A Cerâmica Marajoara tem origem com os índios da Ilha de
Marajó é considerada a mais antiga arte cerâmica
do Brasil e uma das mais antigas das Américas.
Marajó é a maior ilha fluvial do mundo, cercada pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico. Localiza-se no estado do Pará-PA, região norte do Brasil. Os índios da ilha do Marajó faziam peças modelando o barro manualmente, com a técnica das cobrinhas, sem o uso de torno de oleiros. Faziam peças como : vasilhas, potes, urnas funerárias, apitos, chocalhos, machados, bonecas de criança, cachimbos, estatuetas, porta-veneno para as flechas, tangas (tapa-sexo usado para cobrir as genitália das moças) – talvez as únicas, não só na América mas em todo o mundo, feitas de cerâmica. Para aumentar a resistência do barro eram misturadas substâncias-minerais ou vegetais: cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha e o cauixi, uma esponja que recobre a raiz de árvores.
As peças eram depois de queimadas, em fornos de buraco ou em fogueira a céu aberto, recebiam uma espécie de verniz obtido do breu do jutaí, material que dava um acabamento lustroso as peças produzidas,
A coloração era obtida com o uso do barro em estado líquido e com pigmentos de origem vegetal. Para o tom vermelho usavam o urucum, para o branco o caulim, para o preto o jenipapo, além do carvão e da fuligem.
A cerâmica marajoara pode ser conhecida por meio das grandes coleções do Museu Emílio Goeldi, em Belém; Museu Nacional, no Rio de Janeiro; Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - MAE/USP, em São Paulo; além de museus fora do Brasil, como o American Museum of Natural History, em Nova York, e o Barbier - Mueller, em Genebra.
Hoje em dia o mais importante centro produtor e divulgador da cerâmica marajoara e indígena no estado do Pará encontra-se em Icoaraci, no bairro do Paracuri, onde se concentram cerca de 90% da comunidade de ceramistas. São inúmeras oficinas e olarias, alinhadas uma ao lado da outra, por toda a extensão do bairro. No distrito e arredores existem grandes quantidades e variedades de argila em cores e texturas diferenciadas, o que provavelmente, explica a milenar tradição da cerâmica local. Uma tradição que, aliás, se reporta, em alguns aspectos, à cultura indígena, que, na origem, se transmitia de mãe para filha e, contemporaneamente, é passada de pai para filho.
Os artesãos usam o barro colhido nas margens dos igarapés da região, modelam à mão ou em tornos de pé, e queimam em rústicos fornos a lenha.
Em Icoaraci existem dezenas de artesões fabricando peças que são vendidas para o mercado interno e externo. Um dos principais locais de comercialização da cerâmica marajoara é a COARTI- Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci, localizada na rua Padre Júlio Maria, próximo à Praça da Matriz.
Em Belém podem ser encontradas em diversas lojas da Av Pres Vargas.
Pela internet podem ser adquiridas peças através do site: http://www.icoaraci.com.br

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