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quinta-feira, março 17, 2011

Seop retoma obras paradas

Das cerca de 70 obras sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) herdadas da administração passada, apenas duas estão em pleno andamento. As demais encontram-se paradas, situação esta que preocupa o titular da Seop, Joaquim Passarinho. Ele esclarece que, na maioria dos casos, o motivo para o problema é a falta de dotação orçamentária, o que acabou inviabilizando a execução. A maior parte dessas obras está localizada em Belém e cerca de 22 são executadas por meio de convênio. Os recursos necessários, portanto, não são apenas da esfera estadual; há convênios com empresas, além de verbas do Governo Federal.
O secretário informou que o Governo Jatene tem os seus próprios programas e projetos e visa atender às demandas da sociedade. "Porém, o governador Simão Jatene foi bem explícito: o que foi iniciado com o dinheiro público tem que ser concluído e não pode ser desperdiçado. Logo, nós vamos dar continuidade a todas essas obras avaliando e reavaliando a maneira como elas estavam sendo feitas, se alguma coisa precisa ser alterada, enfim, vamos analisá-las para que tudo seja feito dentro das normas técnicas e possibilidades financeiras do Estado. Mas há uma determinação do governador de concluir todas as obras", revela o secretário.
ONCOLÓGICO: Uma das obras que se encontram paradas é o Centro Oncológico Pediátrico do Hospital Ofir Loyola. Iniciada em abril de 2005, no primeiro governo de Simão Jatene, licitada no valor de mais de R$ 20 milhões, até agora apenas 15,9% dos serviços foram executados, encontrando-se na segunda laje. "Encontramos a obra paralisada e as atividades, segundo consta, se resumem à manutenção do canteiro e à vigilância", contou Passarinho.
Segundo ele, informações do fiscal da obra dão conta de que os atrasos ocorridos, e que deram margem aos sucessivos aditivos e à prorrogação de prazo, tiveram como causa fatores relacionados à mudanças de projeto e atrasos em repasses financeiros.
"A Secretaria de Estado de Saúde já está analisando o projeto à luz do que dizem as normas da Anvisa. Devido ao tempo que se passou, o projeto precisa se adequar às normas de saúde pública. Então, vamos aguardar esta análise da Sespa para vermos qual o encaminhamento a dar à execução da obra", contou Passarinho.
SANTA CASA: O secretário informou ainda que, neste mês de março, a Seop assume a obra da Santa Casa de Misericórdia, que estava sob a coordenação da Secretaria de Governo e da Fundação Santa Casa. "É uma obra de grande porte que passa a ficar sob a responsabilidade da Seop", revelou Passarinho.
Segundo ele, a Secretaria está preparada para receber a demanda de todas as obras do Estado. "Temos uma equipe técnica qualificada, equipamentos para fazer esse acompanhamento. Aliás, a Seop já fez isso antes, prova disso são o Hospital Metropolitano e os outros cinco hospitais regionais, cujas obras foram comandadas pela Secretaria. Por isso, não tem por que o Governo executar obras através de outros órgãos. A Seop é a que está preparada tecnicamente, foi criada com esse objetivo e deve cumprir com seu papel para com o Estado de construir e cuidar das obras públicas", finalizou Passarinho.
Ascom/Seop

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