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segunda-feira, março 14, 2011

Emater estimula banana como opção para pecuaristas assentados de São Geraldo

O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São Geraldo do Araguaia, no sudeste do estado, tem ajudado pequenos pecuaristas de assentamentos federais a diversificar a produção por meio do cultivo de banana.
A iniciativa teve início em 2009, com a implantação de quatro unidades de observação de banana nos assentamentos Vale do Mucura I, Lagoa Bonita, Boqueirão e Miguel Gomes da Silva - onde, no total, vivem mais de 600 famílias. Os 400 cultivares utilizados são resistentes a várias doenças, inclusive à sigatoka negra, principal ameaça da cultura. A tecnologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Irrigado e com plantio escalonado, o sistema orientado pela Emater permite safra o ano inteiro, garantindo renda e complemento saudável na alimentação das famílias.
Segundo o engenheiro agrônomo da empresa, Marcus Lacerda, um grande desafio para a inserção da bananicultura como atividade em São Geraldo é a dificuldade de obtenção de financiamento, já que os bancos ainda entendem a banana como "cultura de risco" por causa do histórico de zonas contaminadas pela sigatoka negra na região (o fruto doente não traz males à saúde do consumidor, mas a produtividade da plantação diminui em até 90%).
Outro empecilho, ainda de acordo com Lacerda, é a mentalidade conservadora de alguns agricultores, que hesitam em seguir rigorosamente as recomendações técnicas, às vezes prejudicando a produtividade e a adequação fitossanitária. "Um dos nossos esforços tem sido chegar a um consenso com as famílias, no sentido de provar que os conhecimentos da Emater e dos agricultores não são concorrentes, e sim se aliam, têm ambos respaldo científico", explica.
Para ele, o cultivo de banana pode ser proporcionalmente mais lucrativo do que a tradicional pecuária mista, se considerada a produtividade por hectare: "Em um hectare de pasto, o produtor consegue colocar no máximo três cabeças de gado para conviver funcionalmente; já quanto à banana, temos produtor colhendo mais de uma tonelada por semana, no mesmo tamanho de área, com lucro por ano de cerca de R$ 30 mil, muito mais do que os aproximadamente R$ 5 mil anuais por hectare que a pecuária costuma alcançar", diz.
As unidades de observação de banana nos assentamentos vêm funcionando como vitrine do sucesso da cultura, atraindo o interesse de cada vez mais agricultores familiares. A Emater de São Geraldo inclusive já está negociando com o Banco do Brasil crédito rural no montante de R$ 10 milhões, para suporte de 200 projetos de bananicultura no município, via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Aline Miranda - Ascom Emater

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