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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hospital Santo Antônio Maria Zacarias ganha Centro de Hemodiálise

A fila de espera pelo tratamento de hemodiálise no Pará está prestes a ser zerada. Em menos de seis meses, o número de pessoas que aguardam pelo tratamento em todo o Estado caiu consideravelmente. No início do ano havia 283 pessoas à espera do  tratamento, hoje o número caiu para menos de cem e novas máquinas estão chegando a todo o Pará. A redução da fila de espera e a expansão dos serviços de hemodiálise não param por aí. Na manhã desta quinta-feira, 14, o governador Simão Jatene participou da inauguração oficial do Centro de Hemodiálise Dom Miguel Maria Giambeli, no Hospital Santo Antônio Maria Zacarias, no município de Bragança, que agora conta com 10 novas máquinas de hemodiálise e tem capacidade para atender 60 pacientes renais crônicos.
Atualmente, já são nove os municípios paraenses que fazem o serviço de hemodiálise: Belém, Ananindeua, Marituba, Castanhal, Santarém, Marabá, Redenção, Altamira e Bragança. “Quando assumi o governo os jornais estampavam notícias mostrando o sofrimento e o despero de pessoas que dependiam de uma máquina para sobreviver. Em seis meses de governo, estamos prestes a acabar com esse problema e em breve poderemos dizer que essa página foi virada. Nossa meta é zerar esta fila ainda no rpimeiro semestre”, enfatizou o governador.
Em Bragança, as máquinas foram compradas no final do primeiro mandato do governador e ficaram sem funcionamento por quatro anos. Desde o dia 13 de junho deste ano os equipamentos estão em funcionamento, atendendo 20 pacientes do município, que antes precisavam se deslocar para Belém pelo menos três vezes na semana para fazer o tratamento de hemodiálise na capital, com alto custo. “Em Redenção, quando inauguramos novas máquinas, eu presenciei o sofirmento de famílias que tiveram que se separar de seus parentes para poder se tratar na capital. Isso não vai mais existir”, lembrou Jatene.


 A empregada doméstica Maria Dulcirene, 50 anos, era uma dessas pessoas. “Toda semana eu tinha que ir para Belém fazer o tratamento, me separava da minha família para ir me tratar até que um dia o dinheiro acabou e eu não tinha como manter esse deslocamento. Meu quadro de saúde piorou e eu achei que não fosse mais viver. Quando soube que poderia fazer o tratamento em um hospital na minha cidade senti uma felicidade muito grande. Foi a melhor notícia da minha vida”, disse a mulher que há um mês faz três sessões de hemodiálise por semana, no hospital Santo Antônio Maria Zacarias.
Até o final do mês de julho, outros 40 pacientes de Bragança e municípios próximos que atualmente fazem o tratamento em Belém serão transferidos para o centro de hemodiálise do Santo Antônio Zacarias, que conta com 3 médicos nefrologistas, 3 enfermeiros com especialização em nefrologia, 25 técnicos em enfermagem, além de uma equipe multidisciplinar formada por nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e engenheiros químicos. “O que mais nos impressiona é que este centro que está sendo inaugurado pelo governador aqui no interior do Estado tem a mesma estrutura e profissionais qualificados que um centro de hemodiálise do Sul e Sudeste. Os renais crônicos do Pará estão muito felizes com o governador, porque ele está cumprindo com a promessa que ele fez durante a campanha”, afirmou Belina Soares, diretora da Associação dos Renais Crônicose Transplantados do Pará ( ARCT-PA).
UCI – Além da inauguração oficial do centro de hemodiálise, o governador inaugurou a nova Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal do hospital, com 10 leitos para o atendimento de recém-nascidos, totalizando30 vagas para o tratamento intensivo.
Somando a instalação e ampliação do serviço de hemodiálise no hospital mais a expansão do tratamento intensivo foi necessário um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões. “Esse valor nem se compara com o que deixamos de gastar quando tínhamos que manter o tratamento do paciente na capital. Eles recebiam o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que tinha um custo muito alto e ainda causava transtornos para o paciente”, explicou Mário Ribeiro Silva, diretor do setor de Recursos Humanos do Hospital. Segundo ele, a partir de agora somente os pacientes que moram a 50 quilômetros de distância do hospital, continuarão recebendo o auxílio e as secretarias municipais de saúde da cidade de onde o paciente residir terão que arcar com o transporte dos renais crônicos.


Números
1.772 – pacientes em tratamento em todo o Pará
Fila de espera no início do ano - 283 pessoas
Fila de espera atual - Menos de 100 pessoas
Meta: 379 máquinas em todo Pará com capacidade para atender 642 pacientes a mais

Expansão do serviço (2011)
Altamira: Passou de 7 para 19 máquinas
Redenção: Passou de 10 para 21 máquinas
Santarém: Passou de 13 para 27 máquinas
Bragança: Recebeu 10 máquinas

Belém:  34 máquinas de hemodialise estão em processo de aquisição para o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e outras 10 de hemodialise pediátrica para a Fundação Santa Casa

Bruna Campos – Secom
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