(Foto: Tiago Queiroz/AE)
Uma pesquisa divulgada pelo Ibope no último dia 3 de março constatou que apenas 49% das mulheres brasileiras, com 18 anos ou mais, usam preservativo em novos relacionamentos. Em 2001, o índice era de 60%. O levantamento foi realizado entre agosto de 2009 e julho de 2010, com 18.884 pessoas, entre homens e mulheres, e o resultado representa uma média nacional.
Para o psiquiatra e coordenador do Departamento de Transtorno de Identidade e Orientação Sexual da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Alexandre Saadeh, o resultado “é bem pouco, frente a essas questões de DST [Doenças Sexualmente Transmissíveis], HIV e gravidez”, diz. “Isso significa que as mulheres estão se cuidando muito menos do que deveriam”, completa.
O psiquiatra acredita que esse resultado se deve ao fato de muitas mulheres se submeterem aos desejos dos homens. É claro que "há muitas mulheres que, se não tem camisinha, não tem sexo”, explica. No entanto, o fato do “homem fazer pressão para transar sem camisinha sempre vai ter. O que surpreende é o fato das mulheres se submeterem a isso”, diz.
Aids: Outro fator que pode levar à diminuição do uso de preservativo é que as pessoas têm menos medo da Aids. “O advento do coquetel, o fato de tomar o medicamento, ou ainda fazer uma aplicação mais aguda, e a possibilidade de sobrevida maior”, levam as pessoas a ignorarem o uso. “É um mito achar que se tomar o coquetel agudo que vai zerar o risco, não zera para todo mundo, criam-se muitas lendas e mitos e as pessoas transam sem preservativo por isso”, alerta o psiquiatra.
Recentemente, o MS (Ministério da Saúde) divulgou o Boletim Epidemiológico 2010 que aponta que há mais mulheres com Aids do que homens na faixa entre 13 e 19 anos: oito casos em meninos para cada dez em meninas. “Parece uma tendência. Essa geração mais nova que não viveu o auge da epidemia usa menos. É um descuido”, avalia Saadeh.
Para ele, não é possível traçar um perfil nacional, mas o fato de muitas mulheres não usarem camisinha também é cultural. “Muitas ainda têm vergonha de andar com preservativo, é como se fosse promiscuidade. Há um grande número de mulheres que ainda acredita que ter o preservativo é função do homem”, afirma o sexólogo.
Meninos X Meninas: Apesar de não se saber ao certo as causas, é comprovado que as mulheres estão se cuidando menos. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a PCAP – 2008 (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira) mostra que, entre jovens de 15 a 24 anos, as meninas estão mais vulneráveis ao HIV.
Em todas as situações, os meninos usam mais preservativo do que elas. Na última relação sexual com parceiro casual, o percentual de uso da camisinha entre as meninas é consideravelmente mais baixo (49,7%) do que entre os meninos (76,8%). Quando o relacionamento se torna fixo, apenas 25,1% delas utilizam a camisinha com regularidade; entre eles, o percentual é de 36,4%, diz o levantamento.
O MS explica ainda que a camisinha é o método mais eficaz para prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis, como Aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada.
(eBand)

Um comentário:
Olá blogueiro!
A melhor prevenção é a informação e usando a camisinha, todos curtem melhor a vida e sem preocupação. Homens e mulheres, de qualquer idade, orientação sexual ou classe social são vulneráveis ao vírus HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Obrigado por divulgar informações e conscientizar mais pessoas sobre as formas de contágio e prevenção de DSTs. A camisinha é segura e a maior aliada nesse combate. Ela é distribuída gratuitamente na rede pública de saúde.
Curta a vida. Sexo, só se for com camisinha, senão não dá! Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre!
Para mais informações: http://www.camisinhaeuvou.com.br/, http://www.aids.gov.br ou http://www.formspring.me/minsaude
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Atenciosamente,
Ministério da Saúde.
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