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segunda-feira, maio 30, 2016

Sead divulga na internet resultado da 2ª fase do concurso para Corpo de Bombeiros






Escola de Ensino Técnico de Vigia promove Semana Integrada de Meio Ambiente
Estudantes da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa), localizada no município de Vigia de Nazaré, nordeste paraense, participam da II Semana Integrada de Meio Ambiente promovida pela instituição, a partir desta segunda-feira (30) até sexta-feira (3).
O coordenador do evento, professor Lucival Júnior, informou que a programação foi aberta no auditório da escola, que atende a 424 estudantes do curso de Meio Ambiente. Durante o dia houve palestra sobre prevenção de doenças, oficinas temáticas, apresentação cultural e explanação sobre Sustentabilidade em Eventos, a cargo da professora Liliane Oliveira, do Instituto Federal do Pará (IFPA), além da apresentação de trabalhos acadêmicos.
Para terça-feira (31), a partir de 09h30, estão programadas palestras sobre qualidade da água e impactos ambientais na piscicultura, e oficinas temáticas. Na quarta (dia 1º), estudantes e demais interessados assistirão à palestra sobre agricultura familiar na Amazônia, pesca artesanal, aquicultura e extrativismo de ecossistemas marinhos para a geração de renda no meio rural.
Na quinta-feira (2) haverá palestras sobre Educação Ambiental em perspectivas patrimoniais: Experiências de pesquisa no Município de Vigia e Produção de Energia através de biomassa.
“Essas ações na Semana Integrada foram bem recebidas pela comunidade escolar, tanto que houve estudantes que trouxeram canoas e outros objetos da cultura regional para a escola, demonstrando terem assimilado aspectos do meio ambiente no dia a dia das comunidades”, ressaltou o professor Lucival Júnior.
O evento será encerrado no dia 3, a partir de 17 horas, com o Forrotec.

Texto:
Eduardo Rocha


Alunos da Escola Anísio Teixeira participam da Mostra de Ciência, Tecnologia e Cultura
“É muito melhor aprender na prática os conceitos de Física, por exemplo, pois expande o que é repassado em sala de aula de forma divertida e dinâmica”. A constatação de Jéssica Brasil, 16 anos, aluna da Escola Tecnológica Anísio Teixeira, mostra a importância das Mostras de Ciência, Tecnologia e Cultura, que começaram o circuito em Belém nesta segunda-feira (30). A Escola Anísio Teixeira é a primeira a receber o evento este ano.
Alunos da própria escola, professores e estudantes de outros estabelecimentos de ensino localizados no entorno participaram da programação do projeto itinerante, que visa difundir o ensino da Ciência, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet).
As Mostras de Ciência, Tecnologia e Cultura agregam diversas exposições interativas, palestras e oficinas, feitas em parceria com as mais importantes instituições de ensino e pesquisa do Pará, que se unem à iniciativa para contribuir com o aprendizado dos estudantes locais sobre diversas áreas científicas, como Biologia, Matemática e Química.
Todas as atividades do evento são viabilizadas com o apoio de instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). “Hoje estamos trabalhando com um experimento chamado ‘Bacia de Kepler’, pelo qual podemos demonstrar os movimentos dos planetas. Essa experiência é magnífica, pois já representa um preparo para quando eu me formar e entrar em sala de aula para repassar o que apreendi durante a minha graduação”, explicou Maiara Cardoso, estudante do curso de Física da UFPA.
Saindo do quadrado - Um dos destaques da programação na Escola Tecnológica Anísio Teixeira foi a oficina “Empreendedorismo Inovador: saia do quadrado”, ministrada pelo técnico Wander Oliveira, da Sectet. Ele fez uma análise histórica acerca do empreendedorismo, e incentivou a juventude a investir em criatividade e em seus próprios projetos. "Queremos mostrar que os jovens não precisam nascer empreendedores. Eles podem adquirir a cultura do empreendedorismo praticando algumas etapas que elucidamos durante a oficina. Acredito que é um caminho a seguir para driblar a atual falta de empregos”, ressaltou o técnico.
Realizada das 10 às 18 h, toda a programação das Mostras de Ciência, Tecnologia e Cultura é gratuita. O evento será realizado ainda nas escolas Dom Pedro I (dia 8 de junho), Francisco da Silva Nunes (10), Lauro Sodré (15) e Deodoro de Mendonça (17).

Texto:
Igor de Souza


Sead divulga na internet resultado da 2ª fase do concurso para Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar do Pará e a Secretaria de Estado de Administração (Sead) já divulgaram na internet o resultado definitivo da 2ª Fase (avaliação médica e antropométrica) do concurso para admissão aos cursos de Formação de Praças (CFP) e Oficiais (CFO) da corporação. Os aprovados nesta etapa são convocados para a 3ª Fase – o Teste de Aptidão Física (TAF).
O resultado final da 2ª Fase e a convocação deveriam ter sido publicados na edição desta segunda-feira (30) do Diário Oficial do Estado (DOE). Porém, em decorrência de problemas operacionais na Imprensa Oficial do Estado (Ioepa), houve um atraso na publicação. Excepcionalmente, a Sead divulgou os editais diretamente em seu site (www.sead.pa.gov.br) e no site da Consulplan (www.consulplan.net), empresa organizadora do certame. A Ioepa informou que já está solucionando o problema, para que as informações sejam veiculadas no DOE.
O concurso para o quadro do Corpo de Bombeiros do Pará oferta 330 vagas, sendo 300 para soldados e 30 para oficiais, com remunerações que variam de R$ 1.005,71 a R$ 5.469,59.

Texto:
Mário Costa




Secult divulga coletiva com convidados da Feira Pan-Amazônica











Por conta da agenda de viagens dos convidados de outros estados, a equipe de Comunicação da XX Feira Pan-Amazônica do Livro organizou horários para que estes possam atender as demandas da imprensa local. As entrevistas serão realizadas na Sala de Imprensa (sala multiuso 9 – Hangar 1 – superior do Pavilhão de Feiras) de acordo com os horários abaixo.
COLETIVAS
SEGUNDA (30/05)
18h – Paulo Markun – Convidado Encontro Literário
TERÇA (31/05)
14h30 – Tatiana Feltrin – Convidada Papo Cabeça
18h30 – Jean Paul Delfino – Convidado Encontro Literário
QUARTA (01/06)
18h30 – Carlos Moore – Convidado Encontro Literário
QUINTA (02/06)
14h30 – Celso Sisto – Convidada Papo Cabeça
18h30 – João Carrascoza – Convidado Encontro Literário
SEXTA (03/06)
18h – Ziraldo – Convidado Encontro Literário
SÁBADO (04/06)
18h30 – Jorge Mautner – Convidado Encontro Literário
Mais informações no site feiradolivro.pa.gov.br.

Texto:
Sonia Ferro


Seminário de saúde abordará aspectos da mortalidade materna
Acontece nesta terça-feira, 31, em Belém, o “1° Primeiro Seminário de Atenção à Saúde da Mulher: com foco na redução da Mortalidade Materna no Estado do Pará”, realizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde da Mulher. O evento tem por objetivo sensibilizar gestores de saúde de municípios para que sejam investigadas as principais causas da morte materna e traçadas ações para elas sejam evitadas.
Para a Sespa, uma das maiores dificuldades é conscientizar as mulheres quanto à necessidade do pré-natal, o que facilitaria a identificação de elementos que desencadeiam as gestações de risco e alto risco. Segundo dados consolidados e mais recentes do Datasus, o Pará registrou, em 2012, 94 mortes provocadas por problemas durante a gravidez, na hora do parto ou durante o puerpério – período até 42 dias após o parto. No ano seguinte, o número saltou para 120. 
A coordenadora estadual de Saúde da Mulher, Gabriela Góes; a médica obstetra Neila Dahás e a advogada da OAB, Marcela Mendes, estão entre as palestrantes do evento. Assuntos como indicadores de mortalidade materna, aspectos jurídicos da morte materna e atenção pré-natal são alguns dos tópicos que serão debatidos durante o seminário, que será realizado de 14 as 18 horas, no auditório Natanael Farias Leitão, que fica no edifício sede do Ministério Público do Pará, à rua João Diogo, 100, bairro da Cidade Velha.
Serviço: Mais informações sobre a programação pelo telefone (91) 4006-4293.

Texto:
Mozart Lira


Arcon aplica 88 autos de infração durante a Operação Corpus Christ
A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) encerrou neste domingo, 29, a Operação Corpus Christi, que intensificou as fiscalizações em 14 pontos de embarque e desembarque de passageiros localizados na capital e no interior. Durante os cinco dias de operação foram lavrados 88 autos de infração nos modais hidroviário e rodoviário, monitorados por uma equipe de 61 servidores do órgão.
No transporte hidroviário, foram 12 os autos de infração emitidos a diferentes empresas, principalmente em razão de atrasos, suspensão de horários, problemas com limpeza dos veículos e desobediência à Ordem de Serviço. Além disso, seis empresas clandestinas que fazem as linhas Cametá/Mocajuba, Baião e Tucuruí foram notificadas para que procurem a Arcon e se regularizarem. Foram identificadas, ainda, embarcações clandestinas, do tipo lancha rápida, fazendo a linha Cachoeira do Arari/Belém e utilizando o Brilhante como atracadouro.
O volume de passageiros em deslocamento estimado nesse feriado foi de aproximadamente duas mil pessoas e o de embarcações que fizeram o transporte desse contingente de 150. Os locais mais procurados pelos turistas foram o Marajó, Algodoal, Cametá, Mocajuba e Baião.
Os agentes do modal rodoviário fizeram mais de 400 abordagens, que resultaram em 76 autos de infração e 20 apreensões. As irregularidades mais comuns encontradas foram ausência de motorista auxiliar e passageiros em pé. Os destinos mais procurados foram Bragança, Paragominas, Capanema, Cametá e Abaetetuba.
No último dia 27 o diretor de normatização e fiscalização da Arcon, Karim Zaidan, acompanhou as fiscalizações nos terminais rodoviários de Belém e de Castanhal, e no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Maria, nordeste do Estado, e presenciou a abordagem de duas vans reguladas trafegando a 130 quilômetros por hora, muito acima da velocidade permitida. Os veículos transportavam cerca de 30 passageiros. Também serviram de base para as fiscalizações o posto da PRF em Apeú, na região metropolitana.

Texto:
Vanessa Pinheiro


Casa das Artes exibe longa paraense “Namoro Adolescente”
Ciúme doentio e um namoro possessivo são os temas que fazem parte do longa-metragem paraense “Namoro Adolescente”, do diretor Luxã Nautilho. O filme, que traz como enredo um assassinato cometido por um garoto com tendências psicopatas, será exibido nesta segunda-feira, dia 30 de maio, às 19h, no Cine Alexandrino Moreira. A entrada é franca, e a pauta faz parte da programação de filmes do mês de maio do Núcleo de Produção Digital da Casa das Artes.
A produção, realizada de forma independente, é fruto do projeto “Mais Arte”, idealizado pelo diretor Luxã Nautilho, que dentro da produtora Cine Cast Photography - Via Satélite, como o próprio diretor aponta, tem o intuito de revelar artistas, realizando a inclusão voluntária de atores e produtores sem oportunidades de atuação no cinema, proporcionando esta oportunidade, ao mesmo tempo em que constrói o portfólio artístico e o currículo desses atores.
“Namoro Adolescente” conta a história de Clemente, personagem interpretado pelo ator Alexandre Souzah, um adolescente que nutre um ciúme doentio pela namorada Cláudia, vivida pela atriz paulista Mayumi Rodriguez, que o trai com o garoto George, vivido pelo ator que é irmão de Mayumi na vida real, Arjuna Rodriguez. Clemente, enlouquecido de ciúme, mata George.
O longa é todo filmado na cidade de Belém e capta belos cartões postais da capital paraense como as praças Batista Campos e da República. A ideia de produzir um filme com o tema da adolescência no enredo, segundo o diretor, surgiu a partir do projeto de filmar um curta com três adolescentes que Luxã Nautilho conheceu nas oficinas do Curro Velho, mas logo o projeto mudou de direcionamento. “Percebi que pra fazer um longa-metragem eu tinha que criar uma história com ‘peso’ para o público, uma história que prendesse o telespectador. Foi quando surgiu a ideia de construir a psicopatia do personagem Clemente, que comete um assassinato”, apontou Nautilho.
Serviço: Núcleo de Produção Digital da Casa das Artes exibe “Namoro Adolescente”, dia 30 de maio (segunda-feira), às 19h, no Cine Alexandrino Moreira (Casa das Artes). Praça Justo Chermont, 236, Nazaré. Entrada franca. Informações: (91) 4006-2924.

Texto:
Andreza Gomes


Criadores amadores de pássaros silvestres nativos poderão renovar licença na Semas
A partir desta segunda-feira, 30, os usuários do Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de Passeriformes (Sispass) poderão renovar licença para a atividade por meio do atendimento diário que será feito pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) até o dia 31 de julho, no período de 8h as 14h. Os interessados deverão agendar o atendimento presencial e apresentar o comprovante de pagamento do Documento de Arrecadação Estadual (DAE), ou protocolá-lo. Nesse caso, precisarão efetuar o comando de emitir licença no Sispass, que será baixado no sistema, pelos servidores da Secretaria.
Implantado com o objetivo de controlar o manejo de passeriformes da fauna silvestre nativa, o Sispass é um sistema informatizado do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), gerenciado pela Semas. A finalidade é orientar os criadores amadores a criar pássaros dentro das leis, em especial, da Instrução Normativa do Ibama n° 10, de 20 de setembro de 2011.
Para se tornar um criador registrado e legalizado, o interessado deverá efetuar o Cadastro Técnico Federal (CTF) no site do Ibama, na categoria ‘Uso de Recursos Naturais – Criação de passeriforme silvestre nativo’. É essencial anotar e guardar a senha de acesso. Esse cadastro deverá ser homologado pela Semas, mediante apresentação dos seguintes documentos: requerimento assinado reconhecido em cartório, cópias autenticadas do documentos de identidade, cadastro de pessoa física (CPF), comprovante de residência, comprovante do registro de Cadastro Técnico Federal e de pagamento do Documento de Arrecadação Estadual (DAE), além de procuração, original ou cópia autenticada, específica a que se destina, com firma reconhecida em cartório e cópia do documento identidade do procurador, nos casos de representação.
É importante ressaltar que a autorização do Sispass não se aplica à regularização de pássaros sem anilhas e de origem ilegal. O criador não pode adquirir pássaros antes de finalizar o processo de regularização e não é permitido comercializar aves, já que esta prática é ilegal.

Texto:
Naiana G. F. M. Santos


Encontro discute políticas públicas indigenistas no Estado











A Gerência Estadual de Promoção dos Direitos dos Povos Indígenas, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), realizará, nos dias 31 de maio e 1º de junho, o I Encontro de Lideranças Indígenas do Pará, que tem o objetivo de fortalecer e reestruturar a política indigenista no Estado.
A abertura do Encontro será realizada nesta terça-feira, 31 de maio, a partir de 9h da manhã, no auditório do Palácio de Governo. O restante da programação, na tarde do dia 31 de maio e durante todo o dia 1º de junho, será no Hotel Gold Mar, no bairro do Telégrafo, em Belém.
O evento é organizado em espaços de diálogo e grupos de trabalho, que contarão com a presença de lideranças indígenas e de representantes de órgãos do Governo do  Pará.
O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Michell Durans, explica que o encontro dá prosseguimento ao diálogo para fortalecer as demandas indigenistas no Pará. “Esse evento é uma oportunidade de discutirmos as políticas públicas a serem executadas pelo Governo do Pará em relação aos direitos indígenas no Estado nos próximos meses e anos”, diz.

Texto:
Leba Peixoto


Etapa de vacinação contra aftosa no Estado chega aos últimos dias
Termina nesta terça-feira, dia 31, a primeira etapa anual de vacinação contra a febre aftosa no Estado, com exceções do arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, que têm períodos distintos. A meta da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) é manter o estado livre da doença com vacinação, o que implica um índice vacinal acima de 90%, o que vem sendo alcançado desde 2005. Após a vacinação, o produtor rural tem até o dia 15 de junho para comunicar à Adepará onde está cadastrada, o que finaliza o processo.
O Governo do Estado, por meio da Adepará, é responsável pela campanha, que tem importância estratégica para a balança comercial do estado. Servidores da agência em todos os municípios acompanham o trabalho para garantir que todo o processo de vacinação atenda às metas da Agência. De acordo com o gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, o médico veterinário George Santos, somente com o fim do período de notificação é que se terá os números oficiais da etapa, mas alguns indicativos são sintomáticos de que o Pará deve manter a meta de cobertura vacinal acima de 90% e assim o status conquistado em 2014 junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
“O importante é a proteção do rebanho. A vacina é a única forma de evitar a febre aftosa e também de manter o Estado livre da doença. Felizmente a maior parte dos produtores são bastante conscientes quanto à importância de comunicar a vacinação à Adepará, do quanto ela é parte da etapa. Sem ela, é como se não houvesse a vacinação”, informa o gerente.
“Os dados do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) apontam para uma venda direta de mais de 16 milhões de doses de vacinas para o Pará, a partir da segunda metade de abril, sendo que, no Pará, as revendas já tinham em estoque mais de 5 milhões de doses. Até o dia 24 de maio, o Siapec (Sistema de integração Agropecuária) apontava para um total de 15.957.640 doses de vacinas vendidas, o que dá uma dimensão de que o Estado está no caminho de manter o status, sem falar que nos últimos dias a venda chega ao ápice”, completa George Santos.
Diretor Geral da Adepará, o também médico veterinário Luciano Guedes, ressalta a importância estratégica de manter o Pará com o status atual. “Nosso Estado produz muito mais carne bovina do que consome. Os paraenses consomem apenas 25% do que produzem. Assim, o Estado precisa garantir mercados. A vacinação e a comprovação dela são exigências não só dos Estados compradores como de outros países. Existe um acordo internacional que exige isso. O Pará é livre de aftosa com vacinação e para manter esse status precisamos ter a vacinação”.

Texto:
Tylon Maués


Aumento no número de matrículas mostra avanços da educação especial no Pará
“Ele sempre foi muito musical, desde bebê. Foi no colégio Gentil que me chamaram atenção para essa habilidade: 'Ele tem ouvido absoluto, deve procurar ensino musical’, foi o que os professores de música me disseram”. O relato é de Cristina Berman, mãe de David Brandão Berman, de apenas 11 anos. A lembrança se revela enquanto ela aguarda na cantina instalada no térreo do Instituto Estadual Carlos Gomes pelo fim da aula de instrumento, a primeira que o menino terá no dia, parte de uma rotina que se repete duas a três vezes por semana.
Na sequência, David segue para a aula de teoria musical. "Ele adora. Já estuda aqui há quatro anos. Começou como ouvinte, passou um ano inteiro vendo se gostava ou não das aulas, depois fez a musicalização. Agora vai para o terceiro ano de violino”, conta a mãe, orgulhosa.
Na sala de aula o pequeno David tem apenas a companhia da professora, um piano colocado ao canto da sala de música e carteiras vazias. Quem vê o menino ali, como que congelado, o olhar fixo, voltado ao alto, pode pensar que há algo errado. Mas no segundo seguinte, o menino ajeita a postura, encaixa já com certa familiaridade o instrumento ao corpo e começa a tirar as primeiras notas do violino, enchendo o ambiente com uma melodia suave e compassada.
Atenção especial nas aulas
A música sempre foi um divisor de águas na vida de David desde que chegou ao Colégio Gentil. Depois que a família detectou o autismo, ainda aos três anos, é ela a grande parceira e o grande amparo no esforço que tanto a família como  os professores têm feito para que o menino supere, passo a passo, os obstáculos inerentes à sua condição especial.
“Ele sempre foi um aluno muito bom. E o curioso é que, apesar da lei obrigar as escolas a terem um acompanhante nas salas onde haja alunos como ele, muitas ainda se negam. Os pais é que acabam tendo de contratar esses serviços, mesmo em escolas particulares. E aqui no Instituto Carlos Gomes nunca tivemos esse problema. O próprio conservatório providenciou isso, logo que ele entrou e detectaram sua necessidade”, conta a mãe.
A história de Cristina Berman e do pequeno David ilustra bem como a necessidade de atenção especializada e cuidados com a educação especial e inclusiva nas escolas são cruciais para que o Brasil consiga cumprir o que determina a Constituição de 1988: garantir incondicionalmente o acesso universal de todos os brasileiros ao ensino básico - incluindo também todos aqueles que são potenciais alunos portadores de necessidades especiais.
Em resumo: sejam esses brasileiros cegos, surdos, mudos, cadeirantes, autistas ou portadores de outras tantas necessidades, eles também merecem e precisam ter assegurado o direito de acesso às escolas e a um ensino de qualidade. Todos os estabelecimentos de ensino, em especial os públicos, devem se adaptar para atender essas condicionantes, de modo a garantir o convívio dos estudantes em turmas e estabelecimentos regulares – ao contrário do que se fazia no passado, quando poucas escolas especializadas davam conta dessa necessidade. Essa é uma premissa também firmada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Quando se refere ao direito dos brasileiros à Educação Básica – que estabelece que ela deve ser garantida de forma obrigatória e gratuita a todos, dos 4 aos 17 anos –, o artigo 208 da Constituição Federal diz que é dever do Estado providenciar e ofertar atendimento educacional especializado a pessoas com deficiência no sistema regular de ensino. A Lei Federal 13.146, de 6 de julho de 2015, por seu turno, diz que todas as instituições de ensino são obrigadas a manter turmas voltadas para esses públicos especiais.
No Pará, esse esforço se converte em números que apontam avanços: são cerca de 630 os estabelecimentos de ensino que dispõem de recursos especiais para atender esses alunos, além de 1,7 mil professores especializados em educação especial e inclusiva – com atenção voltada tanto para alunos com deficiências quanto para aqueles com altas habilidades e superdotação, bem como para os que têm transtornos ligados ao autismo. E as matrículas cresceram: em 2015, o Pará somou 10.824 alunos especiais matriculados em todo seu território, com índice médio de 90% de suas necessidades atendidas. Vale lembrar que em 2014 esse número era de pouco mais de sete mil (7.094). O crescimento da procura pela educação especial do Estado foi de 52,6% em um ano.
Mapa da inclusão - Obviamente, ainda há muito a avançar do que está preconizado na Constituição para se garantir escolas e ensino a todos esses estudantes – e não apenas no Pará, pois esse é um desafio a ser vencido em todo o Brasil, onde o contingente de pessoas com necessidades especiais de ensino que se encontram fora das escolas ainda é grande. Mas o Estado está hoje entre os que mantém ações e políticas firmes voltadas para o alcance dessa meta.  
“Pedimos aos pais que têm filhos com necessidades especiais que procurem as escolas mais próximas, ou aquelas com as quais se identifiquem mais, e matriculem seus filhos. Muitas vezes há insegurança, a dúvida se seus filhos serão bem atendidos. Mas não é necessário temor. Isso é tão importante para eles como para as nossas escolas, que também se transformam com esse contato”, ressalta Kamilla Vallinoto, professora especializada em educação especial e inclusiva, que responde atualmente pela Coordenação de Educação Especial (Coees) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
A Coees é a instância da Seduc que trabalha na assessoria, administração e acompanhamento de alunos com necessidades especiais ou deficiências nas escolas da rede estadual. A coordenação ajuda os estabelecimentos de ensino do estado a disseminar as chamadas salas de recursos multifuncionais, que disponibilizam mobiliário e material pedagógico específico para classes especiais – com a ajuda do Ministério da Educação (MEC), a quem as escolas podem solicitar as instalações.
“O Estado está lutando há muito nesse processo de inclusão. Já registramos muitos avanços e hoje até escolas particulares nos procuram pedindo apoio. Solicitam ajuda de nossos profissionais da área, para, por exemplo, estruturar espaços voltados para atendimento das pessoas com Síndrome de Down”, pontua Kamilla, sobre a ação ligada ao Programa de Formação e Assessoramento (Profass), do Núcleo de Avaliação Educacional Especializada da Coees Seduc.
E o acompanhamento da Coordenação de Educação Especial vai além das necessidades escolares da infância. Ele segue até a vida adulta, quando alunos são encaminhados ao mercado de trabalho, por intemédio do Programa Educacional de Inclusão Profissional (Proeimp), mantido pela Seduc para esse alunado especial.
Muitas empresas também procuram o programa em busca de assessoria para garantir vagas e aprimorar programas para carreiras de alunos oriundos da educação especial. Agora o Pará se esforça também para ter um quadro mais claro das necessidades de inclusão de alunos com necessidades de educação especial em todo seu território. Através do programa Rios da Inclusão, fruto de uma parceria firmada há dois anos com o Unicef, o Estado faz a contagem desses alunos que ainda estão fora das escolas.
Resultados – “Aqui no conservatório meu filho conseguiu desenvolver principalmente o aspecto do relacionamento com outras pessoas, a interação social, que é onde ele mais precisa de apoio. Não tenho queixas. Noto pela história de meu filho que o Estado tem se esforçado para atender esses alunos”, atesta Cristina Berman, testemunha das vitórias do pequeno David, vividas dentro do Instituto Carlos Gomes.
“Temos crescido juntos. Apanhamos muito no início, mas hoje já conseguimos cuidar adequadamente desses alunos desde o momento em que tomamos ciência de suas necessidades, além de estabelecer formas de avaliação e de ensino diferenciadas”, pondera Valéria Dias, professora de música do Instituto Carlos Gomes. Formada em Licenciatura em Música pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) e pós-graduada em Inclusão na Educação, ela é hoje a "fiel escudeira" e mentora dos avanços do pequeno David.
“Ela está com ele desde que entrou aqui, bem pequeno. Já deu até aula para ele em casa”, atesta a mãe, Cristina. “Lamentamos apenas não dispor de vagas para todos os alunos especiais que nos procuram, nem de tantos professores capacitados a lidar com esse público quanto deveríamos. Sabemos o quanto o ensino musical é importante e acarreta em ganhos para qualquer tipo de aluno, principalmente para esses. Mas chegaremos lá”, aposta a professora.
A gratidão de David se revela sem palavras, no olhar carinhoso e traquino, como é próprio da sua idade, lançado vez por outra em direção à mestra. E por vezes ela vem de um silêncio terno, pontuado por esses vários sentimentos tão valiosos para o crescimento de qualquer criança: do tipo de pausa que ajuda a pontuar ritmos e construções de melodias - ou que também ajuda a costurar a música da vida.
Núcleo de Altas Habilidades da Seduc desenvolve talentos
Os irmãos Wesley Nascimento, 18, e Warley Nascimento, 16, são dotados de habilidades especiais que lhes permitem dominar a arte do desenho com uma desenvoltura invejável. Eles são dois dos quase 90 alunos superdotados ou com habilidades especiais atendidos atualmente pelo Núcleo de Altas Habilidades e Superdotação (Naahs) da Seduc no Pará.
De acordo com a Política Nacional de Educação Especial (1994), são estudantes portadores de altas habilidades ou superdotados aqueles alunos que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora.
Criado em 2006, o Naahs já atendeu mais de 900 alunos com habilidades especiais. Somente no início deste ano letivo 25 alunos já foram encaminhados e passam por avaliações psicopedagógicas para serem atendidos no espaço, que é referência nesse tipo de trabalho em toda a região Norte.
Caminhos – Os alunos portadores destas características são identificados nas escolas da rede pública estadual e encaminhados ao núcleo, que funciona hoje na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Vilhena Alves, no bairro de Nazaré, em Belém. "Atualmente, o Naahs conta com dez profissionais em diversas áreas do conhecimento, aptos a avaliar os estudantes para identificar neles as altas habilidades", esclarece a pedagoga Lúcia Matini.
No caso dos irmãos Nascimento, o primeiro a ser atendido pelo Núcleo foi Warley, que desde pequeno rabiscava desenhos em casa e demonstrava um grande interesse pela arte. Ao chegar ao Naahs ele foi apresentado às diferentes técnicas e características de desenhos, de artistas famosos como Michelangelo e Leonardo Da Vinci. “Comecei a misturar as técnicas e hoje tenho meu próprio estilo”, conta Warley. O estudante quer agora seguir este caminho e estudar Design Gráfico para aproveitar seu talento e habilidade especiais.
Depois de dois anos sendo atendido e também acompanhado pelos profissionais do Naahs, o irmão Wesley, amante da arte do grafite, hoje já desenvolve sua própria técnica – que usa métodos surrealistas adquiridos através das obras de Pablo Picasso. As obras dos dois irmãos estão expostas na sede do Núcleo. A professora de artes Ana Lobo explica que parte dos trabalhos dos alunos é propriedade dos próprios autores e a outra parte é comercializada. Isso ajuda o Núcleo a adquirir material necessário para as aulas, como telas, tintas, pincéis. “É uma forma de autossustentabilidade”, diz.
Produção independente – Aluno do sexto ano da Escola Estadual Almirante Guillobel, Tiago Quaresma Macedo, 11 anos, cria as próprias histórias em quadrinhos. “Sempre gostei de ler livros de ciência e de língua portuguesa, e aqui estou, expressando o que quero através dos quadrinhos”. Atualmente Tiago está criando a história de um gato que se olha no espelho e pergunta se existem outros animais que sejam tão ou mais belos que ele. “Meus pais sempre me incentivaram a estudar e fazer o que eu gosto. Aqui estou, fazendo exatamente isso”, comenta.
Hoje acadêmico do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gabriel Carvalho de Sá, 19 anos, foi um dos estudantes da rede estadual que passaram pelo Núcleo de Altas Habilidades da Seduc. Na época, Gabriel tinha características de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Desde criança, montava e desmontava aparelhos eletrônicos com uma facilidade enorme. Isso o levou a ser encaminhado para o núcleo.
“Ser atendido aqui me fez ser a pessoa que sou hoje. Aprendi a lidar com meus problemas pessoais e desenvolver atitudes positivas. Inicialmente eu me sentia incompreendido e respondia a isso de forma muito agressiva”, conta. Mesmo não sendo mais atendido pelo Naahs, Gabriel continua frequentando o espaço: dá sua colaboração com a manutenção dos equipamentos do Núcleo.
Resultado de uma parceria firmada entre Seduc e Governo Federal, o Naahs é hoje a principal referência em orientação e acompanhamento de estudantes superdotados da rede pública estadual. Com a ajuda de uma equipe multiprofissional, que conta com psicólogos e professores, o espaço atende alunos da Região Metropolitana de Belém.
Serviço: A Coordenação de Educação Especial da Seduc funciona na Avenida Almirante Barroso, 1.765, entre as travessas Barão do Triunfo e Angustura. O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (Naahs) funciona na Escola Estadual Vilhena Alves, na Avenida Magalhães Barata, 698, em São Brás, Belém. Mais informações pelos telefones (91) 98814-1304 e 98810-6003 e pelo e-mail naahsbelempa@gmail.com. (Colaborou Márcio Flexa, da Ascom Seduc)

Texto:
Lázaro Magalhães







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