Total de visualizações de página

sexta-feira, julho 10, 2015

Boteco das 11 rebate nota do governo



Os sócios da empresa P&A Comercial Ltda., que administra o restaurante Boteco das Onze, no complexo Feliz Luzitânia, rebateram os argumentos divulgados na nota “A verdade sobre a Casa das Onze Janelas”, divulgada ontem pelo Governo do Estado para justificar o despejo do empreendimento do local. “A mentira mais covarde é aquela que mescla informações reais a inverdades e dúvidas, com a finalidade de enganar, escamotear e iludir. O Boteco da Onze está sendo vítima de uma dessas tentativas”, disparou o empresário Augusto Mesquita, um dos sócios do local.
A nota governamental afirma que a convivência do restaurante-bar foi, no início, “adequada à proposta do bem público, mas com o tempo foi se degenerando e as queixas dos usuários frequentes, em particular, quanto à inadequação sonora. Após a dissolução da sociedade, por litígio entre os sócios, acentuou-se a degeneração do espaço”.
Mesquita diz que a informação é mentirosa. “Não existem registros de reclamações do público. Ao contrário: o paraense tem orgulho do Boteco das Onze figurar entre um dos melhores e mais respeitados restaurantes do Brasil. Basta consultar o Trip Advisor, o maior site de viagens do mundo, e verificar essa informação. O Boteco só passou a ser atacado pelo secretário de Cultura do Estado, Paulo Chaves, depois que a sociedade com os antigos sócios foi desfeita”.
ACUSAÇÃO
O governo acusa os inquilinos atuais de utilizarem as áreas externas, “que ultrapassam seu limite contratual para eventos”, além de transformar o restaurante numa boate. “No exterior, objetos de arte pública foram danificados e, no interior, a direção do Museu retirou quadros autênticos e objetos arqueológicos que já estavam se deteriorando”, ataca a nota. “Essa é mais uma mentira. O Boteco das Onze jamais ultrapassou os limites determinados pelo contrato elaborado pelo próprio Governo. E as gravações feitas pelas câmeras do Museu da Casa das Onze Janelas podem comprovar”.
Os inquilinos são acusados, ainda, pelo Governo de não levar em conta “as condições especiais onde se encontra o seu negócio, sendo comunicados da decisão tentando de todas as maneiras permanecer no bem público. “O Boteco das Onze jamais foi comunicado de qualquer decisão nesse sentido. E, ainda mais grave: o restaurante e seus proprietários sempre zelaram, de maneira irrestrita, pela preservação de todas as áreas do museu”, assegura Augusto.
DEFESA
Ele refuta a acusação do Governo de que sua empresa quer “permanecer no local a qualquer custo, inclusive, denegrindo a imagem de pessoas e instituições e até da própria Justiça. O empresário diz que quem é perseguido e coagido é o Boteco das Onze. “Temos apenas lutado para defender nossos direitos, dentro dos princípios da legalidade e moralidade”.
Na nota, o Governo afirma que a disputa judicial não é uma questão pessoal e justifica que o despejo do restaurante se deve a uma “disfunção do que deveria ser a prestação de um serviço público, em conflito com a proposta do conjunto patrimonial que se demora no entorno do largo da Sé”. “A motivação da tentativa de fechar o Boteco das Onze é torpe e visa, unicamente, o benefício pessoal de indivíduos que deveriam zelar pelos interesses e bem-estar do povo paraense”, diz Augusto.
O empresário critica as justificativas do Governo para não renovar o contrato, baseado na instalação futura, onde hoje funciona o restaurante, de um “Centro de Gastronomia da Amazônia, incluindo laboratório, Museu da Gastronomia, com loja de produtos artesanais, escola de aperfeiçoamento em culinária da região e um restaurante integrado.” Augusto diz que o projeto de Paulo Chaves surge apenas agora, quando o Boteco das Onze resolveu expor certas verdades à sociedade. “Onde estão todos esses projetos dos quais o secretário de Cultura fala?. Ele não tem nada”. 

(Diário do Pará)


Postar um comentário

REVISTAS MEDIUNIDADE

JESUS: "Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...”

Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar. Viu, porém, que Jesus chorava também... E, Eurípedes, falou – Senhor, por que ch...