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sexta-feira, dezembro 20, 2013

Valeu meu Garçom!




 Falar agora de quantas qualidades de Reginaldo Rossi será em vão, já que durante toda a sua carreira ele nos ofereceu o que de melhor em suas canções. As saudades dele vinha a cada encerramento de uma faixa de sua música. Não tinha quem não pedisse bis em cada faixa e em cada disco de vinil e em cada CD, ah, até mesmo naquelas caixas onde colocava as fichinhas.

Reginaldo Rossi DESENCARNOU e como ele certamente cumpriu sua missão entre nós, rezemos para que ele seja acolhido pelos nossos irmãos no Plano Espiritual e lá dê prosseguimento de preparação para nossas missões já que Deus tem um propósito para cada um de nós.

Valeu meu Garçom!
Jorge Mesquita - CORREIO JURUNENSE


"Rei do brega", Reginaldo
Rossi morre aos 70 anos em Recife

Do UOL, em São Paulo
O cantor Reginaldo Rossi morreu às 9h25 desta sexta-feira (20), aos 70 anos, por falência de múltiplos órgãos em consequência de um câncer no pulmão. Considerado o "rei do brega", o artista estava internado desde o dia 27 de novembro no Hospital Memorial São José, em Recife, quando sentiu fortes dores no peito. O corpo já deixou o hospital e será velado no Plenário da Assembleia Legislativa a partir das 19h (horário local). O enterro está marcado para as 20h de sábado (21) no cemitério Morada da Paz, segundo informado pelo hospital.
A versão anterior desta reportagem informava que o cantor estava com 69 anos, mas a idade correta, de 70 anos, foi confirmada pelo empresário de Rossi, Antônio Mojica, e pelos registros de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2010, quando o cantor concorreu a deputado estadual de Pernambuco, mas não foi eleito. 
O cantor do hit "Garçom" foi internado após ter recebido diagnóstico de derrame pleural, que é o acúmulo excessivo de líquido no espaço entre a pleura visceral (membrana que recobre o pulmão do lado de fora) e a pleura parietal (superfície interna da parede torácica). Na semana passada, foi descoberto que ele tinha câncer no pulmão. Ao UOL, o médico Iran Costa, que tratava o cantor, disse que apesar da melhora dos últimos dias, Reginaldo apresentou um agravamento nas funções renais e no pulmão nas últimas horas de vida. 
Ouça na Rádio UOL
Reginaldo chegou a ser transferido para um quarto, mas retornou à UTI no dia 9 de dezembro, quando voltou a sentir dores. No mesmo dia foi submetido a uma nova cirurgia para a retirada de líquido no pulmão, com a instalação de um dreno.
Logo em seguida, ele iniciou o tratamento de quimioterapia e sessões de hemodiálise diária. Chegou a ter uma leve melhora no quadro clínico, mas na quinta-feira (19) voltou a respirar com ajuda de aparelhos. 
O empresário do cantor, Antonio Mojica, contou ao UOL que antes de ser internado Reginaldo acreditava que estava com gripe. "Há um mês [antes do diagnóstico de câncer], ele falava que estava com gripe. Toda hora falava disso. Ele devia estar com problema no pulmão desde aquela época". Antonio afirma que o cantor fumava muitos cigarros por dia. "Ele fumava toda hora. Chegava a acender um cigarro no outro".

Reginaldo estava com show marcado para o Réveillon do Recife, no bairro do Pina. Ele deixa a mulher Celeide Rossi, com quem era casado havia mais de 30 anos, e com quem teve o filho Roberto.
Repercussão

Em entrevista por telefone ao UOL, o cantor brega
Falcão disse que o bom humor e "breguice" tão característicos do seu trabalho tiveram influências de Reginaldo Rossi. "Eu me inspirei nessa parte melódica e bem-humorada, quase sacana, que ele tinha", disse o cantor cearense, por telefone.

Ainda segundo Falcão, Rossi derrubou preconceitos em relação à música brega por causa da qualidade de seu trabalho. "Tudo o que ele fazia era bem-feito. Ficou muito popular. Era daqueles que o povo pedia. Era um amigão, quase um irmão", disse o cantor. 

Trajetória
Reginaldo Rodrigues dos Santos Rossi nasceu em Recife no dia 14 de fevereiro de 1943 e ingressou na faculdade de engenharia, mas não chegou a se formar e trabalhou como professor de matemática.
Começou a carreira artística em 1964 imitando Roberto Carlos em bares e clubes da capital pernambucana. Na época, ele era acompanhado pelo conjunto The Silver Jets.
Em 1966, lançou o primeiro LP, "O Pão", seguido por "Festa dos Pães", no ano seguinte. Em 1970 se afastou do rock com "À Procura de Você", que o introduziu no gênero brega-romântico, do qual se tornaria um dos maiores expoentes, ao lado de nomes como Odair José, Amado Batista, Wando e Agnaldo Timóteo.
Em meados dos anos 1980, já com 18 discos gravados, Rossi era um sucesso de vendas no Norte e Nordeste, mas permanecia desconhecido no eixo Rio-São Paulo. Em 1987 lançou um de seus maiores sucessos, "Garçom", que o tornaria conhecido no Sul e Sudeste no fim dos anos 1990.
Ao longo de sua carreira, o cantor gravou com artistas como WanderléaRoberta Miranda e Planet Hemp, e aceitou de bom grado o título de "Rei do Brega". Com cerca de 50 álbuns lançados, ele recebeu 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante.
Em 2011, Rossi venceu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor cantor popular, pelo álbum ao vivo "Cabaret do Rossi", que também rendeu um DVD, em que fazia releituras de sucessos como "Taras & Manias", "Dama de Vermelho", "Boate Azul", "Amor I Love You", "Só Você" e "I Will Survive".
Em 2009, ele participou do quadro "Dança dos Famosos", no programa "Domingão do Faustão". 
 

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