Ações definidas no Plano Estadual de Nefrologia serão implantadas pela Câmara Técnica de Nefrologia para suprir as carências no atendimento de pacientes com insuficiência renal crônica, que dependem do tratamento de hemodiálise.
O Plano Estadual de Nefrologia prevê o funcionamento de 187 máquinas de hemodiálise, para atender mais 1.122 pacientes em todo o Estado. No Pará, atualmente esse serviço está disponível em oito municípios, atendendo 1.522 pacientes em 272 máquinas.
A necessidade é de 36 unidades de atendimento e 484 máquinas. "Existem 1.522 pacientes em diálise no Estado e 273 na fila de espera", informou a coordenadora da Câmara Técnica de Nefrologia e secretária adjunta de Saúde Pública, Rosemary Góes.
A expansão do serviço de hemodiálise será dada em todo o Estado. Na capital, o prédio do Hospital da Polícia Militar, no bairro do Umarizal, em Belém, será utilizado pelo governo do Estado para atender pacientes renais crônicos. Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, deverão ser instaladas no hospital de 20 a 30 máquinas para hemodiálise, beneficiando 190 pacientes que precisam fazer esse tratamento três vezes por semana.
Bragança - Já no interior, a ampliação começará no município de Bragança, nordeste do Pará. Segundo a secretária adjunta, um convênio já firmado com o Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria colocará em funcionamento as 10 máquinas de hemodiálise disponíveis na instituição. Os equipamentos, que têm capacidade para atender 60 pacientes, estavam parados há dois anos.
Para oferecer o tratamento, o Hospital de Bragança receberá da Sespa, inicialmente, R$ 750 mil, que serão repassados em três parcelas.
O Hospital Regional do Oeste do Pará, no município de Santarém, também repassará três máquinas para o Hospital Regional do Araguaia, em Redenção, e mais duas para o Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira. Essas cinco máquinas também estavam sem uso.
O Plano prevê, ainda, a implantação de um Centro de Referência em Nefrologia integrado ao Hospital Ophir Loyola (HOL), que desenvolverá atividades desde a prevenção até o transplante de rim.
Os recursos para o tratamento de hemodiálise são repassados aos municípios pelo Ministério da Saúde. É um tratamento caro e doloroso, que só deixa de ser obrigatório após o transplante.
Hoje, o Estado está arcando com parte desse pagamento, porque o Ministério da Saúde, nos últimos três anos, deixou de habilitar unidades de tratamento. O governo estadual paga cerca de R$ 15 milhões por ano para custear o tratamento de hemodiálise.
Rotina dolorosa - A rotina dos pacientes que dependem do tratamento de hemodiálise (filtragem e depuração do sangue feita mecanicamente) é exaustiva. Eles precisam fazer o procedimento pelo menos três vezes por semana, com duração de quatro horas cada sessão. Os locais em que são instaladas as máquinas de hemodiálise precisam contar com uma retaguarda hospitalar, inclusive de UTI.
Para a presidente da Sociedade Paraense de Nefrologia, Maria de Jesus Freitas, a insuficiência renal é uma epidemia mundial, que aflige inclusive os Estados Unidos e o Japão, o que muda a realidade do seu enfrentamento. "Daí a necessidade de abertura urgente de novos serviços", disse ela.
A seguir, quadro do atendimento a doentes renais em oito municípios do Pará:
MUNICÍPIOS SERVIÇOS MÁQUINAS PACIENTES
Altamira 01 07 42
Ananindeua 01 17 102
Belém 08 08 146
Castanhal 01 23 138
Marabá 01 25 150
Marituba 01 22 132
Redenção 01 10 60
Santarém 02 22 132
TOTAL 16 272 1.522
Bruna Campos – Secom
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