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quarta-feira, abril 13, 2011

Escola José Veríssimo completou 109 anos em plena obra de recuperação

A Escola de Ensino Fundamental José Veríssimo completou no último dia 11 de abril, 109 anos de existência. Os professores e diretores e alunos não puderam ainda comemorar, por estar o prédio, localizado na Praça Batista Campos, em plena obra de recuperação de suas instalações em gerais. As aulas para os quase dois mil anos que deveriam ter acontecido no tempo hábil conforme calendário da Secretária Estadual de Educação, foi transferido para o próximo dia 02 de maio, aí, sim, em grande festa, inclusive com as presenças do secretário de Educação, dr. Nilson Pinto e até do governador do Estado, Simão Jatene.
A Escola José Veríssimo, uma das mais conceituadas escolas do Estado do Pará, por ter estudado por ali, grandes políticos e personalidades até mesmo da história do Pará. O prédio da escola deveria ter passado por reformas ainda no governo passado, ela que chegou a ser uma das primeiras no planejamento de obras, acabou ficando de lado, até que aconteceu o pior: os telhados desabaram em pleno início de temporada de chuvas,  inverno, ainda em dezembro do ano. Há denúncias inclusive de desvios de merenda escolar denunciado inclusive conselho da Escola.

QUEM FOI JOSÉ VERÍSSIMO?
 
José Veríssimo Dias de Matos, jornalista, professor, educador, crítico e historiador literário, nasceu em Óbidos, PA, em 8 de abril de 1857, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 2 de fevereiro de 1916.
Filho de José Veríssimo de Matos e de Ana Flora Dias de Matos. Fez os primeiros estudos em Manaus (AM) e Belém (PA). Em 1869, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Matriculou-se na Escola Central, hoje Escola Politécnica, mas interrompeu o curso por motivo de saúde, em 1876, e regressou ao Pará, onde se dedicou ao magistério e ao jornalismo, a princípio como colaborador do Liberal do Pará e, posteriormente, como fundador e dirigente da Revista Amazônica (1883-84) e do Colégio Americano.
Em 1880, viajou pela Europa. Voltou à Europa em 1889, indo tomar parte, em Paris, no X Congresso de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica, quando fez uma comunicação sobre o homem de Marajó e a antiga história da civilização amazônica. Sobre a rica Amazônia são também os ensaios sociológicos que escreveu nessa época, Cenas da vida amazônica (1886) e A Amazônia (1892).
Referido sempre como o fundador da Revista Brasileira, José Veríssimo, na verdade, dirigiu a sua terceira fase (a primeira foi de Cândido Batista de Oliveira, de 1857 a 1860; a segunda, de Nicolau Midosi, durou de 1879 a 1881). A terceira Revista Brasileira começa em 1895 e vai até 1899, completando vinte volumes em cinco anos. Veríssimo teve o dom de agremiar toda a literatura nacional na Revista. Na sala da redação, na Travessa do Ouvidor nº 31, congregavam-se os grandes valores brasileiros da época, e é de lá que saiu a Academia Brasileira, prestigiada pelos mais eminentes amigos de José Veríssimo: Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay, Lúcio de Mendonça, entre outros.
Como escritor, a sua obra é das mais notáveis, destacando-se os vários estudos sociológicos, históricos e econômicos sobre a Amazônia e as suas séries de história e crítica literárias. Na Introdução à sua História da literatura brasileira tem-se uma primeira revelação de todas as vicissitudes por que havia de passar uma literatura que se nutriu por muito tempo da tradição, do espírito e de fórmulas de outras literaturas, principalmente do que lhe vinha de Portugal e da França.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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