A Coordenação Estadual de Malária, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) continua promovendo Oficinas de avaliação do Programa de Controle da Malária no Pará, para que profissionais que atuam no combate e controle da doença no interior do Estado possam discutir os avanços e os pontos a serem melhorados, visando ampliar ainda mais os atendimentos e ações nas áreas de cobertura estadual.
O município de Santarém já recebeu uma das oficinas. Nesta terça (26) e quarta-feira (27) serão realizadas outras duas, a partir das 8 horas, no Hotel Itaoca, localizado na avenida Presidentes Vargas, centro comercial de Belém, com avaliações direcionadas aos municípios do nordeste e sudeste do Estado e da Ilha do Marajó.
Essas ações técnicas envolvem não somente os profissionais que atuam diretamente na gestão dos problemas no municípios endêmicos, como também os dirigentes das Regionais de Saúde às quais estão vinculados. O secretário de estado de Saúde Pública, Hélio Franco, e o coordenador estadual de controle da malária, Bernardo Cardoso, estarão a frente das oficinas, que se estenderão por todo o dia.
Nos dois dias de atividades serão apresentados os municípios sobre Vigilância Entomológica e Controle de Vetores e também assuntos relativos à saúde indígena, como as dificuldades encontradas em relação ao controle da malária nessas áreas.
Malária - A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada do mosquito Anopheles, especificamente da fêmea infectada. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.
As cidades de Anajás e Oeiras do Pará, ambas na Ilha do Marajó, receberão uma "força-tarefa" de combate à malária. Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só em Oeiras do Pará, cidade que tem 38 mil habitantes, foram registrados 12 mil casos da doença até novembro do ano passado.
As principais orientações para as pessoas que vivem nas áreas de risco é utilizar telas em portas e janelas, mosquiteiros, e também evitar banhos de rio à noite, horário de maior atividade do mosquito.
Áreas endêmicas - Os municípios das regiões nordeste e sudeste incluídos no Programa de Controle da Malária são: Breu Branco, Cachoeira do Piriá, Goianésia do Pará, Ipixuna do Pará, Marabá, Moju, Paragominas, Tucuruí e Vizeu. Os da Ilha do Marajó são: Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cametá, Chaves, Curralinho, Oeiras do Pará, Ponta de Pedras, Portel e São Sebastião da Boa Vista.
Demétrio Beltrão - Ascom Sespa
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