O Sistema Nacional de Emprego (Sine) é um canal rápido e acessível para o encaminhamento de profissionais ao mercado de trabalho. Até esta quarta-feira, 20, a capital paraense registrava 256 vagas nos setores de serviços, comércio, construção civil e indústria. Coordenado no Pará pelo Governo do Estado, o Sine atualiza diariamente a oferta de empregos na capital e mais 53 postos espalhados por municípios do interior.
De acordo com Carlos Jessé, diretor da Casa do Trabalhador, principal unidade do Sine na capital, o convênio estabelecido entre o Governo do Estado e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atende a demanda de centenas de instituições e empresas de todo o Pará, que buscam por mão de obra qualificada. “Nós fazemos o cadastro dos candidatos e, conforme a necessidade do mercado, também promovemos cursos de capacitação a fim de qualificar a mão de obra requerida”, explica Jessé.
O coordenador diz que os interessados podem procurar qualquer unidade do Sine munidos de documentos pessoais originais, além da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e documentos de qualificação, como currículo e certificados de cursos. De posse dos documentos, o candidato deve preencher um cadastro mencionando as intenções de trabalho. De acordo com as vagas que surgem e a qualificação do profissional, o sistema seleciona aleatoriamente candidatos que correspondam aos pré-requisitos necessários.
“O sistema faz automaticamente a seleção dos candidatos, logo entramos em contato com ele para que se apresente na empresa que está disponibilizando o emprego. A efetivação dependerá da sua qualificação e das intenções da contratante”, ressalta o coordenador.
O porteiro Márcio Araújo, 28 anos, estava desempregado há sete meses, até que há menos de um mês conseguiu o emprego em uma concessionária de automóveis. “Eu fiquei sabendo da seleção dessa empresa, que seria feita pelo Sine. Fui à Casa do Trabalhador, fiz o meu cadastro e em menos de uma semana já estava participando da seleção interna da empresa. Pouco tempo depois fui contratado”, conta Márcio. Segundo ele, não fosse o Sine ele provavelmente ainda estaria desempregado: “Eu não conhecia esse serviço. Se soubesse disso há mais tempo, com certeza teria feito logo o meu cadastro no sistema e não teria ficado tanto tempo desempregado. É tudo muito organizado e rápido”.
Assim como Márcio, Dioene Barbosa, 30 anos, que é deficiente físico, também conseguiu uma vaga de trabalho por meio do Sine. Ele é auxiliar administrativo em uma faculdade, no centro da capital. Este já é o oitavo emprego que Dioene consegue com a ajuda do sistema, onde possui cadastro desde 2004. “Pensei que seria difícil me empregar por conta da minha deficiência (no joelho), mas sempre encontro uma oportunidade de trabalho”, comemora o auxiliar.
Carlos Jessé explica que o sistema possui, em média, cerca de 20 vagas mensais para deficientes físicos. Dessas, pelo menos 15 são preenchidas pelos candidatos. O coordenador assegura que todo mês sobram vagas para esses profissionais. “Há muitas empresas que alegam não ter estrutura para os portadores de necessidades especiais e acabam empregando apenas o que é exigido por Lei. Os surdos são os que geralmente conseguem se efetivar no mercado, principalmente no comércio”, esclarece.
Para combater a resistência das empresas, o Governo, por meio do Sine, busca sensibilizar a conscientizar as instituições de que os profissionais são capacitados para realizar diversas funções. Paralelo a isso, também busca desenvolver nesses profissionais o interesse pela qualificação, que às vezes fica abaixo do nível exigido pelos empregadores.
Pará tem saldo positivo de empregos em junho
O mês de junho de 2011 é considerado o melhor na geração de empregos no Pará nos últimos três anos. O Estado teve um saldo positivo de 14% em relação aos mesmos meses dos anos anteriores. Esse número é revelado na nova pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, sobre a trajetória do emprego formal no Brasil. O relatório faz parte do projeto Observatório do Trabalho do Estado do Pará, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará).
Em comparação com os outros Estados do Norte, o Pará ficou em segundo lugar entre os que apresentaram maior quantidade de novos postos de trabalho. Foram criados 4.202 empregos celetistas – crescimento de 0,65% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. É o terceiro melhor resultado do período, influenciado pelo crescimento do emprego nos setores da construção civil (988 postos), serviços (932 postos), indústria de transformação (654 postos) e comércio (416 postos). Em seguida vem os Estados de Rondônia (1.107 postos), Acre (939 postos), Amapá (652 postos) e Tocantins (171 postos). A exceção é Roraima, que apresentou queda de 22 postos de trabalho em junho deste ano.
Em todo o Pará foram feitas 30.005 admissões contra 25.803 desligamentos – saldo positivo de 4.202 postos de trabalho (14%) contra 3.393 em junho do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve também um saldo positivo de empregos formais no Estado: foram 345.943 admissões contra 299.401 desligamentos, o que corresponde a um saldo positivo de 45.542 postos de trabalho e crescimento no emprego formal de 7,62%.
Serviço:
Postos do Sine em Belém:
Casa do Trabalhador – Avenida Magalhães Barata, 53 – Nazaré
Marambaia – Conjunto Cohab, Gleba I, Travessa WE 2, nº 451
Estação Cidadania Jurunas – Travessa São Silvestre, esquina da Rua Tupinambás
Estação Cidadania Guamá - Avenida José Bonifácio com Avenida Barão de Igarapé-Miri
Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC) - Av. Almirante Barroso, 1765 – Marco
Mais informações disponíveis no site da Secretaria de Estado de Emprego, Trabalho e Renda (Seter) - http://www.seter.pa.gov.br/
Thiago Melo (Secom) / Rusele Mendes (Ascom/Seter)




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