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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

CURSO E OFICINA DE MÚSICA




As lições musicais que vêm do espiritismo. O caminho da música celestial. Pelo professor Antônio da Cunha. Conscientização que faz o progresso da incentiva para música, podendo servir como base a criação de coral e solistas.
Para o público jovem acima de 12 anos.
Informações e inscrições no local ou pelo zap 9 8091-1612. Curso grátis, início 12/03, sempre aos domingos, 9h.
Local: Casa de Orações Luzes da Alma
Travessa Padre Eutíquio, esquina da Rua dos Timbiras, no bairro de Batista Campos, em Belém.





Mais de 800 turistas estrangeiros visitam a Estação das Docas
A Estação das Docas recebeu, nesta quarta-feira (15), a visita de mais de 800 turistas que desembarcaram em Belém no navio transatlântico Veendam. Para atender a demanda turística, a Estação antecipou o seu horário de funcionamento e ofereceu o serviço da visita monitorada, com atendimento bilíngue e distribuição de mapas da capital paraense, com informações que auxiliaram o visitante a explorar as belezas da cidade e conhecer um pouco mais sobre o complexo.
Pela primeira vez em Belém, a turista Doroty Sante, do estado da Flórida, mesmo com pouco tempo, apreciou o complexo. “A vista da baía é muito bonita, e a segurança do espaço também é boa. O que mais gostei foi do Memorial do Porto, com peças que nunca tinha visto. Fotografei as informações para ler posteriormente com calma. Que bom que estão em inglês”, comentou.
Quem também visitou o complexo foi o casal Ayse e Ozayt Aslan, do Canadá. “Esta é a nossa segunda vez no Brasil, mas a primeira em Belém. Estamos gostando bastante, as pessoas são simpáticas. E achamos a Estação bem limpa, clara, com uma vista linda”, ressaltou Ayse.
O navio Veendam atracou no trapiche de Icoaraci. Separados em grupos, os turistas visitaram os principais pontos turísticos da capital paraense.
A Estação das Docas recebe semanalmente uma média de 20 mil visitantes e para tornar a visita uma experiência completa, o complexo turístico oferece opções regionais de cultura, gastronomia, serviços e produtos, além de um atendimento personalizado e gratuito de orientação ao público através da visita monitorada que ocorre diariamente, com saída do Memorial do Porto, no Armazém 1. O serviço pode ser solicitado na hora ou agendado previamente, via e-mail: agendamento@estacaodasdocas.com.br.
Serviço
Estação das Docas, Boulevard Castilho França, s/n, Campina, Belém/PA
Mais informações pelo telefone (91) 3212-5525

Texto:
Fernanda Scaramuzzini


Oficina de máscaras movimenta Centro de Queimados do Metropolitano
Crianças internadas no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) concluíram, com sucesso, a tarefa de elaborar máscaras de Carnaval. A oficina de confecção foi projetada como atividade lúdica para os pacientes. As peças produzidas serão utilizadas nesta quinta-feira, 16, em uma celebração de Carnaval na unidade hospitalar. A programação engloba desfile, concurso de máscaras e trio elétrico.
Conforme explica a psicóloga da unidade Jacqueline China, é fundamental priorizar o resgate social e de inclusão dos pacientes. “É primordial termos, junto com eles, esse momento, tirando o foco da dor que se sente, e diminuindo os problemas relacionados ao isolamento do convívio social”, afirma a profissional.
O tratamento longo é uma característica de pacientes vítimas de queimaduras. Nada, porém, que tire o sorriso de uma das crianças internadas. O menino de 10 anos era um dos participantes mais animados para concluir a tarefa de elaborar uma máscara de Carnaval. “Ele fica bem animado. Gosta de Carnaval”, admite a mãe Edileuza de Freitas.
Em 2009, a criança foi vítima de um acidente com queimaduras, no município de Bagre, região do Marajó. A criança teve parte das pernas queimadas, segundo a mãe, depois de uma explosão com lamparina. Hoje, de seis em seis meses, ele retorna ao Hospital Metropolitano. Nesse período, foram, pelo menos, seis cirurgias de enxertos e correções.
De acordo com a pedagoga Ilma Pinheiro, a oficina gera benefícios para a criança e, sobretudo, ressalta que, com a atividade, é possível trabalhar temas próprios de anos letivos, que são abordados na Classe Hospitalar, que é mantida na unidade em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). “É importante porque a criança se sente amada e, pedagogicamente, sente-se em um ambiente de escola. Não fica tão distante do mundo dela”, reitera.
A profissional reitera que o momento do Carnaval é um processo cultural, histórico no Brasil, e por isso são abordadas explicações sobre a festa. “Além disso, estamos trabalhando o meio ambiente, porque as máscaras têm um cunho de preservação. É a questão da reciclagem”, detalha. 
Além de crianças, o Baile de Carnaval do CTQ também terá a presença dos adultos. O usuário Sinzenanos Oliveira está ansioso. “É bom demais, elimina o tédio e nos deixa animado e alegre. O tempo passa mais ligeiro”, disse. Sinzenanos foi vítima de uma explosão de motor, no município de Parauapebas, há quase um mês.
Gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Metropolitano é referência na região Norte para atendimento a vítimas de queimaduras. Em 2016, atendeu 533 queimados. O setor possui 22 leitos, dois de Unidade de Terapia Intensiva, 18 de internação e dois de urgência, sendo que também possui um bloco cirúrgico com duas salas.

Texto:
Nilson Cortinhas


Governo garante apoio para mais dois lutadores paraenses que vêm se destacando no UFC
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), garantiu apoio para impulsionar as carreiras de dois lutadores paraenses que estão se destcando no UFC (Ultimate Fighting Championship). O peso galo D’Silva e o peso leve Michel Trator estiveram na sede da Seel na tarde de terça-feira (14), onde se reuniram com a titular da Secretaria, Renilce Nicodemos. O Pará tem ainda mais dois lutadores contratados pelo UFC, atualmente a principal organização de MMA (artes marciais mistas) do mundo: o peso galo Iuri Marajó e o peso meio-pesado Henrique Frankenstein.
Douglas D’Silva, natural do município de Castanhal, no nordeste paraense, esteve na Seel em busca de apoio para participar de um curso de aperfeiçoamento de técnicas de luta nos Estados Unidos. O camping de treinamento será realizado na America Top Team, uma das principais academias do mundo, no período de março a maio deste ano.
D’Silva está em grande momento no UFC, e afirma que o curso será fundamental para seu desenvolvimento profissional: “Quero, cada vez mais, fazer valer o nosso Pará e mostrar para o mundo a força do MMA e do esporte paraense. Quero agradecer sempre com muito carinho à secretária Renilce Nicodemos. O apoio que ela está dando ao nosso esporte e aos lutadores do Pará é muito importante para levar o nome do nosso Estado a todo o mundo”, declarou.
Ele vem de uma vitória por nocaute sobre o mexicano Henry Briones, aos 2m33s do terceiro round, no início de novembro de 2016, na Cidade do México. O resultado marcou a 24ª vitória do brasileiro em 25 lutas, e o 19º nocaute da carreira. Ele venceu por nocaute técnico, em combate válido pelo card preliminar. Por sua atuação, D’Silva foi agraciado com um bônus por uma das "Performances da Noite" do evento. A luta marcou seu retorno ao octógono após várias lesões que o mantiveram inativo desde fevereiro de 2015. Ao final da luta, o peso galo paraense afirmou que estava "faminto" e queria lutar logo.
Trajetória - “Comecei a treinar no quintal de casa, depois ia pra praça treinar. Depois fui para uma academia pequena. Comecei a disputar eventos vale tudo, como Open Fight, Pitbull Fight, depois fui para o Amazon Fight, para o Shooto Brasil, Advangers Fight e para o Jungle Fight, que me abriu as portas para entrar no UFC, o maior evento do mundo de MMA, em 2014”, contou D’Silva sobre sua trajetória.
Ele afirmou que a vitória no México lhe deu ainda mais confiança para a carreira no octógono. “Eu estou confiante, otimista, com vontade de ir pra cima. Eu tenho muito a agradecer aos treinadores que deram início à minha preparação, o Arlindo Favacho, Carlinhos, o Zezé do Boxe, que me acompanham desde o início. Eu também sou muito grato aos treinadores que estão comigo agora, o Washington Silva (boxe), o Fernando Maestro (muay thai), o Edson Ramalho (personal trainer) e o Denis Vieira (wrestling)”, ressaltou.
O paraense deve voltar a lutar pelo UFC ainda neste primeiro semestre. “Eu estou treinando em Castanhal e Belém, focado muito nas minhas especialidades, o strike (trocação) com muito boxe e muay thai. A minha próxima luta vai ser daqui a três ou quatro meses. O UFC é um circuito com nível muito alto, por isso quero fazer esse treinamento nos EUA, porque no UFC cada detalhe faz a diferença”, reiterou.
Otimismo - Outro paraense no UFC, o peso leve (de 69,950 até 70,700 kg) Michel Trator também agradeceu à secretária Renilce Nicodemos pelo apoio que tem recebido. A sua próxima luta será no dia 11 de março, no evento “UFC Fight Night 106”, em Fortaleza (CE), contra o norte-americano Josh Burkman. Ele recebeu apoio da Seel para custeio de passagem e estadia na capital cearense.
O lutador comemora a boa fase no UFC e está otimista em relação a uma futura disputa do título de sua categoria. “Eu vivo um momento bom, venho de quatro vitórias e essa luta vai ser um pulo pra disputar o title shot (luta por título). A minha categoria é a mais concorrida do UFC. Do primeiro ao trigésimo colocado do ranking é só cara ‘casca grossa’. Já tive apoio várias vezes da Seel”, garantiu o atleta.
Michel Trator afirmou que o apoio da Seel está sendo fundamental para o surgimento de uma nova safra de lutadores no Pará. “O momento atual é bom, estão saindo muitos lutadores bons e, com a secretária apoiando o esporte, vão surgir mais lutadores do Pará. Não tinha tanto essa sensibilidade antes. Mas, depois que ela entrou, a história é outra para o esporte paraense”, acrescentou.

Texto:
Antonio Darwich


Banpará abre primeiro ambiente digital do Brasil
O Banco do Estado do Pará (Banpará) inaugurou nesta quarta-feira (15), no primeiro piso do Shopping Boulevard, em Belém, o primeiro ambiente de banco totalmente digital do país. A ação pioneira é uma aposta nos novos conceitos de internet, tecnologia, modernidade e agilidade. No evento, estiveram presentes superintendentes, diretores, clientes e lojistas do shopping. 
“Esta agência é full, ou seja, ela está apta a atende quase todos os tipos de serviços que os nossos clientes necessitam através de máquinas e equipamentos modernos. É o único banco no Brasil a oferecer este serviço. Com isso, passamos a ser referência no mercado financeiro”, explicou Augusto Costa, presidente do Banpará.
O espaço conta com duas máquinas In Lobby Teller (ILT), tecnologia inédita no Brasil, que representa um novo modelo de atendimento para o setor bancário. Com as ILTs, o cliente pode escolher por usar a máquina sem ou com interação de um operador da instituição bancária. A máquina é equipada com scanner para leitura de documentos, dispensador de moedas, dispensador de cédulas e espaço para depósito de cheques.
Podem ser feitos depósitos mistos em moedas e cédulas, utilizando os dispensadores específicos. A máquina permite o pagamento de contas utilizando cédulas e moedas. A máquina também passa troco no pagamento de contas. O equipamento efetua a troca de moedas por cédulas, e vice-versa, sem necessidade de envelope.
Já no caso de cheques, mesmo os preenchidos manualmente são colocados em um local específico, no qual a máquina faz a leitura dos dados e o depósito. O crédito em conta obedece ao prazo normal de compensação bancária. 
Além das máquinas ILTs, o Espaço Conceito é equipado com duas máquinas de autoatendimento, que recebem depósito em cédula da mesma forma que as ILTs, com crédito imediato em conta corrente, e também imprimem cheques e cartões do banco.
No caso dos cartões, trata-se de uma importante funcionalidade. Hoje os clientes do Banpará precisam ir à agência de origem retirar os cartões de crédito e débito. Com o Espaço Conceito, o cliente de qualquer agência poderá retirar o cartão nas máquinas.
Cláudia Valente é cliente pessoa jurídica na agência Banpará do bairro do Telégrafo, em Belém. Ela foi uma das primeiras clientes a conhecer a novidade. “Isso vai ser bom demais! Vamos poder resolver nossas coisas de forma digital, rápida. Gostei da inovação”, comemorou.
O analista de sistemas Heronildo Santos, cliente da agência Castanheira, aproveitou a oportunidade e experimentou as máquinas novas. “Excelente. Essa novidade coloca o banco em outro patamar. Agora ele está entre os melhores em termos de atendimento com o cliente”, pontuou.
Atendimento personalizado - O espaço também oferece duas salas de atendimento assistido, equipadas com aparelhos de videoconferência, mesa e cadeiras, dotadas de isolamento acústico e visual. Nas salas, o cliente terá atendimento personalizado, exatamente como se estivesse em uma agência conversando com um gerente de conta.
Para os clientes que ainda não se sentirem confortáveis para usar as novas máquinas, o espaço contará com três caixas eletrônicos convencionais. Inicialmente, atendentes auxiliarão os clientes na utilização das máquinas e novas instalações.
Palestra - A programação contou, inicialmente, com a palestra “Inovação: a criatividade na era digital”, do jornalista e apresentador Marcelo Tas. Durante uma hora, ele falou das mudanças de hábitos existentes. Hoje em dia, segundo Tas, é impossível ignorar o fato de que o digital já tomou conta do mundo e que sobreviverá a pessoa que souber se adequar ao novo meio.
“A revolução digital muda bastante a maneira e a velocidade com que a gente se relaciona, isso dá medo, porque cria novos perigos. Eu quero que as pessoas reflitam sobre esta oportunidade que o digital gera de se ficar mais próximo de quem a gente atende, como nunca houve antes na história. O Banpará está sendo vanguardista nisto”, opinou.

Texto:
Bianca Teixeira


Hospital Regional de Marabá alerta sobre sequelas de acidentes de trânsito
Há cerca de um mês a vida da secretária Sueli Almeida Scarano, 42 anos, mudou. Ela sofreu um acidente de motocicleta e, desde então, está internada no Hospital Regional do Sudeste do Pará Doutor Geraldo Veloso, em Marabá, onde é acompanhada por uma equipe multiprofissional. Ela diz que a recuperação é difícil, não somente por conta dos traumas sofridos, mas também por ficar longe da família. “Estava acostumada a fazer aquele trajeto há mais de dez anos, e já tinha sofrido outro acidente ali, pelo mesmo motivo: imprudência de motoristas que não respeitam a preferencial. Dessa vez foi mais grave”, conta.
A desobediência à sinalização de trânsito, o consumo de bebidas alcoólicas, o uso de celular e o excesso de velocidade são as principais causas de acidentes de trânsito no país. Isso significa que a maioria deles pode ser evitada se todos tiverem responsabilidade no trânsito. Por isso, às vésperas do Carnaval, período em que aumentam os riscos de acidentes, o Hospital Regional de Marabá promove a campanha “Direção viva: você consciente, trânsito mais seguro”. A ação é um alerta à população sobre as sequelas oriundas de traumas no trânsito.
Como parte da programação, na última terça-feira (14) a unidade apresentou palestras educativas sobre as principais lesões sofridas por vítimas de acidentes e os cuidados com o paciente após a alta hospitalar. O aposentado Manoel Alves Maciel, 59 anos, que acompanhava a filha em um atendimento, viu as orientações. “Trabalhei como motorista por muitos anos, sempre tive cuidado, mas sofri alguns acidentes. Sabia que era uma profissão arriscada, mas amava aquilo. Por isso achei bom demais que o hospital discuta esse assunto com as pessoas, porque o cuidado no trânsito evita muitos acidentes”, afirmou.
Segundo o diretor geral do hospital, Valdemir Girato, cerca de 80% dos leitos são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. O Regional de Marabá é referência em atendimento de trauma de média e alta complexidades para 22 municípios da região. Em 2016, atendeu 2.401 pacientes com esse perfil, a maioria deles motociclistas. Esse número aumentou 6,5% em relação ao ano anterior, quando foram atendidas 2.253 pessoas. “O custo do tratamento desses pacientes e o período de permanência na unidade são superiores aos de usuários com outras patologias. Além disso, as vítimas de acidentes podem ficar com sequelas permanentes, gerando impactos sociais e econômicos”, explica.
Nesta sexta-feira (17) os condutores de veículos serão orientados sobre os perigos na direção. Às 15h, em frente ao shopping Pátio Marabá, o hospital fará uma blitz educativa, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal.
O projeto Direção Viva é uma iniciativa da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, que administra seis hospitais públicos do Pará, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). As unidades atendem cerca de 90% das vítimas de acidente de trânsito, com perfil de média e alta complexidades. A primeira edição da campanha ocorreu em novembro de 2016. Cerca de 150 pessoas participaram da programação, que contou com rodas de conversa, palestras educativas, missa em memória às vítimas, exposição e memorial.

Texto:
Aretha Fernandes


Estudantes que conquistaram os primeiros lugares na Uepa são homenageadas
Dedicação exclusiva aos estudos, prática recorrente de exercícios e muito treino na redação permitiram às calouras Beatriz Ishigaki, 16 anos, e Angélica Alcântara, 17, receberem a medalha “Fernando Guilhon” das mãos do reitor Juarez Quaresma, em reconhecimento à conquista dos primeiros lugares nos processos seletivos 2017 da Universidade do Estado do Pará (Uepa). A honraria é concedida aos estudantes com melhor desempenho no Prise (Programa de Ingresso Seriado) e Prosel, realizados pela instituição. As medalhas foram entregues durante a reunião ordinária do Conselho Universitário (Consun), na manhã desta quarta-feira (15).
As estudantes, acompanhadas de suas mães, receberam a homenagem do reitor, do vice-reitor Rubens Cardoso e da pró-reitora de Graduação, Ana Conceição Oliveira. Emocionada, Beatriz conquistou o primeiro lugar geral na Uepa e na Universidade Federal do Pará (UFPA). “Não esperava ficar em primeiro. Foi um choque! Fiquei muito feliz com isso tudo. Também não sabia sobre a medalha. É uma honra para mim”, declarou.
Primeiro lugar no Prise, Angélica Alcântara destacou a importância da homenagem. “Fiquei muito feliz de ter sido aprovada em primeiro lugar. Essa medalha é mais um reconhecimento pela nossa dedicação”, ressaltou. Ela também foi aprovada na UFPA e na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ao contrário de Beatriz, que optou pela Uepa, Angélica fará a graduação em Medicina na UFPA.
Aos milhares de jovens que tentarão uma vaga nas universidades públicas este ano, elas recomendam calma. “Manter a saúde mental é o principal para conseguir um bom desempenho”, afirmou Angélica. Para Beatriz, evitar o estresse e a sobrecarga de estudos é a chave para alcançar o objetivo, e também manter uma rotina de exercícios. “Se o candidato se mantiver calmo, vai sentir a melhora no rendimento. Exercitar bastante a redação também será de grande ajuda”, aconselhou a caloura.

Texto:
Fernanda Martins


Parlamento paraense debate e aprova Política de Incentivo ao Agronegócio
A comercialização de produtos agropecuários e extrativistas beneficiados por produtores rurais comprometidos com a sustentabilidade dos recursos naturais ganha incentivos com a aprovação do Projeto de Lei nº 15/2012, de autoria do deputado Fernando Coimbra, que dispõe sobre a implantação das Política de Incentivo ao Agronegócio...

Leia o texto completo no site. Clique aqui.

Texto:
Andreza Batalha


Pará 2030 firma parcerias com municípios do nordeste paraense
Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais, empresários, comerciantes, dirigentes de entidades de classe do setor produtivo do nordeste paraense lotaram o auditório Frei Leônidas Vavassori, na praça matriz de Capanema, para debater o planejamento estratégico Pará 2030 para a região e celebrar acordos com o Programa conduzido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), nesta terça-feira, 14. Três Termos de Compromissos foram assinados para validar ações já em curso no Executivo estadual.
Além do titular da Sedeme, Adnan Demachki, dirigentes estaduais de sete órgãos públicos, como os secretários de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectet) e de Turismo, respectivamente, Alex Fiúza de Melo e Adenauer Góes, participaram das discussões junto às lideranças da área econômica da região do Caeté, que reúne 4.100 empresas. Desse total, 1.800 têm cadastro regular na Junta Comercial do Pará (Jucepa) e 2.200 são micro e pequenos estabelecimentos, segundo informações do vice-presidente da Jucepa, Mauro dos Santos Leônidas, presente ao evento. 
"É importante haver essa integração, essa busca de aproximação para trabalharmos na mesma direção. O Pará 2030 é o norte da economia e a partir dele nós estamos buscando parceiros para que possamos caminhar em direção ao desenvolvimento. A síntese é crescer e verticalizar parte desta produção, gerando os empregos e a renda à altura do Pará que queremos'', destacou Adnan Demachki.
"Estou horando e feliz com a presença da comitiva do Estado em nossa cidade. Capanema é parceira do Pará 2030 e estamos de portas abertas para crescer juntos'', afirmou Chico Neto, prefeito de Capanema.
Políticas Públicas
O Pará 2030 avança e já apresenta resultados concretos. Alex Fiúza, por exemplo, apresentou duas políticas públicas que já estão em andamento para dar praticidade às iniciativas do programa: o ''Pará Profissional'' e o ''Inova Pará''. Como exemplo, Fiúza citou a unica fábrica de açúcar e álcool que funciona em Ulianópolis, sudeste paraense, cuja cidade não tinha um técnico formado com perfil para trabalhar na empresa. O Pará Profissional está formando técnicos locais para a contratação imediata na fábrica. Alguns já são até contratados pelo grupo, mas não tinham a formação profissional necessária para ocupar as vagas ofertadas.
"As duas políticas são flexíveis, como nos exige o mundo atual, e estão disponíveis para toda a região do Caeté, para que trabalhemos de acordo com a vocação e necessidade dos municípios'', afirmou Alex Fiúza de Melo, explicando que o Inova Pará organiza o que pode se chamar de polo regional de inovação, unindo o conhecimento que está disponível, mas não está sendo usado pelo setor produtivo. 
Fiúza informou que há duas semanas o Inova Pará celebrou em Bragança, nos campi da Universidade Federal do Pará (Ufpa) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), na região do Caeté, um polo de geração de quase 10 espécies de alevinos (peixes recém saídos do ovo), com alta capacidade científica. "Bragança tem 60 doutores e PHDs, com formação em engenharia de pesca e biologia ambiental, produzindo em laboratórios de ponta, escrevendo artigos para revistas internacionais sem gerar um negócio na região em aquicultura'', observou o secretário da Sectet.
O Inova Pará reuniu as duas instituições, vai completar os laboratórios com tanques e já está repassando os recursos para que o novo negócio em aquicultura aconteça na prática, tornando-se referência em tecnologia e inovação para o nordeste paraense e todo o Pará.
"Nós já estamos seguindo a linha do Pará 2030 em Bragança, nosso planejamento estratégico municipal está pautado no Programa. O Estado tem sido nosso parceiro e queremos avançar ainda mais'', informou Mário Júnior, vice-prefeito de Bragança. 
Outras Iniciativas
Um por um, os secretários e dirigentes estaduais apresentaram o que suas pastas vêm fazendo dentro do Pará 2030, cuja estratégia se fundamenta no trabalho integrado do setor produtivo do Executivo estadual, voltado para a vocação natural das economias locais por região, a partir de uma atuação desburocratizada da máquina pública, com foco no conhecimento da realidade local e das demandas da população. 
O secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Ronaldo Lima, falou sobre o licenciamento ambiental simplificado integrado na Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Este licenciamento consiste na concessão das Licenças Prévia (LP), de Instalação (LI), de Operação (LO) e da Licença de Atividade Rural (LAR), em um único momento ou isoladamente, para empresas e/ou atividades classificadas como de baixo impacto ambiental. 
O vice-presidente da Jucepa, Mauro dos Santos Leônidas, reafirmou o esforço que a entidade realiza para também simplificar os procedimentos de registro de empresa, com foco a tornar o ato cada vez mais fácil e rápido para o empreendedor. 
As apresentações do Pará 2030 são importantes porque os interessados participam ativamente, são informados sobre o que está em execução no âmbito do programa e discutem com clareza de opiniões a respeito. Na tarde desta terça-feira, não foi diferente em Capanema. Empresários e lideranças políticas buscaram informações, expuseram seus pontos de vista e esclareceram dúvidas a respeito das ações propostas.
O programa não é estático, frisou Adnan Demachki, ele foi construído com a sociedade local e segue em construção coletiva. O secretário informou o site institucional do planejamento estratégico, que já está à disposição do público no endereço eletrônico:  www.para2030.com.br.
Após três horas e meia de conversas e explanações, o evento se encerrou com a assinatura de três termos de compromissos para dinamizar as economias municipais, a exemplo da integração de Capanema à Rede Sim, para facilitar a abertura e formalização de empresas junto à Jucepa e o Sebrae Pará, grandes parceiros do Pará 2030.
Termos de Compromisso
Outro documento foi assinado reforçando a participação dos municípios e de Capanema no programa da Setur, "Rota Turística'', e um terceiro termo de compromisso foi firmado junto ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa), que estreará um projeto piloto em breve em Capanema, para agilizar o processo de regularização fundiária no município, por meio do Cadastro Rural Fundiário (Carf).
"Na semana passada foi divulgada a produção industrial do Brasil, que teve um decréscimo de 6.6%, e o Pará foi o único Estado da Federação com crescimento positivo de 9.5%, isso é um indicador de que estamos no caminho certo'', finalizou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki.
"Sem planejamento não se chega a lugar nenhum, é isso o que o Pará 2030 nos ensina e estamos felizes de saber que o Estado tem disposição de trabalhar conosco em parceria'', afirmou Renata Sousa, prefeita de Primavera.
Participaram também do encontro vereadores e secretários municipais de Santarém Novo, Augusto Corrêa, São João de Pirabas, Capitão Poço, Cachoeira do Piriá, Viseu, Vigia, Capanema e Bragança. Na comitiva estadual, profissionais da Sedeme, Sectet, Setur, Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Secretarias de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e de Planejamento (Seplan), Emater, Iterpa, bem como os dirigentes do Sebrae Pará, o diretor superintendente Fabrízio Guaglianone e o presidente da Associação Comercial do Pará, Fábio Lúcio Costa, entre outras personalidades.

Texto:
Valéria Nascimento


Hospital Oncológico Infantil luta contra o câncer acolhendo famílias
O menino Murilo da Silva Caxias, de 8 anos, sorri. Está todo arrumado e faceiro. Sob o gorro que usa, caretas e expressões: ele é amarelo e engraçado, propositalmente feito para lembrar os minions - os pequenos anti-heróis que estão entre os personagens de desenhos animados preferidos do garoto. “Gosto deles e do homem-aranha. Dos super-heróis, gosto só dele. É porque ele é forte e sobe as paredes!”, justifica o menino.
Nos últimos meses, Murilo tem sido o maior protagonista de uma superaventura pessoal - que tem exigido dele e da sua família mais que muitos roteiros já pensados para os desenhos ou os quadrinhos que povoam seu universo infantil. Ele é um dos mais de 600 meninos e meninas que hoje passam diariamente por tratamentos no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), a maior referência no atendimento de crianças e adolescentes de zero a 19 anos com câncer no Pará.
Nesse núcleo, que é hoje um dos maiores centros de atendimento deste gênero no País, histórias de superação e força de crianças como Murilo e sua família e também de profissionais de saúde expõem a importância de investimentos do poder público em unidades de saúde como essa. Desde que foi aberto pelo governo do Pará, em 12 de outubro de 2015, o hospital impactou decisivamente o atendimento especializado e a luta contra o câncer na região Norte. Um trabalho de referência e de excelência que merece ser lembrado hoje, 15 de fevereiro, Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil.
Dias de bravura
Há dois meses tem sido assim para a dona de casa Soraia Cristina da Silva Caxias, 31. Desde que o filho caçula Murilo começou seu novo tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, praticamente todos os dias ela recomeça a rotina às três da manhã, na comunidade Novo Horizonte, no município de Vigia.
É preciso acordar antes do sol sair, ainda tateando até o ponto, no escuro da madrugada, para não perder o ônibus que parte para a capital às quatro da manhã. Tudo para que a mãe e o filho possam estar às sete e meia no hospital. É preciso dar sequência à quimioterapia que está sendo o trunfo contra o câncer do filho.
Há cinco meses Murilo foi diagnosticado. Sofre com um tipo de câncer conhecido como linfoma não-Hodgkin. Os linfomas são neoplasias malignas ligadas aos gânglios (linfonodos), as células que compõem o nosso sistema linfático - a rede complexa de vasos e pequenas estruturas que é importantíssima para defesa do organismo, já que produzem os anticorpos que atuam em nosso sistema circulatório. Entre os linfomas, a neoplasia não-Hodgkin é o tipo mais incidente na infância, e a quimioterapia e a radioterapia são os mais importantes recursos para o tratamento da doença.
A vitalidade e os sorrisos de Murilo, espalhados pelo leito onde é atendido no setor de quimioterapia do Hospital Oncológico Infantil, enchem de alegria e esperanças os olhos calejados da mãe. No início do tratamento, o menino passou quase três meses internado no hospital Barros Barreto, antes de vir para o Oncológico Infantil. “Ele chegou aqui quase morto, muito magro. Foram 90 dias com um dreno, por conta de um derrame pleural. Graças a Deus meu filho hoje está ótimo”, comemora de forma singela a mãe. “Sinto que meu filho está em boas mãos e aqui tenho um grande amparo, tenho até onde buscar um conselho, um apoio para conversar. Às vezes é preciso”.
A vida de Murilo e de sua mãe pararam nesse momento de esforço concentrado – e que tem conseguido vitórias diárias contra o câncer. A rotina, que tomou o tempo da escola e de brincadeiras comuns da infância, também exigiu sacrifícios da mãe. Os outros dois filhos de Soraia, mais velhos, são cuidados por uma vizinha amiga durante a sua ausência na casa em Vigia - para a qual sempre retorna, ao fim das jornadas que podem por vezes se encerrar apenas no dia seguinte. Além do lar, Soraia precisou fazer mais sacrifícios. Largou também o trabalho para poder acompanhar o tratamento do filho.
“No início, passamos quatro semanas vindo de segunda a sexta. Agora precisamos vir todos os dias, de domingo a domingo. O Murilo às vezes fala comigo que é difícil. Mas ainda assim meu filho acorda disposto. Meu filho é um guerreiro”, emociona-se.
Em suas supervitórias, conquistadas nos últimos meses com a ajuda da quimioterapia oferecida com a ajuda do Hospital Oncológico Infantil, Murilo pinta, brinca e também vê desenhos na nova rotina diária. Fez do Oncológico Infantil sua segunda casa.  “Mas o que eu gosto mais é de cantar”, diz sobre seu passatempo preferido.
A música que o menino mais gosta de repetir pelos corredores é “Conquistando o impossível”, um sucesso da dupla Breno César e Solange que já foi interpretada por artistas como Jamily e Luan Santana. Ela resume o espírito da sua nova brincadeira de enfrentar a vida: “Acredite / é hora de vencer / Essa força vem de dentro de você (...) Acredite / que nenhum de nós / Já nasceu com jeito pra super herói”.
Oncológico Infantil quintuplicou número de leitos para tratamento em menos de dois anos
Para entender melhor o que significou a abertura do Hospital Oncológico Infantil para o tratamento oncológico no Pará, a partir de 2015, é preciso lembrar como era o atendimento no Estado antes de seu surgimento - tendo como referência o trabalho então feito pelo Hospital Ophir Loyola. “Lá, tínhamos dezoito leitos para pediatria. Aqui, abrimos o Hospital Oncológico Infantil já com 34 e hoje dispomos de 89 leitos só para crianças e adolescentes. Por isso tudo, podemos dizer hoje que o Estado do Pará não tem fila para a internação e o tratamento do câncer voltados a essa clientela. A criação deste hospital mudou completamente o panorama desse tipo de atendimento no Estado”, pontua a diretora-geral do Hospital Oncológico Infantil, Alba Muniz.
O desafio maior agora para o Estado, lembra a gestora, é trabalhar o diagnóstico precoce, especialmente no interior, através da assistência básica. Esse é o nó atual para que se consiga elevar a taxa de cura de crianças e adolescentes com câncer no Pará, que hoje é de 50%, enquanto a média do resto do País é de 65%. “E essa nossa condição está diretamente ligada ao tempo de diagnóstico, que ainda ocorre muito tardiamente na nossa região. As chances de cura aumentam à medida que a doença é detectada mais cedo”, ressalta Alba Muniz.
Esse desafio específico do combate ao câncer no Brasil é tão importante que, recentemente, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançaram, no último dia 10 de fevereiro, o primeiro Protocolo de Diagnóstico Precoce do Câncer Pediátrico. O objetivo da publicação é auxiliar os profissionais de saúde pública a conduzirem casos suspeitos e confirmados dentro de uma linha de cuidados - com definição de fluxos e ações desde a atenção básica até a assistência de alta complexidade.
Outra meta é justamente incentivar os diagnósticos mais precoces e uma maior agilidade nos encaminhamentos para início de tratamento. Isso tudo tem também outra motivação especial: pela natureza da dinâmica do metabolismo na infância, os cânceres em crianças apresentam crescimento rápido, da mesma forma que as tentativas de tratamento, por sua vez, podem ter muito mais possibilidades de sucesso. A equação é simples: quanto menos se enxerga o mal nessa fase, mais letal ele pode ser – e quanto mais atenção dada, mais as possibilidades de melhores resultados em tratamentos.
“O que dificulta, em muitos casos, a suspeita e o diagnóstico do câncer nas crianças e nos adolescentes é o fato dos sinais e sintomas serem comuns a outras doenças. Há casos em que as famílias recorrem à assistência médica várias vezes e o paciente pode ser diagnosticado já com doença avançada”, declarou no início de fevereiro o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Figueiredo, durante o lançamento do novo protocolo do MS para diagnóstico precoce do câncer pediátrico.
Entre os sintomas de câncer em crianças, muitas vezes ignorados, estão palidez, hematomas, sangramentos, dor óssea, suor noturno, perda de peso inexplicada, caroços ou inchaços, alterações oculares, inchaço abdominal, dores de cabeça persistente, vômitos, inchaço sem trauma e dores em membros, entre outros.
No Brasil, o câncer entre crianças e jovens responde por 3% de todos os tipos diagnosticados no País. Dados do Inca apontam que a mortalidade por câncer entre crianças e adolescentes no Brasil está estável, mas essa ainda é a primeira causa de morte por doença na faixa etária de 1 a 19 anos. Os tipos de cânceres infanto-juvenis mais comuns hoje são as leucemias, seguidos dos linfomas (gânglios linfáticos) e dos tumores do sistema nervoso central (conhecidos como cerebrais). O número de óbitos por câncer nesta faixa etária é menor apenas do que o de mortes ligadas a causas externas - como os acidentes e violência.
Estimativas indicam ainda que, em 2016, surgiram 12,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos no Brasil. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram os maiores números de casos novos (6.050 e 2.750, respectivamente), seguidas pelas Regiões Sul (1.320 casos novos), Centro-Oeste (1.270 casos novos) e Norte (1.210 casos novos).
No Pará, especificamente, antes do surgimento do Hospital Oncológico Infantil, a expectativa média do Estado flutuava entre 120 casos novos diagnosticados por ano entre crianças e jovens - na época em que esse atendimento era feito apenas pelo Hospital Ophir Loyola. Após a abertura do Oncológico Infantil, essa estimativa saltou à marca média de 256 novos casos registrados ao ano. “Isso significa que está havendo mais acesso à saúde”, pondera a diretora-geral do hospital, Alba Muniz.
Unidade é considerada a maior do Brasil em volume de serviços 
O universo de pacientes atualmente atendidos pelas rotinas diárias mantidas pelo Hospital Oncológico Infantil de Belém chega hoje a 650 crianças e jovens. A expectativa média de convívio desses pacientes com a rotina do hospital pode durar até cinco anos.
Ao todo, o Hospital Oncológico Infantil realiza cerca de 550 consultas por mês, para acompanhamento constante do esforço concentrado pela cura, além de 2.500 sessões mensais de tratamentos com quimioterapia. Dos 89 leitos disponíveis, dez são destinados à UTI, com média constante de 100% de ocupação. Os 79 leitos restantes têm uma rotina de 80% de ocupação diária, com média de 18 dias de internação. Ao todo, são cerca de 110 internações feitas a cada mês.
“E além disso, o paciente em terapia no nosso hospital muitas vezes precisa de pronto socorro. Para isso, ele não vai a um hospital comum. Ele é atendido pelo nosso hospital, que fica aberto 24 horas por dia. São cerca de 20 atendimentos diários. Por tudo isso, somos considerados hoje o maior hospital oncológico pediátrico do Brasil em volume de serviços”, atesta a diretora-geral do Hospital Oncológico Infantil.
“Esse é o impacto de nosso hospital para a saúde do Pará: acesso fácil, rápido e de qualidade à assistência em oncologia para as crianças e jovens do Estado. Poucos serviços de saúde no Brasil dispõem dessa estrutura assistencial oferecida hoje no Pará, essa segurança especial que dá garantias aos pacientes que passam por aqui”, avalia Alba Muniz.  
“E nós não só tratamos da doença deles, mas também nos preocupamos com a manutenção da rotina desses pequenos cidadãos”, ressalta a diretora do hospital, citando aspectos como a continuidade do acesso ao ensino. Como se sabe, as rotinas de tratamento exigidas muitas vezes acabam afastando essas crianças e jovens dos bancos das escolas comuns – visto que só podem frequentar salas de aulas normais com laudos médicos atestando que podem voltar a fazer isso.
Para isso, o Oncológico Infantil também tem programas como a Classe Hospitalar, mantido em convênio com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que há muito oferece esse tipo de assistência à rede pública de saúde do Pará - dentro da modalidade educação especial. “Eles são matriculados pela secretaria de educação e as aulas acontecem dentro do hospital, com professores da rede, quando estão cumprindo atendimento ambulatorial e também durante internações”.
Atendimento integral cria laços entre profissionais, familiares e pacientes
Passa das quatro da tarde no quarto andar do Oncológico Infantil - o mais sensível do prédio, por abrigar o bloco cirúrgico e a UTI do hospital - quando a médica Alayde Vieira se detém, ao fim do corredor, diante de uma maca. Ela se abaixa suavemente, fazendo com que seu rosto entre no campo de visão de um jovem que acaba de deixar a sala de cirurgia. A médica fala baixo, suavemente, perguntando se ele está bem. De repente, o sorriso largo responde ao aceno positivo do paciente. Um flagrante dos laços que se criam frente à dura rotina de cuidados.
Há dez anos na carreira médica, Alayde Vieira é professora universitária, mestre e doutoranda em oncologia e responde atualmente pela coordenação da oncologia pediátrica do Oncológico Infantil. Está na casa desde a criação do hospital, em 2015. Antes, passou pelo Ophir Loyola.  
“Infelizmente, pela dimensão de nosso Estado e pelo desconhecimento da população, o câncer infantil ainda é detectado muito tardiamente e esse é o grande problema imposto hoje ao Pará. Precisamos que esses pacientes cheguem cada vez menos tardiamente ao nosso atendimento para que a sobrevida deles e as chances de cura sejam cada vez maiores, mas esse não é o desafio único. O atendimento humanizado é uma grande necessidade”, ressalta a médica.
A oncologista argumenta: o tratamento do câncer envolve mudanças completas de rotinas e hábitos de não apenas essas crianças e jovens, mas de famílias inteiras. “Outro grande esforço crucial do Oncológico Infantil é conseguir abraçar por inteiro essas famílias. Elas precisam ser acolhidas para vencerem o desconhecimento e o medo frente à doença. Nós precisamos fazê-las entender o que é o câncer e como lidar com ele. É um grande desafio diário, mas cujos resultados acabam sendo muito gratificantes para nós profissionais”, diz Alayde Vieira.
Diante de procedimentos tão invasivos e cotidianos que exigem tanto do espírito de luta e do moral de familiares e de pequenos pacientes, implantar rotinas que suavizem essa passagem pelas instalações do hospital vira uma palavra de ordem. “Nós nos preocupamos com atividades lúdicas para as crianças tanto quanto com o apoio à família, como salas de atendimento que incluem vários outros profissionais, de psicólogos e pedagogos a fonoaudiólogos. É preciso tornar o mais amigável possível essa caminhada, que é muito difícil e que pode não ter o final esperado. Muitas vezes, uma mãe procura a sala de psicologia só para desabafar, para conversar. É o que sempre dizemos: ainda que não consigamos curar 100%, temos que conseguir acolher e abraçar toda essa clientela”, resume a médica.
Pacto
Esse esforço do Oncológico Infantil Octávio Lobo em entender as necessidades de seus jovens pacientes e de suas famílias recentemente ganhou novo crédito. O hospital foi confirmado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como instituição signatária do Pacto Global – iniciativa da ONU que tem como objetivo mobilizar a comunidade empresarial internacional e instituições públicas e privadas para a adoção de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção em suas práticas e fomento de negócios.
Ao ser confirmado como signatário do Pacto Global, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo passou a fazer parte da esfera de instituições de saúde que já integram uma rede com mais de 12 mil organizações signatárias, ligadas a vários setores ao redor do mundo.
Administrado desde sua inauguração, em 12 de outubro de 2015, pela Organização Social de Saúde (OSS) Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar - através de contrato firmado com o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) -, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo agora é o terceiro hospital público paraense a aderir à lista do pacto Global da ONU. Também são signatários no Pará o Hospital Público Estadual Galileu, de Ananindeua, e o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), de Santarém. Todos são geridos pela OSS Pró-Saúde.
Ao serem signatárias do Pacto Global – de forma voluntária -, as instituições concordam em seguir e defender valores expressos em 10 princípios, ligados às áreas de direitos humanos, trabalho, ambiente e combate à corrupção. A meta é fortalecer um mercado global mais inclusivo e igualitário, promover o crescimento sustentável e a cidadania ao redor do globo.
“Ser signatário do Pacto Global amplia o compromisso do hospital com a comunidade, tendo como base valores humanitários essenciais para o bem-estar das pessoas. Isso também mostra o compromisso do governo do Estado, alinhado com a gestão da Pró-Saúde, em seguir melhorando a assistência oferecida à população”, avalia a diretora-geral do Hospital Oncológico Infantil, Alba Muniz. “Isso significa que nos propomos a agir de acordo com esses princípios e nos permitimos ser auditados em vários aspectos relativos ao respeito aos direitos humanos e do trabalho, à sustentabilidade e à transparência”.

Texto:
Lázaro Magalhães


Semas repassou em janeiro aos 144 municípios mais de R$ 14 milhões de ICMS Verde
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) divulgou a tabela com os valores atualizados do ICMS Verde repassados em janeiro de 2017 aos 144 municípios do Pará. O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) possui critérios ambientais denominados ICMS Verde, correspondente a 8% da cota-parte distribuída aos 144 municípios. No último dia 8 de fevereiro foi divulgado o Decreto nº. 1.696, alterando a metodologia de cálculo correspondente.
Em 2014, o repasse do ICMS Verde foi de 2%, equivalente a R$ 35 milhões. Em 2015, o índice subiu para 4%, ficando em torno de R$ 78 milhões. No ano passado, o percentual aumentou para 6%, atingindo o volume de R$ 120 milhões. Este ano, o imposto foi elevado para 8%, e somente no mês de janeiro o arrecadado pelos municípios somou R$ 14.421.777,97. Este último percentual será mantido para os anos seguintes.
O novo cálculo engloba variáveis que interagem em sistemas matriciais em quatro fatores: a regularização ambiental, contemplando áreas de preservação permanente e reservas legais; o fortalecimento da gestão ambiental, aprimorando a capacidade de gestão do meio ambiente municipal; o estoque florestal, notado pelo remanescente florestal ou cobertura vegetal, e a gestão territorial, que busca abranger no cálculo e privilegiar municípios que possuem áreas protegidas no seu território.
Uma verba específica para aplicar diretamente em ações destinadas ao meio ambiente é repassada ao município, fortalecendo a gestão, com base em legislação estadual e municipal. Os gestores responderão ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) quando não aplicarem o montante específico ou não justificarem sua aplicação.
De acordo com Renato Chaves, gerente de Articulação e Adequação Ambiental da Semas, “o ICMS Verde incentiva a descentralização municipal, o combate ao desmatamento e a proteção de unidades de conservação, entre outros interesses ambientais”.

Texto:
Naiana G. F. M. Santos


Sespa apoia programa que defende o desenvolvimento infantil integral
Começou na última segunda-feira (13), na Escola de Governança Pública do Pará (EGPA), a capacitação para formar multiplicadores do Programa Criança Feliz, cujo objetivo é promover o desenvolvimento infantil integral, valorizando o ato de brincar como imprescindível para a infância. A ação tem o apoio das secretarias de Estado de Saúde Pública (Sespa), Educação (Seduc) e Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), e coordenação da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).
A capacitação termina no próximo dia 23, quando será formado o comitê estadual com a participação de representantes das secretarias. O Programa Criança Feliz, instituído pelo Decreto nº 8.869, de 5 de outubro de 2016, é uma iniciativa do governo federal para ampliar a rede de atenção e cuidado integral à primeira infância e dá consequência ao marco legal da primeira infância, aprovado pela Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016.
“A ação tem a finalidade de promover o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, considerando a família e o contexto de vida, priorizando-se as gestantes, crianças de até 3 anos de idade e suas famílias beneficiarias do programa Bolsa Família; crianças de até 6s anos de idade e suas famílias beneficiarias do Beneficio de Prestação Continuada; e crianças de até 6 anos de idade afastadas do convívio familiar em razão da aplicação de medida protetiva”, explicou a coordenadora Estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo.
Outros objetivos do programa são: apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento e nos cuidados perinatais; fortalecer os vínculos familiares, preparando as famílias para a parentalidade; mediar o acesso da gestante e das crianças na primeira infância a políticas e serviços públicos tais como saúde, educação e assistência social e integrar e ampliar as redes de políticas públicas a partir do foco na primeira infância.
A ação será estruturada com visitas domiciliares, capacitação e formação continuada; elaboração de metodologia e material de apoio e integração local de redes e serviços públicos a partir da atenção à primeira infância.

Texto:
Carla Fischer


Corpo de Bombeiros forma novos praças e oficiais e aumenta o efetivo
Formar novos soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros Militar é o objetivo dos cursos de formação de praças e de oficiais, ministrados no Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (Iesp). Atualmente, 287 praças estão em treinamento junto com 30 cadetes. Eles ingressaram mediante aprovação no último concurso público da corporação, lançado no ano passado.
Os futuros soldados ingressaram no curso de formação de praças, com carga horária de 900 horas; os cadetes, que futuramente serão oficiais, ingressaram no curso de formação de oficiais, e se tornarão bacharéis em risco coletivo. Neste caso, os candidatos devem ter nível médio para ingressar no curso, que tem duração de três anos e carga horária de 4,6 mil horas. A chancela de ensino superior concedida aos cadetes é do próprio Iesp.
Os cursos contam com disciplinas específicas e generalistas, teóricas e práticas, de cunho militarista e humanista. Os praças estarão prontos para o exercício das funções a partir do dia 7 de setembro deste ano, quando se formam. A formação de praças compreende disciplinas que abordam a operacionalização de missões urbanas e florestais e salvamento aquático, terrestre e em altura, por exemplo”, explica o major Helton Morais, responsável pelo Centro de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização do Iesp.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a formação de oficiais garante a qualidade da futura gestão da corporação, com formação geral sobre conceitos militares e humanistas, sempre de maneira teórica e prática, para que a sociedade seja servida da melhor forma possível.
O curso de adaptação de oficiais é específico para oficiais que ingressaram já com nível superior. Atualmente, o Corpo de Bombeiros tem no quadro complementar as formações de engenharia elétrica, hidráulica e mecânica, respectivamente; arquitetura; psicologia; tecnologia da informação e direito. Na área da saúde, o quadro tem medicina e odontologia.
O Corpo de Bombeiros conta hoje com 309 oficiais e 2.569 praças, totalizando o efetivo de 2.878 membros, que, com os novos concursados, será elevado para 3.184 bombeiros. A distribuição das vagas para fins de lotação após a conclusão do curso será feita conforme a demanda da Região Metropolitana de Belém, que comporta, neste caso, Breves e Salvaterra. No interior do Estado, as cidades contempladas serão Abaetetuba, Moju, Castanhal, Salinópolis, São Miguel do Guamá, Altamira, Canaã dos Carajás, Marabá, Itaituba, Santarém, Barcarena, Cametá, Tailândia, Bragança, Capanema, Paragominas, Vigia, Redenção e Tucuruí.
“É fundamental que haja mais um concurso para praças e oficiais do Corpo de Bombeiros, pois segundo nosso estudo institucional estratégico, em 2021 cerca de 600 bombeiros, mais ou menos 25% do nosso efetivo, entrarão na reserva, ou seja, deixarão de atuar. O contingente precisará ser reposto na mesma intensidade”, explica o comandante geral da corporação, Zanelli Nascimento.
Apesar de o efetivo ainda não ser o ideal, já apresentou crescimento considerável, o que tem rendido maior abrangência de serviço. “Em 2008, estávamos com 30 Unidades Bombeiro Militar em 17 municípios, e em 2017 alcançamos 38 em 25 municípios. Dessa forma conseguimos atender mais pessoas em uma área maior. Com o crescimento do efetivo, esta área pode ser aumentada”, diz o comandante.

Texto:
Sérgio Moraes
 




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