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quinta-feira, janeiro 19, 2012

Bebês siameses completam um mês na Santa Casa

                Há um mês a Santa Casa de Misericórdia acolheu os gêmeos Emanuel e Jesus, nascidos no dia 19 de dezembro, no município de Anajás. Seria mais um caso de bebês recém-nascidos precisando dos cuidados especiais oferecidos na Fundação, não fosse pelo fato de dividirem o mesmo corpo. A transferência aconteceu no dia seguinte ao nascimento e, apesar das chances de sobrevivência serem mínimas, eles surpreendem a equipe médica e vem apresentando melhoras a cada dia.
                Rosana Nunes, gerente de enfermagem da neonatologia e que também acompanha o caso, juntamente com uma equipe multiprofissional da maternidade, ressalta que o caso dos bebês exigiu atenção especial desde o primeiro dia em que chegaram ao hospital. Ela afirma que toda a equipe da Santa Casa está se empenhada diariamente para a melhoria do quadro das crianças. “Cada evolução que eles apresentam, por mais simples que seja, é motivo para que a gente comemore. A chance de acontecerem casos como dessas crianças é de uma para cada 100 mil partos. Todos os casos que recebemos são tratados com muita atenção e cuidados especiais. Neste caso a nossa atenção e o nosso cuidado têm sido redobrados, pois se trata de uma questão muito delicada”, diz Rosana.
                Os pais das crianças também têm recebido orientações diariamente dos profissionais da Santa Casa. “Logo que chegaram à maternidade, eles estavam muito confusos. Não entendiam muito bem porque que os filhos haviam nascido desta forma. Mas, depois de receberem informação diariamente da nossa equipe, os pais já entendem e sabem como o processo acontece. Eles são muito atenciosos e carinhosos com os bebês, estão junto com a gente na torcida para que as crianças melhorem, e a mãe recebe orientações específicas para a amamentação”, relata a enfermeira.
                O caso das crianças siamesas não é o primeiro da Santa Casa de Misericórdia. Em 2004 um fato semelhante aconteceu, porém os bebês não resistiram e faleceram com menos de duas semanas de nascidos. A enfermeira Rosana, que também acompanhou o caso à época, afirma que cada situação é diferente da outra. “É como eu falei, uma caixinha de surpresas, difícil prever. Mas, o que podemos afirmar é que mesmo que os bebês cresçam e continuem ganhando peso, eles vão precisar de um acompanhamento ininterrupto para que possam se desenvolver cada vez mais”, finaliza.
                Juliana Bremgartner, uma das pediatras que acompanham o caso, afirma que os bebês siameses estão clinicamente estáveis, tolerando dieta do Banco de Leite Humano da Santa Casa, em permanente acompanhamento com a fonoaudióloga para iniciar transição da dieta para sugar o seio da mãe, e não fazem uso de antibióticos. Estão sendo assistidos por vários especialistas como neonatologistas, cirurgiões pediátricos e torácicos, cardiologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Também já realizaram vários exames de imagens, que colaboraram para uma melhor compreensão da anatomia e fisiologia dos bebês.

Texto:
Alessandro Borges-Santa Casa
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