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quinta-feira, janeiro 05, 2012

Rede pública oferece atendimento especializado a aluno superdotado






Quando se fala em aluno de QI elevado, superdotado ou com altas habilidades, imagina-se um estudante privilegiado e sem necessidade de um acompanhamento diferenciado. A realidade, porém, é outra, e por isso a legislação prevê o respeito à diversidade e à atenção específica na sala de aula.
                O Estado do Pará desenvolve o atendimento especializado ao aluno com Altas Habilidades/ Superdotação desde 1976, no Centro Nacional de Educação Especial, que posteriormente serviu de experiência para a criação das “Salas de Recursos”, em 1981.
                Os resultados desses projetos foram fundamentais para a implantação do Núcleo de Atividades de Alunos com Altas Habilidades/ Superdotação (Naah/S), um programa criado em 2005 pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com as Secretarias de Estado de Educação (Seduc), para identificar, valorizar e desenvolver as capacidades cognitivas, promovendo a inserção efetiva do aluno com altas habilidades/ superdotação no ensino regular, atendendo o aluno, trabalhando com a família e orientando os professores.
                A sede do núcleo fica na escola Vilhena Alves e atende todos os alunos da rede pública estadual e municipal, bem como de escolas particulares. O trabalho é feito pela equipe multidisciplinar que direciona o aluno a desenvolver as habilidades e talentos que têm em aulas extraclasse. O atendimento psicoemocional é um dos pilares do programa, que também investe na capacitação dos professores dos alunos identificados como superdotados e no acompanhamento familiar.
                Várias exposições do trabalho do núcleo são feitas nas escolas para identificar esses alunos. Segundo a coordenadora do serviço, Sandra Bentes, essa identificação é difícil, já que a iniciativa de fazer parte do programa deve partir do indivíduo. “Muitos alunos abandonam a escola e acabam enveredando para caminhos ilícitos mesmo tendo uma capacidade de aprendizado acima da média. Eles perdem o interesse na escola comum, às vezes ficam introspectivos e nem chegam a entrar em uma universidade. Aqui eles recebem todo o acompanhamento e direcionamento de que precisam para desenvolver seus talentos. Os professores regulares são capacitados para atendê-los, mas mesmo assim, temos menos de 100 alunos inscritos no programa”, diz.
                Em 2011 o governo do Estado investiu no desenvolvimento do Naas/ S ampliando de seis para 14 o número de profissionais que trabalham na equipe, e este ano deverá investir na ampliação do espaço físico e interiorização do programa. O coordenador de Educação Especial da Seduc, Edmilson Lima, explica que o espaço físico é um norte para o aluno que precisa de um enriquecimento curricular, mas é o trabalho desenvolvido pela equipe composta por pedagogos, psicólogos, professores de artes visuais, artes cênicas, história, língua portuguesa e inglesa, biologia e matemática, que faz a diferença real na vida do alunado.
“Existe o comprometimento individual para que o aluno não seja uma ovelha desgarrada. A função do programa é ser um facilitador do desenvolvimento e potencial de cada um, pois nem sempre o talento é visível, e é aqui que a equipe envolvida faz toda a diferença”, explica.
                Para a estudante da quarta etapa no Vilhena Alves Josilene Porfílio, o comprometimento dos profissionais do núcleo fez toda a diferença para ela, que estava desmotivada com os estudos. “Eu me sentia infeliz e não conseguia me concentrar nas aulas. Aqui fui acolhida e incentivada no que mais gosto de fazer, que é cantar e compor. Era disso que eu estava precisando, agora estou mais feliz e realizando um sonho”, comenta.
                A aluna Karolynne de Melo, do primeiro ano da escola Deodoro de Mendonça, também destaca a atuação da equipe na continuidade dos estudos, que ela pretendia largar no meio do ano passado. “Aqui é um lar educacional e é essencial receber essa atenção”, completa. Desde que entrou no programa, Karolynne vem desenvolvendo a sua habilidade com a língua portuguesa, mantém um blog de poesia (hiperativasingular.blogspot.com) e até ganhou o primeiro lugar no segundo concurso de redação do Programa Estadual de Educação Fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). “Antes eu me sentia desmotivada e achava que não acreditavam em mim. Se não tivesse entrado no grupo, com certeza já teria parado de estudar e de escrever”, afirma a estudante.
Serviço
                O Núcleo de Atividades de Alunos com Altas Habilidades/ Superdotação fica na escola Vilhena Alves, na avenida Magalhães Barata, esquina com a travessa Três de Maio. Telefones: 3229-5581, 8227-0166 e 8841-1304.

Texto:
Dani Filgueiras-Secom
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