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terça-feira, março 15, 2011

Sagri e Sedes serão parceiras em projeto para melhoria da qualidade do açaí



Agência Pará de Notícias
A Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri) e a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes) serão parceiras em amplo programa de melhoria da qualidade do açaí produzido no Pará. O programa envolve desde a melhoria das técnicas de manejo do produto até a implantação e o financiamento de cooperativas que incentivem o aumento da produtividade e da qualidade do fruto. “A melhoria da qualidade do açaí está incluída em uma das prioridades do governo estadual na área agrícola”, informou o titular da Sagri, Hildegardo Nunes ao apresentar o projeto à equipe técnica do órgão, nesta segunda-feira (14).
Além de integrar o Programa Estadual de Qualidade do Açaí, implementado pela Sagri, a iniciativa também faz parte do Convênio de Inclusão Socioprodutiva, coordenado pela Sedes, que prevê investimentos no valor de R$ 20 milhões para fomentar cinco cadeias produtivas no Estado: açaí, pesca, caranguejo, resíduos sólidos reaproveitáveis, cooperativas populares de serviços e pesca para produção de farinha de peixe.
Somente para a melhoria da qualidade do açaí serão investidos cerca de R$ 2,8 milhões, beneficiando 2.500 famílias nas regiões do Marajó, Metropolitana e Tocantins, maiores produtoras do fruto. A prioridade serão as famílias que estejam em situação de vulnerabilidade social e econômica, preferencialmente as cadastradas no programa Bolsa Família.
Uma das metas do programa é assegurar ao açaí paraense um selo de produto orgânico, a fim de destacar o seu diferencial de não receber adubo químico e nem qualquer tipo de inseticida que possa comprometer a qualidade do produto. Uma reunião com a secretária da Sedes, Tetê Santos, será agendada para discutir a operacionalização do programa, previsto para ser implantado ainda neste semestre.

Tânia Monteiro - Ascom Sagri

O Açaí
Praticamente desconhecido até os anos 80,
 o açaí se tornou uma verdadeira febre

O nome desta fruta deriva do tupi “içá-çaí”: fruta que chora. Vem de um antigo mito indígena, sobre uma tribo que enfrentava uma crise de escassez de alimentos. O cacique, desesperado, ordenou que se matassem todos os recém-nascidos, para reduzir a população da aldeia. Um dia, a filha do cacique, Iaçã, deu a luz a uma menina, que também teve que ser sacrificada.
Depois de dias chorando, e pedindo a Tupã que mostrasse uma alternativa a esta medida cruel, Iaçã teve uma visão da filha ao pé de uma palmeira. Quando correu para abraçá-la, a menina desapareceu e a mãe morreu aos pés da árvore.
Na manhã seguinte, quando encontraram seu corpo, a palmeira estava repleta de frutinhas pretas como seus olhos. Este fruto tinha o poder de sanar a fome, e nenhuma outra criança foi sacrificada
Seja qual for a origem do mito (o guaraná e a mandioca possuem histórias semelhantes), o açaí sempre foi parte vital da dieta dos habitantes da floresta, mas permaneceu desconhecido fora dela durante centenas de anos. Seu consumo foi resgatado, mais recentemente, pelos surfistas, e depois veio a febre.
O açaí é um energético natural, rico em vitaminas (principalmente a E, que ajuda na circulação), fibras, fósforo, sais minerais, cálcio, potássio e ferro. Pode ser consumido como bebida, doce, geléia ou sorvete, mas a composição mais conhecida é uma mistura da polpa com xarope de guaraná.
Outras maneiras alternativas de consumir açaí incluem a vodka e mesmo produtos de beleza, que apostam no efeito tonificante da frutinha.
A única desvantagem do deste fruto do açaizeiro é seu alto nível calórico: 250 calorias para cada 100 gramas! Mas consumido com moderação, não há nenhum motivo porque faria qualquer coisa além de bem à saúde.

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