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terça-feira, junho 26, 2012

Homenagem a Mestre Isoca ganha registro em CD

                O compositor e maestro santareno Wilson Fonseca (Mestre Isoca), se ainda estivesse vivo, celebraria em 2012 seu centenário de nascimento. Para marcar a data, a Secretaria de Cultura do Pará (Secult) promove duas apresentações da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), sendo a primeira na quarta-feira, dia 27, às 20h, no Theatro da Paz, e a segunda, no sábado, dia 30, às 20h30, na igreja do Santíssimo, em Santarém, pelo projeto de interiorização da secretaria, com repertório inteiramente dedicado a obras do compositor. As duas apresentações têm entrada gratuita.
                Nos dois concertos, a OSTP será acompanhada pelo Coro Carlos Gomes. No programa estão as peças “Centenário de Santarém”, abertura sinfônica (1948); a missa “Mater Immaculata” (1951), que é dividida em Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei; o poema sinfônico “América 500 Anos” (1992), se encerrando com uma das mais populares criações do mestre santareno, “Canção de Minha Saudade” (de 1949), que tem letra de Wilmar Fonseca e foi arranjada para orquestra pelo neto do compositor e maestro assistente da OSTP José Agostinho Jr., que regerá os dois concertos. O Coro Carlos Gomes tem participação especial nas peças “Mater Immaculata”, “América 500 Anos” e “Canção de MinhaSaudade”.
A Secult também homenageia Wilson Fonseca como o patrono da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, que será realizada em setembro deste ano, no Hangar Centro de Convenções. A apresentação no Theatro da Paz ganhará registro em CD pelo selo “Uirapuru”, da Secult, que já lançou 38 CDs, sendo o primeiro volume dedicado ao Mestre Isoca, que inclusive tocou em algumas faixas do disco. “O centenário do maestro está recebendo muitas homenagens da Secult, mas o registro em CD ficará marcado como a parte material dessas celebrações”, disse Gilberto Chaves, diretor artístico do Theatro da Paz. “Para o disco, escolhemos a missa ‘Mater Immaculata’, que era a favorita de Isoca, e também peças sinfônicas, para que a obra dele ficasse registrada de uma forma grandiosa”, completou Gilberto Chaves.
                Maestro
                Wilson Fonseca nasceu em novembro de 1912, em Santarém, e faleceu em março de 2002, em Belém. Deixou uma obra de mais de mil composições, diversificadas em peças sacras, clássicas, populares e folclóricas. Toda a obra do compositor foi catalogada por ele, enquanto vivia. Fonseca já teve sua obra registrada em CDs como “Projeto Uirapuru - O Canto daAmazônia – vol. 1”; “A Música e o Pará" (Duo Pianístico da UFPA); “Projeto Pará Instrumental – vol. 3” (Amazônia Jazz Band); “Encontro com Maestro Isoca” (2ª Bienal Internacional de Música de Belém, PMB, 2002); “Sinfonia Amazônica” (vol. 1 e 2), estes últimos gravados pela Orquestra Jovem Wilson Fonseca, de Santarém.
                A extensa e eclética obra musical de Mestre Isoca, do popular ao erudito, está reunida em 20 volumes, com mais de 1.600 produções: canto, piano, banda, conjuntos de câmara, sacras e orquestrais, além de arranjos e transcrições. O catálogo de sua obra musical está assim organizado: coral, sacra, valsas, modinhas, toadas, tangos e canções; orquestra, trio e duetos; músicas para banda; sambas, marchas, foxs e boleros; diversos – A; poema sinfônico “América 500 Anos” (1992; a ópera amazônica “Vitória-Régia, O Amor Cabano” (1996) e Diversos - B.
                O maestro José Agostinho Jr. já regeu obras de seu avô, Mestre Isoca, em outras oportunidades, mas é a primeira vez que vai reger a OSTP em um concerto completo, marcando assim a sua estreia à frente da orquestra. Ele explica que Mestre Isoca compôs obras mais voltadas para as muitas bandas que existiam em Santarém, anos atrás, mas também compôs para orquestras e esse repertório será executado nos concertos. “As peças para orquestra são mais trabalhosas e densas. Procuramos escolher um repertório para os concertos que fosse representativo do trabalho de Mestre Isoca, aproveitando as peças que ele compôs para orquestras”, disse. José Agostinho Jr. também explicou que as partes do coro que estarão no programa também foram escritas por Mestre Isoca.
                O maestro mostra-se muito emocionado em reger o trabalho do avô. “Como essas peças são mais complexas, há momentos em que a emoção ficamais forte, e tudo fica muito intenso”.
Serviço:
                Concerto em homenagem ao centenário de Wilson Fonseca, com Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Coro Carlos Gomes, sob a regência de José Agostinho Jr., quarta-feira, 27, às 20h, no Theatro da Paz. Entrada gratuita.
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