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quarta-feira, setembro 19, 2012

Presos envolvidos em homicídio motivado por briga de torcidas


A Divisão de Homicídios da Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (18) os presos João Otávio Franco Araújo, 18 anos, de apelido “Tavinho”; Leonardo Amorim Lima, 33, de apelido “Léo”, e Fábio Maciel Farias, 27. Além deles, também está presa Raíssa Helena Cordeiro Ribeiro, 24, já recolhida no Centro de Reeducação Feminino, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Eles são indiciados sob acusação da autoria de duplo homicídio, em crime motivado pela rivalidade entre membros de torcidas organizadas de Remo e Paysandu.
As vítimas foram Venilson Nascimento de Andrade Júnior e Carlos Rodrigo Nascimento Pereira, de apelido “Curica”. O crime aconteceu em 24 de junho deste ano, por volta de 21h50, na área do canal da travessa Quintino Bocaiúva, bairro da Cremação. Leonardo foi preso domingo passado, às 14 horas, em frente ao Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE), onde assistiria ao jogo entre Fortaleza e Paysandu, pelo campeonato brasileiro da Série C.
Todos já estavam com prisão decretada pela Justiça por envolvimento no duplo homicídio. Fábio Farias foi preso em casa, na rua dos Tamoios com Bom Jardim, no bairro do Jurunas, na sexta-feira passada. À noite, João Otávio e Raíssa foram presos no interior de um ônibus da torcida do Paysandu, que seguia em comboio para Fortaleza, com o objetivo de torcer pelo clube.
Os veículos foram interceptados na barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na rodovia BR-316, durante operação que envolveu policiais civis da Divisão de Homicídios e do Grupo de Pronto-Emprego, com apoio de policiais militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam). Durante as apresentações dos presos, os delegados Gilvandro Furtado, diretor da divisão, e Eduardo Rollo, presidente do inquérito, deram detalhes do caso.
As investigações evidenciaram que, dias antes do crime, “Tavinho” foi vítima de tentativa de homicídio, que teria sido cometido por “Curica”, na época o presidente da Torcida Remoçada. “Tavinho” era membro de uma facção da torcida Terror Bicolor, do Paysandu, de nome “Bonde da Caveira”, que atua nos bairros de Batista Campos, Jurunas, Condor, Cremação, Nazaré e Cidade Velha. O crime não foi comunicado à polícia, por meio de boletim de ocorrência.
“Tavinho” contou o fato a “Léo”, que era chefe do “Bonde da Caveira”. Os dois, juntamente com Fábio e Raíssa, planejaram a vingança. Uma quinta pessoa pode também estar envolvida no crime. No dia do assassinato, o grupo seguiu em um carro Fiat à procura de “Curica”, que estava em frente à casa de Venilson, junto com outras pessoas, no canal da Quintino. No local, duas pessoas desceram do carro e atiraram contra “Curica” e Venilson.
Carlos Rodrigo morreu no local, enquanto Venilson ainda chegou a ser levado com vida ao Pronto-Socorro Municipal do Umarizal, onde morreu. Durante as investigações, testemunhas reconheceram “Tavinho”, como um dos envolvidos no crime. Ainda de acordo com os relatos, o carro usado no crime pertencia a “Léo”. Os presos ficarão recolhidos na Central de Triagem, do Sistema Penitenciário do Estado, à disposição da Justiça.
Segundo o delegado Eduardo Rollo, “Léo” é apontado também como autor da morte de Liam Cléber Araújo Nobre, de apelido “Carioca”, em 31 de julho deste ano, na avenida Duque de Caxias com travessa Pirajá, na Pedreira. A vítima foi baleada e morreu no dia seguinte, 1º de agosto. Outra pessoa – Patrick William – foi baleada, mas sobreviveu. Na época, Liam era presidente da torcida Remoçada, do Remo.
Segundo as investigações, “Léo” estava em um carro Polo preto, enquanto as vítimas seguiam de moto. O veículo emparelhou com a moto, que passou a ser alvejada a tiros. Patrick reconheceu Leonardo como o autor do crime.

Texto:
Walrimar Santos - Polícia Civil
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