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sábado, março 12, 2011

O Bole Bole fez não só o Rancho se Amofiná, mas também a comunidade Jurunense

Até diretores que nçaoconheciam o Rei
Momo, que residia no Jurunas,
chegou a ser barrado em adminisração
passadas. Se participasse das ações
do Rancho, evitaria esta gafe
Acredite o blog do CORREIO JURUNENSE realizou uma enquete de uma semana querendo saber da comunidade, se o Rancho fez falta ou não no Carnaval de 2011. Chegamos a solicitar em matéria, para que a comunidade votasse e apenas quatro mais cessantes do blog votaram, totalizando cinco votos de um universo de 100.
Com este resultado, só podemos pensar que realmente o povo jurunense não está mais para o carnaval de Belém, e principalmente pouco se lixando com a sua Escola, o Rancho Não Posso Me Amofiná. Isso já vem sendo sentido há muito tempo pelo presidente do Conselho Deliberativo do Rancho, Luiz Lopes, que sempre batia na mesma tecla que a comunidade já não estava mais de paixões como antigamente com o Rancho.
O próprio ex-presidente Jango Vidal também sentiu esse problema, mas deu uma injeção de ânimo sensacional e em quatro anos apostou no social e com isso, trouxe a comunidade para dentro da Escola, que antes de assumir, já estava afastada. Jango colocou quatorze projetos sociais e mais de três mil pessoas dentro da sede, que antes, também foi totalmente revitalizada.
Jango Vidal também fez algo surpreendente: trouxe para dentro do Rancho a alta sociedade, que tinha medo de até se dirigir ao Jurunas. Jango Vidal trouxe grandes shows e diante de uma segurança excepcional, aonde cada freqüentador que chegava era recebido por seguranças desde a porta de um táxi até a porta do seu carro particular onde estivesse estacionado, até mesmo na Av. Roberto Camelier e adjacências. A mesma segurança se dava na saída.
Mesmo assim, com todas estas ações, Jango Vidal encontrou dificuldades de aproximar a própria comunidade para eventos até mesmo para ajudar os próprios irmãos comunitários que passavam por necessidades. O exemplo mais recente aconteceu na festa de aniversário da Escola, no último dia 31 de janeiro, com um show internacional: Patrick Dimon. Foram feitas divulgações de todas as formas, até mesmo 3 mil convites distribuídos de cortesia. A participação desta mesma comunidade ranchista era de levar dois quilos de alimentos não perecíveis: um quilo de arroz e um quilo de feijão. E a comunidade ranchista e tampouco os diretores da Escola não participaram, com exceção do presidente do CD da Escola, Luiz Lopes e esposa Maria Sapucaia. A festa não deu duzentas pessoas. Olha que este mesmo show realizado na AABB e no Bolero, foi genial.
O Rancho como sempre fazia, ia para a Avenida chic. Impecável! Mas ao longo da história da Escola, pelo que se sabe, a comunidade ranchista em sua maioria ficava ‘filando’ fantasia de graça. Quando recebiam as cortesias, vendiam lá na esquina para quem realmente gostava de desfilar. E assim se desenhou e se montou a história do Rancho, onde até mesmo o seu fundador Raimundo Manito teve que sacrificar a sua família financeiramente. Segundo relatos do seu filho, o dr. Raimundo Manito no último dia 10 de março, data em que deveria estar afixado o edital de convocação para as eleições presidenciais da Escola que vai acontecer no dia 23 de março próximo.
Dizia-me Manito que “o papai por 25 anos colocou o Rancho na Avenida, e durante o ano inteiro passava pagando de seus próprios bolsos as contas que ficavam do desfile. Na hora de prestar contas os diretores sumiam pelas tangentes, mas quando se aproximava o outro carnaval, lá estavam eles novamente arrotando ‘sou diretor do Rancho’, e aí por diante. Tudo isso não mudou, mas como diz o ditado: “O costume do cachimbo deixa a boca torta”, o Rancho também não mudou. Cresceu, chegou aos 77 anos, mas com uma comunidade que nada teve pra se beneficiar a não ser saber se seria ou não campeão do carnaval.
Mas chegou a necessidade de se fazer algo pela comunidade e Jango Vidal assumiu esse papel e deu certo. O Rancho hoje é comunitário, mesmo sendo carnavalesco. A responsabilidade social deve e tem que ser amadurecida pelos próximos presidentes. O papel social é a única forma de colar a comunidade ranchista na sede. O papel social é importante em todos os segmentos da sociedade e em especialmente nos seios das Escolas. O Rancho se sentiu prejudicado pelas falcatruas dos bastidores do samba. Faltaram diretores de peso para encarar os concorrentes. Mas não, esses diretores que só sabem chegar à Escola, quando o Rancho está todo esquematizado para ir à Avenida e mesmo assim, ainda pecam e feio, fazendo com que a Escola perca pontos valiosos na apuração e depois não assumem seus erros.
A comunidade ranchista diante de fatos que não lhes deram também responsabilidades de amar realmente sua Escola acabou por nem sentir quando o Rancho pela primeira vez se amofinou. E consequentemente, amofinou o carisma de grandes baluartes pela Escola. Resta agora esperar o que vem por ai com a nova direção do Rancho, pelo menos de continuidade, apenas o Conselho Deliberativo. Agora uma coisa é certa: o novo comando do Rancho começará com o pé direito e dinheiro em caixa. Só não dará continuidade a tudo que Jango Vidal plantou se não tiver capacidade, criatividade, carisma com a comunidade e credibilidade acima de tudo, principalmente com a sociedade belenense que também passou a respeitar as cores ranchistas.

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