As composições escolhidas serão defendidas em uma nova etapa de eliminação, que acontece durante shows realizados nos sete municípios-sede. Os primeiro e segundo colocados de cada localidade, 14 no total, participarão da grande final do 11º Servifest em Belém.
A valorização dos servidores públicos é o principal objetivo desta ação do Governo do Estado. Os investimentos feitos neste sentido renderam, só no ano passado, 7.601 ações destinadas ao funcionalismo estadual. A valorização dos servidores públicos estaduais é operacionalizada pela EGPA e ocorre nos âmbitos profissional, cultural e de cidadania.
Serviço: Para maiores informações sobre o concurso, os interessados devem acessar o site da Imprensa Oficial do Estado do Pará (IOEPA), no endereço:  http://www.ioepa.com.br (link 'Pesquisa'). Acompanhe a prévia da programação:

1ª Etapa Santarém – 16/04 a 18/05
2ª Etapa Soure – 01 a 31/05
3ª Etapa Altamira – 01 a 31/05
4ª Etapa Bragança – 01 a 29/06 (a confirmar)
5ª Etapa Marabá – 01 a 29/06 (a confirmar)
6ª Etapa Redenção – 31/08 a 29/09 (a confirmar)
7ª Etapa Belém – 10/09 a 11/10 (a confirmar)


Texto:
Julia Garcia-Secom

REVISTAS MEDIUNIDADE

JESUS: "Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...”

Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar. Viu, porém, que Jesus chorava também... E, Eurípedes, falou – Senhor, por que ch...