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sexta-feira, janeiro 03, 2014

Simão Jatene presta condolências à família de Ophir Cavalcante


O governador Simão Jatene prestou condolências, nesta sexta-feira, 3, aos familiares do ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultor geral do Estado, Ophir Cavalcante, falecido na manhã de quinta-feira, 2, em São Paulo, onde se travava de um câncer, em um hospital particular, desde dezembro. No final desta manhã, Simão Jatene compareceu ao velório do advogado, que está sendo realizado no Palácio Lauro Sodré – sede do Museu Histórico do Estado do Pará, em Belém. O enterro está marcado para as 16h30, no cemitério Recanto da Saudade, em Ananindeua.
Para Simão Jatene, Ophir Cavalcante era “um exemplo de equilíbrio, de maturidade, sensatez e, sobretudo, de compromisso”. “Nesse momento em que a nossa sociedade parece viver um distanciamento de valores como a ética, a moral e a fraternidade, o Ophir é uma perda, mas é também um exemplo àqueles que tiveram a oportunidade de conviver de modo mais próximo com ele. Era um homem de bem, vocacionado para o bem. Então acredito que vai o corpo, mas fica a obra e a capacidade que ele tinha de buscar sempre o melhor caminho, a saída mais equilibrada e solidária”, afirmou.
Mais cedo, o vice-governador Helenilson Pontes também prestou solidariedade à família e destacou o legado que Ophir Cavalcante deixa, não só para o Pará, mas a todo o país. “Fica o exemplo de conduta, de dedicação à causa pública e ao Direito, não só para os advogados, mas para todos aqueles que acreditam na democracia”, frisou. Helenilson recordou quando conheceu Ophir Cavalcante na faculdade de Direito. “Já naquela época, ele sempre foi um sujeito que contagiava pelo cavalheirismo, pela simplicidade e pela sabedoria. Sem duvida, o Pará perdeu hoje um dos melhores homens públicos que eu conheci”.
O procurador Ubiratan Cazetta ressaltou que Ophir Cavalcante foi um grande nome paraense em momentos decisivos do país, como o impeachment de Fernando Collor, em 1992. No Estado, ele também foi decisivo para a implantação da primeira Lei de Licitações do Estado. “Ele sempre lutou pela ética e será sempre um exemplo para toda a administração pública. Qualquer historiador que venha a escrever sobre a questão jurídica no Pará, sem dúvida dedicará uma página especial para o doutor Ophir”, afirmou.
O avião que trouxe a urna de São Paulo chegou a Belém por volta das 3 horas da manhã e, após o desembarque no Aeroporto de Val-de-Cans, o corpo foi levado direto para o local do velório. Desde a madrugada, além da família, dezenas de amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens ao advogado. O ex-deputado Jorge Arbage, que era vizinho de Ophir, falou da amizade de mais de 30 anos. “Toda véspera de Círio fazemos a novena no nosso edifício e nos confraternizarmos. Só posso dizer que foi uma perda irreparável”, afirmou.
Aos 76 anos, Ophir Filgueiras Cavalcante deixou a esposa, Célia, e três filhos: Ophir Cavalcante Junior, Suzy e Carla, todos advogados. Ele presidiu a OAB Nacional de 1989 a 1991 e a seccional paraense (OAB-PA) entre 1983 e 1987. Como Consultor Geral do Estado, Ophir Cavalcante exerceu o cargo em três governos e, atualmente, desempenhava essa função desde 2011.  Emocionado, Ophir Júnior, que seguiu os passos do pai e também foi presidente da OAB Nacional, de 2010 a 2013, o definiu como seu “maior exemplo de educação, postura e amor à família”.
Está programada para as 15 horas uma missa de corpo presente, que ocorrerá no próprio Palácio Lauro Sodré. A celebração será oficiada pelo arcebispo emérito da Arquidiocese de Belém, dom Vicente Zico. Pela manhã, também compareçam ao velório diversas autoridades, entre elas a presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Luzia Nadja Nascimento, e diversos secretários de Estado, como Paulo Chaves, de Cultura; Sérgio Bacury, de Articulação Municipal; e Alex Fuiza de Mello, de Promoção Social.
Em memória de Ophir Cavalcante, Simão Jatene decretou, na última quinta-feira, 02, luto oficial de três dias. O presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, também decretou luto oficial na entidade por cinco dias.

Texto:
Amanda Engelke


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