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sábado, agosto 04, 2012

Praça Batista Campos será palco de “mamaço” e doação de leite materno

A programação em torno da Semana de Aleitamento terá seu ponto alto neste domingo (5), na praça Batista Campos, a partir das 8h, com o ônibus do Presença Viva, que permanecerá no local até às 13h, para a coleta de leite materno. Haverá também um “mamaço” das mães doadoras de leite, um abraço simbólico e a marcha pelo parto em casa, organizada pela Grupo Ista. A Semana Mundial de Aleitamento Materno no Estado foi lançada na última quarta-feira, 1º, na Fundação Santa Casa do Pará, em Belém. Até o próximo dia 8, seminários, mobilização e oficinas lembrarão à população sobre os benefícios clássicos da amamentação, incluindo o principal, que é o combate à mortalidade infantil. A Campanha de 2012 é intitulada “Amamentar hoje é pensar no futuro”.



Artesanato de balata recebe o
Reconhecimento de
Excelência da Unesco
O artesanato de balata “Búfalo Montado”, criação do mestre Darlindo José de Oliveira Pinto, do Grupo de Mestres Artesãos de Modelagem em Balata, do município de Monte Alegre, oeste do Pará, foi agraciado com o certificado da 3ª edição do “Reconhecimento de Excelência da Unesco para os produtos artesanais do Mercosul+”. O Grupo de Monte Alegre, também formado por Oscarino Braga, Paulo Baía, Antonio Braga, Carlos Baía e Luiz Carlos, está vinculado ao Espaço São José Liberto, onde os mestres balateiros comercializam suas peças na Casa do Artesão.
A oficina da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em Montevidéu, capital do Uruguai, divulgou a notícia na última quinta-feira (2). As peças representativas do artesanato brasileiro foram selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).
Para mestre Darlindo Oliveira, que é presidente da Federação das Associações Cooperativas de Artesãos (Facapa) e presidente do Grupo de Trabalho Colegiado Artesanato, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), vinculado ao Ministério da Cultura, o prêmio representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido há décadas e que, atualmente, só os seis integrantes do Grupo de Mestres Artesãos de Modelagem em Balata fazem profissionalmente.
Darlindo conta que decidiu se inscrever no prêmio da Unesco por indicação do Programa de Artesanato do Brasil. O evento contou com a participação de 11 países, incluindo representantes de artesãos do Uruguai. Em uma pré-seleção foram escolhidos 13 trabalhos de artesãos brasileiros, sendo que apenas seis foram contemplados com o prêmio.
Para essa edição foram apresentados 96 produtos artesanais, sendo 26 da Argentina, 13 do Brasil, 26 do Chile, 13 do Paraguai e 18 do Uruguai. Os produtos foram selecionados pelos Comitês Nacionais e apresentados em evento realizado no período de 29 de julho a 1º de agosto, durante a ”Semana Internacional de Artesanato”, promovida pela Diretoria Nacional de Artesanato, Pequenas e Médias Empresas, do Ministério da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, e pelo Escritório da Unesco em Montevidéu. A seleção e avaliação foi realizada por jurados do México, do Peru e da Colômbia. 
“Agradeço pelo reconhecimento, que vai abrir muitas portas para a gente. Esse prêmio foi uma glória de Deus e espero que possa nos ajudar a levar esse conhecimento para comunidades distantes, onde a gente possa capacitar pessoas para trabalhar com esse artesanato, feito de uma matéria prima que não se encontra em qualquer lugar do Brasil”, ressalta o mestre, que tem 53 anos, dos quais 43 dedicados ao trabalho com a balata, arte que aprendeu ainda menino em Monte Alegre, onde nasceu.
Miniaturas - O artesanato de balata é feito de uma goma elástica semelhante ao látex da seringueira, que permite a produção artesanal de objetos similares aos de borracha. As miniaturas lúdicas e decorativas atraem principalmente as crianças, pelo colorido e maleabilidade. As inspirações para as peças, destaca mestre Darlindo, são a fauna e a flora amazônicas, os costumes indígenas, as montarias do Marajó e as lendas e mitos da Amazônia.
Ele explica que a balateira, como a seringueira, é uma árvore da família das Sapotáceas, sendo que a balata é o látex da balateira, também conhecida como maparajuba (Manilkara bidentata). Darlindo ressalta que os balatais, locais onde se encontram as balateiras, só existem na Linha do Equador, do lado esquerdo do Rio Amazonas. A extração é feita nos municípios de Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Alenquer e Óbidos, em áreas de preservação com autorização para a atividade extrativista. Já o artesanato de balata é específico da região de Monte Alegre.
Com a premiação, Darlindo Oliveira espera que o paraense conheça melhor o trabalho desenvolvido em Monte Alegre. Ele lembra que, em 2008, durante uma exposição em Bressuire, na França, na qual o artesão Oscarino Braga representou o grupo de balateiros, essa tipologia de artesanato foi muito elogiada. A “Balata: Amazônia em miniatura” está entre os 75 produtos de reconhecido valor cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Para Oscarino Braga, a confecção de artesanato em balata é uma arte única. "Todo o processo é com o material bruto, sem nada industrial. Os ensinamentos passam de pai para filho, e é tudo manual. Trabalhamos com tesoura velha, peças retiradas de relógio, pedaço de caneta, uma faca pequena e miçangas”, informa Oscarino, sem mencionar a principal ferramenta desse trabalho: a habilidade dos mestres, que lutam para deixar às novas gerações o legado dessa arte típica da Amazônia, geralmente moldada com destreza em uma bacia de água quente.
História - O artesanato em balata beneficia, direta e indiretamente, 20 famílias de Monte Alegre, entre extrativistas, artesãos e familiares dos profissionais. A técnica, Darlindo Oliveira aprendeu, nos anos 1970, com o Mestre João Boi que, junto com Mestre Bejá, eram os únicos que criavam as miniaturas em Monte Alegre. Assim como Darlindo, Oscarino Braga também descobriu o artesanato em balata ainda na infância.
O processo de extração da balata é similar ao da borracha. O tronco da árvore é riscado, e o leite (látex) que sai é aparado e cozido, formando blocos. Os artesãos cortam e aquecem os blocos em banho maria para limpar e purificar a balata, e vão criando as formas desejadas em um processo denominado “modelagem em balata”.
Na forma final, as miniaturas ganham vários tons, desde cinza-claro até o rosado, com a utilização de pigmentos naturais, como urucum e cumatê. Atualmente, a tinta de tecido, que é antitóxica, também é usada na coloração das peças, que retraram papagaios, araras, cobras, jacarés, botos, tartarugas, canoeiros, vaqueiros do Marajó, apanhadores de açaí e tantos outros personagens da diversidade amazônica.
"Esse reconhecimento da Unesco ao artesanato paraense é um prêmio ao talento e à dedicação dos nossos mestres balateiros, que levam a todo o mundo o cenário amazônico em miniaturas. O artesanato do Pará é um dos mais criativos e diversificados do país, e a prova dessa qualidade vem na forma de reconhecimentos como este, da Unesco", destaca Thiago Gama, diretor Comercial do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), instituição que gerencia o São José Liberto em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).
Texto:
Luciane Barros-São José Liberto

Feira colocou à venda quase
5 toneladas de pescado





A décima edição da Feira do Pescado neste ano agradou aos consumidores que foram ao estacionamento do Centur (Centro Turístico e Cultural Tancredo Neves) na manhã deste sábado (4), em busca de peixes e camarão a preços abaixo dos praticados em mercados e feiras de Belém. Promovida pela Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), a feira atendeu a demanda de moradores de vários bairros de Belém, principalmente de Nazaré, Batista Campos, Umarizal, Reduto, São Brás, Telégrafo e Sacramenta, que tiveram à disposição, das 8 às 14h, várias espécies de pescado.
Uma das novidades na feira deste sábado foi o novo sistema de atendimento, que evitou a formação de filas. Antes, o comprador era atendido no próprio caminhão frigorífico, um de cada vez, o que ocasionava a formação de filas com centenas de pessoas. Hoje, uma bancada foi instalada para agilizar o atendimento, o que aumentou a satisfação do consumidor.
"Na feira a gente encontra o produto mais barato", garantiu a consumidora Léa Moura. E essa satisfação do consumidor "supera qualquer expectativa", segundo Sabino Caldas, para quem "o projeto é excelente, e deveria ter todo dia".
Um dos peixes mais procurados foi o bagre, vendido a R$ 6,00 o quilo. Os filés de dourada e pescada amarela, respectivamente, foram vendidos a R$ 13,00 e R$ 18,00 o quilo. Foram colocadas à venda cerca de 5 toneladas de pescado, além de camarão rosa e bacalhau.
Esta edição da feira foi coordenada por Mauro Leite, técnico da Sepaq, e o engenheiro de Pesca Júnior Terra. A próxima Feira do Pescado acontecerá no bairro da Terra Firme.
Texto:
Sérgio Noronha-Sepaq

Americanos e canadenses
Da Força da Amizade fazem
intercâmbio no Pará
Com o objetivo de conhecer a região e promover o relacionamento entre os visitantes e a comunidade local, 21 integrantes norte-americanos e canadenses do Friendship Force (Força da Amizade) estão no Pará participando do intercâmbio global Discover Amazon. Na sexta-feira (3), o grupo assistiu a uma palestra, proferida pelo secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, sobre as principais regiões e roteiros turísticos do Pará, e informações gerais sobre a Amazônia brasileira.
“Este grupo tem um significado especial porque é uma instituição que se identificou com a Amazônia, com o objetivo de voltar aos seus países de origem levando as boas experiências que tiveram aqui. Isso se transformará em mais uma forma de divulgar o nosso Estado e a Amazônia, impactando gradativamente no aumento do número de turistas”, informou Adenauer Góes, que também fará parte da Friendship Force Belém.
O secretário iniciou a palestra mostrando o Pará no cenário nacional e destacando suas principais fontes econômicas, entre as quais o turismo. Ele também ressaltou a importãncia histórica de Belém na Amazônia, como a primeira cidade fundada na região em 1616, e de outras regiões turísticas do Pará, como Marajó, Amazônia Atlântica, Araguaia-Tocantins, Xingu e Tapajós. Adenauer destacou ainda que a originalidade, autenticidade, criatividade, diversidade e sustentabilidade são os principais pontos que tornam o destino Pará como o mais importante de toda a região. Após a palestra, o secretário respondeu a perguntas dos participantes.
Demanda - Hilma de Oliveira, presidente da Friendship Force Belém, disse que houve um grande interesse dos estrangeiros em participar do intercâmbio Discover Amazon. “Tínhamos apenas 20 vagas para pessoas do mundo todo, aumentamos mais duas vagas, mas nem todos puderam vir”, informou. Segundo Nazaré Chaves, diretora do Intercâmbio da Friendship Force Belém, os visitantes se hospedam na casa de moradores da cidade que fazem parte do grupo, já que o objetivo da organização é fazer um turismo diferente, em que o turista conheça melhor a cultura e o estilo de vida da região. Ela informou ainda que os participantes visitarão alguns atrativos turísticos de Belém, além do Marajó e da praia de Alter do Chão, em Santarém, na região do Tapajós.
Viky Vance mora no estado da Louisiana, sul dos Estados Unidos, e nesta sua primeira viagem à Amazônia disse que ficou impressionada com a forma de viver das pessoas e o contraste da cidade com a floresta. “Estamos muito animados também porque vamos ter contato com as pessoas da região, já que ficaremos alojados na casa destas pessoas”, contou Viky, acrescentando que a visita irá mudar muito a imagem que ela tem da região.
A Friendship Force foi fundada em 1977 em Atlanta, nos Estados Unidos, com a missão de promover a união e a amizade entre os povos. Hoje, conta com cerca de 50 países e promove excursões a todos os continentes. Em Belém, a organização foi fundada em 1992 e já recebeu grupos de diversos países e Estados brasileiros.
Texto:
Benigna Soares-Paratur

Estreia de "Febre do Rato"
em Belém é adiada
Devido a problemas técnicos, o cine Estação não exibirá neste domingo (5) o filme "Febre do Rato", que estava programado para as sessões das 10h e das 20h30. No lugar de "Febre do Rato" será exibido o filme "Rock Brasília - Era de Ouro", nas sessões de 10h, 18h e 20h30. A coordenação do cine Estação, que funciona na Estação das Docas, informará, em breve, a nova data de estreia em Belém de "Febre do Rato", filme de Cláudio Assis, rodado em preto-e-branco, com a premiada fotografia de Walter Carvalho. O filme tem no elenco Irandhir Santos (melhor ator na última edição do Festival de Paulínia), Matheus Nachtergaele, Juliano Cazarré e Angela Leal.
 
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