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segunda-feira, março 12, 2012

Governo abre licitação para o prolongamento da avenida João Paulo II



O início da segunda etapa do Projeto de Transporte Metropolitano do Governo do Estado, o Ação Metrópole, que objetiva solucionar o grande problema de deslocamento das pessoas na Região Metropolitana de Belém, teve início com a publicação do processo licitatório com vistas à elaboração do projeto executivo para implantação da obra do prolongamento da avenida João Paulo II, no trecho compreendido entre a passagem Mariano e a avenida Mário Covas. A obra terá cerca de 3.800 metros e será também uma segunda opção de entrada e saída da capital paraense, que hoje conta apenas com a Rodovia BR-316. O projeto e a obra estão sendo implementados pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), ligado a Secretaria Especial de Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável (Seinfra).
A nova avenida João Paulo II terá duas pistas, com três faixas por sentido, ciclovia e calçadas em ambos os lados e a implantação de duas pontes, uma a 60 metros da passagem Mariano, transpondo a ponta Lago Bolonha e outra a 200m da rua da Pedreirinha, transpondo a ponta do Lago Água Preta. A interligação da avenida com a BR-316 se dará com a construção da quarta pétala do elevado Mário Covas, uma obra de aproximadamente 200 metros. O edital contendo Termo de Referência para Contratação de Estudos Ambientais e Projeto Executivo de Engenharia Viária Relativo à obra, foi publicado no último dia 8, no Diário Oficial do Estado do Pará.
“O prolongamento da João Paulo se faz necessário para a implantação do Bus Rapid Transit (BRT) do Ação Metrópole, uma vez que com o início das obras na BR-316 e Almirante Barroso estas, naturalmente,  terão partes interrompidas para a construção das obras. Assim, o governo do Estado, pensando no bem estar da população e em desenvolver um projeto com seriedade e responsabilidade projetou esta via alternativa”, informou o diretor geral do NGTM, César Meira.
O diretor ressalta que a conexão do prolongamento da avenida João Paulo II com o elevado da avenida Mário Covas também permitirá o acesso direto ao município de Belém de todo o tráfego gerado na região dos conjuntos Cidade Nova, Paar e bairros do Coqueiro e Quarenta Horas, em Ananindeua, além de se constituir como mais um eixo de acesso à Belém.
O início das obras está previsto para o mês de outubro, informa a diretora executiva do NGTM, Marilena Mácola Marques. Ela explica que o edital de contratação do projeto executivo fixa o prazo de 45 dias para a abertura das propostas, mais 30 dias para o julgamento destas e 120 dias para a elaboração do projeto. “Serão duas fases: a elaboração do anteprojeto e do projeto executivo. Como já temos o básico, iniciaremos as obras de posse do anteprojeto. O projeto executivo final norteará apenas detalhamentos. Assim, nossa previsão é de que as obras já iniciem em outubro”, detalhou.
Tráfego
Estudos do NGTM revelaram que a contagem realizada na BR-316 próximo ao Hospital Metropolitano, após a implantação da avenida Centenário da Assembleia de Deus, totalizou 3.703 veículos/hora pico, sentido bairro-centro. “Ao considerarmos que a capacidade média de escoamento de uma faixa de tráfego é de 800 a 1.000 veículos/hora, com a implantação do Sistema BRT, a Rodovia BR-316 ficará no limite de sua capacidade para o tráfego geral, nos horários de pico”, disse Marilena, explicando que a situação se agravará durante o período de execução da obra de implantação do BRT na BR-316, quando serão maiores as restrições à circulação na rodovia. “Contudo, parte das linhas de ônibus de transporte coletivo que hoje circulam na BR-316 será desviada pela avenida João Paulo II”, informou.
O Plano Diretor de Transporte Urbano elaborado em 2001 pelo Governo do Estado, com apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), demonstrou, em uma pesquisa domiciliar na Região Metropolitana, com base nas projeções de demanda, o carregamento da rede viária metropolitana nos anos de 2005, 2010, 2015 e 2020. O estudo revela que o fluxo de veículos no prolongamento da avenida João Paulo II se apresenta visível até a Alça Viária, a partir de 2005, chegando em 2020, com volumes superiores a 1.250 veículos/hora, próximo à Cidade de Benevides. Esses carregamentos mostram a importância do prolongamento da João Paulo II.
Outro dado revelado pelo estudo é de que as maiores contribuições para o tráfego urbano da BR-316 têm origem a partir da sede do município de Ananindeua, com destaque para a avenida Mário Covas, onde se encerra, nesta etapa, o prolongamento da João Paulo.
Outra importante contribuição que a avenida trará é a preservação do Parque do Utinga, uma vez que esta funcionará como uma barreira física e sanitária de proteção à Area de Preservação Ambiental (APA) Belém. Uma barreira sanitária, através de um sistema de drenagem que fará a captação dos efluentes que atualmente são diretamente lançados nos mananciais, promovendo a devida filtragem desses efluentes. E uma barreira física, pois será uma via expressa margeada por um muro em gradil que permitirá ainda, a visualização do Parque.
“Com isso, teremos um projeto funcional e também paisagístico, já que a população poderá contemplar a beleza do Parque, que também estará mais seguro. Além disso, áreas remanescentes terão um tratamento especial por parte do Estado, com a construção de espaços de lazer, segurança e outros, como academias e unidade Pro Paz, providas de paisagismo”, revelou Mácola.
Projeto
A primeira etapa do Projeto Ação Metrópole foi finalizada com a construção da avenida Centenário Assembleia de Deus e do elevado Daniel Berg. A terceira fase será a implantação do Sistema BRT (Bus Rapid Transit), trafegando em canaletas na rodovia BR-316, através de faixas exclusivas na avenida Almirante Barroso e faixas preferenciais a partir de São Brás até o Centro de Belém.  “O ‘Projeto Ação Metrópole’ é um dos principais compromissos do Governo Simão Jatene com a população. Não é apenas um projeto para o trânsito é um projeto para melhorar a qualidade de vida das pessoas", finalizou o diretor César Meira.

Texto:
Manuela Viana-NGTM
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