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quinta-feira, janeiro 19, 2012

Ação de saúde combate a leptospirose em Belém



Desde os primeiros dias de 2012, os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizam ações educativas e preventivas em todas as feiras e mercados da cidade. Conversando com consumidores e comerciantes, os profissionais orientam sobre os principais cuidados para evitar a proliferação dos roedores e os riscos de contaminação com a leptospirose.
Na tarde desta quinta-feira (19), técnicos do CCZ, centro vinculado a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), fizeram a desratização das feiras da Pedreira, 25 de Setembro e Bandeira Branca (Marco).
Em 2011, Belém registrou 61 casos de leptospirose, doença que pode ser mortal, se não for diagnosticada precocemente. Transmitida pela urina do rato, começa a apresentar seus primeiros sintomas, cerca de 30 dias após a pessoa ter contato com a urina. Em geral o paciente apresenta febre, dores musculares, principalmente nas pernas e panturrilha.
Mas há casos conhecidos em que pacientes doentes apresentaram sintomas diferentes ou simplesmente não apresentaram sintoma algum, evoluindo posteriormente para formas mais graves da doença. Porém, em 90% dos casos, se tratada de forma adequada, a evolução da doença é benigna.
Os veterinários do CCZ depositaram os raticidas longe do alcance de humanos, mas em locais de fácil acesso aos ratos, como esgotos, valas, buracos próximos ao lixo. Além da disseminação do raticida, os técnicos da sesma orientam os feirantes e comerciantes sobre noções básicas de higiene e cuidados. Após duas semanas, as equipes retornam aos locais visitados, para averiguar se o raticida foi consumido.
O médico veterinário Roberto Brito, que comanda a ação pelo CCZ, esclarece que o veneno provoca hemorragia gradual no roedor, 48 horas após ser ingerido. “Este veneno possui ação prolongada, chegando a durar meses nos locais onde é instalado. É sempre bom ressaltar, que este raticida tem ação sobre ratos, não oferece risco imediato a humanos e não é atrativo a animais como cães e gatos. Mas mesmo assim é sempre bom termos cuidado e evitar contato direto, mas em um possível acidente, a pessoas deve procurar imediatamente um médico e utilizar a vitamina K1, principal antídoto ao veneno, encontrado em alimentos com caroteno, como a cenoura”, afirma Brito.
Ainda em janeiro, a operação de desratização, que já é rotineira no calendário de ações da Sesma, vai atuar nos canais de diversos bairros da capital, complexo do Jurunas, feira de São Brás e feira da Batista Campos. E até o final do ano, a Operação vai vistoriar todos os mercados, feiras e demais logradouros semelhantes em toda a cidade. Cada um destes locais será fiscalizado outras vezes até o final de dezembro de 2012.
Moradora do bairro da Pedreira há 35 anos, dona Angelina Cruz, 58, mora nas imediações da principal feira do bairro e afirma que a presença de ratos no local a deixa assustada. “Sempre vejo ratos circulando próximo a feiras, principalmente na época das chuvas, tenho muito medo de pegar alguma doença, por isso acho muito importantes o trabalhos que os veterinários da Sesma estão fazendo. Mas não basto só isso, tomos temos de fazer nossa parte e ajudar, pois o rato só aparece onde há alimentos pra ele. Temos de preservar e cuidar da higiene e limpeza, dentro e fora de nossas casas. A doença que o rato transmite é muito perigosa”, disse.
Transmissão - O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em  grande número e da proximidade com seres humanos. A bactéria causadora da Leptospirose multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. Eliminada junto com a urina de animais, a bactéria sobrevive no solo úmido ou na água. Não sobrevive em águas com alto teor salino.
A bactéria penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada. Os seres humanos são infectados casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável.

Texto: Fernando Rodrigo Diniz - Ascom Sesma / Fotos: Adriano Magalhães
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