Por Fernando Rodrigo Diniz / Ascom Sesma Fotos: Elivaldo Pamplona
Há alguns meses o Departamento de Vigilância Sanitária deBelém (Devisa/Sesma) vem trabalhando intensamente na elaboração de umlevantamento dos principais pontos irregulares de venda de alimentos emvias públicas na capital. O estudo servirá para mapear as áreas mais criticasdo comércio irregular de alimentos, que vão receber ações mais incisivas doDevisa, a fim de garantir o bem da saúde pública.
%u201CDiariamente recebemos dezenas de denúncias que relatam aspéssimas condições de venda e manipulação de alimentos, não somente na rua, masem todos os locais possíveis. Por isso a Vigilância Sanitária realizafiscalizações frequentes para atestar a qualidade dos alimentos vendidos aosconsumidores e as condições sanitárias em que eles são comercializados", diz ArthurBenassuly, Diretor do Departamento de Vigilância Sanitária de Belém, daSecretária Municipal de Saúde (Sesma).
Como parte destas ações, a Vigilância Sanitária em parceriacom a Secretaria Municipal de Economia (Secon), fiscalizou seis pontos de comérciode alimentos irregulares, nas proximidades da D. Romualdo de Seixas e AvenidaJose Malcher, além de outros cinco pontos, na Generalíssimo Deodoro entre as avenidasNazaré e José Malcher.
Os responsáveis pelos pontos de venda de lanches tiveramsuas barracas e carrinhos analisados pelos agentes da vigilância sanitária, queidentificaram acondicionamento de alimentos e limpeza inadequados,além do fato de todos estarem desobedecendo às leis sanitárias, que desaconselham a venda e manipulação de alimentos em vias públicas, expostos àação de insetos, lixo, poeira e poluição.
Todos os comerciantes foram notificados pela Vigilância Sanitáriaa encerrar suas atividades e alertados que caso insistissem em desobedecer àsrecomendações do Devisa/Sesma, teriam seu material e equipamentos apreendidospelas equipes da Secom em fiscalização futura.
Roberto Barros, que há três anos trabalha com umcarrinho de lanches, ficou surpreso com a fiscalização. %u201CSei que não estouadequado com as leis sanitárias, mas sempre faço de tudo para manter o espaçoaqui, o mais limpo e organizado possível.%u201D, disse.
Em um dois pontos localizados na Generalíssimo entre Nazarée José Malcher, os técnicos do Devisa encontram situações preocupantes. Em umabarraquinha de venda de lanches, todo o lixo produzido pelo ponto, diversossacos, inclusive com restos de comida, eram acondicionados ao lado do espaçode venda e manipulação de alimentos. Num ponto de venda de cachorro quente,em um mesmo isopor sujo cheio de gelo, eram guardadas latas e garrafas derefrigerantes e potes com carne crua, produtos que não deveriam estarmisturados, devido à alta possibilidade de contaminação.
Os artigos 19 e 20 do código de Vigilância Sanitária deBelém, a lei federal 6437 e o código de postura do município, versamsobre a não autorização da venda de alimentos em vias publicas de Belém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário