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quinta-feira, agosto 29, 2013

DESENCARNE DE OSÉIAS CORREA: Doutrina Espírita ajuda aceitar a ‘morte’



Oséias ao lado de sua companheira Edna, em uma sessão de fotos
 feita por mim, Jorge Mesquita, sem seu apartamento: "Faz uma foto assim que eu quero"



Dedicado aos familiares de
OSÉIAS PIMENTEL CORREA 
que acabou de desencarnar



Por Aline Moura
Equipe Bemzen

O Dia dos finados (2 de novembro) é uma data para rezar pelos entes queridos que faleceram, com amor e saudade.  Porém, podemos perceber que para alguns é uma data cercada de dor e de inconformismo. Mas como não sofrer com a lembrança de um ser amado? Talvez, buscar a compreensão do sentido da morte e da vida seja uma alternativa. Para isso, a doutrina espírita tem muita a contribuir.

O espiritismo trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. A doutrina não pretende ser dona de nenhuma verdade e sua prática é destituída de quaisquer rituais, paramentos ou dogmas. Praticar esta religião, estudar esta ciência e adotar esta filosofia de vida são as escolhas de inúmeras pessoas que buscam uma evolução além do corpo físico (matéria).

Sim, a doutrina espírita, fundamentada no Evangelho de Jesus, é religião, ciência e filosofia, como explica Geraldo Campetti, diretor executivo da Federação Espírita Brasileira (FEB): “É religião cristã, pois oferece as condições para que a criatura se ligue ao Criador num processo de comunhão espiritual; é ciência, porque originária de revelação dos Espíritos Superiores, que se comunicam com os homens pelo mecanismo da mediunidade;  e é filosofia, pois explica de onde viemos, o que estamos fazendo aqui na Terra e para onde vamos após a partida desse mundo.”

Morte: caminho da renovação
e porta para a verdadeira vida

Mas por que aceitar a morte, praticamente a única certeza de uma vida, é tão difícil? Para o espírita Geraldo Campetti isso é fruto da falta de conhecimento. “Quando entendermos a morte como um processo natural da vida, e não de destruição, mas de renovação, tudo fica mais compreensível e menos assustador. É comum termos medo do desconhecido. A partir do momento que passamos a conhecer sobre o assunto, a tendência é que o temor diminua e até desapareça por completo”, afirma o espírita. 

A doutrina espírita entende a morte como o portal de acesso à verdadeira vida. “Estamos na Terra em breve passagem. Nossa vida verdadeira é a espiritual, não a material. Por isso, a encarnação (existência física) é transitória. Porém, muito importante para o aprendizado do Espírito em sua trajetória evolutiva. Assim, quando entendemos a vida em sua amplidão, não apenas como um "recorte de uma única existência física", temos maiores condições de projetar nossas potencialidades e expectativas para o futuro, desapegando-nos dos aspectos materiais e dando maior ênfase ao componente espiritualidade, indispensável à nossa felicidade”, explica Geraldo Campetti.

Sofrer e chorar a morte de alguém, por quem se nutri um sentimento, é natural ao ser humano, e necessário, contudo o luto e o recordar precisam ser de forma saudável. Não se deve alimentar um sentimento de apego e de posse, como se aquele ser querido fosse propriedade nossa. Ficar inconformado e deprimido, além de fazer mal a si próprio, também levará transtorno ao espírito desencarnado. “Quando nos lembramos desses nossos familiares, parentes ou amigos com sentimentos de tristeza, e às vezes até de inconformação ou revolta, acabamos por emitir vibrações negativas que redundam em prejuízo do Espírito querido que se vincula, pelos laços de afinidade, aos nossos pensamentos e sentimentos. Por isso, sempre recomendamos, que qualquer lembrança deve ser positiva, levando algo de bom para aquele de quem nos recordamos”, orienta o diretor da FEB.
Para os espíritas, aceitar a morte é mais fácil porque se tem conhecimento do que acontece após o falecimento. O corpo físico é o que morre, mas o espírito é imortal. O entendimento é que se continua vivo e a pessoa continua sendo ela mesma. “Daí a necessidade inadiável de todos nos conscientizarmos sobre a importância de viver bem, equilibradamente, procurando sempre fazer o melhor ao nosso alcance em termos das conquistas dos verdadeiros valores que constituem nossa propriedade espiritual”, afirma Geraldo Campetti.

Portanto, precisamos ponderar até que ponto é sadio ficarmos ligados à pessoa que faleceu. Geraldo orienta uma boa maneira de conduzir esta situação: “O ideal é deixar que a vida siga seu fluxo normal. Se o ente querido partiu é porque estava na programação espiritual. E devemos nos esforçar por compreender isso, entendendo que a Providência Divina se manifesta em todos os lugares e circunstâncias. A saudade saudável é aquela em que envolvemos o ser querido, que nossa mente evoca, em ambiente de paz e serenidade. Sempre devemos pensar e sentir coisas boas. A oração e o trabalho no bem são fundamentais nesse contexto, pois nos ajudam no processo de equilíbrio e de sadia resignação”.

Descanse em pazirmão Oséias Pimentel Correa
Jorge Mesquita
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