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terça-feira, outubro 13, 2015

Governo do Estado inaugura Hospital Oncológico Infantil




Da Redação
Agência Pará de Notícias











Nesta segunda-feira (12), data em que se comemora o Dia das Crianças, a população paraense ganhou mais uma grande obra na saúde: o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, primeiro hospital público da Amazônia especializado no tratamento de câncer para crianças e jovens de até 19 anos.
Durante a inauguração, o governador Simão Jatene, ao lado do secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus, autoridades, familiares do médico Octávio Lobo e convidados puderam conferir os detalhes do espaço. O hospital, anexo ao Hospital Ophir Loyola, tem um centro médico com 108 leitos, sendo dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura tem capacidade para atender 15 pacientes concomitantes na quimioterapia e fazer 1.320 consultas de ambulatório por mês e 378 internações.
“Esse hospital é um ganho para todo o Estado. Teremos mais de 100 leitos para prestar um melhor atendimento para as crianças que tanto precisam de um tratamento especializado. É com obras com essa que damos dignidade ao nosso povo. Faço questão de dizer para cada paraense que esse hospital é público. Nenhum paraense, nenhum brasileiro, nenhum cidadão precisa pagar absolutamente nada além dos impostos que paga normalmente, para ter acesso, pois foi feito com o imposto que todo mundo paga. É um hospital de altíssima qualidade, de referência e faz parte de uma estratégia de implantação de serviços públicos de média e alta complexidade em todo o Estado que, por sinal, era um dos grandes desafios que estamos enfrentando”, afirmou o governador.
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo começou a ser construído no primeiro mandato do governador Simão Jatene. Na época, ele deu início ao projeto de descentralização dos serviços de saúde com a construção dos hospitais regionais de Santarém, Marabá, Altamira, Breves, Redenção e o Metropolitano, em Ananindeua. Já no segundo mandato (2011-2014), Jatene ampliou os investimentos na área da saúde e expandiu a rede hospitalar com a inauguração de quatro novos hospitais: o Jean Bitar, o Galileu, a Nova Santa Casa, em Belém, e ainda o Hospital Regional do Leste, em Paragominas, além de retomar com mais agilidade as obras do Oncológico Infantil. Também estão em andamento as obras do Regional de Itaituba, de Castanhal e requalificação de hospitais municipais, como o de Abaetetuba e de Ipixuna do Pará.
Investimento - Cerca de R$ 80 milhões foram investidos no novo espaço, entre a estrutura física e equipamentos, o que irá garantir melhor qualidade no tratamento dos pequenos pacientes. Nos cinco andares do prédio estão distribuídas as áreas de quimioterapia, centro cirúrgico, centro de terapia intensiva, clínicas pediátrica e de ginecologia, além de espaços lúdicos como biblioteca, brinquedoteca e um solário, tudo decorado com imagens de desenhos que as crianças internadas no Ophir Loyola produzem durante as oficinas.
“O remédio mais importante que esse hospital vai usar, além de todos os tratamentos disponíveis, é o amor. Elemento que todo o hospital precisa, mas esse particularmente tem um significado muito especial, pois você tem seres ainda muito frágeis enfrentando o desafio já no início da vida de brigar pela sobrevivência”, complementou Simão Jatene.
O hospital fará a diferença na vida de muitas pessoas, como na do pequeno Magdiel, de 7 anos, que foi diagnosticado com leucemia há um ano. A mãe dele, a costureira Marli Rodrigues, conta que o menino vem respondendo bem ao tratamento graças ao atendimento no Ophir Loyola, e vê com muita alegria a inauguração desse novo espaço para tratamento. “Meu filho será um dos beneficiados nesse novo hospital. O que antes era bom, agora vai ficar melhor. Fiz questão de vir conferir de perto e achei tudo muito lindo. Tenho certeza que a cura virá muito mais rápida não só para o meu filho, mas para todos que aqui forem tratados”, relatou emocionada.
Quem também está na expectativa para funcionamento é a dona de casa Nildene de Oliveira Santos, 19 anos. Natural de Tomé-Açu, ela está há 15 dias em Belém fazendo exames para a escolha do tratamento adequado para o tumor que o filho de apenas 3 anos tem no braço. “Estou ansiosa pelo tratamento. Quero ver meu filho logo curado. Saber que em breve o hospital vai funcionar e vou ter um tratamento digno para mim é uma felicidade enorme. Só quem é mãe e passa por isso sabe o que estou falando”, conta Nildene.
Cobertura – O novo hospital conta com profissionais de diversas áreas, entre médicos, equipe de enfermagem, multiprofissional, administrativo e apoio trabalharão para prestar o melhor atendimento aos pequenos pacientes. “Este é o único hospital da região Norte público de oferta de serviço oncológico pediátrico, e isso é um marco para nós. Uma demonstração do investimento que governo do Estado está fazendo no sentido de proporcionar uma resposta a grande demanda que nós temos na área de oncologia. Esta é mais uma das unidades da rede que está sendo constituída. Em breve vamos inaugurar o oncológico de Tucuruí. Santarém já está funcionando muito bem e temos também o Barros Barreto. Com eles, teremos condições de diminuirmos as filas e melhor atender a todos”, explicou destacou o secretário Vitor Mateus.

O novo hospital terá, além de solário localizado no quinto andar, outras áreas que amenizam o tratamento médico das crianças com câncer, como brinquedoteca e sala de música. "É provado que além de toda técnica envolvida, o amor e carinho no cuidado como  paciente levam à melhora do quadro", afirma Vitor Mateus. O hospital leva o nome do médico Octávio Lobo, que criou em 1950 o Serviço de Radiologia e de Radioterapia do então chamado Instituto Ophir Loyola, iniciando de forma pioneira o tratamento do câncer através da Radioterapia no Estado do Pará e no Norte do Brasil. Até hoje, Octávio Lobo é considerado um médico de vanguarda por trazer tecnologias pioneiras para o Estado e influenciar toda uma geração. Na inauguração, o filho, Arthur Lobo, fez um emocionado discurso.
Segundo o secretário, a ala do Ophir Loyola continuará funcionando, mas terá um novo programa assistencial. “Ela vai deixar de ser pediátrica e será moldada ara oportunizar a oferta de leitos para a oncologia adulta”, acrescentou Mateus. Antes de entrar em funcionamento, o hospital irá passar pela etapa de desinfecção, instalação e configuração dos equipamentos e treinamento da equipe. O processo deve durar em tono de 30 a 40 dias e a previsão é que os atendimentos se iniciem em meados de novembro.
Lidiane Sousa
Secretaria de Estado de Comunicação


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