No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta terça-feira, 31, foi tema de uma campanha realizada pela gerência de Saúde do Trabalhador, da Fundação Santa Casa, com o intuito de chamar a atenção de servidores e usuários para os males causados pelo fumo. Até o final desta semana, os profissionais de saúde percorrerão os departamentos do hospital levando orientações aos funcionários.
“Estamos distribuindo material educativo e repassando informações aos servidores sobre as consequências, em médio e longo prazo, que o hábito de fumar traz ao organismo humano. Sabe-se que o tabagismo está associado a mais de 50 doenças, entre elas vários tipos de câncer, e que também é responsável por um alto índice de mortes no mundo todo. Tudo isto poderia ser evitado com o simples hábito de não fumar” destaca Nelsonita Valente, enfermeira do Trabalho na Santa Casa.
Belinete Lobato Cruz, médica e gerente do complexo ambulatorial da Santa Casa, ministrou palestra sobre os perigos do fumo durante a gravidez que, segundo ela, vão muito além dos prejuízos à saúde materna. Trombose, pressão alta e a propensão (do bebê) ao hábito de fumar são alguns deles. O uso do tabaco é responsável, também, por 20% dos casos de baixo peso dos bebês ao nascer, 80% de partos prematuros e 5% de todos os mortos perinatais. Também está relacionado à rotura prematura de membranas, deslocamento prematuro da placenta, prenhez ectópica, esterilidade (41%) e abortos espontâneos em 10% a 35%.
A médica destaca, ainda, que fumar no período da amamentação torna o bebê um fumante passivo, além de expô-lo à nicotina através do leite materno. A mãe fumante pode ter maior dificuldade para amamentar, já que a nicotina diminui a prolactina, que é um hormônio essencial nesta fase. Como conseqüência, essas crianças ganham peso em menor velocidade, em torno de 40% menos se comparadas a crianças amamentadas por não-fumantes.
Eliana Santos, técnica de Enfermagem, acha que campanhas como esta são importantes e devem ser realizadas sempre que possível. “São informações relevantes que geralmente não chegam a boa parte da população. Sou ex-fumante e sei o quanto é difícil parar. Também é preciso destacar a importância de garantir aos fumantes um tratamento com profissionais habilitados”, conclui.
A campanha também visitou a gerência de Assistência Nutricional, onde trabalha a servidora Jeane Rodrigues. Fumante ativa declarada, ela diz que já tentou parar de fumar muitas vezes e não conseguiu. Após tomar conhecimento sobre o prejuízo que o vício causava ao organismo, ela pediu ajuda e foi encaminhada a um centro de referência do SUS, especializado no combate ao fumo. “Quero parar de fumar e como já tentei algumas vezes e não consegui, preciso de uma ajuda profissional. Só isso vai me fazer parar de fumar de vez”, acredita.
Alessandro Borges - Ascom/Santa Casa
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