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terça-feira, março 13, 2012

Academia de Polícia Civil inicia turma de treinamento básico em operações



A Academia de Polícia Civil (Acadepol) iniciou nesta segunda-feira (12) a terceira turma do ano de 2012 do Treinamento Básico em Operações Policiais Civis e Investigação Policial. A aula inaugural foi realizada no auditório do bloco B, da Delegacia Geral de Polícia Civil, em Belém. Vinte e sete policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, da capital e do interior do Estado, passarão 11 dias em atividades teóricas e práticas, sobre direitos humanos, relações interpessoais, investigação policial moderna, uso de sistemas operacionais, inteligência policial, tiro ao alvo, defesa pessoal, entre outras disciplinas.
As aulas teóricas e práticas serão realizadas, a partir desta terça-feira (13), no Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp), em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, onde está sediada a Acadepol.
A primeira aula da turma contou com as presenças do delegado geral, Nilton Atayde, e do delegado geral adjunto, Rilmar Firmino de Sousa, um dos idealizadores do treinamento, além de diretores da área operacional. De acordo com Nilton Atayde, o treinamento é uma forma de requalificar e capacitar os policiais civis para as atividades operacionais.
Como parte da primeira aula, ministrada pelos instrutores Magdala de Souza e Jefferson Lopes, os alunos tiveram noções básicas de relações interpessoais, conhecendo um ao outro na turma para desenvolver e fortalecer o conceito de equipe.
O treinamento atende não só a policiais civis com mais tempo na carreira policial, mas também servidores que ingressam recentemente na instituição. É o caso do delegado Raphael Cecim, lotado em Salinópolis, município do nordeste do Pará. Com apenas um ano e meio de trabalho na Polícia Civil, ele já está participando do curso, visando adquirir novos conhecimentos.
Outra servidora que também vai participar do treinamento é a escrivã Regina Monteiro, que atualmente trabalha na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado. A policial, que tem 12 anos de profissão, espera que o curso lhe ofereça muitas informações para o aprimoramento da atividade policial.
Avaliação de risco - Conforme o delegado Rilmar Firmino, uma pesquisa sobre mortes de servidores em atividade, nos últimos 10 anos, mostrou que de 20 policiais civis mortos no exercício da profissão, 16 morreram por falta de avaliação do risco da ocorrência. "Se o policial tivesse avaliado a ameaça, não teria morrido", ressaltou o delegado.
A partir dessa avaliação, o treinamento passou a ser uma das prioridades para melhorar o desempenho dos policiais. Iniciado no ano passado, quando foram formadas seis turmas, o treinamento é uma das diretrizes da administração da Polícia Civil do Pará, voltada à valorização do servidor e à melhoria da qualidade profissional.
A meta é capacitar, em média, a cada mês, em torno de 30 policiais civis. Até o final deste ano, pelo projeto do curso, serão capacitados 330 servidores em operações e investigações. Os policiais passam por avaliações psicológica e física antes do curso.
A meta da Polícia Civil é treinar e qualificar mais de 700 policiais do interior e da capital, para atividades operacionais de combate e repressão ao crime até o final de 2014.
O diretor da Acadepol, delegado Adonai Mota, explicou que, para este mês, também está prevista a realização do curso na região de Santarém, no oeste do Pará, para atender aos policiais civis que atuam nas cidades situadas na região do Baixo e Médio Amazonas.
No próximo mês, o treinamento deverá ser realizado no município de Altamira, onde atenderá aos policiais civis lotados nos municípios da região do Xingu. As aulas teóricas e práticas, nas duas regiões, deverão ser realizadas em parceira com o Exército.
Entre as metas específicas do curso estão a promoção da capacitação continuada dos policiais civis; melhoria das relações interpessoais entre os policiais; promoção de subsídios teóricos e técnicos para desenvolvimento de ações de caráter operacional; nivelamento do efetivo operacional de policiais civis quanto às práticas, procedimentos e técnicas voltadas principalmente ao uso legal da força; técnicas de abordagem e planejamento operacional, e padronização de procedimentos de condução, contato e revista de presos.

Texto:
Walrimar Santos-Polícia Civil
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