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segunda-feira, março 07, 2011

Participantes do Rally Ilhas do Sol detalham rotina a bordo de um veleiro


Da Redação Agência Pará de Notícias

Alain Plenier é proprietário do veleiro Naomi II e participa pela primeira vez do Rally Ilhas do Sol (Rallye Iles Du Soleil), ao lado da paulista Amina, que conheceu no Rio de Janeiro. Casados há quatro anos, eles moram na França, mas o espírito aventureiro é o que inspira o simpático casal a sair pelo mundo conhecendo lugares pitorescos. "A gente sabe que vai ser uma aventura e não temos ideia do que nos espera", revela Alain.

Eles toparam mostrar o interior do veleiro, que é a sua segunda casa. Dentro dele há tudo o que uma residência pode ter: sala, quarto de casal, banheiro, cozinha, quarto de hóspedes, além da mesa de comando do veleiro. Cada espaço é bem aproveitado.
De repente uma mesa pode surgir a partir de um balcão. Armários também podem estar escondidos em qualquer lugar, como a despensa de alimentos que fica atrás do encosto do sofá. Uma embarcação semelhante pode custar cerca de 320 mil euros, mais de R$ 1 milhão. Calcula-se que a manutenção anual dessa embarcação seja de 10% do seu valor de custo, incluindo o seguro.
Alain explica que durante o roteiro de viagem dois tipos de rotinas são vividas. Uma é considerada por ele mais preocupante e aconteceu durante a travessia do Atlântico, onde, por diversas vezes, o Naomi II se chocou com as baleias.
 "Mas nada de grave aconteceu. O veleiro não chegou a quebrar, mas isso pode acontecer", disse o velejador. "Temos que fazer um bom planejamento, pois essa travessia do Atlântico dura cerca de duas semanas. Precisamos sair no
 momento apropriado e saber exatamente a direção favorável do vento. E quando passamos pela Zona de Convergência Intertropical (conhecida como ZCIT- área que circunda a Terra, próxima ao equador, onde os ventos originários dos hemisférios norte e sul se encontram), levamos cerca de 15 horas. Outros barcos levaram 15 dias para fazer o mesmo trajeto", lembra.
A outra rotina se dá quando eles estão fundiados em alguma cidade. Alaian explica que na areia é melhor para ancorar. "Esse problema ficou sério em Fortaleza, mas aqui em Soure, não. Aqui o que preocupa é a correnteza do rio, isso inspira cuidado", declara. Já em terra, eles aproveitam para abastecer o barco, pois não dá pra ficar sem água, por exemplo. "Na cidade a gente aproveita para se abastecer com alimentos e água e provar as especialidades locais". Amina diz ter provado o tacacá, mas não se agradou do paladar do prato paraense. É ela a responsável pelo abastecimento de água e da alimentação a bordo do veleiro. "Elaboro todo o cardápio", relata.
O veleiro tem também um tanque com capacidade para armazenar 400 litros de água. Os velejadores costumam aparar água da chuva numa piscina infantil inflável para utilizar no banho e para lavar louça. "A eletricidade é outro problema permanente. A cada dois ou três dias é preciso ligar o motor para gerar eletricidade", acrescenta o francês.
Eles se mostram encantados com as belezas naturais de Soure. "A gente adorou a cidade", diz a falante Amina Plenier. Apesar de ser brasileira, não tinha noção do que iria encontrar na terra paraense. Quando são questionados sobre o que mais lhes chamou a atenção em Soure, eles não divergem. "A paisagem, o maguezal, são coisas que não conhecíamos", revelam.
Alain Plenier diz que começou a velejar aos 61 anos, mas sua primeira aquisição foi um barco de cruzeiro. "Com ele fui até Recife e Fernando de Noronha", disse. Ele acrescenta que velejar é uma de suas paixões, a outra é voar. "Já voei muito de asa delta no Rio de Janeiro. Também já fiz esqui aquático, mas tive um acidente que me fez desistir de esquiar", complementa.
O velejador revela, ainda, que durante o tempo que passam no barco eles aproveitam para ler ou jogar. Como precisam estar alertas e vigiar, já que estão suscetíveis a tudo, eles se revezam durante a noite. Cada um dorme três horas por noite e compensam descansando durante o dia. "Temos que vigiar, e de dia se recupera o sono que perdemos à noite", finaliza.

Rosa Borges - Secom

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