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Moradores da cidade e mototaxistas fizeram um
protesto na porta da delegacia exigindo a
liberação da equipe da TV Liberal,
o que aconteceu em seguida.
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Guilherme Mendes estava dentro da unidade quando foi abordado pelos policiais militares. O restante da equipe estava no carro, do lado de fora da unidade de saúde. Os policiais queriam levar o repórter dentro da viatura até a delegacia, mas desistiram quando Mendes disse que só iria se a situação fosse filmada durante todo o trajeto. Assim, ele seguiu no carro da TV liberal, que foi escoltado pelos PMs até a delegacia. 'A diretora da unidade de saúde acompanhou a nossa equipe até a delegacia e lá desistiu de registrar o boletim de ocorrência', revelou o repórter Guilherme Mendes.
Ainda segundo Mendes, a equipe ficou cerca de meia hora detida pelos policiais militares, até que diretora da unidade desistisse da ocorrência. Ela também resolveu abrir as portas da unidade mista de saúde para que a equipe da TV Liberal fizesse uma visita. 'Mas só tivemos acesso à área administrativa', contou.
Há tempos a TV Liberal recebe muitas denúncias de falta de médicos, medicamentos e péssimas condições de higiene no hospital. Antes de ser detido o repórter Guilherme Mendes encontrou muitos pacientes à espera de atendimento, além de flagrar três ambulâncias quebradas no local. A única ambulância que estaria funcionando, estava parada na garagem do hospital.
Mendes ainda encontrou lixo hospitalar nos fundos da unidade de saúde, que começou a ser incinerado, quando funcionários perceberam a presença da equipe de reportagem.
A ordem da detenção teria sido dada pela Prefeita do município, Francisca Martins. Mas a prefeita informou, por telefone, que não sabia do fato e que não deu nenhuma ordem para deter a equipe de reportagem da TV Liberal.
Ela disse ainda que está em Belém, em uma reunião do Coimp (Conselho Integrados dos Municípios Paraenses), do qual participam 50 prefeitos, desde às 8h00, até às 11h45. Ela conta ainda que só ficou sabendo do fato quando saiu para o intervalo da reunião e recebeu um telefonema da produção da TV Liberal. 'O que eu estava sabendo era que a equipe ia fazer uma matéria sobre a produção de mandioca e sobre o festival que acontece no final de semana. Só fiquei sabendo da prisão quando me ligaram. De maneira nenhuma eu daria uma ordem dessas', afirmou.
Martins disse ainda que tentou contato, tanto com a diretora da unidade de saúde, como com a secretária de saúde do município, mas não conseguiu. 'Vou com certeza proceder sobre isso e punir quem usou meu nome', ameaça.
Repúdio - O Sindicato dos Jornalistas se pronunciou sobre o caso repudiando qualquer ato de censura à liberdade de imprensa. 'A nossa assessoria jurídica já foi acionada, vamos entrar com uma ação judicial contra todos os envolvidos, por danos morais.', declarou a presidente do Sinjor, Sheila Faro.
Ela afirma que situações como essas prejudicam o profissional. 'Esse tipo de ação é prejudicial para imagem do profissional que está apenas trabalhando. O que a equipe estava fazendo era legitimar a situação pra mostrar à sociedade o que estava acontecendo com um órgão público',
Redação Portal ORM

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