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terça-feira, março 08, 2011

Campanha da Fraternidade de 2011

A Campanha da Fraternidade de 2011 é um evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cujo tema é Fraternidade e a Vida no Planeta, e que terá como lema um versículo da Epístola de Paulo aos Romanos: A criação geme em dores de parto, adotando como tema e lema da Campanha, “Fraternidade e a vida no planeta” e “A criação geme em dores de parto”, respectivamente. A exemplo das campanhas anteriores, o evento terá início na quarta-feira de cinzas e se estenderá por todo o período da quaresma.
Objetivo Geral: O objetivo geral dessa campanha é contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.
O tema e o lema acima descritos irão sem dúvidas possibilitar inúmeras reflexões e discussões acerca dos problemas que afligem à natureza tão maltratada ao longo dos anos e na medida em que o Brasil vem atingindo um nível maior de “progresso”.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
As discussões contribuirão para criar uma maior consciência na sociedade civil da co-responsabilidade de todos, no trato da proteção e preservação da fauna e da flora, postas a serviço de todos os racionais, aos quais cabe tal missão conferida por Deus.
Oração da CF 2011: Senhor Deus, nosso Pai e Criador. A beleza do universo revela a vossa grandeza, a sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas, e o eterno amor que tendes por todos nós. Pecadores que somos não respeitamos a vossa obra, e o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça. A beleza está sendo mudada em devastação, e a morte mostra a sua presença no nosso planeta. Que nesta quaresma nos convertamos e vejamos que a criação geme em dores de parto, para que possa renascer segundo o vosso plano de amor, por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes. E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida, também nós, movidos pelos princípios do Evangelho, possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor, o ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo. Amém.
Hino da CF 2011

1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)
Nossa mãe terra, Senhor,

Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos…
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro…
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!

6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!

Mudanças climáticas: O meio ambiente tem se tornado, aos poucos, uma das maiores preocupações da humanidade, senão a maior. Vários elementos contribuem para isso – por exemplo, o número crescente de doenças causadas pelos mais diferentes tipos de poluição: do ar, da terra, da água, sonora ou visual. Mas um dos elementos que mais têm chamado a atenção de todos é a questão das mudanças relacionadas com o clima.
De fato. Percebemos algo diferente desde finais da década de 60 do século passado. As estações do ano, antigamente bem definidas, passam a sofrer forte influência das assim cha­madas frentes frias e ondas de calor.
O período, o ritmo e a quantidade de chuvas já não são os mesmos. Temos períodos de estiagem cada vez mais prolongados e chuvas ora muito vio­lentas, ora em quantidade insuficiente. Cai granizo onde isso não acontecia. A velocidade dos ventos aumenta de forma considerável, gerando tornados e furacões, também no Brasil, o que é uma novidade.
As consequências dessas mudanças são vistas por todos: secas, inundações, deslizamentos, alagamentos — que ceifam vidas, deixam desabri­gados, destroem a economia, trazem doenças, geram medo e apreensão.
É por isso que a Campanha da Fra­ternidade de 2011 tem como tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” è como lema: “A criação geme em dores de parto”. A questão das mudanças climáticas não pode ser vista simplesmente na perspectiva da meteorologia, da economia, da sociologia, da física ou da biologia. Tem de ser vista pelo cristão como um problema de fé. A fé deve iluminar esses fatos para transfor­má-los em sinais dos tempos e apelos à evangelização, gerando conversão e melhor configuração a Cristo.

Pé. José Adalberto Vanzella
(Secretário-executivo do R. Nordeste 5)
No princípio era tudo belo: Deus, à medida que criava o mundo, via que este era bom (Gn 1,10.12.18.21.25). E a narrativa da criação conclui: “E Deus viu tudo quanto havia feito e achou que era muito bom” (Gn 1,31).
Sem deturpar o sentido bíblico, podemos acrescentar que “tudo era muito belo”. O texto bíblico desmancha-se em literatura para descrever-nos a beleza do ato criador de Deus.
Mal interpretada durante longo tempo como se fosse uma descrição científica da criação, a narração bíblica havia perdido toda a sua poesia. Hoje sabemos que se trata de belíssimo hino de louvor à grandeza de Deus, repleto de símbolos e alusões cujo significado se faz relevante e atual.
No centro da passagem bíblica não está a operosidade de Deus, mas o descanso sabático, que o judeu já cultivava e que no texto recebe belíssimo fundamento no próprio Deus. Tudo está a dizer-nos que a maravilha da criação existe, num primeiro momento, para ser con­templada, rezada em forma de louvação.
Brotou do gesto de um Deus que sai de seu mistério silencioso e eterno para derramar fora de si todas as coisas. Os salmos captaram melhor tal significado. Todo o Salmo 136(135) canta as maravilhas de Deus porque ele é bom, a começar pela criação: “Fez os céus com sa­bedoria, porque eterno é seu amor!”
O paraíso terrestre transformou-se hoje para nós num lugar de sau­dade e de esperança. Éramos felizes num mundo de contemplação e não sabíamos. Hoje sonhamos de novo com a harmonia primordial depois de tantas quebras. Soa-nos forte o hino de são Francisco.
Fonte: Home: Crescer rumo à maturidade em Cristo

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