Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Pará (Sindsaúde) estiveram reunidos mais uma vez, na manhã desta terça-feira, 15, com o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, para debater questões como a Gratificação de Desempenho Institucional (GDI), Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), valores de plantões e auxílio-alimentação.
Além de Helio Franco, a Sespa foi representada pela assessora de gabinete Eunice Begot, e o Sindicato, pelos servidores José de Ribamar de Assis, Fernando Moraes, Wallace Saraiva, Maria Helena da Silva Dória, Manoel Gregório Souza e Maria da Conceição Martins.
Ficou acertado que a Sespa vai implantar a nova Comissão Estadual de GDI, formada por três representantes do Estado e três da entidade sindical. O objetivo é uniformizar os critérios de forma de pagamento, para que não haja diferenças entre as instituições de saúde. Também foi decidido que será iniciado o debate sobre o PCCR, a partir de propostas já existentes, inclusive em outros Estados, e apresentadas pelo Sindicato. "Por mais que não seja implantado este ano, vamos iniciar o debate", disse Helio Franco.
Os sindicalistas propuseram que a Sespa faça um estudo sobre a possibilidade de complementar, com recursos próprios, o valor do auxílio-alimentação, como já ocorre em alguns órgãos, e pediu revisão nos valores dos plantões. O secretário de Saúde informou que já está sendo feito um levantamento sobre os valores dos plantões, mas não pôde adiantar nada em relação ao auxilio-alimentação.
Paralisação - Também esteve em debate a paralisação ocorrida nesta terça-feira, 15, na Unidade Especializada Demétrio Medrado, que atende a deficientes físicos e hansenianos. Na ocasião, os servidores reivindicaram o pagamento da GDI e denunciaram a falta de medicamentos, de materiais para curativo, baixa qualidade das órteses e próteses oferecidas aos pacientes e a falta de segurança no ambiente de trabalho.
A maioria dos problemas denunciados já havia sido contornada pela Diretoria Operacional e pela 1ª Regional de Saúde da Sespa, que aliás, tem atendido a todas as reivindicações apresentadas desde o início desta gestão.
Segundo o sindicalista José de Ribamar de Assis, o Sindsaúde tomou conhecimento da intenção dos servidores ontem à tarde, mas, apesar de ter apoiado a iniciativa dos funcionários, garante que se a entidade tivesse participado do processo de discussão entre funcionários e direção da Unidade desde o início, com certeza, teria evitado a paralisação.
Sobre a GDI, a Sespa informa que o pagamento será efetivado ainda nesta terça-feira e que o atraso ocorreu devido à demora no repasse de recursos por parte da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), já que a Gratificação está diretamente ligada à prestação de serviços ao SUS.
No que se refere à falta de medicamentos e materiais para curativo, a Sespa já havia providenciado esses itens, que estão disponíveis. Houve atraso na aquisição porque a Secretaria precisou refazer todo o processo de compra, com a finalidade de reduzir os custos programados pela gestão anterior, que estavam muito elevados.
Em relação à qualidade das órteses e próteses, os equipamentos já haviam sido adquiridos pela gestão passada, porém a administração atual já está trabalhando para adquirir produtos de melhor qualidade a partir da próxima compra.
Finalmente, quanto à questão da segurança na Unidade, a Sespa solicitará apoio da Polícia Militar para reforçar a vigilância na área, já que os vigilantes de empresa privada não podem mais andar armados e esse é um dos pontos que mais preocupa os servidores.
Roberta Vilanova - Ascom/Sespa
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