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terça-feira, outubro 27, 2015

VOCÊ SABIA?




Polícia Civil já iniciou investigações sobre homicídio em hospital de Belém
O Sistema de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) acionou o gabinete de situação, por meio do Centro Integrado de Operações (Ciop), e informa que já foi iniciado o trabalho de levantamento de local de crime e a perícia pelo CPC Renato Chaves, das circunstâncias do homicídio de Jaime Tomas Nogueira, na noite desta segunda-feira (26). A Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, também já iniciou as investigações para apurar o crime.
Jaime Nogueira, conhecido como “Pocotó”, estava internado em um hospital particular, localizado na Rua Domingos Marreiros, sob custódia de um agente prisional e dois policiais militares. Ele foi preso em flagrante ainda no sábado, 26, após uma tentativa de assalto que resultou na morte do policial militar Vitor Cezar de Almeida Pedroso.
De acordo com informações preliminares já repassadas por testemunhas, oito elementos renderam a escolta e efetivaram o homicídio, por volta das 21 horas. As equipes da Polícia Civil já estão recebendo as imagens para proceder às investigações e identificar os suspeitos. Guarnições da Polícia Militar estão nas ruas em diversos bairros realizando rondas preventivas para garantir a segurança na capital. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha as investigações.
Texto:
Sérgio Chêne


Segup instala gabinete de situação e apresenta medidas em coletiva à imprensa
No início da madrugada desta terça-feira, 27, a cúpula do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social concedeu entrevista coletiva no Centro Integrado de Operações (CIOP) para informar sobre as medidas referentes ao gabinete de situação instalado na noite de ontem, após o assassinato de Jaime Tomas Nogueira, um dos suspeitos da morte do policial militar, da Rotam, Vitor Cezar de Almeida Pedroso, durante tentativa de assalto ocorrida no domingo, 25, no bairro da Cremação.
Acompanhado do secretário adjunto de Gestão Operacional, Hilton Benigno; do comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos e do delegado geral Rilmar Firmino, o secretário Jeannot Jansen informou à imprensa que a Polícia Civil, de imediato, iniciou o trabalho de levantamento de local de crime e a perícia, pelo CPC Renato Chaves, das circunstâncias do homicídio de Jaime Nogueira, conhecido como “Pocotó”. As investigações de apuração do crime também foram iniciadas na noite de ontem.
“Estamos aqui para informar as medidas emergenciais do Sistema sobre o caso. Não vamos admitir esse tipo de ação ousada. A cúpula está avaliando os acontecimentos”, disse o secretário Jeannot Jansen. 
O suspeito de envolvimento no homicídio do policial militar estava internado em um hospital particular, localizado na rua Domingos Marreiros. Ele estava sob a custódia de um agente prisional e dois policiais militares. De acordo com informações preliminares já repassadas por testemunhas, nove elementos renderam a segurança particular do hospital, a escolta e efetivaram o homicídio, por volta das 21 horas. Os homens teriam chegado de motocicletas e de capacetes. 
Sobre a possibilidade de revide, por parte de policiais militares, relacionado à morte do soldado Vitor Pedroso, o secretário esclareceu que “é prematuro afirmar a participação de agentes, mas que é uma das linhas de investigação”. “Qualquer conclusão agora é precipitada, e seria um erro”, ressaltou.
“Se não foi um final semana dos menos traumáticos, também não foi um dos maiores. Não podemos fazer nenhuma ligação dos homicídios registrados na Região Metropolitana com a morte do soldado da Rotam”, respondeu o titular da Segup. “Estamos aqui justamente para esclarecer sobre possíveis boatos e mensagens em redes sociais”, completou. As equipes da Polícia Civil já estão com as imagens das câmeras do hospital particular para prosseguir com as investigações e identificar os suspeitos. A Segup não considera o acontecido produto de um grupo organizado ou de milícias.
Reforço - Guarnições da Polícia Militar tiveram aumento de efetivo desde a manhã de ontem, em diversos bairros. Estão sendo realizadas rondas preventivas, policiamento ostensivo e barreiras de fiscalização em pontos estratégicos da RMB. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha as investigações.
No início da madrugada desta terça-feira, 27, a cúpula do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social concedeu entrevista coletiva no Centro Integrado de Operações (CIOP) para informar sobre as medidas referentes ao gabinete de situação instalado na noite de ontem, após o assassinato de Jaime Tomas Nogueira, um dos suspeitos da morte do policial militar, da Rotam, Vitor Cezar de Almeida Pedroso, durante tentativa de assalto ocorrida no domingo, 25, no bairro da Cremação.
Acompanhado do secretário adjunto de Gestão Operacional, Hilton Benigno; do comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos e do delegado geral Rilmar Firmino, o secretário Jeannot Jansen informou à imprensa que a Polícia Civil, de imediato, iniciou o trabalho de levantamento de local de crime e a perícia, pelo CPC Renato Chaves, das circunstâncias do homicídio de Jaime Nogueira, conhecido como “Pocotó”. As investigações de apuração do crime também foram iniciadas na noite de ontem.
“Estamos aqui para informar as medidas emergenciais do Sistema sobre o caso. Não vamos admitir esse tipo de ação ousada. A cúpula está avaliando os acontecimentos”, disse o secretário Jeannot Jansen. 
O suspeito de envolvimento no homicídio do policial militar estava internado em um hospital particular, localizado na rua Domingos Marreiros. Ele estava sob a custódia de um agente prisional e dois policiais militares. De acordo com informações preliminares já repassadas por testemunhas, nove elementos renderam a segurança particular do hospital, a escolta e efetivaram o homicídio, por volta das 21 horas. Os homens teriam chegado de motocicletas e de capacetes. 
Sobre a possibilidade de revide, por parte de policiais militares, relacionado à morte do soldado Vitor Pedroso, o secretário esclareceu que “é prematuro afirmar a participação de agentes, mas que é uma das linhas de investigação”. “Qualquer conclusão agora é precipitada, e seria um erro”, ressaltou.
“Se não foi um final semana dos menos traumáticos, também não foi um dos maiores. Não podemos fazer nenhuma ligação dos homicídios registrados na Região Metropolitana com a morte do soldado da Rotam”, respondeu o titular da Segup. “Estamos aqui justamente para esclarecer sobre possíveis boatos e mensagens em redes sociais”, completou. As equipes da Polícia Civil já estão com as imagens das câmeras do hospital particular para prosseguir com as investigações e identificar os suspeitos. A Segup não considera o acontecido produto de um grupo organizado ou de milícias.
Reforço - Guarnições da Polícia Militar tiveram aumento de efetivo desde a manhã de ontem, em diversos bairros. Estão sendo realizadas rondas preventivas, policiamento ostensivo e barreiras de fiscalização em pontos estratégicos da RMB. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha as investigações.
Texto:
Sérgio Chêne


Nota Fiscal Cidadã tem nova versão de programa para empresas
A Secretaria de Estado da Fazenda informa às empresas cadastradas no programa Nota Fiscal Cidadã, de estimulo à cidadania, que foi atualizada a versão do aplicativo Nota Pará, que permite a transmissão dos arquivos dos estabelecimentos para a Sefa. Todos os contribuintes enquadrados na Nota Fiscal Cidadã devem baixar a nova versão para efetuar o envio de arquivos. 
Para fazer o download  acesse o link http://nfc.sefa.pa.gov.br/index.php/aplicativos-manuais 
Em caso de dúvidas ou dificuldades entre em contato com o 'Alô Sefa' pelo 0800 725 5533.  
Texto:
Ana M. Pantoja


Temas do Enem foram abordados pela Seduc na preparação dos alunos
A redação foi uma das prioridades na preparação dos estudantes das escolas estaduais em Belém e no interior do Estado para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tanto que o tema escolhido, “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, chegou a ser abordado nas redações preparatórias dos alunos.
Nesta preparação dos estudantes ao Enem 2015, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) organizou um grupo de dez professores para elaboração de questões e provas de avaliações unificadas do ensino médio, em conjunto com gestores das unidades administrativas e de escolas da rede estadual. As ações e projetos relacionados ao Enem nas escolas foram acompanhados pelos gestores e técnicos da Seduc.
“O tema da redação do Enem 2015 aborda a problemática da violência contra a mulher, uma situação, infelizmente, recorrente na sociedade brasileira. Este tema foi trabalhado de forma abrangente nas escolas estaduais visando o exame. Na Escola Estadual Santa Maria de Belém, em Batista Campos, por exemplo, os estudantes receberam uma palestra específica sobre o tema proferida pela defensora pública Arlete Guimarães, como parte da parceria entre a Seduc e o Ministério Público do Estado”, disse a diretora de Ensino Médio e Educação Profissional da Seduc, Clara Yunes.
“Abordamos o tema em sala de aula, explicando para muitos alunos que desconheciam o que é feminicídio e detalhes sobre a Lei Maria da Penha”, afirmou a professora de português Hellen Suzandrei, da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso e do projeto Pro Paz Enem Digital.
Na Escola Estadual Celso Malcher, no bairro da Terra Firme, os alunos também trabalharam o tema da violência contra a mulher. “A partir do aspecto do feminicídio, os estudantes pesquisaram sobre aspectos da violência contra a mulher, em jornais, revistas, artigos e na internet, e tiveram contato com depoimento de mulheres que sofreram tipos de violência”, contou a professora Érica Gomes, da Escola Celso Malcher.
O tema também mereceu destaque dos professores da Escola Estadual Waldemar Henrique, no bairro do Benguí. “Os estudantes redigirem textos sobre este tema é algo salutar. Considero plenamente válida a provocação trazida pelo tema para apresentação de argumentos, além do aspecto estrutural da redação, sob o ponto de vista das normas gramaticais. É um tema que deve ser discutido por toda a sociedade, pelas famílias em especial”, frisou a diretora, Clara Yunes.
Conteúdos – Na avaliação dos professores de ensino médio da Seduc, as provas do Enem 2015 foram trabalhosas, mas os estudantes foram preparados em sintonia com os conteúdos propostos e estão no páreo para obter boas notas. Física e química foram os conteúdos mais difíceis no exame, como avaliam os docentes, destacando que se voltou a cobrar conhecimento profundo destas disciplinas.
O tema África, enfocado na prova da história, foi abordado na preparação dos estudantes estaduais. Em geografia foram cobrados conteúdos específicos e trabalhosos. Já em biologia  as questões enfocaram biotecnologia, meio ambiente em relação direta com geografia e química, o que também foi trabalhado nas escolas públicas estaduais. A tecnologia da informação foi outro tema abordado na prova. Em linguagens, chama a atenção de professores e alunos a abordagem focada em arte, especialmente a contemporânea. Temas atuais predominaram em sociologia. A prova de matemática foi considerada pelos docentes como um pouco mais difícil que a de 2014.
A programação de preparação dos estudantes para avaliações de conteúdos, como é caso do Enem, não será interrompida na Seduc após a provas do exame, aplicadas no fim de semana.  Ainda em novembro, estudantes do ensino fundamental e médio em escolas estaduais e municipais participarão da Prova Brasil e das provas do Sistema Paraense de Avaliação Educacional (Sispae), que integra o Pacto pela Educação do Pará. Nos próximos dias, dirigentes da Seduc se reúnem para avaliar as ações relacionadas ao Enem 2015 e as propostas em discussão para 2016.
Texto:
Eduardo Rocha


Adepará e EGPA promovem cursos de qualificação a servidores do interior
A Escola de Governança Pública do Pará (EGPA) e a Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) promovem, de segunda (26) a sexta-feira (30), em Marabá, os cursos “Qualidade de Atendimento do Serviço Público” e “Desenvolvimento de Equipes de Trabalho”. Segundo a gerente de Desenvolvimento e Capacitação da Adepará, Ada Glória, estão sendo capacitados servidores com ensino médio.
“Isso é uma prova ao servidor que está no interior do comprometimento da Adepará com o interior do Estado”, disse o gerente regional de Marabá, Fábio Alan, na abertura dos cursos. Marinete dos Santos Borges, formada em Ciências Contábeis e com especializações em gestão de pessoal, é a ministrante dos cursos pela EGPA.
“O objetivo é desenvolver nos servidores habilidades e competências com vista no aperfeiçoamento da gestão pública”, diz Ada Glória, salientando o comprometimento da gestão em organizar mais cursos semelhantes, voltados, sobretudo, aos servidores do interior. “A perspectiva é que em 2016 possamos ofertar esses e outros cursos no interior às demais regionais da agência”, afirma.
O diretor geral da Adepará, Luciano Guedes, esteve na abertura dos cursos, ministrados na sede do Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Crea) de Marabá. Ao todo, 34 servidores das regionais de São Geraldo do Araguaia, Tucumã, Rondon do Pará, Tucuruí e Marabá participam. O diretor geral ressaltou a maior aproximação entre a sede e as demais regionais da agência. “Os principais polos da Adepará e do setor produtivo estão no interior. A Adepará tem a obrigação de estar próxima do setor produtivo, a fim de garantir bons produtos e serviços à população”, afirmou. 
Texto:
Tylon Maués


Jogos Mundiais Indígenas seguem com demonstrações de modalidades tradicionais
Os Jogos Mundiais Indígenas que estão sendo realizados em Palmas, no estado do Tocantins, seguem até o dia 1º de novembro com exibição das principais modalidades de caráter tradicional. Na tarde do último domingo, 25, na Arena Green, os indígenas fizeram exibições de cabo de guerra, arco e flecha e arremesso de lança.
Os jogos reúnem dois mil indígenas de 32 locais. Do Pará, estão participando os Gavião Parkatejê e Kykatejê, Assurini do Tocantins, Wai-Wai e Kayapó. Segundo o coordenador das modalidades tradicionais indígenas, Carlos Terena, esse evento no Tocantins celebra a integração dos povos brasileiros e estrangeiros, representados por países como Nova Zelândia, México, Argentina, Canadá e Mongólia.
Na manhã desta segunda-feira, 26, o clima em Palmas era de tranquilidade, com temperatura amena e sem chuvas. A rodada do futebol abriu a programação do dia. A tarde, a partir das 16h, começam as exibições na Arena Green. A programação tem encerrado com seletivas do concurso da mais bela jovem indígena.
Os moradores de Palmas também estão participando ativamente do evento. Na área interna da Arena Green há feiras de artesanato, espaços multimídias, praça de alimentação e uma ampla programação cultural e de lazer. A Arena Green tem capacidade para cinco mil pessoas, mas a segurança rigorosa tem evitado a entrada de muita gente e gerado filas quilométricas dentro e fora dos portões do estádio Nilton Santos, onde foi construída a arena.
Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são uma iniciativa das Nações Unidas (ONU), por meio por Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (Pnud), Ministério do Esporte e Governo do Tocantins. Dados colhidos junto à imprensa de Palmas dão conta de que foram investidos R$ 17 milhões do Pnud e mais R$ 4 milhões da Prefeitura de Palmas, com a qual o Pnud assinou convênio. São 24 etnias, com delegações de países como Austrália, Equador, Nova Zelândia, Rússia, Etiópia, Mongólia e Estados Unidos, entre outros. As etnias brasileiras somam mais de 20, com destaque para os povos Terena, Xavante, Pataxó, Bakairi, Javaé, Karajá, Mamaydê e Kanela.
Confuso – Os Jogos também mostram a beleza das tradições indígenas, porém, a organização rigorosa tem recebido muitas críticas da imprensa, dos indígenas, artesãos e de muitos moradores da cidade que não conseguem ter acesso à programação no interior da Arena Green. Os protestos começaram desde o primeiro dia com moradores de Palmas revoltados com a presença da presidente Dilma Rousseff.
Os índios também reivindicam o fim da PEC 215, que transfere a prerrogativa da demarcação das terras indígenas para o Congresso Nacional. O credenciamento gerou outra dor de cabeça. As primeiras delegações indígenas que chegaram em Palmas amargaram horas na fila aguardando pela liberação do documento. Vários indígenas como o veterano Akazu-y Tabajara, de 68 anos, reclamaram da falta de atenção da comissão de organização. Sobre esse assunto, a organização não se manifesta e diz apenas que o credenciamento do evento encerrou dia 25 de setembro pelo site dos jogos.
Saúde – Na tarde de domingo, 25, o debate na Oca da Sabedoria foi sobre saúde da mulher e criança indígenas. Segundo Miriam Marcos Terena, do Movimento nacional de Mulheres Indígenas, o debate no evento internacional deverá dar mais destaque à luta das mulheres. Segundo o movimento, a discussão atual pede apoio para as políticas de saúde específica às mulheres indígenas, que segundo Miiram, estão passíveis de enfrentar as mesmas doenças da população não indígena. “Temos preocupação com os casos de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Aids, câncer do colo do útero e diabetes, entre outros”, disse a líder.
O consumo de refrigerantes entre as etnias também está preocupando as lideranças. Segundo relatos de mulheres que trabalham nas aldeias do Tocantins e Norte do Brasil, o problema está avançando e muitos casos de diabetes têm aparecido entre os idosos. A líder indígena Samila Xavante, que trabalha em uma unidade de saúde da reserva de seu povo, os casos são preocupantes e devem mobilizar a  comunidade para solicitar mais atenção por parte dos órgãos de saúde do governo federal.
O debate sobre saúde da mulher indígena contou também com a presença de Graciliana Celestina, do Rio Grande do Norte. Ela disse que entre seu povo a luta é pela qualidade da equipe que atende os indígenas. “Estamos avançando, pois nossa equipe de saúde já é composta por pessoas do nosso povo. E isso é importante porque existe a identidade e o respeito na hora de atender nosso paciente”, disse. O próximo encontro das mulheres será num fórum, em Brasília, antes do fim do ano.
Até o dia 1, os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas seguem em Palmas. Ainda faltam as provas de canoagem - que utilizarão canoas confeccionadas no Pará -, corrida de cem metros, natação e a final do futebol.
Texto:
Selma Amaral


Plataforma virtual traz espírito das Olimpíadas 2016 para a sala de aula
O Brasil já respira o clima das Olimpíadas do Rio de Janeiro, programados para o ano que vem. E no embalo das competições, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Ministério da Educação (MEC) estabeleceram uma parceria para a elaboração e implantação da plataforma virtual Transforma Educação, que disponibiliza cursos on line para coordenadores pedagógicos, professores e a comunidade acadêmica em geral que desejem aprimorar a metodologia educacional em sala de aula explorando a interdisciplinaridade dos esportes e dos jogos olímpicos. 
As aulas, cursos e oficinas são todas on line e podem ser acessados no site do Transforma Educação, gratuitamente, cabendo apenas ao interessado fazer um cadastro. O participante receberá um certificado oficial do Comitê Rio 2016, além de poder trocar experiências com profissionais da educação de todo o Brasil.
"A Secretaria de Educação do Pará convida os professores e técnicos a participarem dos cursos do Transforma Educação, pois entende que esta plataforma contribui para o aperfeiçoamento dos docentes da rede estadual", salienta Marizete Martins, diretora da Educação Infantil e Fundamental (Deinf), da Seduc.
O Transforma Educação oferece três modelos de cursos de formação para professores com metodologias que incentivam a prática de novos esportes olímpicos ao mesmo tempo em que abordam a ciência e história por trás de cada modalidade. A metodologia incentiva e capacita professores de Matemática a explicar o movimento dos atletas por meio de cálculos e equações, enquanto professores de História podem ressaltar e contextualizar a origem dos jogos olímpicos e sua simbologia, assim como os professores de Educação Física podem implementar práticas de esportes olímpicos nas escolas, alguns nunca vistos pelos estudantes.
Por intermédio do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), a Seduc incentiva os estudantes à adoção das práticas esportivas, ao ponto de ter atletas da região convocados a participar das Paralimpíadas da Juventude. "O NEL não poderia adotar outra postura que não apoiar e divulgar esse tipo de iniciativa. A ideia de interrelacionar o esporte à educação é uma ótima sacada. Mesmo matérias como Literatura, Língua Portuguesa ou Biologia podem ser conectadas à prática esportiva e fazer parte do entendimento do aluno. Um exemplo é a cultura do corpo, que já era exaltada na Literatura, assim como na Anatomia e Biologia", ressalta a professora Gloria Guerreiro, diretora do NEL.
As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.rio2016.com/educacao/ensino-distancia
Texto:
Eliane Cardoso


Projetos humanizados trazem melhorias ao paciente e ao ambiente hospitalar
O pequeno Guilherme Silva Santos é um dos muitos pacientes da ala oncológica infantil do Hospital Ophir Loyola, onde está internado há um ano por conta de uma leucemia. Em razão da doença e do longo período que o tratamento requer, ele e a mãe precisaram deixar a cidade natal, Parauapebas, para viver em Belém. Aluno da terceira série do Ensino Fundamental na Escola Municipal Primavera, Guilherme teve que se ausentar do colégio, mas graças ao Projeto Prosseguir, fruto de uma parceria entre as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e Saúde (Sespa), ele não precisou interromper os estudos. 
“Quando eu cheguei aqui uma das minhas primeiras preocupações foi em relação aos estudos do meu filho, se ele poderia continuar indo pra aula, pois a partir de agora nossa vida é aqui, no hospital”, lembra Celisvane Silva, mãe de Guilherme.
Pioneiro em classe hospitalar no Pará e consolidado a partir de 2003, o Programa Prosseguir constitui uma modalidade de educação voltada para as pessoas que, em razão de problemas de saúde que as imponha um tratamento prolongado, precisam manter a continuidade do processo ensino-aprendizagem, especialmente crianças e jovens. Ele proporciona condições para o resgate da autoestima, minimiza suas perdas sociais, psicológicas e cognitivas e integra paciente, família e escola
Cerca de 125 pacientes são atendidos por mês nas classes do Prosseguir, que disponibliza aulas em todas as disciplinas para alunos do ensino Infantil, Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
À frente do projeto desde sua implantação, o professor e médico Walgner Tarcísio ressalta, com base em comprovações científicas, que a realização de atividades voltadas ao lazer, entretenimento e educação em hospitas acarretam a melhoria do tratamento clínico, aumentando as chances de recuperação e cura. “Essa ferramenta busca inserir os pacientes e seus acompanhantes ao ambiente hospitalar sem deixar um clima pesado e hostil. Além disso, ajudam a reduzir o tempo de internação, o estresse e ajudam a reproduzir a rotina normal da criança."
Implantada também de 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) prevê práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. Ela busca transformar as relações de trabalho e construir, de forma compartilhada, planos de ação para promover e disseminar inovações nos modos de fazer saúde.
Seguindo estas orientações, o Hospital Público Estadual Galileu, assim como o Ophir Loyola, criou uma série de atividades voltadas à melhoria da qualidade de vida dos servidores e dos usuários. Saulo Mengarda, diretor geral do Galileu, explica que essas atividades contribuem significativamente para a elevação da autoestima do paciente, fazendo com que eles respondam melhor ao tratamento. “Os acompanhantes também são orientados e inseridos nas ações. Pois, o pós tratamento hospitalar é tão importante quanto o período que eles passam internados”, diz Saulo.
No Hospital Galileu, por exemplo, os pacientes tem à disposição, a cada 15 dias, sessões de cinema. Com tudo o que um bom filme pede (isso inclui suco, refrigerante e pipoca, dependendo da dieta estabelecida a cada um), qualquer pessoa que esteja nas dependências do hospital pode participar deste momento de confraternização. “A ideia é proporcionar lazer, terapia. É fazer com que o paciente se sinta acolhido. Aqui, eles mesmos que escolhem o filme que querem assistir”, conta Sandro Mendes, coordenador do Serviço de Atendimento ao Usuário.  
A Santa Casa de Misericórdia do Pará tem, desde 2008, uma gerência de gestão de pessoas responsável por criar e executar projetos de humanização com base na referência técnica do Ministério da Saúde. A coordenadora de humanização e terapeuta ocupacional Clévia Dantas diz que as ações buscam imprimir um novo conceito ao ambiente hospitalar. Além de beneficiar os internos, os projetos acabam ajudando também os colaboradores e funcionários, incentivando-os a adotarem atitudes baseadas no diálogo, respeito e solidariedade.
Rosângela Monteiro, presidente da Santa Casa, enfatiza que a instituição foi a primeira da região Norte a aderir à Política Nacional de Humanização. “Um exemplo disso é a utilização da cadeira de rodas para o transporte do paciente até o centro cirúrgico, quando o caso não exige maca. Com esta atitude aparentemente simples conseguimos deixar o paciente mais à vontade, reduzindo o medo e a tensão”, pontua.
A convivência diária com os pacientes da Clínica Pediátrica e do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência foi o fator que motivou a equipe da unidade a buscar meios de levar alegria e acolhimento aos pequeninos por intermédio de ações como o projeto Meu Amigo Herói.
Realizado nas dependências do CTQ, o projeto tem como objetivo amenizar os traumas do tratamento hospitalar, assim como desmistificar a ideia de que o profissional de saúde é indiferente ao problema dos pacientes. As ações ajudam a amenizar os quadros de  tristeza e depressão causados pelo trauma de quem passou por um acidente, além de reduzir a percepção do tempo de espera e a ansiedade.
Vestidos como personagens das histórias em quadrinhos, no papel da Mulher Maravilha ou da "Super Homa” (apelido atribuído à versão feminina do Super Homem pelo pequeno Adriel Aleixo), os colaboradores da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar promovem momentos de recreação, lazer e diversão às crianças internadas no hospital. Para isso, eles contam com a colaboração de parceiros, como os integrantes do Studio Levitá, que  fizeram uma performance de dança na última ação.
A ideia do hospital, segundo a coordenadora de Humanização Roberta Cardins, é promover o riso usando a terapia do carinho no processo de recuperação dos pacientes. “Acreditamos que o amor é o principal remédio para que nossos pacientes se recuperem e possam voltar para casa livres do peso que um tratamento prolongado de saúde impinge ao paciente”, detalhou.
Luana Monteiro acompanha o filho Lucas, que está internado no Metropolitano. Para ela, o trabalho do grupo de humanização é muito bom para animar as crianças. “Todos os hospitais deveriam ter programações como essa”, reforça Luana.
Filho dela, Lucas Willian Monteiro, assistiu a última apresentação e conta que gostou muito da dança. Mas a melhor parte, segundo ele, foram as brincadeiras e os presentes. “As tias são muito legais”, conta o menino.
As mães Francinete Reis e Eliege Barbosa também ficaram surpresas com o trabalho do grupo de humanização. Elas aprovaram a iniciativa do Hospital Metropolitano e declararam que o ambiente ficou muito mais divertido. “Nossas crianças ficam felizes com essas ações. Ajuda muito no tratamento”, comentou Eliege Barbosa.
*(Colaboração: Assessoria de Imprensa do Hospital Metropolitano)
Texto:
Bianca Teixeira


IV Corrida e Caminhada do Servidor levam 1600 participantes ao Portal da Amazônia
Evento já tradicional na programação que comemora o Dia do Servidor Público no Pará, a IV Corrida e Caminhada do Servidor reuniram 1.600 participantes na manhã deste domingo, 25, para mais uma disputa que tem como principais motes a valorização e integração do funcionalismo, bem como o incentivo à práticas que concorram para a melhorida da qualidade de vida. Pela primeira vez em quatro anos, o evento teve como palco o Portal da Amazônia, um dos principais cartões portais da capital paraense. A largada foi dada às 6h30, com um percurso de dez quilômetros para os inscritos na corrida e de quatro para os que optaram pela caminhada.
O primeiro lugar da corrida no masculino ficou com Renato Teixeira, vencedor também das três últimas edições da prova. O segundo lugar ficou com Antônio Mauro Guedes Lima e o terceiro com Tarcísio Diniz de Lima. Já na categoria feminina, quem ocupou o lugar mais alto no pódio foi Sandra Gomes, seguida por Cristiane Martins e Ana Coimbra.
Para Antônio Mauro, segundo colocado, a corrida representa um grande incentivo. "Faço parte do Corpo de Bombeiros Militar do Pará e é a segunda vez que participo do evento. A corrida, como qualquer esporte, é importante para estimular a prática de atividade física e o bem estar, fundamentais para a manutenção da saúde", disse ele, que já ganhou duas medalhas pela participação na Corrida do Servidor. 
Além de separar homens e mulheres, a prova também foi dividida por faixa etária – 20 a 29 anos, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59 e 60 anos em diante – e reservou espaço para deficientes visuais. Todos os participantes receberam medalhas, e os primeiros colocados receberão troféu, medalha e premiação no valor de R$ 1 mil (para o primeiro lugar), R$ 600 (segundo) e R$ 300 (terceiro colocado).
O governador Simão Jatene acompanhou a programação e destacou a importância da iniciativa. "Essa competição mostra que não existe idade para se cuidar e para adotar a prática da atividade física. Tivemos aqui a participação de pessoas de 20 até 60 anos, o que mostra a diversidade e o quão importante é o esporte para a integração das pessoas. Parabéns à equipe que esteve à frente da organização desse evento, e também àqueles que fazem questão de participar todos os anos não apenas pela conquista das medalhas em si, mas pelo espírito de confraternização, que é a principal finalidade de tudo isso", disse. 
Alice Viana, secretária de Estado de Administração, também ressaltou o caráter agregador da programação. "Ficamos felizes em proporcionar aos servidores do Estado mais qualidade de vida. A Corrida e a Caminhada do Servidor já se tornaram tradicionais no calendário de eventos do Estado e representam um momento de confraternização, que a cada ano atrai a participação de mais pessoas", ressaltou.
Sandra Henderson, titular da Diretoria de Gestão da Política de Saúde Ocupacional da Sead, explica que o sucesso desta quarta edição do evento se dá pelo desejo dos servidores de que essa ação tenha um caráter contínuo. "Além de homenagear o funcionalismo, a Corrida e Caminhada do Servidor contribuem para despertar nesse colaborador a necessidade de incluir práticas saudáveis, descontraídas e integrativas que resultem num ganho em saúde e qualidade de vida, além de fortalecer o programa Servidor na Academia."
Foram arrecadadas com as inscrições da corrida três toneladas de alimentos que serão doados a instituições filantrópicas. A IV Corrida e Caminhada do Servidor teve o patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e a parceria da Polícia Militar, Secretraria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Corpo de Bombeiros, Imprensa Oficial, Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa), Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Fundação Cultural do Pará (FCP), Instituto de Assistência aos Servidores do Estado (Iasep), Cosanpa, além do apoio da Federação Paraense de Atletismo (FPAT).
Texto:
Luciana Benicio


Projeto Portfólio traz novidades do mercado dos quadrinhos, games e animação
A Fundação Cultural do Pará promove de 27 a 29 de outubro, na Casa das Artes, mais uma edição do Projeto "Portfólio". A programação consiste na realização de uma palestra e workshop sobre detalhes conceituais e técnicos do mercado profissional da arte pop, como animação, games, quadrinhos e ilustração. O convidado deste mês vai ser o animador paraense Isaac Braz, dono de um vasto trabalho na área publicitária, bem como na produção de curtas e médias metragens, além de desenvolver animações para os canais Globosat e Multishow.
O objetivo principal desses encontros é informar e orientar os participantes quanto às possibilidades que o mercado profissional das áreas citadas oferecem e aproximar os artistas aspirantes dos profissionais.
No dia 27, às 19h, no auditório da Casa das Artes, Isaac Braz ministrará uma palestra sobre sua experiência profissional no mercado da animação brasileira, destacando os trabalhos para TVs privadas, elaboração de curta-metragem e relatos de como se configura o trabalho freelancer nessa área. A palestra tem entrada franca.
E nos dias 28 e 29, das 9h às 12h, haverá um workshop que mostra o passo a passo do processo criativo, construção de personagens e storyboard para animação através de exemplos e exercícios práticos. Quem quiser participar deve enviar seu currículo e mensagem de interesse para o email  animalafcv@gmail.com até o dia 26 (segunda-feira). As vagas são limitadas.
"A expectativa dos participantes é compreender melhor como funciona esse mercado por meio da experiência relatada pelo Isaac, que vai contar como conseguiu chegar e se manter nessa área através da animação, além de manter uma boa relação com as empresas longe do nosso Estado", ressalta o técnico em gestão cultural da FCP e responsável pelo laboratório de animação do Curro Velho, Andrei Miralha.
PORTFÓLIO – O Projeto "Portfólio" procura promover bate-papos que auxiliem quem está começando ou tem interesse atuar no mercado profissional das artes pop, além de proporcionar a avaliação e a orientação para a criação de portfólios de ilustração, quadrinhos ou animação. 
Serviço: Projeto Portfólio, com Isaac Braz. Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica Santuário). 
Dia 27, às 19h no auditório da Casa das Artes – Palestra "O Mercado de Animação e o Trabalho Freelancer" 
Dias 28 e 29, de 9h as 12h – Workshop  "Processo Criativos sobre Animação". Inscrições pelo e-mail  animalafcv@gmail.com até o dia 26 (segunda-feira). Vagas limitadas.
Texto:
Andreza Gomes


Etnias paraenses fazem apresentação cultural em Palmas
As etnias paraenses foram destaques na programação cultural dos jogos Mundiais indígenas, que estão sendo realizados em Palmas (TO) até o dia 31 deste mês. Os Assurini do Tocantins, Kayapó Gorotire e Gavião se apresentaram na Arena Green, na tarde deste sábado, 23, e animaram o público. Um verdadeiro exército de jornalistas também acompanhou a programação, que encerrou por volta das 22 horas com desfile das candidatas à musa indígena dos Jogos e show pirotécnico.
Neste domingo, 24, o evento segue com disputas de futebol, arco e flecha, corridas de cem metros e canoagem, entre outras modalidades. O coordenador das provas e exibições tradicionais, Carlos Terena, conversou com os jornalistas e disse que os problemas registrados na noite de abertura dos Jogos foram pontuais. “O importante é que estamos aqui reunidos para esta celebração. Os problemas em eventos grandiosos são naturais e precisamos entender e estar preparados para contorná-los”, disse à reportagem da Agência Pará.
O público tem marcado presença na Arena Green, com capacidade para cinco mil pessoas. As filas para entrar no palco dos jogos começam a se formar desde muito cedo. No interior do complexo, o visitante ainda encontra uma feira de artesanato mundial, ações de agricultura familiar indígena, a Oca da Sabedoria, museu com equipamentos digitais, além da praça da alimentação. O show no centro de Arena Green é dos índios. A programação deste sábado reuniu exibições dos povos do México e da Mongólia, além dos paraenses.
Os arqueiros da Mongólia fizeram exibições com arco e flecha, demonstrando extrema habilidade e pontaria com a utilização desses instrumentos, tudo ao som de cânticos nativos para saudar os espíritos. Mas o que chamou a atenção foram as roupas tradicionais usadas por eles, um figurino que contrasta com o calor de mais de 30 graus de Palmas. Homens e mulheres se apresentaram vestidos com uma capa colorida, botas e chapéus nas cores azul, rosa e dourado.
Os mexicanos, que estão numa delegação numerosa, de 70 pessoas, fizeram a exibição do “pelotamixteca”, algo inédito no Brasil. Segundo o chefe da delegação, Salvador Diaz, trata-se de um esporte milenar que utiliza uma bola pequena e luvas pesadas, somando até seis quilos. Dez homens disputam a prova, que segundo a tradição foi resgatada pelos antigos indígenas da etnia Oaxaca, originária do sul do México.
“A descoberta dessa modalidade veio dos sítios arqueológicos. Estamos muito felizes em estar no Brasil pela primeira vez e poder mostrar isso ao público”, informou o chefe da delegação. O colorido das indumentárias e um estandarte com penugem de ganso também despertaram a atenção do público. Os índios paraenses aproveitaram a ocasião para também fazer um intercâmbio. Foi assim com o jovem guerreiro Demoti Kayapó Gorotire, de Cumaru do Norte, que acompanhou atentamente a apresentação. "Achei muito bonito e diferente”, disse o rapaz.
Após as exibições das delegações estrangeiras, chegou a vez das etnias paraenses entrarem na Arena Green. Os primeiros foram os Assurini, do Tocantins, que exibiram a Dança da Onça, segundo as tradições daquele povo usada para espantar os “inimigos” da aldeia. Em seguida, entraram na arena os povos Tapirapé, do Mato Grosso, que fizeram uma exibição rápida para mostrar a beleza de suas pinturas corporais e adereços, como colares, pulseiras e saias. Os Kayapó Gorotire fizeram a exibição do Ronkram, que utiliza uma bola de coco e uma borduna, espécie de bastão de madeira.  
A famosa Corrida de Tora, do povo Gavião, levantou o público. Mais de vinte guerreiros se dividem para conduzir a tora, que pesa mais de 50 quilos, dando a volta na arena. Houve ainda participação de índios da etnia Xavante, do Mato Grosso, que fizeram questão de participar da corrida.
Os jogos também estão com programação paralela nos segmentos culturais e de esporte. Estrelas como o capitão campeão Cafu, da Seleção Brasileira de Futebol; Giba, do voleibol, e os atores globais Vitor Fasano, Lucélia Santos e Marcos Frota também participam da programação dos Jogos Indígenas Mundiais.
Texto:
Selma Amaral


Estoque do Hemopa sofre redução antes do feriado
Neste sábado, 24, foram coletadas 97 bolsas de sangue provenientes de doações voluntárias feitas na sede e na unidade Castanheira do Hemopa. Esse número está bem abaixo da média considerada ideal para a manutenção do estoque estratégico e atendimento da demanda hospitalar, que é de 200 bolsas.
Por conta dessa retração, a Fundação Hemopa faz um alerta e conclama mais uma vez a sociedade a se mobilizar em prol da doação de sangue, considerando principalmente a proximidade de mais um feriado prolongado, quando o banco de sangue do Hemopa costuma sofrer uma redução de até 50% no número de comparecimentos de voluntários, o que fatalmente compromete o atendimento de centenas de pacientes que precisam de sangue no Estado.
Para Juciara Farias, gerente de captação do Hemopa, há uma necessidade premente de se buscar o maior número de doadores de sangue, seja por meio das campanhas externas, feitas com a colaboração da rede de parceiros, seja com a captação de voluntários para as ações regulares no hemocentro, de forma a garantir o suprimento seguro do estoque para atender a demanda durante o período dos feriados, deste e do próximo final de semana.
Os profissionais da área da saúde que trabalham na rede hospitalar tem sido importantes aliados nesse processo, pela moblização de doadores junto aos acompanhantes e familiares de pacientes. “Trabalhamos 100% com voluntariado, essa grande missão só pode ser cumprida com esforço conjunto. Precisamos que todos assumam a co-responsabilidade com o atendimento da saúde pública, principalmente no que tange à causa da doação de sangue”, ressalta a assistente social.
Um exemplo disto é um grupo de mulheres que pelo segundo ano se mobiliza em torno de ações em apoio à campanha Outubro Rosa, realizada pelas instituições de saúde em todo o País com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Cerca de 50 mulheres de reuniram na Praça da República para distribuir informações, lanches e camisas para incentivar a doação de sangue e cadastro de medula óssea. “O objetivo é estimular as pessoas a virem doar não só em outubro, mas nos outros meses também, pois sabemos que sangue é algo necessário sempre, e essa causa é de todos”, declara a pedagoga Bibi Alves, 62, coordenadora do grupo.
Critérios – Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.
Funcionamento do Hemopa sede e Castanheira durante o feriado
Dia 26, o expediente para coleta de sangue será, excepcionalmente, de 13h às 18h. No dia 30, não haverá serviço de coleta de sangue. No dia 31, o expediente será normal: de 7h30 às 17h. No dia 2 de novembro, pelo feriado de Finados, não haverá coleta de sangue. A partir do dia 3/11, o serviço será normalizado. No entanto, a Gerência de Captação de Doadores ressalta que o serviço de atendimento transfusional é ininterrupto.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316.
Texto:
Pâmela Assunção
Fone:(91) 9825-3178 


Programação de lazer marca a abertura das Olimpíadas do PEV Cremação
A Praça Batista Campos foi o local escolhido para a cerimônia que marcou, na manhã deste sábado, 24, a abertura das Olimpíadas do Programa Escola da Vida (PEV) do 1º Grupamento Bombeiro Militar, que funciona no Quartel da Cremação. O evento integrou os participantes do programa em torno de uma programação de lazer.
As Olimpíadas do PEV Cremação buscam fomentar a pratica de esportes com fins educativos, contemplando várias modalidades como futebol, vôlei, queimada, cabo de guerra, natação, atletismo, artes maciais, xadrez, tênis de mesa, escalada e até competições menos convencionais, como as que colocam à prova a habilidade  dos alunos em fazer nós e amarrações.
Na abertura da cerimônia, o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Nahum Fernandes da Silva, destacou a importância do programa na vida das crianças e jovens atendidos, "Devemos acreditar que é possível construir uma sociedade justa e compromissada com uma vida mais digna para nossas crianças e adolescentes, pois eles são o futuro desse mundo que pretendemos construir, e precisam aprender hoje os valores e princípios que vão guiá-los mais tarde”, ressaltou.
Inicialmente, quando de sua implantação no Quartel da Cremação, o programa contava com a participação de 20 crianças, “Aqueles 20 primeiros alunos foram, para nós, como sementes de algo muito maior que hoje se tornou o que é o programa”, enfatizou o Major Arthur, que coordena o PEV na unidade.
Muitos pais acompanharam os filhos na programação de abertura das Olimpiadas do PEV do polo da Cremação. Maria Silva, mãe de um dos alunos, disse que o programa trouxe vários benefícios ao menino. “Fico muito feliz em saber que meu filho integra esse projeto social da corporação. Confio muito nessa instituição, que só tem agregado valor na vida dele”, declarou.
O evento teve como convidado especial o coronel BM da reserva Raimundo Alexandre do Nascimento, um dos idealizadores do Programa Escola da Vida e ex-comandante do quartel do 1º GBM, onde foi implantado o primeiro polo, em 1º de Abril de 1993.
O Programa Escola da Vida nasceu da necessidade de promover a cultura de paz junto às crianças e jovens por meio da pratica esportiva, unindo educação, lazer e cidadania. 
As competições da Olimpíada do PEV Cremação acontecerão nos dias 24 e 31 de outubro; e 01, 07, 14 e 21 de novembro.
Texto:
Roclane Damasceno


Estações Cidadania batem recorde de atendimentos em 2015
Este ano, as quatro Estações Cidadania instaladas na capital e no interior – duas em Belém e outras duas em Santarém, no Baixo Amazonas, e Marabá, na região de Carajás - superaram as expectativas e devem fechar o ano com um número recorde de atendimentos à população.
De janeiro a setembro já foram mais de 347 mil, o que representa um acréscimo de 10% em comparação com os nove primeiros meses do ano passado, quando foi implantada a unidade de Marabá. Desde que as primeiras foram inauguradas, nos bairros do Guamá e do Jurunas, em 2011, já são cerca de 1,5 milhão de atendimentos feitos à população.
A unidade mais antiga, a do Guamá, onde anteriormente funcionava o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SACI), é também a campeã de atendimentos, com mais de 138 mil de janeiro a setembro deste ano. A de Santarém, que atende diversos municípios da região, é a segunda do ranking, e já contabiliza cerca de 100 mil atendimentos. Em seguida estão as unidades de Marabá, com 56.128, e a do Jurunas, com 52.781.
Na avaliação geral, a expansão dos serviços, aliada à aceitação da população, são os principais fatores para o bom desempenho nos atendimentos das unidades, que crescem a cada ano.
Gerenciadas pela Secretaria de Estado de Administração Pública (Sead), as Estações Cidadania passaram a ser implantadas na primeira administração do governador Simão Jatene, com o objetivo de oferecer, em um único local, um conjunto de serviços de utilidade pública. “A ideia é fazer com que a população tenha acesso a todos os seus diretos com mais comodidade e rapidez. E o que observamos é que, hoje, elas já fazem parte do dia a dia das pessoas, o que nos deixa bastante satisfeitos. Justamente por isso, a cada ano o número de atendimentos nessas unidades é maior”, observa Bernadete Dela Flora Cruz, da Diretoria de Desenvolvimento Organizacional e Governança Pública.  
Para a secretária de Administração, Alice Viana, as Estações Cidadania representam a resposta do Estado a algumas das principais demandas da população, garantindo ao cidadão a prestação céler e eficaz de serviços com base em um atendimento humanizado e o retorno do que é arrecadado com seus impostos. "As estações se consolidam como espaços de atendimento digno e a grande procura da população comprova o reconhecimento dos bons serviços que o Governo do Estado presta, covertidos em políticas públicas", reforça.
O último levantamento da Ouvidoria da Sead, que pelo menos duas vezes ao ano realiza pesquisas de satisfação junto ao público em todas as unidades, serve de embasamento para a fala de Bernadete Cruz. Segundo as últimas pesquisas, no geral, a avaliação da população que utiliza os serviços oferecidos nas unidades se mantém entre 'bom' e 'excelente'.
Quem está à frente das unidades no dia a dia também comprova o que aponta a avaliação. Os coordenadores das Estações do Guamá, Zenon Bajluk, e do Jurunas, Kelly Mendes, reoteram que, desde que foram inauguradas, as duas unidades passaram a ser referência para a população dessas áreas.      
Soluções - A professora Nelma Oliveira, 49, foi atendida na Estação Cidadania do Jurunas e reforçou a estatística. “A ideia é muito positiva, porque muitas vezes a gente fica perdida, sem saber pra onde ir quando tem que resolver várias coisas em pouco tempo, sobretudo quando se trata da emissão de segundas vias dos documentos, como é o meu caso. E aqui não, em menos de uma semana consegui resolver praticamente tudo, e o que eu não resolvi fui orientada sobre como devo proceder para que meu problema seja sanado”, disse a professora, que buscou a unidade no início deste mês para passar todos os seus documentos do nome de solteira para casada, junto com o marido, Salomão Silva, 61.
Já Salomão, que já conhecia os serviços da unidade, aproveitou para resolver uma questão antiga: a pensão do filho. Ele contou que, logo que a unidade foi inaugurada, procurou os serviços da Defensoria Pública, junto com sua antiga esposa, para realizar seu divórcio. “Tudo foi feito por aqui e, por isso, achei melhor resolver essa outra situação da mesma forma. Naquela época eu decidi pagar a pensão em mãos para a mãe do filho, sem depositar em juízo, o que me trouxe problemas, pois tive que pagar de novo. Então foi marcada uma audiência e entramos num acordo, sendo que dessa vez o defensor me orientou sobre como deveria pagar. Hoje vim prestar contas, porque cumpri com todo o acordo”, comemorou.
Esta semana, o marmorista Mário Sérgio de Oliveira, 58, também conseguiu resolver o problema que vinha enfrentando por ter perdido a carteira de identidade. Ele procurou a Estação Cidadania na quinta-feira, 15, e conseguiu agendar a retirada da nova via do documento para o início desta semana. “Vim direto porque já sabia que tirava aqui e consegui rápido. Lembro que antes tinha que dormir na fila, já aqui me surpreendi com a rapidez com tudo foi feito”, contou Sérgio.
As filas, aliás, bem lembradas por Mário, eram um dos principais problemas enfrentados na unidade, devido à grande demanda. Agora, com os serviços agendados, apenas idosos e portadores de deficiência tem atendimento preferencial.      
Integração - Atualmente, 18 órgãos parceiros atuam nas unidades de forma integrada, a fim de garantir agilidade na prestação dos serviços à população. A Estação Cidadania de Marabá, por exemplo, é a referência na região para a retirada de passaportes, por intermédio da Polícia Federal, que tem um posto instalado na unidade. Além dos serviços tradicionais ali disponibilizados, a população tem acesso a diversos programas do governo, como o CredCidadão e o Cheque Moradia, e aos serviços da Junta Comercial do Pará (Jucepa), do Instituto de Assistência dos Servidores (Iasep) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), que também centralizaram seus atendimentos em um único local.
Outros órgãos parceiros nessas unidades são a Polícia Civil, o Banco do Estado (Banpará), a Defensoria Pública, a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/Sejudh), a Secretaria de Assistência, Trabalho, Emprego e Renda, a Companhia de Saneamento do Pará, Rede Celpa, Tribunal Regional Eleitoral, Secretaria Estadual de Fazenda, Corpo de Bombeiros e Departamento Estadual de Trânsito. No local, também estão instalados cartórios e infocentros, que ofertam cursos básicos de informática a população, além de acesso gratuito à internet.
Texto:
Amanda Engelke


Ribeirinhos atendidos por projeto do Cipflu celebram o Dia das Crianças
Desde 2011, o projeto "Ribeirinhos da Paz", desenvolvido por policiais militares da Companhia Independente de Polícia Fluvial do Pará, vinculado ao Comando de Missões Especiais, promove o  "Dia das Crianças dos Ribeirinhos”. A ação deste ano reuniu, nesta sexta-feira, 23, um grupo de 70 crianças de cinco comunidades ribeirinhas da Ilha do Urubuoca e entorno, no município de Ananindeua. A garotada pode usufruir de um dia inteiro de lazer e brincadeiras na sede no Clube de Cabos e Soldados da PM e Bombeiros do Pará (ACSPMBMPA).
A programação começou bem cedo, antes da 7h, com a passagem da embarcação da Companhia de Policiamento Fluvial (Cipflu) pelas comunidades, de onde as crianças foram trazidas para o píer da Cipflu e de lá para o clube, onde uma equipe de animadores já os aguardava para dar início à programação. Além de terem acesso a todos os espaços da agremiação, reservada especialmente para a festa, a garotada recebeu lanches e também brinquedos, doados pelos colaboradores e parceiros do projeto.
Ribeirinhos da Paz
O projeto “Ribeirinhos da Paz” é uma ação preventiva no âmbito da segurança pública, que atende crianças e adolescentes em situações de risco, moradoras das comunidades ribeirinhas de Belém, com destaque para os que residem na Ilha do Urubuoca. Por meio de uma série de atividades promovidas no contraturno escolar, o projeto busca intervir positivamente na vida desses jovens
por meio de incentivo e acompanhamento em práticas diversas que permitam o desenvolvimento de aptidões físicas, intelectuais, sociais e culturais.
Os meninos e meninas participam de aulas de artes marciais e iniciação musical, além de atividades socioeducativas, considerando as individualidades e trabalhando a formação de  valores que os ajudem a incorporar novas atitudes, melhorando não apenas a condição de vida de cada um, mas que também reflitam nas relações familiares e na comunidade como um todo.
Atualmente, o projeto é desenvolvido no espaço da escola do Urubuoca e atende 70 crianças e adolescentes, entre 4 e 16 anos, moradores das ilhas de Paquetá, Urubuoca, Ilha Nova, Ilha Longa e Arapiranga. São alunos da Escola Estadual Marta Conceição, do Anexo I Urubuoca, e da escola Lourival Cunha, localizada em Barcarena. 
Uma das atividades mais procuradas do projeto são as aulas de Jiu-jitsu. E para atender a grande demanda pela modalidade elas foram divididas em dois turnos: pela manhã são assistidas as crianças de 4 a 11 anos e, pela tarde, as de 12 a 16 anos. As aulas são ministradas de segunda a sexta-feira, por policiais militares da Cipflu, que atuam como voluntários no projeto.
Na iniciação musical, outra ação do projeto, as crianças recebem noções básicas de violão, ritmo e introdução ao canto, além de trabalharem a dança folclórica durante apresentações em datas festivas. Essas programações, que contam com a parceria da comunidade católica Kerygma, envolvem também os pais das crianças atendidas na formação musical.
Além das ações previstas no projeto, comemorações como o Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, Natal e outras similares integram a agenda anual de eventos.
Texto:
Leno Carmo




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