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terça-feira, junho 26, 2012

Uepa forma primeira turma de Medicina em Santarém nesta quinta (28)

                A Universidade do Estado do Pará (Uepa) outorga nesta quinta-feira (28), o grau em Medicina a 16 alunos do campus de Santarém. Eles integram a primeira turma da graduação no oeste do Pará. A solenidade acadêmico-administrativa, marcada para às 19h, no salão nobre do Barrudada Tropical Hotel, contará com a presença do governador Simão Jatene, paraninfo da turma e chanceler da universidade.
                Os concluintes serão representados pela oradora oficial Carolinn Albuquerque Lobão e pela juramentista, Giselle da Silva Lobato. A reitora da instituição, Marília Brasil Xavier, também concede o grau aos formandos. “A Uepa foi criada para atender demandas do Estado. Então, os cursos são criados e expandidos considerando as necessidades das nossas regiões de integração para o desenvolvimento do Pará. Está muito clara a necessidade de formar profissionais de saúde no nosso Estado e existem dados que evidenciam que a fixação desses profissionais no interior acontece mais facilmente quando têm identificação e são oriundos dessas regiões. Só assim conseguiremos reduzir indicadores de saúde insatisfatórios do nosso Estado”, afirma a reitora.
“Nós estamos contentes que a Uepa está lançando profissionais no mercado, como prometeu, e eles vão ficar aqui na região. Isso consolida o propósito do curso e já vai diminuir a carência de médicos nos municípios do oeste do Estado. É muito importante para a universidade, que mostra o seu papel social”, ressalta a coordenadora do campus da Uepa no município, Rosineide Bentes.
                Implantado há seis anos na região do Tapajós, durante a primeira gestão de Jatene à frente do Governo (2003-2006), este foi o primeiro curso de Medicina a ser interiorizado no Estado. Diferentemente da metodologia aplicada na capital, em Santarém os alunos vivenciam a sala de aula por meio da Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning) - uma espécie de conhecimento por meio da problematização. A PBL dá a liberdade de o aprendizado vir do próprio aluno, que busca conhecimento para discutir em sala de aula. A Uepa é a segunda instituição do Estado e a primeira pública a aplicar o modelo.
                Ao longo da formação acadêmica, os formandos passaram por diversas etapas. Nos quatro primeiros anos desenvolveram a parte teórica do curso, conhecida como "Tutoria", tiveram aulas no Laboratório Morfo-Funcional, conheceram a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras atividades. Nos dois últimos anos fizeram parte do Internato, onde atuaram nos hospitais junto às áreas de Urgência, Emergência, Pediatria, Ginecologia, entre outras.
                A proposta da Uepa é formar um médico que vivencie as diferentes especialidades médicas. Para isso, em Santarém, a formação acontece na grande escola, que é o SUS, e conta com parcerias com o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) Dr. Waldemar Penna, que em 2011 tornou-se polo de Residência Médica e Hospital de Ensino; com a Unidade de Ensino e Assistência em Saúde do Baixo Amazonas (Ueasba), gerenciada pela própria universidade; além das firmadas com o município, por meio das Unidades Básicas de Saúde e do Pronto Socorro Municipal.
                Entretanto, o grande desafio de todos e também a maior preocupação do Governo do Estado, é manter os médicos na região do Tapajós depois de formados. Frente a isso, em 2012, a Uepa e entidades parceiras ofertaram vagas, pela primeira vez, para Residência Médica no oeste do Pará. Já estão em funcionamento nas áreas de Ortopedia, Cirurgia Geral e Saúde da Família. Assim, os concluintes poderão optar por fazer sua especialização médica na região, não precisando ter que ir para outros estados completar sua formação.
                Hoje, a Uepa conta com 180 alunos cursando regularmente a graduação, no Campus XII. No próximo semestre, a graduação chega ao município de Marabá, que também será polo formador da área da saúde. “Não há como negligenciar a importância de Marabá e de toda a região no cenário social e econômico do Estado. É onde há maior fluxo de processos migratórios atraídos pela perspectiva de empregabilidade e desenvolvimento. Isso gera uma maior demanda de serviços de saúde e profissionais qualificados. O polo que está sendo criado ultrapassou a urgência, como chamamos no jargão da saúde, pois envolve não só os serviços, mas também a formação de profissionais na graduação e residências”, explica a reitora Marília Brasil.
                Vinte milhões de reais estão previstos na Agenda Mínima do Governo do Estado para implantação do polo de saúde em Marabá, além do orçamento previsto para a Uepa. A universidade também já elaborou o projeto arquitetônico, o projeto de qualificação dos profissionais locais que serão futuros docentes e o projeto político pedagógico do curso. A Secretaria Estadual de Obras Públicas (Seop) executará a obra. Este ano será realizada, então, a obra física e a qualificação dos docentes, com a previsão de implantação do curso em janeiro e início de aulas em agosto de 2013.

Texto:
Ize Sena-Uepa
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