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segunda-feira, junho 06, 2016

Jarbas Passarinho, ex-governador do Pará e ex-ministro, morre em Brasília





Nascido no Acre em 1920, ele iniciou sua trajetória política no Pará.
Como ministro, participou da reunião em que foi decretado o AI-5.
O ex-ministro, ex-senador e ex-governador do Pará Jarbas Passarinho morreu na manhã deste domingo (5) aos 96 anos, em Brasília, em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada, segundo nota divulgada pelo governo do Pará.
O governo estadual decretou luto oficial de três dias.

O velório teve início a partir das 13h na Paróquia Militar do Oratório do Soldado, na capital federal, cidade onde morava havia muitos anos. O enterro, com honras militares, ocorreu no fim da tarde, no cemitério Campo da Esperança, também em Brasília. Foram disparados tiros de fuzil e de canhão. O corpo foi enterrado ao som da “Canção da Artilharia”, que representa a arma do Exército da qual Jarbas Passarinho fez parte durante a carreira militar.
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Nascido em Xapuri, no Acre, em 1920, Jarbas Passarinho iniciou sua trajetória política no Pará. Foi oficial do Exército e, na ditadura militar, assumiu em 1964 o governo do Pará, indicado pelo presidente Castelo Branco.

Em 1966 deixou o governo do Pará e foi eleito senador pelo estado pelo partido Aliança Renovadora Nacional (Arena). Durante o mandato, foi convidado por Costa e Silva para assumir, em 1967, o
Ministério do Trabalho e Previdência Social. Nesse mesmo ano, passou para a reserva com a patente de coronel.
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Como ministro, participou da reunião que decretou o Ato Intitucional nº 5, conhecido como AI-5, no dia 13 de dezembro de 1968, e que deu amplos poderes para o regime militar.
Na ocasião, Jarbas Passarinho proferiu uma frase que ficou marcada na história brasileira. “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos, todos os escrúpulos de consciência”, disse ao justificar por que estava votando a favor do AI-5.
Em 30 de outubro de 1969, em virtude do agravamento do estado de saúde de Costa e Silva, tomou posse na Presidência da República o general Emílio Garrastazu Médici, que convidou Jarbas Passarinho para o Ministério da Educação.
Ainda durante o regime militar, Jarbas Passarinho voltou ao Senado em 1974, Casa em que foi eleito presidente em 1981. O político foi ainda ministro da Previdência do governo de João Figueiredo, em 1983. Em 1986, foi eleito como senador para a Assembléia Nacional Constituinte, pelo PDS do Pará.
Após a redemocratização do país, foi Ministro da Justiça do governo Fernando Collor, de outubro de 1990 a abril de 1992, quando retornou ao Senado.
Jarbas Passarinho foi casado com Ruth de Castro Gonçalves Passarinho, com quem teve cinco filhos.
Repercussão política
Pelo Twitter, o presidente da República em exercício,
Michel Temer, lamentou a morte de Jarbas Passarinho. "Quero expressar meus sentidos pêsames pela perda desse grande brasileiro, Jarbas Passarinho", escreveu em sua conta.
Também pelo Twitter, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a morte de Passarinho representa uma "grande perda". "Morre Jarbas Passarinho, brilhante homen público deste país. Independentemente de concordarmos ou não com suas posições, é uma grande perda", afirmou.

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, divulgou uma nota à imprensa em que destacou a "contribuição relevante" dele ao Brasil. "Ao mesmo tempo em que manifesta pesar em razão do falecimento do ex-ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, assinala a contribuição relevante por ele prestada ao país", diz a nota.
Por meio da assessoria de imprensa, o Exército divulgou nota em que “lamenta a perda do coronel Jarbas Passarinho e se solidariza com a família”.
Também por nota, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, disse que o "país perde um grande brasileiro". "Jarbas Passarinho esteve presente nos mais importantes acontecimentos da vida pública do nosso país. Foi governador, ministro e senador e sempre teve cuidado irreparável na administração da coisa pública", afirmou.
Algumas autoridades compareceram ao velório, entre elas o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.
Segundo Marco Aurélio Mello, Passarinho teve “uma passagem na vida pública muito fértil” e atuação “exemplar”. O magistrado também lembrou dos debates entre Jarbas Passarinho, que era da Arena, e o ex-senador Paulo Brossard, do então MDB, em lados opostos: Passarinho a favor do governo militar e Brossard contrário ao regime.

“[Passarinho] se mostrou um político exemplar. Nós estamos lembrados das discussões em alto nível – como convêm, porque a discrepância no campo das ideias é algo positivo – com o senador Paulo Brossard, cada qual atuando na sua área. MDB e Arena. Agora, claro, que a dualidade representa equilíbrio e é o que nós precisamos”, disse Marco Aurélio.
Veja vídeos com Jarbas Passarinho:
Jarbas Passarinho fala sobre política e ditadura no Brasil
Jarbas Passarinho fala da Constituição que ajudou a fazer






Encontro discute educação especial no campus da Uepa em Castanhal
O Grupo de Pesquisa em Educação Especial da Amazônia, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), promove em Castanhal, no nordeste paraense, na quarta (8) e quinta-feira (9), o II Encontro Amazônico de Educação Especial. Entre os temas a serem debatidos estão a formação de educadores, aprimoramento das práticas pedagógicas, direitos da pessoa com deficiência e comunicação e tecnologias para deficientes. O evento é aberto à comunidade. As inscrições podem ser feitas no site www.gepeeam.com.
Nos dois dias, a programação ocorre no horário de 8h às 18h, no campus XX, localizado na Rua Pedro Porpino, na Rodovia PA-320, bairro Salgadinho, 1.181. Nas mesas redondas haverá a presença de advogados, comunicadores, psicopedagogos, mestres e doutores em educação, que abordarão assuntos como memória da educação especial em Castanhal, Santa Maria do Pará, Igarapé Açu; o ensino de música na escola; tecnologia assistiva; deficiência intelectual e o processo de inclusão; dificuldades para implementação da educação especial; comunicação científica e relatos de experiências, entre outros.
Além das mesas serão ministrados minicursos sobre dislexia; o ensino de música na perspectiva da inclusão; e tecnologia assistiva para pessoas com deficiência no ambiente escolar. Segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, criada em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC), alunos com deficiência, transtornos no desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação têm o direito a frequentar a sala de aula e receber o ensino especializado.
As inscrições devem ser feitas em formulário eletrônico disponível no site www.gepeeam.com. O arquivo preenchido deve ser encaminhado até quarta-feira (8) para o e-mail gepeeam2016@gmail.com. A taxa é de R$ 20 para o público ouvinte e de R$ 25 para os participantes de oficinas. O pagamento deve ser feito por depósito bancário especificado na ficha de inscrição. O comprovante de depósito também deve ser enviado para o e-mail do evento.
O objetivo do encontro é expandir as pesquisas nas áreas da educação especial, contribuir na formação docente de alunos e professores das redes de educação, abrir espaço para novos estudos a partir das experiências e pesquisas apresentadas no evento, assim como mostrar o trabalho do Grupo de Pesquisa em Educação Especial da Amazônia.


Texto:
Renata P.


Detentas aprendem a ler e escrever com projetos de educação voluntária
Detentas custodiadas no Centro de Recuperação Feminino (CRF) ganharam mais um incentivo à educação. A dificuldade de aprendizado por conta de problemas de visão pode ser superada com ajuda do Tempo de Ver, da Superintendência do Sistema Penal (Susipe), que ofereceu gratuitamente exames oftalmológicos e óculos de grau e 28 mulheres presas.
Iniciado no último dia 5 de maio, o projeto faz parte do programa de erradicação do analfabetismo de detentas no Pará. A diretora do CRF, Carmem Botelho, diz que a ação vai permitir que as internas participem ainda mais das atividades educacionais da unidade prisional, já que muitas tinham problemas de visão.
“Elas têm vontade de aprender a ler e escrever, mas estavam com dificuldade por conta de problemas de vista. Muitas não enxergam as letras, outras ficam com dor de cabeça ou com a vista embaçada. Não poder enxergar estava dificultando o desenvolvimento de outro projeto, que também faz parte do programa de erradicação do analfabetismo, que é o Tempo de Ler, momento em que elas estão na sala de aula estudando”, explica a diretora.
“Sempre quis estudar, mas não tinha oportunidade. Quando comecei a ler os livros, quase não conseguia enxergar as letras no caderno. Chamei a professora e disse que queria desistir de estudar, porque não ia dar certo. Então veio esse projeto, e agora vou poder continuar os estudos e poder mudar de vida”, diz a detenta Maria das Dores.
Para a coordenadora de educação do CRF e idealizadora do projeto Tempo de Ler, Lindomar Espíndola, além de incentivar a educação, o projeto permite que essas mulheres busquem novos caminhos fora do presídio. “Quando um adulto não sabe ler, ele acaba sofrendo um processo de exclusão muito grande. Juntando isso com o fato de elas serem internas, aumentam ainda mais as chances de sofrerem discriminações. Por isso esse projeto traz uma nova oportunidade, as chances de construírem um caminho melhor”, avalia.
A interna Elzeman Andrea Lêdo é reeducanda do CRF e hoje dá aulas para as detentas que participam do projeto Tempo de Ler. Ela também teve problemas de visão, o que acabava prejudicando o ensino. “Eu não conseguia enxergar direito, então tinha que ficar bem perto da luz para poder ler o que as minhas alunas escreviam, e isso no final do dia fazia minha cabeça doer. Fui capacitada pelo Instituto Brasileiro de Educação e Meio Ambiente (Ibraema) para dar aula para minhas colegas. Gosto de ajudar e ver o crescimento delas. Nunca achei que dentro do cárcere teria uma oportunidade dessas”, conta.
Para Carmem Botelho, a intenção é que os projetos Tempo de Ler e Tempo de ver ganhem novas dimensões e cheguem às 44 unidades prisionais do Estado ainda este ano. “Já solicitamos livros para o instituto Ibraema, e assim que eles começaram a chegar, já vamos começar a dar início a esse projeto em outras unidades. Ainda não tínhamos um projeto específico para o analfabetismo. As detentas que não sabiam ler e escrever entravam e saíam da unidade do mesmo jeito, e não é esse nosso objetivo. Queremos fazer a ressocialização e dar oportunidade para que elas se tornem pessoas melhores”, conclui a diretora.

Texto:
Timoteo Lopes


Mais de 1,5 mil pessoas participaram da Corrida e Caminhada Sustentável da Semas
Aline Mara e Eduardo Costa foram os grandes vencedores da 1ª Corrida e Caminhada Sustentável promovida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, neste domingo, 5. Mais de 1,5 mil pessoas participaram do evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizado no Portal da Amazônia.
Na categoria feminina, além de Aline Mara os primeiros lugares ficaram com Maria Girlene e Carmen Silva. Na categoria masculina, os vencedores foram Eduardo Costa, Moises Gaioso e Pedro Henrique. O casal Eduardo Costa e Maria Girlene, primeiro lugar entre os homens e segundo entre as mulheres, revelaram que treinar em companhia é uma boa opção para quem quer largar o sedentarismo. “Estamos sempre nos dando apoio, suporte. É bom ter esse tipo de incentivo. Somos movidos a muito treino e dedicação”, contou Maria.
O evento celebrou a data, criado em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU), e comemorado todo dia 5 de junho. A finalidade é sensibilizar a sociedade quanto à importância da busca ao desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente.
O secretário Luiz Fernandes Rocha frisou a importância de ações deste tipo. "O ser humano é o principal ser do meio ambiente, é o protagonista da sustentabilidade. É essencial que estes eventos busquem reunir pessoas em prol das práticas ambientais sustentáveis", contou ele que foi responsável por dar a largada da corrida pouco depois das 6h.
O trajeto percorrido pelos participantes foi de 5km. A premiação incluiu troféus que foram entregues para os primeiros 5 colocados, categoria masculina e feminina, e os demais ganharam medalhas. Além disso, foi servido um café da manhã para todos os atletas.
Nos dias anteriores ao evento, os inscritos que foram receber os kits da corrida distribuídos pela organização do evento, tiveram a oportunidade de doar, voluntariamente, 1kg de  alimento não perecível, que foram entregues pela Defesa Civil para uma comunidade vítima de incêndio do bairro do Jurunas.
Enquanto alguns servidores da Semas participaram da organização, outros tiveram a oportunidade de competir, representando a Secretaria. Foi o caso do trio de amigos André Monteiro, Thales Corechia e Thamires Borges. Thales, da Gerência de Cadastro, Transporte e Comercialização de Produtos e Subprodutos Florestais (Gesflora), disse que foi uma oportunidade ótima para confraternizar com os amigos no final de semana. “Foi ótimo, viemos juntos, corremos juntos. Sem contar que ainda faz bem pra saúde, caminhar assim de manhã cedo”, avaliou.
O Portal da Amazônia também foi palco de superação neste domingo com a participação de Valdeviro Neto e seu filho, Valdeviro Júnior. O pai, praticamente sem visão por causa do glaucoma, corre há anos com o filho cadeirante, que sofre de paralisia cerebral. “Ele é a minha visão, meus olhos. E eu sou as pernas dele. Corremos sempre juntos, já fizemos maratonas de 21 quilômetros”, disse o pai. Os dois treinam três horas por dia, três vezes na semana e estavam muito contentes por terem completado a prova. “Eu sempre corri e ele me via desde criança e queria estar junto. O jeito para ser atleta está no sangue”, contou Valdeviro, que já tem planejadas várias outras corridas ainda esse ano.
Programação – Várias atividades foram realizadas até o fim da manhã, todas voltadas para as áreas da saúde, esporte e educação ambiental. Houve apresentação da Banda Marcial do Corpo de Bombeiros do Pará e apresentação de Karatê, promovida pela Associação Shoto de Artes Marciais.
O evento contou ainda com diversas ações de educação ambiental, que envolveram a distribuição de cartilhas informativas e informações sobre fiscalização ambiental, jogos educativos e gincana ecológica envolvendo a temática ambiental, distribuição de mudas e sementes, plantio simbólico e apresentação musical do grupo infantil “Teco e sua turma”.
Uma equipe da Prefeitura de Belém proporcionou aferição da pressão arterial e distribuiu camisinhas, além de orientações nutricionais e para prevenção do vírus HIV. Já a Universidade do Estado do Pará (Uepa) proporcionou aos visitantes conhecer uma pequena amostra da coleção etnobotânica do Herbário, experimentos de Biologia e Física do Centro de Ciências e Planetário, e a Coleção Zoológica com mostras de insetos e animais marinhos.
Professor da Uepa, Carlos Elia Braga destacou que integrar atividades da Universidade com o evento do Estado, que promove a educação ambiental, foi excelente. “Iniciativas como essa de educação ambiental são muito importantes para conscientizar crianças, jovens e adultos da importância de preservar o meio ambiente”, detalhou.
A importância da educação ambiental foi considerada de extrema importância para Mônica Moura, servidora do Estado. “Todo mundo fala sobre meio ambiente, mas a atitude que temos e a informação sobre ele são muito importantes. Com ações assim, você passa para o cidadão realmente qual a importância de cuidar do meio ambiente", explica.
A 1ª Corrida e Caminhada Sustentável antecede o evento Norte das Águas, que acontecerá de 9 a 12 de junho em Belém, a primeira cidade da América Latina a promover o debate para a contribuição da 8º edição do Fórum Mundial da Água, que acontecerá em março de 2018 em Brasília. A proposta tem como objetivo realizar atividades a fim de mobilizar a sociedade para debater sobre a água.

Texto:
Naiana G. F. M. Santos


Deputados entregam Prêmio Qualidade de Vida Ambiental no Pará
A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realizou na manhã desta segunda-feira (06/06) uma Sessão Solene de outorga do Prêmio Qualidade de Vida Ambiental no Pará, destinado às pessoas, empresas ou entidades que se destacam na promoção de ações em defesa do meio ambiente e a consequente qualidade de vida no Pará...

Leia o texto completo no site. Clique aqui.

Texto:
Andreza Batalha


Hospital Galileu comemora dois anos com título de certificação de qualidade
Bolo, convidados especiais e o reconhecimento oficial pela qualidade dos serviços prestados para a população, marcaram o início da semana de comemoração dos dois anos do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Ananindeua. Na manhã desta segunda-feira, 6, foi realizada uma pequena cerimônia para comemorar o aniversário junto à pacientes e colaboradores e para a entrega da certificação pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) como ONA1 – Acreditado, que se constitui em um dos maiores títulos da área da saúde no Brasil. O Galileu foi criado para dar retaguarda ao Hospital Metropolitano.
O Galileu é o primeiro hospital da Região Metropolitana a ser Acreditado pela ONA. O pioneirismo foi destacado pelo secretário estadual de Saúde, Vitor Mateus. “O Galileu é um hospital que vem avançando com a oferta de serviços tão essenciais para a rede de saúde da região. Este é um diferencial que tem nos dado orgulho e essa certificação conquistada hoje é a tradução do esforço da equipe do hospital, pela melhoria da qualidade de serviços para a população que aqui vem sendo praticada”, avaliou o secretário que acredita que a certificação ratifica a gestão forte e qualificada do hospital que é gerido pela Organização Social (OS) Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
O médico Péricles da Cruz, analista de Qualidade da ONA, explicou que a instituição analisa e certifica hospitais, clínicas e outros serviços de saúde com foco voltado para a qualidade no atendimento e a segurança do paciente. O Galileu foi avaliado no período de 9 a 12 de maio, quando a equipe especializada pôde conferir pessoalmente que a unidade de saúde seguia uma série de padrões na área de segurança médica e no cumprimento das legislações por parte da instituição, determinantes para a conquista da Acreditação.
“Temos três níveis de certificação e o Galileu recebeu o primeiro deles. Não é muito comum isso ocorrer em hospitais estaduais”, pontuou o analista da ONA, que considera fundamental a participação de todos os colaboradores para o resultado positivo. “Toda a equipe, desde a direção até a manutenção, e o governo do Estado precisam estar envolvidos no processo. Quando todo mundo se envolve, evidente que a resposta é muito boa, eficiente e rápida. Por isso que eles conseguiram essa certificação nesse curto espaço de tempo e, o melhor, é que a gente observa que é uma ação natural de todos os colaboradores, e não uma imposição da diretoria”, destacou Péricles da Cruz.
Em dois anos de fundação, o hospital Galileu alcançou números que surpreendem. Foram realizados mais de 150 mil exames, 7.500 atendimentos e 5 mil cirurgias. Com cerca de 450 colaboradores, o hospital público mantém uma média de satisfação de 96%, um saldo comemorado pelo diretor geral do Galileu, Saulo Mengarda. “Temos muitos motivos para comemorar, mas o principal deles é a plena recuperação dos nossos pacientes. A Acreditação ONA 1 que recebemos valida todo o trabalho que fazemos diariamente e reconhece os esforços feitos para o funcionamento com qualidade do hospital”, reiterou Mengarda que acredita que o Galileu pode alcançar o ONA 3 nos próximos três anos.
O diretor geral também destacou a prestação de serviços ambulatoriais iniciada hoje. O paciente que antes tinha que fazer os últimos acompanhamentos no Metropolitano, agora inicia e encerra o tratamento no próprio Galileu. “O ambulatório chega pra gente fechar o ciclo de qualidade no atendimento, pois agora nós podemos atender o paciente até a liberação dele para a alta domiciliar, para que ele tenha o melhor atendimento possível”, disse Saulo Mengarda ao contar que o hospital teve que adequar a estrutura física para comportar as salas de consulta e de curativo, além de ampliar a equipe médica de enfermagem para prestar atendimento ambulatorial.
O Hospital Galileu atende baixa e média complexidades em cardiologia, trauma-ortopedia e clínica médica. O trabalho é realizado de forma humanizada, prezando pelo bem estar e segurança dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), em tratamento na unidade. O mototaxista Oswaldo Pantoja, de Santa Isabel do Pará, sofreu um acidente no trabalho e segue internado no hospital público. “Eu achava que em hospital público ninguém ligava pra gente, que se fosse pra ficar bom tinha que gastar muito dinheiro, mas não é assim. É uma felicidade grande sair daqui e dizer pra todos que fui bem atendido”, elogiou o paciente Oswaldo Pantoja que ficou muito satisfeito com o atendimento do Galileu.
Também internado por causa de um acidente de moto, o assistente administrativo Jackson Ferreira Carvalho, morador de Abaetetuba, foi encaminhado para o Galileu após passar por uma cirurgia delicada no Hospital Metropolitano. Ele conta que teve medo de perder a perna devido a gravidade do acidente, agora segue confiante na plena recuperação. “Graças aos excelentes profissionais aqui da unidade posso dizer que estou muito feliz, porque eu não tenho mais risco de perder a minha perna”, disse.
O aniversário de dois anos do Hospital Galileu será comemorado durante toda a semana, com diversas programações para o público interno e comunidade em geral. A programação segue abaixo:

Programação do aniversário de dois anos do HPEG
Local – Hospital Público Estadual Galileu (HPEG)
Endereço – Rodovia Mário Covas, 2553 – Una
Terça-feira (07/06)
9h / 10h / 11h / 16h - Cine Galileu - Apresentação de curta metragem para os colaboradores do HPEG
17h – Cine Galileu - Apresentação de curta metragem para os colaboradores do HPEG Noite
22h – Cine Galileu - Apresentação de curta metragem, acompanhado de lanche para os colaboradores do HPEG
Quarta-feira (08/06)
11h e 17h– Palestra Educativa – Estresse Ocupacional
Palestrantes: Léa Azevedo/Jeniffer Lopes
22h – Cine Galileu - apresentação de curta metragem, acompanhado de lanche para os Colaboradores do HPEG
Quinta-feira (09/06)
10h30 / 16h30 / 21h30 – Caça-talento HPEG
Sexta-feira (10/06) – Ação extramuros
10h – Palestra: “Reaproveitamento de alimentos”
Palestrante: Thatyelle Pantoja
10h – Ginástica Laboral para colaboradores com participação do SESI
14h – Solenidade de encerramento com a certificação dos colaboradores e prestadores de serviços.

Texto:
Dani Filgueiras


Humanização no SUS é assunto de seminário realizado pela Sespa
Para ampliar o debate sobre as formas de atender melhor pacientes que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS), técnicos da Coordenação Estadual de Humanização da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) deram início, nesta segunda-feira, 5, ao Seminário Locorregional de Humanização, que também agrega a discussão sobre os processos de trabalho para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e de gestão, assim como estimular trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários para a produção de saúde.
A atividade, que terá duração de três dias, absorve o sexto módulo do Curso de Formação de Formadores e de Apoiadores Institucionais para a Humanização da Atenção e Gestão do SUS e encerra nesta quarta-feira, 8, na sala Multiuso da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur). O coordenador estadual de Humanização, Luiz Guilherme Martins, tem sido um dos condutores do Seminário e reforça que a repercussão principal se refletirá nas prioridades diagnosticadas durante o debate, de forma a manter o foco no ser humano, sobretudo o que está fisicamente fragilizado.
Participam do evento alguns dos apoiadores regionais do Ministério da Saúde, representantes da Rede de Atenção a Saúde da Sespa e dos Centros Regionais de Saúde (CRS), Formadores da PNH para o Estado e os novos Apoiadores da PNH para as Regiões de Saúde.
A pauta de discussões da oficina gira em torno dos constantes desafios da da Política Nacional de Humanização (PNH), entre os quais a redução de filas com acolhimento e resolução; o zelo e as informações corretas no que tange às referências territoriais, bem como o exercício de melhor informar o usuário sobre direitos e também deveres. Durante a primeira manhã do curso, a psicóloga Laídes Barros, do hospital Ophyr Loyola, discorreu longamente sobre testemunhos e processos de trabalho envolvendo a humanização e o modo de atender pacientes.
Sobre a PNH
A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 para transformar a relação entre gestores, trabalhadores e usuários do SUS, de modo que cada um deles se reconheça como parte do SUS  e contribua para sua melhoria. Com um grupo de apoiadores atuando em todo o território nacional, o trabalho da PNH se baseia no apoio institucional às Secretarias Municipais de Saúde (SMS), Secretarias Estaduais de Saúde (SES), Hospitais e Coletivos de Humanização, além da  formação de gestores, trabalhadores e usuários.
Acolhimento, gestão participativa e cogestão, clínica ampliada, valorização do trabalhador, defesa dos direitos dos usuários e ambiência são as diretrizes que embasam a PNH e se materializam nos serviços de saúde por meio de diferentes dispositivos para se melhorar a atenção e o trabalho em saúde: acolhimento com classificação de risco (que inverte a lógica de atendimento por ordem de chegada, mas de acordo com a vulnerabilidade e o risco do usuário do SUS), colegiados gestores (que democratizam as decisões), garantia de visita aberta e direito a acompanhante, projetos de ambiência que contam com a experiência cotidiana dos trabalhadores para as reformas da infraestrutura do serviço de saúde, entre outros.
Serviço: Interessados em saber mais sobre os trabalhos apresentados no Seminário podem procurar a Coordenação Estadual de Humanização da Sespa, pelo telefone (91) 4006-4282 e pelo e-mail humanizasuspara@gmail.com.

Texto:
Mozart Lira


Estudantes da rede estadual participarão de oficina gastronômica com chef Thiago Castanho
O chef de cozinha Thiago Castanho vai usar todo o seu talento na culinária para levar informação e despertar a conscientização sobre a importância da água para trinta estudantes do Ensino Médio de cinco escolas públicas do estado, no próximo dia 10, em uma oficina gastronômica que acontecerá na cozinha do restaurante Estação Gourmet, localizado na travessa 1º. de Março, em Belém.
A oficina faz parte da programação do evento Rumo a Brasília/Norte das Águas, que começa no próximo dia 9, com palestra de abertura do navegador Amyr Klink, às 19 horas, no teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas.
Os estudantes são das escolas Dom Pedro I, Ruy Paranatinga Barata, Frei Daniel, Augusto Olímpio e Brigadeiro Fontenele. Eles foram selecionados pela Secretaria de Estado de Educação (Sedud) para botar a mão na massa sob a supervisão do chef paraense.
A oficina de Thiago Castanho se chama “Os rios de nosso corpo” e vai propor uma reflexão para entender a composição da água no corpo humano, e na hora da ação, os alunos das escolas públicas vão aprender receitas e aprender mudanças de comportamento em relação à água e outras bebidas.
O governador do Conselho Mundial da Água, Newton Azevedo, informou que a oficina de gastronomia foi idealizada porque existe um forte movimento gastronômico em Belém, eleita recentemente Cidade Criativa em Gastronomia. Ele acredita que oportunizar o espaço para jovens de escolas públicas é proporcionar o surgimento de novos talentos e sensibilizar a juventude sobre o cuidado com o maior bem do planeta.
(Com informações de Micheline Ferreira)


Casa das Artes inaugura a Biblioteca Vicente Salles
A Fundação Cultural do Pará inaugura nesta quinta-feira, 9, às 18h, a Biblioteca Vicente Salles da Casa das Artes, ligada ao Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado e administrada pela Biblioteca Pública Arthur Vianna. O evento contempla ainda o lançamento da terceira edição do livro “Música e Músicos do Pará”, de autoria de Vicente Salles, e inclui um bate-papo sobre a obra com a professora Marena Salles – viúva do escritor – e com o Maestro Jonas Arraes. Toda a programação é gratuita.
O encontro será sucedido de uma grande apresentação musical na varanda da Casa das Artes, com repertório popular e erudito – objeto de estudo e da produção intelectual do homenageado. Entre os convidados, estão Luciana Arraes (violino) e Jesse Piñon (piano) e a Orquestra Choro do Pará. A biblioteca será oficialmente apresentada ao público às 20h, após a programação musical. No espaço haverá, ainda, uma sessão de autógrafos do livro “Música e Músicos do Pará”, assinada por Marena Salles.
A Biblioteca Vicente Salles será aberta ao público e permitirá o acesso informatizado a todo o sistema. O espaço de leitura prioriza títulos voltados às diversas linguagens artísticas e recebeu este nome do ilustre pesquisador e professor, numa justa e significativa homenagem a quem sempre demonstrou grande apreço aos livros e dedicou grande parte da vida à pesquisa, aos registros sobre cultura popular e mapeamento dos quilombos paraenses, entre outros temas.
A viúva de Vicente Salles, Marena Salles, ressalta que a homenagem feita pela Fundação Cultural do Pará com a inauguração da biblioteca é uma coroação do trabalho de uma vida inteira dedicada à história do Pará.  
O livro “Música e Músicos do Pará”
A terceira edição do livro “Música e Músicos do Pará” – a primeira é datada de 1970 – não é uma edição ampliada, mas revisada a partir da consultoria do regente Jonas Arraes e da professora Marena Salles. Com um projeto editorial simples, bem ao jeito de ser de Vicente Salles, esta edição foi produzida pela Fundação Cultural do Pará e contém registros feitos pelo escritor em forma de verbetes, até o ano de 2004.
Para Marena Salles, o lançamento deste livro é a realização de um sonho de Vicente. “É muito emocionante ver o trabalho de pesquisa musical que ele fez coroado de uma forma tão carinhosa, tão bem feita”.
A obra inclui um ensaio produzido pelo próprio autor e contido na primeira edição, em que ele historia e contextualiza com fotos a música no Pará, transitando pelas expressões e manifestações que vão do erudito ao popular. Esta edição traz também uma coleção de imagens e fotografias antigas, parte do acervo da família, muitas delas raras. As fotos registram bandas, orquestras e músicos que fizeram a história da música no estado.
Vicente Salles
Vicente Juarimbu Salles (27 de novembro de 1931 — 7 de março de 2013) nasceu na Vila de Caripi, município de Igarapé-Açu, nordeste do Pará. Foi historiador, antropólogo e folclorista paraense considerado um dos mais importantes intelectuais do século XX, da Amazônia e do Brasil. Entre os trabalhos mais importantes de Vicente Salles estão os livros “História do Teatro do Pará”, “Vida do maestro Gama Malcher", "Negro do Pará – sob o regime da escravidão" e "Santarém: uma oferenda musical".
Sua obra “O negro no Pará sob o regime da escravidão” foi um marco divisor nos estudos sobre o negro na Amazônia e contrariou a tendência dos estudos antropológicos e historiográficos da época, segundo os quais a quantidade de negros escravos migrados para a Amazônia não era suficiente para assentar uma dinâmica cultural relevante. Em vida, publicou 24 livros e cerca de 50 microedições, além de ensaios em obras coletivas. Vicente Salles morreu aos 81 anos, de parada respiratória, no Rio de Janeiro, cidade onde sua mulher, Marena Salles, vive até hoje.
Programação:
9 de junho (quinta-feira)
Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da basílica de Nazaré)
Atividades:
18h30 – Conversa aberta sobre Vicente Salles, a música e os músicos do Pará, com a participação de Marena Salles e Jonas Arraes
19h - Homenagem musical ao mestre Vicente Salles
Luciana Arraes – violino solo
Marcos Salles: Reminiscência a uma velha mangueira (Belém Pará, maio 1911)
Luciana Arraes e Jesse Piñon – Duo de violino e piano
Malopeia op.6, composição de Marena Salles
Apresentação da Orquestra Choro do Pará, da Fundação Cultural do Pará 
19h30 - Inauguração da Biblioteca Vicente Salles
19h40 - Sessão de autógrafos do livro Música e Músicos do Pará, por Marena Salles

Texto:
Andreza Gomes


Cineclube Alexandrino Moreira exibe o filme Playtime - Tempo de Diversão
O filme “Playtime - Tempo de Diversão”, do diretor Jacques Tati, é a atração do Cineclube Alexandrino Moreira nesta segunda-feira, 6, em sessão realizada no Cine Alexandrino Moreira, da Casa das Artes (ao lado da Basílica), às 19h, com entrada gratuita. A Associação de Críticos de Cinema do Pará promove um debate após a exibição do filme.
A sessão traz o humor sutil, fino e discreto de Tati. É uma espécie de "Tempos Modernos" em versão atualizada. Os edifícios são sinteticamente iguais, as novidades eletrônicas assustadoras e os sinais característicos de Paris (Torre Eiffel, Arco do Triunfo) são apenas vistos por reflexos nas portas de vidro.
O personagem, o famoso Mr Hulot, não é o principal. Ele aparece como "background" para alguma coisa mais importante. Hulot tem que se encontrar com um oficial americano em uma versão high-tech de Paris, mas acaba por se perder no meio do labirinto urbano que a moderna e fria arquitetura causou. Seguindo uma excursão turística de americanos, ele anda pela cidade procurando traços de humanidade e cor em uma metrópole futurista e cinzenta.
Serviço:
O Filme “Playtime - Tempo de Diversão”, do diretor Jacques Tati, será exibido no Cineclube Alexandrino Moreira no Auditório Da casa das Artes (ao lado da Basílica), nesta segunda-feira ,6, às 19h, com entrada gratuita.

Texto:
Andreza Gomes


Arraial das Letrinhas movimenta Biblioteca Arthur Vianna
Nos dias 15 e 16 de junho, a Fundação Cultural do Pará promove o Arraial das Letrinhas, por meio da Biblioteca Arthur Vianna, no hall do 2º andar. O evento será realizado exclusivamente pela parte da manhã, entre os horários de 9h e 11h, e as escolas interessadas em participar da programação podem fazer sua inscrição.
O objetivo da programação é oportunizar ao público infantil o conhecimento das manifestações da cultura popular realizadas durante o mês de junho, além de valorizar as expressões folclóricas tradicionais vivenciadas nas festas juninas. A preparação começou desde o planejamento do evento, explica Vilma Lacerda, bibliotecária da seção Infantil. “Organizamos o espaço onde será realizada a atividade, confeccionamos o painel informativo. Agora, estamos partindo para a parte da montagem das atividades programadas”, comenta a bibliotecária.
Na programação estão incluídas atividades literárias e lúdicas. Entre as atividades literárias estão a Pescaria Literária (Pesque, responda e ganhe); Estantes Temáticas (Festas e tradições populares) e Painel Informativo (Santos Juninos). Entre as atividades lúdicas estão as brincadeiras juninas, quadrilha maluca e o tradicional tiro ao alvo.
Vilma Lacerda não esconde o otimismo pela realização do evento. “A expectativa é sempre boa porque como são atividades que a Biblioteca Arthur Vianna sempre faz, as escolas nos procuram até mesmo com bastante antecedência. Esse ano, estamos trabalhando com a faixa etária de sete anos em diante”, comenta a bibliotecária.
Para participar do Arraial das Letrinhas, as escolas devem fazer o agendamento pelo telefone 3202-4335 (Seção Infantil). A expectativa geral é de cerca de 60 crianças movimentarem o Hall da Biblioteca Arthur Vianna nos dois dias. O evento também será aberto ao público em geral.
Serviço:
Arraial das Letrinhas, dias 15 e 16 de junho, de 9h às 11h, na Biblioteca Arthur Vianna (Hall do 2º andar). Entrada franca. Informações: 3202-4335. 

Texto:
Andreza Gomes


Operação do Imetropará fiscaliza produtos típicos da quadra junina
A Divisão de Produtos Pré-Medidos do Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) colocará em execução, nos dias 8 e 9 de junho, a Operação "São João”, que busca identificar irregularidades em alimentos, bebidas e outros itens típicos do período junino. 
A operação vai verificar a fidelidade das indicações de quantidade, peso e volume nas embalagens de produtos como paçoca, pé-de-moleque, vinho, milho branco, milho para pipoca, leite condensado e canela em pó, entre outros. 
“O objetivo da ação é identificar possíveis irregulares e retirar de comercialização os produtos que não apresentem as especificações recomendadas, de forma a proteger o consumidor", destaca Jorge Rezende, presidente do Imetropará.
Todos os produtos serão analisados no laboratório do Imetropará, em Belém. As empresas que forem autuadas terão dez dias para apresentar defesa ao órgão. De acordo com a Lei 9.933, a pena de multa, imposta mediante procedimento administrativo, pode variar de R$ 100,00 a R$ 1.500.000,00.
Denúncias - O consumidor também pode ajudar na fiscalização. Caso identifique ou suspeite de irregularidades ele pode apresentar denúncias por meio da Ouvidoria do Imetropará, pelo 0800 280 1919) ou pelo endereço eletrônico ouvidoria.imetropara@imetropara.pa.gov.br.

Texto:
Ana Caroline


Imetropará fiscaliza produtos da quadra junina
Com o intuito de verificar a fidelidade das indicações de quantidade, peso ou volume nas embalagens de produtos típicos da quadra junina, como paçoca, pé-de-moleque, vinho, milho branco, milho para pipoca, leite condensado, canela em pó, entre outros, a Divisão de produtos Pré-Medidos (Dipre) do Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) irá realizar, nos dias 8 e 9, a Operação "São João”, em Belém. A pena de multa, imposta mediante procedimento administrativo, poderá variar de R$ 100,00 até R$ 1,5 milhão.
Com o intuito de identificar irregularidades em alimentos, bebidas, típicos do período de festas juninas, o Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) através da Divisão de produtos Pré- Medidos (Dipre) irá realizar, nos dias 08 e 09, a Operação "São João”, em Belém. 
A operação vai verificar a fidelidade das indicações de quantidade, peso ou volume nas embalagens de produtos típicos, como paçoca, pé-de-moleque, vinho, milho branco, milho para pipoca, leite condensado, canela em pó, entre outros. 
“O objetivo da ação é identificar produtos irregulares e retirá-los de venda, visando à proteção do consumidor de produtos de baixa qualidade", destaca Jorge Rezende, presidente do Imetropará.
Todos os produtos serão analisados no laboratório do Imetropará, em sua sede localizada na Almirante Barroso.  Empresas que forem autuadas terão dez dias para apresentar defesa ao órgão. No caso de produtos pré-medidos, as multas podem variar de R$640 a R$30 mil, dobrando na reincidência.
Denúncias - O consumidor também pode ajudar na fiscalização, caso identifiquem ou suspeitem de irregularidades podem apresentar denúncias por meio da Ouvidoria do Imetropará 0800 280 1919 ou ouvidoria.imetropara@imetropara.pa.gov.br.

Texto:
Ana Caroline


Orquestra da Fundação Carlos Gomes abre o 29° Festival Internacional de Música do Pará
Ao som da Orquestra Sinfônica da Fundação Carlos Gomes foi iniciado na noite deste domingo, 5, o 29° Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa), no Theatro da Paz. A programação se estenderá até o dia 12 de junho e terá diversas atrações nacionais e internacionais, além de oficinas e palestras em diversas áreas musicais.
Neste ano, a novidade está na jovem orquestra da Fundação, formada por alunos e professores, que pela primeira vez abriu o festival. Além disso, o evento deste ano fará uma homenagem aos 400 de Belém, por meio de uma parceria com conservatórios portugueses que apresentaram a ópera “A Rainha Louca”, na Igreja de Santo Alexandre.
Entre os convidados deste ano estão o bandolinista Hamilton de Holanda, os saxofonistas Léo Gandelman e Humberto Araújo, o maestro holandês Jacob Slagter, a cantora paulista Cida Moreira, o quinteto holandês Valerius Ensemble, o contrabaixista Thiago Espírito Santo, os maestros brasileiros Ernani Aguiar e Tobias Volkmann e grandes cantoras e instrumentistas de Portugal, país amigo de onde herdamos boa parte da nossa cultura.
Além dos diversos concertos, oficinas e palestras, o festival também terá três apresentações, nos dias 6, 8 e 10 de junho, da ópera “A Rainha Louca”, do compositor português Alexandre Delgado, na Igreja de Santo Alexandre, em parceria com conservatórios portugueses, que homenageia diretamente os 400 anos de Belém.
“É um pouco difícil homenagear os 400 anos de Belém musicalmente com as obras que existiram na época, pois não seria possível preencher a semana do festival com tudo isso. No entanto, nós tivemos a ideia de fazer uma parceria com músicos portugueses do Conservatório de Aveiro, com o Conservatório do Porto e de Lisboa e conseguimos fazer algo inédito: trazer a ópera “A Rainha Louca”, dedicada a Maria II, que faleceu há 200 anos e enlouqueceu no período que fugiu de Napoleão para vir se instalar em Belém do Pará. A obra terá uma apresentação belíssima que, com certeza, encantará ao público paraense”, diz Paulo José Campos de Melo, presidente da Fundação.
Formação
Conhecido pelas grandes apresentações, o festival possui um caráter principalmente didático. A orquestra da casa faz parte do processo de ensino dos músicos e o intercâmbio com outros profissionais da música é uma das ferramentas fundamentais para a melhoria destes alunos.
“A nossa meta do Festival não está concentrada apenas nas apresentações e nos concertos, mas na integração entre os músicos e alunos da casa com os músicos convidados, tanto que a orquestra que originou este projeto não é mais uma orquestra, ela agora faz parte da coordenadoria de pesquisa e extensão e será utilizada pelos alunos. É uma orquestra laboratorial, que será usada pelos alunos e também será um instrumento de trabalho para que alcancemos nossos objetivos, pois esta também é uma determinação da legislação dos cursos de música no Brasil”, explica Paulo José.
O maestro convidado, Tobias Volkmann, regente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é também o responsável por reger a apresentação da Orquestra Sinfônica da Fundação Carlos Gomes desde a sua primeira apresentação, em 2015. Ele fala sobre o empenho e dedicação dos jovens músicos paraenses, que tiveram uma rotina de ensaios intensos diariamente nas últimas semanas, visando o festival.
“Sob a perspectiva de quem já esteve aqui em Belém no ano passado trabalhando com os mesmo alunos, o crescimento da orquestra foi incrível, pois os desafios foram maiores com o atual repertório. Esta é a prova de que apostar nos seus alunos jovens do Pará, na força do jovem paraense, é a aposta certa. A orquestra cresceu tanto que agora abre o Festival. Posso dizer que, além da história, a Fundação Carlos Gomes tem o presente para mostrar talento, dedicação, esforço e trabalho”, declara o maestro.
Amanda Jimenez, 19, é uma das alunas que se apresentou na abertura do festival. Ela é uma jovem experiente na música. Estuda violino desde a infância e já passou pela Universidade Federal do Pará, depois por um período de estudos em Havana (Cuba) e retornou para o Brasil, onde atualmente se dedica ao curso de bacharelado em violino na Fundação Carlos Gomes.
“A nossa preparação foi intensa e se deve também ao apoio dos nossos professores. Nós achamos o repertório complexo no início e tivemos que testar toda a nossa bagagem para entender a peça. O maestro Tobias nos ajudou o suficiente para que a entendessemos e para que pudéssemos interpretá-la e principalmente para que a música chegasse facilmente ao público. Este foi um grande trabalho em conjunto, 50% dos alunos e 50% dos professores, e isso é o espírito de uma orquestra”, diz Amanda.
Bernardo Barros, 20, também é músico da fundação, estuda violão clássico e esteve na plateia ao lado das amigas Ruanne Ribeiro, 20, e Bárbara Barros, 17. Ele sonha em um dia participar da Orquestra, mas enquanto isso não ocorre, ele assiste às apresentações dos colegas e leva amigos para conhecer o universo da música clássica.
“A maior oportunidade que vejo aqui é o aprendizado. Eles trazem muita gente de fora e nós podemos ver tanto as orquestras daqui quanto as de fora. Nós temos a oportunidade de aprender muito com essa troca de experiências e isso é um grande incentivo para os alunos. Eu me imagino e sonho e um dia estar lá naquele palco me apresentando com eles”, diz Bernardo.

Texto:
Diego Andrade


Ópera de Portugal é um dos destaques do XXIX Festival Internacional de Música do Pará
O espetáculo “A Rainha Louca”, do compositor português Alexandre Delgado, será a primeira ópera a ser apresentada no Festival Internacional de Música do Pará, evento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Carlos Gomes. A montagem será apresentada em três récitas, nesta segunda-feira, 6, e nos dias 8 e 10 de junho, sempre às 18 horas, na Igreja de Santo Alexandre, localizada na Cidade Velha, em Belém. Todas as apresentações terão entrada gratuita.
"A Rainha Louca" é a segunda ópera do compositor português Alexandre Delgado, que também é autor do libreto, escrito a partir da peça de Miguel Rovisco "O Tempo Feminino". O espetáculo estreou em Lisboa no ano de 2011 e é inspirado na figura trágica da rainha D. Maria I, de Portugal. Mulher culta e sensível, que nasceu no Rio de Janeiro em 1734 e ficou conhecida pelo apelido de "A Piedosa", devido à sua extrema devoção religiosa.
O compositor situa a ópera no reinado de D. Maria I, filha de D. José, que morreu louca no Rio de Janeiro, e que entre outras obras, mandou edificar as Basílicas da Estrela, em Lisboa; de Santa Quitéria de Meca, em Alenquer; e foi responsável pela criação da Academia das Ciências e da Biblioteca Nacional, que promoveu a primeira expedição científica à Amazônia.
Dividida em dois atos, a ópera conta com um elenco exclusivamente feminino, formado pelas cantoras líricas Ana Ester Neves, Ana Paula Russo, Maria Teresa Menezes e Suzana Teixeira, que serão acompanhadas pela Orquestra de Câmara Toy Ensemble, formada por músicos portugueses.
É uma ópera que visita os fantasmas da mente humana ao som de um século XVIII imaginário. D. Maria I é a rainha louca, enclausurada num mundo de sonho e demência, por entre ecos da Revolução Francesa e do início da derrocada do Antigo Regime. Cômica, trágica e comovente, essa rainha “que deixou de o ser” foi encarnada de forma inesquecível pela atriz Fernanda Alves na estreia da peça de Rovisco no Teatro Nacional D. Maria II. Já na versão operística, foi encarnada pela soprano Ana Ester Neves, no Centro Cultural de Belém, em Portugal.
É a primeira vez que o espetáculo é apresentado na capital paraense dentro da programação do Festival Internacional de Música como forma de homenagear os 400 anos de Belém. A montagem na Amazônia terá a participação de cantores líricos que integram o Núcleo de Ópera do Instituto Carlos Gomes e bailarinos da Companhia de Dança Ana Unger.
Esta ópera é a segunda da Trilogia da Loucura, de Alexandre Delgado, iniciada com O Doido e a Morte, ópera de câmara estreada no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, em 1994. Levada à cena no Theater Am Halleschen Ufer, em Berlim, em 1996, a primeira ópera da trilogia teve a sua sexta produção no Teatro de Almada, em 2014.
Serviço:
XXIX Festival Internacional de Música do Pará –  de 5 a 12 de junho de 2016
"A Rainha Louca"
Datas: 6, 8 e 10 de Junho
Hora: 18 horas
Local: Igreja de Santo Alexandre – Cidade Velha (Belém)
Entrada Franca

Texto:
Rosa Cardoso


Polícia Militar leva projeto de segurança preventiva para bairros de Belém
Criado em maio do ano passado, inicialmente voltado aos moradores da Cidade Velha, o projeto Vizinhança em Alerta se estende a novos bairros e ganha o reforço de comerciantes e síndicos na força-tarefa contra a violência. O projeto oferece aos moradores cursos de capacitação para os moradores se que possam se prevenir de assaltos, além da criação de grupos de WhatsApp que permitem aos integrantes a troca de informações com a polícia e a intervenção precisa junto a possíveis suspeitos.
A iniciativa do projeto resulta de uma ação conjunta entre a comunidade e o 2° Batalhão da Polícia Militar, que atende os bairros do Reduto, Campina e Cidade Velha. O Vizinhança em Alerta começou nessa área e em setembro do ano passado se estendeu ao bairro do Umarizal. Nos próximos meses, o projeto vai chegar aos moradores de São Brás.
A Polícia Militar comemora o sucesso da ação. “Essa aproximação entre polícia e comunidade só trouxe benefícios: incentivou a solidariedade entre vizinhos e o exercício da cidadania. Hoje, os moradores dos bairros atendidos pelo projeto passaram a ser membros ativos dentro da sociedade”, diz o tenente coronel Marcelo Ronald, coordenador da ação.
Em pouco mais de um ano de projeto, já foram formados 11 grupos de WhatsApp que beneficiaram 340 famílias. No bairro do Umarizal, que passou a integrar o grupo de segurança preventiva desde setembro do ano passado, os moradores se sentem mais seguros adotando medidas simples de prevenção repassadas pela Polícia Militar. “Aprendemos a estar sempre em estado de alerta. O sentido da coletividade entre os vizinhos também é importante”, disse a professora aposentada Celeste Costa.
Cada residência cuja família faz parte do projeto traz na porta um adesivo, que certifica a parceria com a PM, e isso acaba inibindo os possíveis assaltantes. Esse sentido de alerta também foi refletido nas rondas policiais. “Costumo chegar da universidade à noite e agora sempre encontro um carro de polícia na esquina ou algum policial de bicicleta”, conta a universitária Yasmim Porto, moradora da rua Soares Carneiro, no bairro do Umarizal.
Projeto chega aos condomínios e comércio
Os treinamentos com orientações de prevenção a assaltos e furtos são oferecidos também a comerciantes, proprietários de academias, universidades particulares e síndicos de condomínios dos bairros da Campina, Reduto, Cidade Velha e Umarizal. A primeira das reuniões com os síndicos aconteceu na última quinta-feira, 2, na sede do Clube dos Diretores Lojistas (CDL), e trouxe 40 condôminos da área.
“Nesse primeiro momento, estamos orientando os síndicos, mas depois vamos ampliar essas reuniões para os funcionários e moradores dos prédios. Vão ser produzidas ainda cartilhas de segurança em condomínios, uma espécie de manual, que vai servir de parâmetro para que cada condomínio acrescente suas normas específicas de segurança”, explica o capitão Alan Sullivan, responsável pelos cursos de capacitação.
A iniciativa da Polícia Militar trouxe a mobilização que os condomínios esperavam para tentar se proteger contra a violência. “A questão da segurança exigia uma medida coletiva e, agora, a Polícia Militar veio para colaborar. É muito importante a corporação se fazer visível e presente, permitindo a aproximação entre os condomínios”, disse João Bosco Almeida, coordenador da Câmara de Condomínios de Belém.
As orientações de segurança preventiva também vão ser repassadas às faculdades particulares e academias. Na última sexta-feira, 3, houve a primeira reunião, com um grupo de 40 funcionários de uma academia localizada no bairro do Reduto. “Achei muito interessante essa interação da PM com a gente, e agora ainda temos a perspectiva do treinamento para que possamos dar uma resposta mais rápida nas situações de risco”, avalia Jorge Alves, gerente operacional da academia.
A Polícia Militar do Pará trabalha com metas do programa de Redução da Criminalidade do Sistema de Segurança Pública, que orientam o trabalho diário. O objetivo é transformar a segurança preventiva, a longo prazo, em uma medida prática para frear a ocorrência de assaltos, furtos e outros crimes. “O fator primordial é a colaboração entre PM e comunidade. A partir do momento em que todos tiverem consciência de suas ações e a rede de segurança estiver a pleno vapor, nós acreditamos que os resultados serão mais efetivos”, conclui o tenente coronel Marcelo Ronald.

Texto:
Syanne Neno


Ideflor-bio investirá R$ 100 mil para revitalização do parque Ecológico do Médici
Foi assinado na manhã deste domingo, 5, no Bosque Rodrigues Alves, um convênio entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), da Prefeitura de Belém, para revitalização do Parque Ecológico do Município de Belém “Gunnar Vingren”, mais conhecido como Parque do Médici.
O Parque, Unidade de Conservação Ambiental vinculada à Semma, tem a missão de preservar a fauna e flora locais, além de subsidiar estudos e pesquisas científicas e promover a educação para a integração homem-natureza.
O convênio entre Estado e Município contempla o repasse de recursos destinados à revitalização do espaço. Serão investidos R$ 115 mil para a recuperação da área, sendo R$ 100 mil entregues pelo Ideflor-bio, via Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal do Pará (Fundeflor) e R$ 15 mil de contrapartida da Prefeitura de Belém.
O termo ajudará na melhoria das principais estruturas onde as atividades fundamentais do parque acontecerão após sua reabertura, aumentando o número de visitas e de práticas de educação ambiental, além de dar maior funcionalidade ao remanescente florestal existente na área urbana do município de Belém, possibilitando, assim, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e proteção da área.
De acordo com o presidente do Ideflor-bio, Thiago Valente, essa reestruturação do parque não só trará benefícios para os moradores do conjunto Médici quanto para a comunidade em geral. “A preocupação em preservar o meio ambiente é extremamente importante. Além deste trabalho de reestruturação do Parque, o Estado trabalha no sentido de criar novos meios de conservação para nossos espaços ambientais. Por isso, o contato constante com a comunidade é fundamental”, disse.
O Parque Ecológico do Município de Belém “Gunnar Vingren” é uma área protegida com 39,66 hectares, localizada entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici e Bela Vista, abrangendo os bairros da Marambaia e Val-de-Cans. É cortado em sua extensão pelo canal São Joaquim e abriga o igarapé do Burrinho. No local é possível encontrar representantes de três classes de animais que vivem em fauna livre - répteis, aves e mamíferos -, além de uma grande diversidade de flora nativa da Amazônia.

Texto:
Denise Silva


XX Feira do Livro supera previsões e encerra com saldo positivo
Foram 10 dias de vendas, trocas de informação, conversas, bate-papos, lançamentos, shows e oficinas em uma programação intensa e diversificada, que levou ao Hangar Convenções e Feiras da Amazônia cerca de 320 mil pessoas. Traduzida em números, a XX Feira Pan Amazônica do Livro gerou R$ 750 mil em negócios e R$ 13 milhões livros vendidos. Em um cenário de crise, refletida diretamente na queda de 20% de público visitante na comparação com a edição anterior, o saldo foi considerado bastante positivo pela organização do evento.
Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves; pela diretora de Cultura, Ana Catarina Brito, e pelo representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Robério Silva, durante coletiva concedida neste domingo, 5, último dia da programação da Paz-Amazônica, no Hangar.
"Mesmo diante da atual conjuntura política e econômica do país, a Feira do Livro manteve um saldo positivo. Recebemos quase 800 mil pessoas ao longo da programação, o que mostra que a edição comemorativa aos 20 anos deste evento foi um sucesso”, celebrou Paulo Chaves.
Robério Silva acrescentou que a Feira se mantém como uma das mais importantes vitrines para o mercado editorial. “Considero nossa missão cumprida, porque fizemos o melhor que poderíamos neste momento de crise, prova disso eram as centenas de pessoas que víamos saindo daqui todos os dias com sacolas cheias de livros”, observou. 
Entre os títulos mais vendidos nesta 20ª edição da Pan-Amazônica estão “O orfanato da senhora Peregrine”, de Ransom Riggs; “A coroa”, de Kiera Cass; “Como era antes de você”, de Jojo Moyes; “Funcionamento da mente”, de Augusto Cury e o clássico “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupèry.
Para Ana Catarina Brito, um dos destaques deste ano foi a expansão da programação para além do Hangar. “Durante cinco dias a Feira se estendeu a instituições de ensino públicas, levando autores paraense e nacionais ao encontro dos alunos, com a Pan-Amazônica na Escola. Mais uma vez a nossa proposta de envolver os estudantes neste ambiente de leitura foi bem sucedida”, avaliou.
Credlivro
O Programa Credlivro, do Governo do Estado, disponibilizou este ano um total de R$ 4.278.600,00 para aquisição de livros durante o período da Feira do Livro em Belém e também do Salão do Livro realizado no Baixo Amazonas. O benefício foi destinados a cerca de 14 mil servidores da Universidade Estadual do Pará (Uepa) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Segundo dados fornecidos pelo Banpará, agente financeiro do Credlivro, do total disponibilizado foram utilizados R$ 446.792.34,00 pela Uepa (72,63%) e R$ 2.696.878,95 pela Seduc (63%).
A XX Feira Pan-Amazônica do Livro foi aberta no dia 27 de maio tendo como tema “Terra. O país de todos”, e como escritora homenageada a paraense Amarílis Tupiassú. A programação deste domingo, 5, último dia do evento, teve como ponto alto o  show “Canções da terra”, com os cantores Nanna Reis e Rogério Brito, que se apresentaram ao lado dos músicos Luiz Pardal, Jacinto Kahwage, Esdras Sousa, Adelbert Carneiro, David Amorim, do Trio Manari e, fechando esse grande encontro, a Escola de Samba Bole-Bole.

Texto:
Camille Nascimento


Região amazônica terá mais calor e menos chuva por influência do El Niño
Dias mais quentes e abafados, precipitações mais escassas e bruscas, ilhas de calor sobre as zonas urbanas, aumento da sensação térmica e consequente encarecimento dos itens provenientes das culturas agrícolas que dependem das chuvas. Estas são algumas consequências do fenômeno meteorológico El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico e tem causado impacto em todo o planeta. As regiões mais afetadas por essas mudanças são as que estão localizadas próximas da linha do Equador, como é o caso do Pará, onde esses efeitos já começam a ser sentidos.
As mudanças climáticas que vem acontecendo em várias regiões do planeta catalisam as preocupações e mobilizam organizações internacionais, comunidade científica e entidades das Nações Unidas que defendem a manutenção da vida e proteção do meio ambiente. Também estão no foco dos debates suscitados por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste 5 de junho.
A Grande Belém e demais regiões do Pará vem registrando desde 2015 um aumento médio da temperatura em dois graus no período que corresponde ao verão amazônico, quando as chuvas ficam mais escassas. De acordo com o diretor de Meteorologia e Hidrologia da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema), Antônio Sousa, essa variabilidade climática é causada pelo El Niño que, entre outras alterações, é responsável pelo aumento da sensação térmica nesse período. Nas chamadas 'ilhas de calor' ela pode chegar facilmente aos 37º.
“Os oceanos são os grandes reguladores do sistema climático em nível global. Se o Pacífico aquece, isso altera os ventos e por consequência desfavorece a formação de nuvens na região amazônica. Na situação contrária, quando se dá o fenômeno conhecido como La Niña, o esfriamento do oceano favorece a formação de nuvens e a incidência de chuvas na região”, explica.
Estes eventos são cíclicos e podem ocorrer de dois em dois anos. Algumas análises já constataram um intervalo de até 10 anos para essas ocorrências. No caso das alterações de temperaturas atuais, no biênio 2015-2016 o El Niño veio com maior força do que em outros ciclos, como os registrados em 1982-1983 e 1997-1998. Por conta disso, segundo os especialistas, há uma grande probabilidade de que no período compreendido entre os anos de 2017 e 2018 a temperatura do Oceano Pacífico diminua, alternando o efeito atual, favorecendo a ocorrência das chuvas e propiciando um clima mais ameno, na casa dos 32°C (três abaixo do atual) na região amazônica.
As temperaturas de 35°C não são incomuns para quem vive no Pará. No entanto, Antônio Sousa alerta para existência das mencionadas 'ilhas de calor' que se formam nos centros urbanos, onde a maior concentração de veículos, a presença de construções em concreto que dificultam a circulação de vento e menor arborização contribuem para que o calor aumente. "O vento e a as árvores são reguladores naturais da temperatura nessas áreas. Sem isso, a sensação térmica aumenta e fica ainda fica pior nos meses mais quentes do ano, como setembro, outubro e novembro, considerado o mês mais seco, pois antecede o inverno amazônico”, explica.
De acordo com as instituições integrantes da Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica (RPCH) do Pará a previsão é de que o próximo semestre (junho, julho e agosto) o clima fique ainda mais quente, com ocorrência de chuvas apenas na Região Metropolitana de Belém e Baixo Amazonas.
Áreas verdes - Para contribuir com a preservação das áreas verdes da Região Metropolitana de Belém o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) mantém sob sua gestão 15 mil hectares distribuídos em quatro Unidades de Conservação: Parque Estadual do Utinga, APA (Área de Preservação Ambiental) Ilha do Combu, Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia (Revis) e a APA Belém. Metade destas áreas são de proteção integral e a outra metade de uso sustentável.
“Estas áreas são fundamentais para a conservação do microclima, prevenção da erosão e manutenção da biodiversidade, de áreas para recreação, para agricultura familiar, turismo e ainda para a proteção de mananciais que abastecem de água toda a Grande Belém. A maioria dessas áreas são de várzea e a preservação desses biomas ajuda a conservar as fontes existentes neles”, explica Júlio César Meyer, gerente das Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém.
Para proteger e manter estas áreas essenciais à manutenção do clima na cidade, o Ideflor-bio desenvolve atividades de orientação e educação ambiental principalmente junto aos jovens, conscientizando-os para a importância da conservação das áreas verdes, do descarte adequado do lixo e da utilização racional dos recursos naturais. Além disso, o Instituto mantém ações  de incentivo a produção agrícola sustentável.
“Trazemos alunos de escolas públicas para explicar a importância da preservação e assim criamos multiplicadores desta ideia. Hoje, no Pará, existem várias iniciativas ambientais de destaque, como o Programa Municípios Verdes, para incentivar a redução do desmatamento. Temos também os programas voltados aos trabalhadores da agricultura familiar, que tem sido orientados a produzir sem degradar. Tudo isso passa pela educação e pela maneira como a população da cidade ou do campo trabalha a ideia de preservação da biodiversidade”, explica Júlio César.
Agricultura - Além do calor, as mudanças climáticas também trazem consequências para o setor produtivo. Com o clima mais quente e a diminuição das chuvas, algumas culturas foram afetadas. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), regiões como o Baixo Amazonas registraram uma queda entre 40% e 60% na safra do abacaxi em razão do estio, sendo que o Pará ocupava o primeiro lugar na produção do fruto há um ano. Já a mandioca teve uma queda de 30% na produção, o que refletiu no aumento do preço da farinha, seu principal derivado.
A produção de açaí, cupuaçu e bacuri também deve sofrer uma redução no segundo semestre. Somente o feijão foi beneficiado com o período de seca. Com menos chuvas, a colheita ocorreu mais cedo e o agricultor conseguiu escoar o produto no mercado, o que garantiu um melhor preço.  
“As variabilidades climáticas também podem ocasionar diversos problemas à agricultura, como a incidência de pragas, doenças e plantas invasoras. A consequência disso é aumento do custo para manter a qualidade da produção, prejuízo este que acaba sendo repassado para o consumidor final. Por isso, é normal encontrar alguns produtos mais caros nos mercados e feiras”, explica Paulo Lobato, coordenador técnico da Emater.
Nos territórios onde a variabilidade climática é mínima ainda é possível manter um produção estável. No entanto, com a incidência de fenômenos como o El Niño estas áreas podem registrar um clima mais seco que o normal e surpreender principalmente o pequeno agricultor, que não dispõe de recursos para adequar a sua lavoura.
Paulo Lobato também alerta sobre a importância da conservação das áreas de reserva ambiental, o controle das queimadas e o incentivo à utilização de sistemas de produção sustentáveis. “Hoje temos uma legislação que favorece a preservação de áreas essenciais de floresta e mesmo a produção tem se adaptado a essa necessidade, com a adoção de modelos de produção de baixo impacto, como os sistemas agroflorestais, agrossilvopastoris e de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPS), que utilizam o solo para diversas culturas com menos perda", defende.
Além disso, segundo o coordenador, o controle das queimadas é essencial para a preservação do solo, da vida silvestre e do clima nestas regiões. "Todas estas iniciativas tem sido trabalhadas fortemente pelo governo do Estado e acredito que esta seja também uma forma de diminuirmos os efeitos que estas mudanças poderão causar na nossa produção”, explica.

Texto:
Diego Andrade


Escolas fortalecem campanha contra trabalho infantil
As ações de combate à prática do trabalho infantil vem ganhando força nas escolas públicas estaduais, como resultado da participação de gestores, professores, servidores, estudantes e pais de alunos na campanha nacional desenvolvida pela Justiça do Trabalho. Campanha essa que, no Pará, reúne o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) e a Secretaria de Estado de Educação(Seduc), além de outros parceiros, e que recebeu a adesão dos estudantes da Escola Estadual Waldomiro Oliveira, no bairro do Benguí.
No último dia 3, os alunos da escola fizeram uma apresentação com base no que aprenderam a partir de uma cartilha elaborada sobre essa temática. A mostra dos trabalhos e atividades contou com a presença de professores, gestores, pais dos alunos e da desembargadora Zuíla Dutra, coordenadora regional da campanha da Justiça do Trabalho no Pará e Amapá. A mobilização lembra o Dia Mundial de Combate ao Trabaho Infantil, celebrado em 12 de junho.
Os estudantes expuseram seu posicionamento contra o trabalho infantil por meio de teatro de bonecos, impressões em cartazes e camsetas e concurso de redação, entre outras dinâmicas.
“As crianças devem viver livres e ter um bom ensino. Mas muitas delas não têm essa chance porque são orbigadas a trabalhar em vez de estudar”, argumentou Yasmin Souza Pereira, 12 anos, aluna do 5º ano do Ensino Fundamental.
Na rede estadual de ensino são desenvolvidos projetos de correção da distorção idade-ano escolar, reforço escolar, avaliação educacional, incentivo à leitura e outras ações destinadas a tornar a escola mais atraente para crianças e jovens, evitando a evasão escolar, uma das situações que tem relação direta com o trabalho infantil.
Cansaço
Na Escola Waldomiro Oliveira, a prevenção e o combate ao trabalho infantil começam pelo projeto político-pedagógico, que enfatiza a ética e a cidadania. “E nesse contexto se inseriu a parceria com o Tribunal do Trabalho, que já tinha uma frente de ações enfocando essa temática. Depois de distribuir as cartilhas produzidas pelo TRT aos alunos, partimos para a pesquisa e elaboração de atividades práticas com eles. Foi assim que surgiu a ideia de fazer uma exposição e desenvolver atividades voltadas para a arte e leitura, envolvendo alunos do 1º ao 5º ano, assim como as famílias deles também”, ressalta a diretora Karla Barbosa.
Situações de crianças cooptadas para o trabalho infantil não são incomuns e na própria Escola Waldomiro Oliveira alguns casos já foram detectados, conta a diretora. "Não é difícil perceber quando há uma criança nessa condição. Primeiro porque ela apresenta sérias dificuldades de aprendizagem, já que fica cansada pelo trabalho e quando chega à escola não tem mais disposição para absorver os conhecimentos repassados em sala de aula. Fizemos uma triagem aqui e a partir desses dados partimos para uma ação efetiva para erradicar esse problema”, salientou.
Aprendizagem
O Programa de Combate ao Trabalho infantil e de Estímulo à Aprendizagem, implantado pela Justiça do Trabalho, é desenvolvido Pará desde 2014 e conta com ações de conscientização sobre os prejuízos dessa prática ao desenvolvimento de crianças e jovens, como a Marcha de Belém, realizada em 2015, além de campanhas de esclarecimento feitas por meio da distribuição de cartazes em coletivos e atuação em grandes eventos como o Círio de Nazaré.
"2016 foi eleito o Ano da Aprendizagem, segunda linha de atuação da Justiça do trabalho. Levantamento recente mostra que o número de adolescentes na faixa entre 14 e 17 anos que desenvolvem alguma atividade inadequada a sua condição é muito elevado no País. No Pará, temos 224 mil crianças de 5 a 17 anos trabalhando. Desse total, 150 mil estão inseridos nessa faixa etária”, ressaltou a desembargadora do Trabalho, Zuíla Dutra. 
“Se nós conseguirmos direcionar esses 150 mil para o programa de aprendizagem, que a lei ampara a partir dos 14 anos, eles vão sair da estatística do trabalho infantil e vão entrar no mercado de trabalho pela porta da frente, com todos os direitos e garantias assegurados, como deve ser”, afirmou.
O TRT 8ª Região criou o Projeto Acadêmico Padrinho Cidadão, que busca entre as instituições e empresas parceiras "padrinhos" para alunos de escolas públicas, orientando-os para o acesso a cursos de profissionalização disponibilizados por essas entidades, no contraturno escolar. “Nós identificamos esses alunos e buscamos vagas para aprendizes junto aos parceiros do projeto. E a iniciativa tem dado certo, toda semana fazemos inserções no programa de aprendizagem.”
A programação na Escola Waldomiro Oliveira é parte de uma mobilização mais ampla, que envolve 30 escolas estaduais e municipais de Belém, que já vem trabalhando alinhadas ao projeto do TRT 8ª Região desde o Círio 2015. “Essa parceria com as escolas é fundamental. A educação é o caminho para mudança de qualquer sociedade. Na Escola Waldomiro Oliveira, por exemplo, a avaliação do trabalho é bastante positiva, dado o envolvimento dos profissionais de educação, dos estudantes e dos pais dos alunos", parabenizou a desembargadora.

Texto:
Eduardo Rocha


Alepa lamenta falecimento do ex-governador, ex-senador e ex-ministro Jarbas Passarinho
Alepa lamenta falecimento do ex-governador, ex-senador e ex-ministro Jarbas Passarinho
A Assembleia Legislativa Estado do Pará (Alepa) lamenta profundamente o falecimento do ex-governador do Pará Jarbas Gonçalves Passarinho...

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Texto:
Rogério Paiva


Estado decreta luto pela morte de Jarbas Passarinho
O Governo do Estado decretou luto oficial por três dias por conta da morte do ex-governador, ex-senador e ex-ministro Jarbas Gonçalves Passarinho.
Passarinho estava com 96 anos e faleceu em casa, na manhã deste domingo, 5 de junho, em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada. Passarinho estava em Brasília, onde residia há anos. O velório será na capital federal, assim como o enterro, que está programado para iniciar às 16 horas, no Campo da Esperança. 
Nascido em Xapuri, no Acre, Jarbas Passarinho iniciou sua trajetória política no Pará, estado que governou entre os anos de 1964 a 1966. No Senado, conquistou três mandatos e atuou como Ministro do Trabalho, Ministro da Educação e Ministro da Previdência Social no governo militar, além de ter sido Ministro da Justiça no governo Fernando Collor. 

Texto:
Governo do E. do Pará


Pará avança nas políticas públicas de proteção ao meio ambiente
As questões climáticas e a escassez de recursos hídricos no mundo são alguns dos problemas enfrentados na atualidade. Essas questões se devem, entre outros fatores, à diminuição da cobertura florestal provocada pelo desmatamento na Amazônia. Para conter essa prática ilegal, o governo do Pará tem investido cada vez mais em políticas públicas de preservação e sustentabilidade, com ações integradas entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), Programa Municípios Verdes (PMV) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), entre outras instituições.
“A questão do desenvolvimento sustentável é importante para todo o planeta, mas ela é especialmente importante para nós, da Amazônia. Não podemos continuar com a ideia de que isso é um peso nas nossas costas, pelo contrário, temos que ter isso como um ativo, como uma razão para contribuir, para melhorar a condição da produção, do emprego, da renda, da riqueza e, sobretudo, garantir melhor qualidade de vida para a nossa gente”, afirmou o governador Simão Jatene.
Entre os avanços contabilizados pelo Estado está a instituição de Unidades de Conservação (UC). De acordo com o presidente do Ideflor-Bio, Thiago Valente, o Pará mantém, criados e sob gestão, mais de 20 milhões de hectares. “Seguindo a trajetória de identificação desses ecossistemas fragilizados e com potencial biológico muito grande, seguimos na criação de quatro novas unidades de conservação no estado, divididas em dois pequenos blocos: duas no município de Senador José Porfírio e duas em Maracanã, na região costeira”, adiantou o gestor.
A área em Senador José Porfírio é uma reserva de desenvolvimento sustentável maior, que possui um grande refúgio de vida silvestre, com destaque para a tartaruga da Amazônia. “Nessa região ocorre a maior postura de ovos dessa espécie na América Latina. E essa é uma informação que reflete a relevância da criação dessa área protegida”, salientou Valente.
O outro pequeno bloco, no município de Maracanã, também é uma reserva de desenvolvimento sustentável que tem como destaque a proteção da flora. “Pioneiramente, aqui dentro do estado estamos criando um refúgio de vida silvestre para garantir eminentemente a proteção da flora, mas que consequentemente vai se estender à fauna”, acrescentou o titular do Ideflor.
A criação de uma UC precede uma série de estudos que identificam o potencial da área, audiências públicas para ouvir a população e estudos sobre a flora, fauna, solo e relevo, entre outros pontos. “Estamos num momento em que todos esses diagnósticos já foram executados, e eles ratificaram a necessidade da existência dessas unidades. Vivemos agora o momento de festejar a assinatura do ato que vai criar, de fato, essas unidades.
O próximo passo vai ser conseguir implementá-las e materializar o objetivo e o proposito pela qual foram criadas”, anunciou. Segundo o gestor, a expectativa é que os decretos sejam assinados durante a Semana do Meio Ambiente. Atualmente o Ideflor-bio é responsável pela gestão de 21 Unidades de Conservação, sendo 14 de Uso Sustentável e 7 de Proteção Integral. Entre elas estão o Parque Estadual do Utinga, Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Combu, APA Marajó, e APA Algodoal-Maiandeua.
Ações - A descentralização das atividades de licenciamento é uma das ações desenvolvidas para a melhor gestão ambiental no estado. Para isso, as secretarias municipais estão recebendo equipamentos e capacitação técnica que permitam a execução dessas operações.
“Os equipamentos fazem parte de um projeto maior, fortalecido com a resolução do Coema n° 120, que aumentou o poder dos municípios para fazer o seu licenciamento ambiental”, explica o secretário de Estado de Meio Ambiente, Luiz Fernandes. A resolução foi publicada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente em agosto de 2015 e dispõe sobre as atividades de impacto ambiental local de competência dos entes municipais.
De 2013 até agora, 86 municípios paraenses foram atendidos com a entrega de materiais para ações ambientais. Já foram entregues 246 motocicletas, 392 capacetes, 160 GPSs, 150 computadores, 150 no-breaks, 100 impressoras, 80 binóculos, 80 câmeras fotográficas e 27 embarcações com motor e carretas rodoviárias.
As ações também contemplam a capacitação de gestores e técnicos das secretarias e conselhos municipais. De janeiro a março deste ano, 484 pessoas foram qualificadas em 127 cidades, com destaque para o Marajó, que pela primeira vez esteve representado pelos 16 municípios da região.
“Já adquirimos motocicletas suficientes para atender todos os municípios, mas os gestores precisam adequar a sua legislação local para poder receber esses veículos. Vale ressaltar que mesmo o município que ainda não tem legislação própria puderam encaminhar técnicos e gestores para receber capacitação”, explica o titular da Semas.
Resultados - A parceria entre o Programa Municípios Verdes e a Semas também possibilitou a redução em 50% do índice de desmatamento no estado nos últimos cinco anos. Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2010, as áreas de floresta desmatadas somavam 3.770 km². Já em 2015 esse número caiu pela metade, registrando 1.881 km².
Para o titular do PMV, Justiniano Netto, a diminuição expressiva só foi possível com atuação em todas as frentes. “O Pará ainda é um estado com grande registro de desmatamentos, mas nos últimos cinco anos apresentou uma redução maior do que a registrada na Amazônia, com 16%. Ainda temos ainda muito a fazer, mas acredito que estamos no caminho certo”, ponderou o gestor.
O programa, criado em 2011, com o objetivo de fortalecer o combate ao desmatamento no estado e a produção rural sustentável, atualmente conta com a adesão de 107 municípios. Para obter o certificado de “Município Verde” é preciso cumprir uma série de metas que envolvem a redução do desmatamento em 40 km² anuais, ter 80% das áreas cadastráveis inseridas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sair da lista de embargo do Ministério do Meio Ambiente.
“Esse título se consolidou e conquistá-lo passou a ser uma meta dos municípios paraenses. Atualmente, são municípios verdes Brasil Novo, Canaã dos Carajás, Dom Eliseu, Cumaru do Norte, Óbidos, Paragominas, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Tailândia, Ulianópolis, Xinguara, Santarém e Tucumã”, relata Justiniano Netto.
As ações do PMV são focadas no monitoramento, ordenamento ambiental e fundiário, e na estruturação da gestão ambiental. A iniciativa também trabalha na implantação do CAR, um dos instrumentos do Programa de Regularização Ambiental (PRA), instituído por meio do Decreto nº 1.379 de setembro de 2015. A adesão é exigida pelas instituições financeiras para concessão de crédito agrícola e por outros mercados como comprovação de regularidade ambiental. “O Pará teve um grande avanço nesse sentido. Em 2010 tínhamos em torno de 20 mil cadastros e hoje já temos mais de 160 mil, o que corresponde a 70% de áreas cadastradas no estado”, comemora o governador Simão Jatene.
De acordo com a Semas, o Pará é o primeiro estado do país a implementar o PRA e lançar o Portal da Regularização Ambiental, plataforma que monitora via satélite as áreas desmatadas em território paraense após o marco regulatório do Código Florestal, em julho de 2008. O objetivo é produzir informações sobre as atividades de regularização de propriedades com desmatamento detectado pelo portal. “O Pará é o primeiro estado brasileiro a regulamentar o código florestal, com a criação do Programa de Regularização Ambiental, lançado em janeiro deste ano”, acrescenta Luiz Fernandes.
Para estimular os municípios paraenses a adotarem iniciativas de preservação e conservação ambiental, o governo estadual também criou, na década de 1990, o ICMS Verde, que busca compensar os municípios que desenvolvem políticas socioambientais e educativas. Em 2014, foram repassados R$ 38 milhões e, em 2015, aproximadamente R$ 77 milhões, correspondentes a 4% do valor total do ICMS. A expectativa é que até 2017 esse percentual aumente para 8%, com estimativa de transferência R$ 140 milhões.
Controle - Outro avanço na fiscalização é a instrução normativa da “Juquira”, aprovada pela Semas em 2015, fruto da revisão e aperfeiçoamento da normativa anterior (2/2014). O marco regulamenta os procedimentos para a queima controlada, veda novos desmatamentos de floresta primária e a limpeza de vegetação secundária em estágios médio e avançado, consolidando as diretrizes contidas no Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado (ZEE). A iniciativa também visa garantir segurança jurídica aos produtores rurais, que passam a ter regras claras sobre como fazer a limpeza nas chamadas “áreas consolidadas”.
A Lista de Desmatamento Ilegal (LDI) também é um meio utilizado para conter o desmatamento ilegal. Criada em 2014, a LDI impõe dificuldade para quem tenta burlar a lei com apoio da tecnologia, que identifica as agressões ambientais. Quem estiver na lista perde o direito à concessão de licenças, serviços e qualquer tipo incentivo público. Atualmente 11.222,27 hectares estão inseridos nessa listagem. Uma das finalidades é contribuir para que o estado possa atingir, até 2020, o Desmatamento Líquido Zero, compromisso assumido em 2010 durante a Rio+20.
A Semas também mantém um comitê de monitoramento e fiscalização que dispõe de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), que utilizam imagens de satélite e estações de monitoramento climático para detectar o desmatamento. As ações são desenvolvidas em parceria com outras secretarias e instituições, além da sociedade civil.
No primeiro semestre deste ano foram realizadas 24 operações de fiscalização, 270 autuações e 33 apreensões de material ilegal, com destaque para a operação Gaia, realizada em março, que apreendeu cerca de 6.000 m³ de madeira em Moju, no nordeste paraense; e a Operação Tempestas, realizada em abril, que desarticulou uma organização criminosa especializada em lavagem de produtos florestais que atuava no Pará e outros estados. Entre agosto e dezembro de 2015, foram apreendidos 2.897m³ de madeira serrada e de 23.683 m³ de madeira em toras.

Texto:
Lidiane Sousa


Serviço de Radioterapia do HRBA completa seis anos de funcionamento
O serviço de Radioterapia do Hospital Regional do Baixo Amazonas completa seis anos de funcionamento e desde a sua implantação, em 4 de junho de 2010, já atendeu mais de 1500 pessoas. O número de sessões feitas ultrapassa os 105 mil. Somente no ano passado, mais de 27 mil foram realizadas. Atualmente, 60 pessoas estão em tratamento de radioterapia no HRBA.
Uma das pessoas que tiveram a vida transformada pelo serviço é Edinéia de Sousa, de 53 anos. Ela lutou contra um câncer de mama por sete anos, foi submetida a duas cirurgias, além de sessões de químio e radioterapia. Hoje está curada, em fase de acompanhamento. “Antigamente eu tinha que sair da cidade para conseguir atendimento, sofria por ficar longe da minha família. Fui a Belém, mas não consegui fazer a radioterapia. Depois fui para Teresina (PI), mas uma única sessão custava R$ 3 mil por lá. Então decidi ir a São Paulo, onde finalmente consegui ser atendida. Depois que inauguraram esse serviço aqui no hospital tudo ficou muito melhor. Fico no meu lugar, sou bem assistida e isso faz toda diferença no tratamento”, conta.
O vereador Valdomiro Pinto, de Monte Alegre, faz tratamento de câncer de próstata na unidade. Em outubro de 2015 ele foi diagnosticado com a doença e já em novembro passou pela primeira, das três cirurgias indicadas para o problema e que foram realizadas no hospital. Agora, ele se submete a sessões de radioterapia. “Temos a felicidade de contar com um hospital como esse aqui em Santarém, dotados dos melhores equipamentos e médicos. Além disso, o tratamento que nos dipensam é muito bom, a gente já se sente melhor só por isso."
O serviço de radioterapia complementa um dos principais tratamentos contra o câncer. “Com a implantação desse serviço aqui em Santarém, as pessoas aumentaram suas chances de cura quando diagnosticadas. Além do fator psicológico, aliviado pela proximidade com os familiares e o lugar de origem, tem a questão da redução do custo, que facilita a vida de muitas pessoas que não têm condição financeira”, conta a responsável técnica pelo serviço de Radioterapia do HRBA, Izabel Campos.
O hospital tem quase 1100 pacientes oncológicos, muitos deles provenientes de outras regiões e até de fora do estado. Além da qualidade, o pouco tempo de espera para início do tratamento chama a atenção. “Para começar a radioterapia, o paciente demora, em média, três semanas. Em outros centros, a demora é bem maior. O nosso tratamento é rápido, considerado totalmente fora do padrão nacional, que é de três a seis meses. Aqui o nosso paciente não aguarda nem um mês para iniciar o tratamento. E, se for de urgência, inicia em até uma semana”, explica Izabel.
Unacon
O Hospital Regional de Santarém é uma Unidade de Alta Complexidade (Unacon) para o tratamento oncológico, que se baseia em três pontos principais: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. “Nós oferecemos um serviço de excelência. A radioterapia é um serviço que consegue atender não só a uma grande quantidade de pacientes, mas também ser bastante efetivo, inclusive no caso de cânceres que variam desde os de pele até tumores difíceis de tratar”, explica o coordenador do serviço de oncologia do HRBA, cirurgião Marcos Fortes.
O diretor geral do hospital, Hebert Moreschi, reforça a importância dos serviços oferecidos à população daquela região. “O fato desses pacientes poderem ser assistidos em Santarém, com resolutividade, segurança e qualidade, é muito positivo. O HRBA é uma referência no tratamento oncológico no Norte do Brasil, recebendo pacientes referenciados de outros estados, o que mostra o caráter indispensável desse trabalho.”
Referência
O HRBA é uma unidade pública e gratuita de saúde, pertencente ao Governo do Pará e administrado, desde 2008, pela entidade beneficente Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Hospital Regional de Santarém é referência no Norte do Brasil para o tratamento oncológico e ainda para mais de 1,1 milhão de pessoas que vivem em 20 municípios do oeste paraense.

Texto:
Joab Ferreira


Bichos-Preguiça e Quatis são soltos no Revis Metrópole da Amazônia
Na manhã desta sexta-feira, 03, foi feita a soltura e reintrodução de uma preguiça-real e uma preguiça-bentinho na Trilha das Samambaias, além de quatro quatis na Trilha dos Quatis, ambas situadas no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia.
A ação foi coordenada pela Gerência de Fiscalização de Fauna e Recursos Pesqueiros, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e contou com a presença de técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), Universidade Federal Rural da Amazônia, além de alunos de mestrado e doutorado da Universidade Federal do Pará/Castanhal.
Os animais soltos na Unidade de Conservação vinham sendo cuidados e recuperados no Hospital de Castanhal, para foram levados por situações diversas, como entregas voluntárias de seus ex-criadores ou em casos de denúncias para resgate.
O Revis Metrópole da Amazônia tem como principal objetivo proteger ambientes naturais para que sejam asseguradas condições de existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora e da fauna residente ou migratória.Também tem como missão contribuir para a manutenção dos serviços ambientais, bem como garantir os processos ecológicos naturais, além de conservar parte do restante de florestas primárias da Região Metropolitana de Belém, confirmando seu grande destaque para conservação ambiental no Estado.

Texto:
Denise Silva


Condutores acima de 65 anos devem renovar a CNH a cada triênio
Os condutores com idade acima de 65 anos precisam obrigatoriamente renovar o documento de habilitação a cada três anos, como estabelece o artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “O exame de aptidão física e mental será preliminar e renovável a cada cinco anos, ou a cada três para condutores com mais de 65 anos de idade”, reforça a coordenadora de Habilitação de Condutores, Ana Carolina Machado.
Para renovar o documento, o condutor precisa realizar os exames de aptidão física e mental em clínica especializada em medicina do trânsito. Nesses locais, é necessário que o condutor preencha formulário obrigatório voltado às condições de saúde, obedecendo padrão pré-estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Durante os exames, se for percebido pelo médico, qualquer tipo de alteração, o condutor será encaminhado para realização de exames com especialistas, retornando para apresentação do laudo médico referente ao que foi observado durante o exame para a renovação.
Os exames médicos exigidos pelo CTB dos condutores são realizados nas clinicas credenciadas pelo Detran, diariamente, no ato da renovação da CNH.

Texto:
Aldirene Gama


Mangal comemora Dia Mundial do Meio Ambiente com teatro
A Organização Social Pará 2000 que administra o Parque Zoobotânico Mangal das Garças vai comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente com mais uma edição do projeto Teatrinho do Mangal, que traz apresentações ao entorno do Memorial Amazônico da Navegação sempre no primeiro e terceiro domingos do mês, a partir das 9h30, com acesso gratuito.
O desperdício de água no mundo será a temática do espetáculo “Zé Gotim, a última gota de água do planeta”, interpretado pelos atores Waldiney Velasco, Maíra Monteiro e Alejandro Segovia, que compõem a Cia do Sarau e serão a atração deste 5 de junho, dia dedicado ao Meio Ambiente.
Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data, escolhida para coincidir com a data de realização desse evento, e que tem como objetivo principal chamar a atenção deos poderes constituídos e da sociedade para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais.
“A história de autoria da Maíra Monteiro se passa no futuro, no ano de 2057, quando o planeta vive uma crise pela escassez de água. Então começa uma guerra para salvar a última gota desse recurso. Será uma apresentação bastante lúdica e iremos usar a música para envolver todos”, antecipa Waldiney Velasco.
E no Momento Ecozoo será possível conhecer de perto um filhote de Guará. O pássaro nasce com as penas pretas, que com o passar do tempo vão ganhando um tom avermelhado. Essas e outras curiosidades serão contadas aos visitantes pelos tratadores do Parque.
“A partir desde mês de junho a programação do Teatrinho do Mangal terá um novo horário, com início às 9h30 para melhor atender a plateia fiel do projeto e permitir que as famílias possam desfrutar mais das programações ofertadas pelo Parque”, frisa Pétala Paiva, gerente de marketing do Mangal.
O Teatrinho do Mangal tem entrada gratuita e ocorre sempre no primeiro e terceiro domingos do mês. O projeto é uma realização do Governo do Estado, via Organização Social Pará 2000, que administra o Parque Mangal das Garças.
Serviço: Teatrinho do Mangal – Cia do Sarau - “Zé Gotim, a última gota de água do planeta” / Momento EcoZoo –  Filhote de Guará. Neste domingo, 5 de junho, a partir das 9h30, no entorno do Memorial Amazônico da Navegação, do Mangal das Garças. (Passagem Carneiro da Rocha, s/n - Cidade Velha).
Informações: (91) 3242-5052
Entrada gratuita

Texto:
Fernanda Scaramuzzini


Histórias de superação e avanços sociais marcam os 12 anos do Pro Paz
Uma vasta programação marcou as comemorações pelos 12 anos do Pro Paz no Pará, iniciativa surgida em 2004 como um programa do Governo do Estado, convertida mais tarde em política pública por força de decreto, até se consolidar, em 2015, na Fundação Pro Paz, criada com a missão de racionalizar e ordenar recursos e ações para transformar a vida de milhares de paraenses em situação de vulnerabilidade social.
Graças ao Pro Paz, o Pará é o único estado da Federação que possui, há mais de dez anos, um protocolo padrão para atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência que é modelo para o Brasil. Modelo esse, pioneiro, que já serviu de referência para o Ministério da Saúde e que levou o Pará a também ganhar da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, o reconhecimento por manter uma das onze melhores práticas das américas para a integração de sistemas de segurança pública com políticas sociais.
Tantas conquistas mereciam uma celebração à altura dos avanços sociais por ela proporcionados. E o Estádio Olímpico do Pará, que abriga um dos polos do Pro Paz nos Bairros, programa mantido pela Fundação, foi o local escolhido para a festa, que reuniu centenas de pessoas na manhã deste sábado, 4, em torno de uma programação cultural, esportiva e de cidadania.
Quem foi ao Mangueirão pode aproveitar os vários serviços ofertados, como o de emissão de documentos de identificação, feito pela Polícia Civil, e de saúde, coordenado pelas Secretarias Estadual (Sespa) e Municipal (Sesma) de Saúde, e também acompanhar a entrega de Cheques Moradia concedidos, na ocasião, a 39 famílias que vivem na Região Metropolitana de Belém. Já a garotada se divertiu com as atividades esportivas - futebol de campo, futebol de salão, tênis de mesa e basquete - e oficinas lúdicas.
O evento contou a presença da secretária extraordinária de Integração de Políticas Sociais, Izabela Jatene, do presidente do Pro Paz, Jorge Bittencourt, do comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, Coronel Zaneli Antônio Melo, além de professores e coordenadores dos polos mantidos pela Fundação Pro Paz.
Ao longo desses 12 anos de existência, o Pro Paz tem assegurado proteção a crianças, adolescentes, mulheres, idosos e outras vítimas de violência, e reafirmado o compromisso do Estado com a prevenção, redução e solução de conflitos sociais, o combate à exclusão social, a promoção do acesso à cidadania e a direitos básicos - saúde, educação, lazer, esporte, arte e cultura -, além da criação de oportunidades de emprego e geração de renda. Hoje, convertido em política social, o Pro Paz soma mais de dois milhões de atendimentos feitos tanto nas unidades espalhadas por todo o Pará e também nas ações itinerantes.
“O que fazemos é resignificar vidas e valores. Nosso grande objetivo é alcançar as famílias dando a elas oportunidades por meio de políticas públicas que assegurem proteção e melhores perspectivas principalmente às crianças e jovens. Esse trabalho é feito no contraturno escolar. Nossos jovens participam de várias atividades - esporte, dança, leitura, música - que auxiliam na formação intelectual e individual, promovendo a melhoria das relações familiares, garantindo novas perspectivas e afastando esses jovens de situações de risco”, explica Jorge Bittencourt, presidente da Fundação Pro Paz.
Um das principais frentes de atuação nesse sentido é o Pro Paz nos Bairros, que tem seis polos espalhados pela Região Metropolitana de Belém (UFPA, UFRA, Sacramenta,
Mangueirão, Ananindeua e Marituba) e que, juntas, atendem aproximadamente 3.600 jovens. A  execução de um trabalho integrado, aliás, é um dos grandes trunfos do Pro Paz, que mantém núcleos de proteção social e acesso à cidadania e serviços públicos onde as populações mais vulneráveis do estado tem maior necessidade dessa rede.
Exemplo disso são as Unidades Integradas Pro Paz (UIPPs), que já somam 48 em todo o estado. Entre 2010 e 2015, os números de homicídios nos bairros de atuação direta dessas unidades tiveram redução de 26%. Na Terra Firme, em Belém, por exemplo, os registros desse tipo de crime caíram 63% após a implantação da UIPP. Já nos bairros do Distrito Industrial e Icuí-Guajará, em Ananindeua, essa redução chega a 17,5%.
A Fundação também atua em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, por meio do projeto Escola da Vida, que está presente em 22 municípios e atende 2.800 crianças em todo estado. “Acredito que essa união de forças garante o fortalecimento de ambas as partes. O programa Escola da Vida já existia há mais de 20 anos e quando o Pro Paz se uniu a essa iniciativa ganhamos ainda mais corpo. É importante destacar que para nós o objetivo é sempre o mesmo: incentivar a cultura da paz em nossos polos. É aqui, durante as atividades, que trabalhamos para garantir um futuro melhor a todos esses jovens”, destaca o coronel Zaneli Antônio Melo, comandante geral do Corpo de Bombeiros.
Izabela Jatene, secretária Extraordinária de Integração de Políticas Sociais, já esteve à frente do Pro Paz e participou diretamente do processo que levou à transformação do programa em Fundação. “Posso dizer que cumprimos a nossa missão a cada criança, mulher ou adolescente atendidos. Ainda falta muito a fazer, é certo, mas esse é o desafio que nos move, que promover a consolidação real de uma política de estado. Nossa gratidão a todos que colaboraram para essa conquista é enorme, afinal, se manter por 12 anos não é fácil e foi pela crença da sociedade nesta ideia é que o Pro Paz chegou até aqui”, diz.
Cheque Moradia - Julinalva Vieira, 29, é mãe de cinco filhos. Ela é diarista e vive com a família em uma pequena casa na vila Canaã, em Marituba. Há um ano ela conheceu as atividades do Pro Paz por meio do polo localizado no Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp). A despeito da opinião dos vizinhos, que não botavam muita fé no projeto, ela decidiu matricular quatro de seus filhos no programa. E foi também por intermédio dele que descobriu o Cheque Moradia, benefício concedido pelo governo do Estado a pessoas de baixa renda para a construção ou reforma de imóveis.
Hoje, além de manter os filhos escola, assistidos pelas atividades do Pro Paz nos Bairros, ela comemora a tão sonhada oportunidade de garantir a casa própria. Junto com outras 37 famílias, Julinalva recebeu, durante a programação de aniversário do Pro Paz, o benefício habitacional.
“Eu fui muito bem atendida desde o início pelas assistentes sociais e psicólogas do programa. Confesso que me surpreendi. Aqui meus filhos tem a oportunidade de crescer e se tornar pessoas melhores”, conta a diarista, que agora já faz planos para a casa nova. Graças a Deus teremos um lugar melhor pra viver, com saúde e dignidade."  
Vencedor das piscinas – Gabriel Figueiredo, 16, está há cinco anos do Pro Paz. Em razão da baixa estatura (menos de 1,50 m), resultado de uma deficiência nas duas pernas causada por um acidente que comprometeu o desenvolvimento dos membros inferiores, ele poderia estar fadado a permanecer em uma cadeira de rodas a vida inteira. Mas desde criança Gabriel se recusou a aceitar sua condição e buscou atividades esportivas que ajudaram a fortalecer os músculos e o transformaram em um excelente nadador. Hoje, o jovem escreve outra história, a do menino que se tornou um atleta.
Em 2015 ele foi classificado em três modalidade diferentes durante as Paraolimpíadas Escolares, mas optou pela que dominava, a natação, e não deu outra: conquistou o 4º lugar nos 100 metros livre e 6º lugar no nado costa. Atualmente ele se prepara para a seletiva das Paraolimpíadas Nacionais que serão realizadas este ano, no Rio de Janeiro.
“Antes eu só nadava por nadar e os professores me incentivaram a investir nessa habilidade. O Pro Paz me ajudou a realizar sonhos e ter a possibilidade de conhecer lugares que eu nunca imaginei visitar. Eu nunca tinha viajado de avião antes de ser um atleta. Aqui eu vejo como o projeto dá oportunidades para vários jovens com histórias parecidas com a minha. Pessoas que poderiam ficar isoladas, mas que, aqui, são integradas às atividades e estimuladas a superar seus limites. Sem dúvida o Pro Paz muda vidas”, diz o jovem.
Das ruas para as quadras – Danúbia Rodrigues, 15, é moradora do bairro do Benguí e participa do projeto desde 2011. Apaixonada por futebol e pelo Paysandu, time do coração, ela descreve a sua vida antes do Pro Paz como “muito errada”. "Eu Participava de torcidas organizadas, brigava na rua e vivia distante da minha família. Uma amiga me falou das atividades que o projeto ofertava no Polo Mangueirão e então resolvi participar", conta. Acolhida pela equipe de psicólogos, assistentes sociais e professores do Pro Paz, Danúbia é hoje uma das atletas mais populares do time de futebol feminino.
“Posso dizer que o Pro Paz mudou a minha história completamente. Fiz muita besteira, mas hoje sou uma pessoa muito diferente. Eu quero viver uma vida melhor, viver o meu presente e esquecer o passado. Aqui aprendi a respeitar os professores, a ter paz, a compartilhar, a fazer amigos, coisas boas. A gente se sente bem, pois os professores e psicólogos nos chamam para conversar, nos ouvem e nos entendem. Isso é muito importante e hoje eu também convenço outras amigas a se matricular no programa”, conta.
De aluna a professora – A postura impecável da coluna e os passos leves revelam as habilidades da bailarina Fernanda Fernandes, 19, ex-aluna de ginástica rítmica do polo Pro Paz UFRA. Durante os estudos ela acabou se dedicando ao balé para aprimorar ainda
mais os movimentos. Quando entrou no programa, em 2006, ela foi convidada a trabalhar na companhia de dança daquela que era sua professora à época. No grupo, participou de alguns espetáculos e foi assistente durante as aulas. Por conta disso, pode estudar, treinar e a partir daí descobrir o que hoje é a sua maior paixão: dar aulas de danças para crianças.
Aos 16 anos ela começou o próprio projeto de dança nos bairros do Una e Cabanagem, com crianças de 5 a 12 anos, que hoje já tem 37 alunos. Este ano ela pretende realizar o sonho de se profissionalizar e fazer o curso de dança na universidade.
“O Pro Paz foi importante na minha história, e eu acredito que também pode ser na vida de várias outras crianças que vivem nas periferias, sem nenhuma perspectiva. Muitas chegam aqui sem uma estrutura familiar, passam por dificuldades financeiras, e o Pro Paz resgata esses jovens da rua. Foi o que aconteceu comigo, pois eu era uma criança muito problemática e a dança me ajudou a ter disciplina, cidadania, respeito, educação. São estes conceitos que eu quero repassar aos meus alunos”, diz a jovem, que coloca na ponta dos pés a esperança de um futuro melhor.

Texto:
Diego Andrade


Simão Jatene destaca a celebração da cultura paraense na Feira do Livro
O governador Simão Jatene visitou a XX Feira Pan-Amazônica do Livro, instalada no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia na manhã deste sábado, 4. Acompanhado da esposa, Ana Jatene, ele percorreu os corredores do evento conduzido pelo secretário de Cultura do Estado, Paulo Chaves Fernandes.
Jatene foi parado em diversos momentos pelos visitantes da Feira, em especial por crianças, que pediam para fazer fotos ao seu lado. Ele visitou os auditórios do Hangar, onde alunos de escolas estavam apresentando espetáculos de dança, e também viu as exposições em cartaz na Feira, com a que celebra os 20 anos do evento e faz uma retrospectiva de todos os escritores homenageados nessas duas décadas, mostrando os cartazes de todos os anos. O governador se deteve por mais tempo na exposição que mostra o trabalho de grafismo, a arte plumária e os costumes tradicionais da etnia Asurini Araweté, e acabou adquirindo, no espaço, um dicionário Tupi-Português.
Uma das pessoas que o abordou foi a dona de casa Cristina Ferreira, que disse ser fã do governador. “Gosto dele porque eu acho que ele está fazendo um bom governo. Aprecio a forma como ele trabalha. Sempre acompanho a programação da Feira e foi uma surpresa ver o governador aqui hoje”, disse.
Estandes - No salão principal do Hangar, onde ficam os estandes, o governador e sua comitiva visitaram os espaços das Secretarias de Educação (Seduc) e de Cultura (Secult). Neste último, Jatene foi presenteado com um exemplar do álbum “Marcas do Tempo”, uma publicação feita em parceria com a Junta Comercial do Pará (Jucepa), lançada durante a programação da Feira, no último dia 31.
Outros estandes visitados foram o da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Imazon, da Imprensa Oficial e do Senado Federal, onde o governador foi informado que é na Feira do Livro em Belém que as publicações das editoras do Senado e da Câmara Federal alcançam maior vendagem, mais do que em outros eventos do gênero no Brasil.
No estande dos Escritores Paraenses, o governador conversou com muitos autores locais e teve um encontro emocionado com a escritora paraense de livros infantis Heliana Barriga. Ele também conversou com integrantes da etnia indígena Araras, que visitavam um estande de livros de Matemática. 
Um encontro casual, mas nem por isso menos emocionante, foi o que Jatene teve com a escritora homenageada da Feira este ano, Amarílis Tupiassu. Os dois conversaram sobre literatura e sobre o evento em si no estande da Secult, um dos mais movimentados da Pan-Amazônica do Livro.
O governador também destacou os 20 anos da Feira do Livro. “Meu primeiro sentimento é de gratidão, de agradecimento a todos os todos os paraenses pela oportunidade de ter sido uma pedrinha na construção desse fantástico momento. A feira nasceu como ‘do livro’, mas ultrapassou essa dimensão. Ela é hoje um momento de celebração da cultura, da nossa cultura”, disse.
“Aqui está reunida toda a família paraense - o jovem, a criança, o idoso - e isso me deixa emocionado. É um momento em que estamos reproduzindo cultura, mas aquela cultura que torna a sociedade mais igualitária, já que aqui temos pessoas de todas as classes sociais. Eu diria que mais que uma celebração de cultura, esse evento é uma celebração da vida. Alguém aqui me parou para me dar os parabéns por ter tido coragem de fazer a Feira neste momento de crise, e eu disse a essa pessoa que levasse suas impressões a outras tantas que precisam saber da grandiosidade deste evento”, completou Jatene.
Durante a visita, o governador também foi acompanhado por Robério Silva, representante da Associação Brasileira de Difusão de Livros (ABDL), pela diretora de Cultura da Secult, Ana Catarina Brito, e pela coordenadora da Feira do Livro, Andressa Malcher.
Serviço: A XX Feira Pan-Amazônica do Livro se encerra neste domingo, dia 5, no Hangar. O horário de visitação é das 10 às 22 horas, e toda a programação tem entrada gratuita.

Texto:
Dedé Mesquita


Nota de Pesar
O Governo do Estado manifesta pesar pelo falecimento de Rosa Marga Rothe, ocorrido na manhã deste sábado, 4. Símbolo da Defesa dos Direitos Humanos no Pará, a antropóloga alemã foi a primeira ouvidora do Sistema de Segurança Pública, função institucionalizada no governo Almir Gabriel e sob a gestão do secretário Paulo Sette Câmara. A pastora luterana foi modelo de luta contra um período obscuro vivido pelo país, que foi a Ditadura Militar, marcado por um forte cerceamento da liberdade. Marga Rothe não fez apenas história, incentivou ideais e solidificou o combate pela garantia de direitos conquistados. O corpo de Marga Rothe está sendo velado no Complexo Memorial Max Domini, na avenida José Bonifácio, em Belém.

Texto:
Sérgio Chêne


Hemopa adere ao movimento nacional Junho Vermelho para elevar número de coletas no Pará
Vermelho também pode ser a cor da esperança. É o que defende a campanha nacional “Junho Vermelho”, a que a Fundação Hemopa aderiu em parceria com o “Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil”, criado em 2014, para conscientizar cidadãos sobre a importância da doação de sangue. A mobilização, que se estende até o fim do mês, inclui a iluminação das fachadas de prédios e monumentos públicos na cor vermelha, e objetiva elevar o número de doações, tendo em vista que atualmente o Hemopa está com  apenas 60% da capacidade de atendimento transfusional.
A cada ano o movimento ganha apoio e amplitude ao atrair o engajamento da sociedade civil, da iniciativa privada e de órgãos públicos. No Pará, ele incentivará também outras formas de adesão à campanha, entre elas, o incentivo à doação de sangue de servidores públicos, de todas as esferas, encaminhando-os para o serviço de coleta mais próximo.
De acordo com a presidente do Hemopa, Ana Suely Leite Saraiva, o órgão busca a adesão de instituições parceiras, públicas e privadas do estado ao Junho Vermelho, elegendo um período durante o mês para que a ação seja lembrada com a iluminação das fachadas nessa cor, com destaque para o dia 14 de junho, instituído como o Dia Mundial do Doador Voluntário de Sangue. "Vamos aproveitar esse período para agradecer o nosso voluntariado e elevar o número de coletas para atendimento pleno da demanda transfusional".
A divulgação também se dará com a veiculação de vídeo e spot em parceria com as emissoras de rádios e TVs. A campanha também será propagada nas redes sociais, uma importante plataforma de divulgação do movimento, por meio das hashtags #junhovermelho e #eudousangue, que já estão sendo utilizadas nacionalmente.
Ano passado, o “Junho Vermelho” ganhou os principais pontos históricos e monumentos das cidades de São Paulo, Curitiba, Salvador e Brasília, que foram iluminados com a cor da campanha. Com a iniciativa, o estado de São Paulo registrou um aumento de 30% nas coletas de sangue no período.
“Nosso objetivo também é aumentar o número de coletas no Pará. Por isso, o 'Junho Vermelho' é extensivo à hemorrede estadual. Vamos iluminar nosso estado de vermelho e mostrar a força da união. Doe sangue e convide seus amigos a doarem também”, conclamou. Ana Suely observa que a adesão depende do comprometimento e da criatividade dos parceiros, que estão livres para estimular esse ato solidário de todas as formas.
Associado ao movimento nacional, o Hemopa promoverá de 11 a 18 deste mês a campanha “13 é Santo Antônio, 24 é São João, 29 é São Pedro e todo dia é do doador. Doe sangue”, visando o abastecimento do estoque estratégico para atendimento integral das solicitações transfusionais, especialmente em período festivos, como a quadra junina.
A gerente de captação de Doadores do Hemopa, assistente social Juciara Farias, ressaltou a ação “Caravana Solidária”, que viabiliza o transporte de pequenos grupos de candidatos à doação de sangue até a sede do Hemopa, por meio de um microônibus com capacidade para 30 lugares. “Isso vale para tanto para servidores públicos como para qualquer pessoa da comunidade dispota a esse ato de solidariedade”, destacou, informando que os interessados em firmar parceria podem entrar em contato por meio do telefone (91) 3224-5048, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados até as 17h.
Outras ações estão sendo alinhadas para impulsionar a coleta de sangue em junho, entre elas a campanha que está sendo realizada desde o dia 12 de maio pelo Arraial do Pavulagem, grupo cultural que anima os domingos da quadra junina em Belém. A mobilização vai até o dia 11 de junho, quando sairá o primeiro cortejo junino comandado pelo grupo.
Em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Sangue, os servidores da hemorrede estadual serão incentivados a usar uma peça de roupa na cor vermelha como forma de agradecer e parabenizar as centenas de pessoas anônimas que com a sua doação ajudam a salvam vidas o ano inteiro. Os grupos de servidores farão fotos na fachada de suas respectivas unidades, para posterior divulgação nas redes sociais.
Critérios da doação: Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800 280 8118).

Texto:
Vera Rojas


Seminário debate a História da Educação na Amazônia
Com o objetivo de debater o papel do historiador da educação e incentivar pesquisas acerca do tema, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) recebe o VI Seminário do Grupo de Pesquisa História da Educação na Amazônia (Gheda), nos dias 6 e 7 de junho, na Sala de Recitais do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Com o tema Educação na Amazônia: o ofício do historiador, o evento contará com a presença de palestrantes de diversos estados, com reconhecida atuação na área. As inscrições são gratuitas.
O seminário tem como público-alvo os professores de graduação, pós-graduação e das redes públicas de ensino, além de alunos da graduação e pós-graduação de qualquer instituição de ensino, pública ou privada. 
A conferência de abertura será às 19h e receberá o professor doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor pela Universidade de Brasília (UNB) e pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Luciano Mendes de Farias Filho, que ministra a palestra O Ofício do Historiador da Educação: Desafios Contemporâneos.
No dia seguinte, a doutora em Psicologia da Educação da PUC-SP, Laura Maria Silva Araújo Alves, e a doutora em Educação pela Unicamp, Maria do Perpétuo Socorro Gomes de França, participam da mesa redonda Fontes para a história das instituições educativas da Amazônia, às 9h.
Às 15h, inicia a mesa redonda Fontes para a história das práticas educativas não escolares na Amazônia, com a participação do doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Tony Leão da Costa e da doutora em Educação pela PUC-SP Maria Betânia Barbosa Albuquerque. Em seguida, às 17h, a conferência de encerramento traz o professor do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA), José Maia Bezerra Neto, com a palestra Arquivo Público do Estado do Pará e a História da Educação na Amazônia. O seminário encerra com a apresentação do grupo musical Mulheres do Fim do Mundo.
O Gheda é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação do CCSE e está estruturado em duas linhas de pesquisa: História das Instituições Educativas e História dos Processos Educativos Não Escolares na Amazônia. Ambos têm como objetivo o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a história das instituições educativas e educação na Amazônia. Inscrições e maiores informações no site do Grupo (www.gheda.com.br).

Texto:
Fernanda Martins


Codec e Sectet firmam parceria para atrair empresas que investem em inovação
A importância da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codec) no cenário de atração de investidores ao Pará foi ressaltada pela gerente da Inolex, Cristina Saiani, que prospecta instalar no Estado uma filial da empresa, que é uma companhia global do segmento de cosméticos. “A Codec desempenha um papel muito importante ao apresentar os agentes e as respectivas responsabilidades. Isso otimiza o tempo e facilita as relações”, avaliou ela.
O diretor de operações da Citróleo, Juliano Coletta, também contou como foi a experiência na Codec. “A companhia teve certamente papel fundamental para que ocorressem as reuniões necessárias, não só otimizando tempo, como também focando em assuntos de extrema importância para o avanço da nossa parceria. Não só facilitou tudo, como julgo que terá fundamental papel na concretização desta parceria nos auxiliando e intermediando no futuro”, disse o executivo da empresa de cosméticos, que também pretende se instalar no Estado.
A Codec tem como missão receber os investidores que procuram o Pará como destino de negócios, entender o que eles precisam e facilitar as relações com entidades do setor público e privado. A companhia também dá apoio a investimentos em implantação, na expansão de empresas já implantadas e na administração dos Distritos Industriais do Estado.
Segundo a diretora de Atração de Investimentos e Negócios da Codec, Lucélia Guedes, diz que um dos papéis da companhia é acompanhar, orientar e apresentar ao investidor o caminho a percorrer para se instalar no Pará. “Recebemos mais uma empresa que precisou de nossos serviços e apresentamos os parceiros estratégicos para viabilizar o negócio no Estado”, informa ela, revelando que a agenda incluiu encontros com o titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), Alex Fiúza de Mello, e do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) do Guamá, Antônio Abelém, além do superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fabrízio Guaglianone.
Cooperação – Para melhor atender os investidores, a Codec fechou várias parcerias com instituições do Estado e de natureza privada. Entre elas está um termo de cooperação com o PCT Guamá, instituição ligada à Sectet. O parque é um polo tecnológico estratégico para o processo modelo de desenvolvimento pautado por uma economia verde de forte base tecnológica e inovadora, desenvolvendo atividades nas áreas de biotecnologia, tecnologia da informação e comunicação e energia, entre outras.
“Ao investir na criação do Espaço Inovação, o governo o Estado pretende criar uma ambiência favorável ao enraizamento de uma mentalidade empreendedora e criativa no Estado, promovendo a inovação e verticalizando as cadeias produtivas regionais”, destaca o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, referindo-se ao espaço destinado a transformar ciência e tecnologia em inovação e serviços úteis à sociedade.
O Espaço Inovação, que recebe investimentos de cerca de R$ 30 milhões, funcionará em um prédio com quase oito mil metros quadrados. O espaço conta com seis laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, como o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia e o Laboratório de Engenharia Biológica.
Além de oferecer estrutura física para atender as demandas específicas de cada laboratório, o espaço abriu edital para receber entidades e empresas que invistam em inovação. É aí que entra a parceria com a Codec, que, como entidade responsável pela atração de investimentos e acompanhamento de investidores em potencial, passa a fazer esse encontro entre empresas que querem desenvolver atividades com base tecnológica.
“O PCT Guamá é um ambiente de estímulo ao empreendedorismo inovador. Aqui reunimos laboratórios de ponta voltados para pesquisa e desenvolvimento e empreendimentos focados em desenvolver produtos e processos inovadores. A parceria com a Codec é essencial para atrairmos empreendimentos competitivos e, desta maneira, fortalecer o desenvolvimento da economia da região”, explica o diretor presidente do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, Antônio Abelém.

Texto:
Helena Saria



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