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quarta-feira, janeiro 12, 2011

ESTADO: SAÚDE

Secretário anuncia diretrizes para
 combater a dengue no Pará

Da Redação
Secretaria de Comunicação


Gente, não reclame das autoridades,
elas estão fazendo sua parte. O que não
pode é ficar um prefeito ou um governo
dentro de cada casa do belenense
ou do paraense. As informações estão ai,
não diga que está leigo no assunto.
Se esse mosquito te pegar, você tá ferrado.
"Enquanto a vacina não vem, a melhor solução é a prevenção, que depende não apenas das ações do poder público, mas sim da atitude de todos os cidadãos, pois 70% dos criadouros estão nas casas", destacou nesta segunda-feira (10), o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, ao anunciar, em entrevista coletiva, as principais diretrizes para o combate à dengue em 2011. Na ocasião, o secretário disse que já foi confirmado o 1º caso de dengue tipo 4 no Pará. 
Hélio Franco ressaltou que só haverá controle definitivo da dengue no Brasil com uma vacina eficaz, e convocou a população para uma "guerra" contra o mosquito transmissor da dengue, que pode se proliferar em qualquer local com água parada, como ocorre em casas abandonadas em bairros nobres de Belém.
De acordo com o secretário, durante o período chuvoso qualquer pessoa que tenha febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e prostração deve ser tratada como caso de dengue, cujo remédio principal é hidratação. "A hidratação com água, suco, água de coco ou soro caseiro evita o agravamento da doença", garantiu ele. "Quem faz hidratação dificilmente vai a óbito, porque a complicação ocorre quando a parte líquida do sangue sai dos vasos sanguíneos para outras partes do corpo, como pulmão, coração e abdome, daí a importância da hidratação", explicou. E esclareceu que se a pessoa tiver outra doença, a hidratação não fará mal algum.


Hélio Franco (ao centro) apresentou o
 Plano de Combate ao mosquito
 Aedes aegypti para o Estado
Estratégias - Sobre as diretrizes de controle da dengue, Hélio Franco informou que as estratégias do Plano Estadual de Controle da Dengue estão divididas em quatro áreas: Vigilância Epidemiológica, Rede Assistencial, Controle Vetorial e Mobilização Social.
Na área de Vigilância Epidemiológica, as principais ações são a avaliação epidemiológica dos municípios, investigação dos casos graves e óbitos, e garantia de diagnóstico específico, com a realização de exames sorológicos e isolamento viral pelos laboratórios de referência.
Em relação à Rede Assistencial, as ações principais são promover a organização da rede assistencial nos 143 municípios para prevenção, suspeição, diagnóstico e manejo clínico de casos de dengue, e avaliar a organização e o funcionamento da rede assistencial dos municípios, para prevenção e atendimento.
Já a principal ação na área de Controle Vetorial é realizar o bloqueio do vetor em tempo oportuno, a partir das informações dos casos da doença, geradas pela vigilância epidemiológica. Por fim vem a Mobilização Social, que visa envolver a sociedade no combate à dengue no Estado.
Segundo Hélio Franco, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já está trabalhando com os 143 municípios, priorizando os 32 classificados como de risco muito alto para dengue, conforme a metodologia do Ministério da Saúde, que considera a incidência de casos de dengue em anos anteriores; índices de infestação por Aedes aegypti; monitoramento da circulação viral em anos anteriores; cobertura de abastecimento regular de água e coleta de lixo, e densidade populacional.
Conforme dados do Departamento de Controle de Endemias, em 2010 o Pará registrou 9.089 casos confirmados de dengue, contra 5.455 em 2009. Também registrou 18 óbitos em 2010, três a mais que no ano anterior. A metade dos óbitos ocorreu em Belém.
Os municípios com maior número de casos são Belém, com 2.149, que corresponde a 23,6% dos casos confirmados; Altamira, com 1.318 (14,5%) e Ananindeua com 587 casos (6,4%). No entanto, o município com maior incidência por 100 mil habitantes (4.199/100 mil hab) é Santarém Novo (no nordeste paraense), com 73 registros de dengue, exatamente onde foi confirmado o primeiro caso de dengue tipo 4.
Investigação - O secretário anunciou, também, a confirmação pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), no último dia 7, do primeiro caso de dengue tipo 4 do Pará. O paciente é um homem de 65 anos, morador de Santarém Novo, atendido no Hospital Regional de Salinópolis, em novembro. A Sespa fará a investigação epidemiológica para saber se o caso é autóctone - se o paciente foi infectado no próprio Estado -, e adotará outras medidas de controle.
Sobre a entrada do novo tipo de dengue no Pará, Hélio Franco informou que o fato é preocupante porque a maioria da população está suscetível, pelo fato de ainda não ter tido contato com o vírus. "Quem já entrou em contato com o vírus da dengue tipo 1, 2 e 3, que já circulam há muito tempo pelo Pará, já está vacinado contra eles, o que não ocorre com o tipo 4, aumentando os riscos de epidemia, pela facilidade de ele se espalhar entre a população", explicou.
O secretário assegurou que os sintomas de dengue tipo 4 são semelhantes aos dos demais, daí a necessidade de acabar com os possíveis criadouros do mosquito, para que menos pessoas corram risco de se infectar.
Durante a entrevista, Hélio Franco estava acompanhado pela coordenadora de Vigilância à Saúde, Rosiana Nobre; pelo diretor do Departamento de Controle de Endemias, Amiraldo Pinheiro, e pela coordenadora estadual de Controle da Dengue, Carla Garcia.
Roberta Vilanova – Sespa

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