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quinta-feira, janeiro 12, 2012

BELÉM 396 ANOS: Museu Histórico do Pará abre as portas para o grande público






                Um passeio pela história do Pará. Essa é a sensação após uma vista ao Palácio Lauro Sodré, no centro histórico de Belém. O prédio bissecular, que foi palco para alguns dos mais importantes fatos da história política do Estado, como a adesão do Pará à Revolução Constitucionalista do Porto e à Independência do Brasil, atualmente abriga mais de três mil peças do acervo do Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP), um dos mais significativos espaços de preservação de identidade histórica e cultural.
                A partir desse ano o governo do Estado começa a por em prática uma série de projetos para despertar a atenção do público e dos artistas para o espaço, entre a publicação de editais para exposições, a criação de duas novas salas, a volta da feira de antiquário e a reinauguração da capela de Nossa Senhora da Graça de Belém, de onde saiu o primeiro Círio de Nazaré.
                Segundo o diretor do MHEP, Sérgio Melo, uma nova identidade está sendo efetivada, marcada pela aproximação do público com o espaço. “O papel do museu é dar salvaguarda aos testemunhos da história, mas essa história não pode ficar restrita as paredes do palácio. Ela tem que sair e alcançar o público. Esse foi o nosso pensamento quando assumimos e vimos o isolamento em que estava o museu. Já em fevereiro, as atividades litúrgicas da capela serão retomadas, com quatro missas por mês, sempre nos finais de semanas”, adianta.
                Segundo ele, outro destaque para os próximos meses será e reinauguração da principal obra do acervo do museu, o quadro “A conquista da Amazonas”, de Antônio Parreiras, considerado um dos maiores pintores do Brasil no início do século XX. A obra de nove metros comprimento e quatro de altura passou por um processo de restauração e voltará à exposição, em um grande evento, que congregará uma série de atividades.
“Esse quadro é, seguramente, uma das mais importantes peças da pinacoteca brasileira. Qualquer museu gostaria de tê-lo. Ele está desde 1907 no palácio e vai ser em breve entregue novamente à população. Será uma semana em que os colégios, os historiadores e os amantes da cultura estarão envolvidos, com ciclos de conferências, oficinas e outras atividades”, informa Sérgio Melo.
Acervo – Criado em 1981, mas apenas iniciando suas atividades m 1986, tendo como sede o Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), o acervo MHEP foi composto a partir de doações particulares e de peças oriundas de vários órgãos do Estado. No ano de 1987, o museu teve como sede o Palacete Bolonha e, em 1994, foi transferido para o Palácio Lauro Sodré, então sede do governo estadual. O Palácio, construído em 1777, é uma das obras do celebrado arquiteto italiano Antônio Landi e foi sede da Província Portuguesa do Grão-Pará e Maranhão.
                Entre os mais de três mil itens expostos, o acervo do MHEP dispõe de um repertório diversificado de pinturas, mobiliário, acessórios e telas com datações que vão desde o período colonial até a contemporaneidade. O espaço também salvaguarda grande parte do acervo técnico do Sistema Integrado de Museus (SIM), ligado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), ao qual o museu está vinculado com outros nove espaços. Somente entre fragmentos arqueológicos, são mais de 120 mil itens.
                Nos próximos dias, o museu receberá mais uma peça importante da história: a carruagem que transportou os despojos de Carlos Gomes, considerado o mais importante compositor de ópera brasileiro. O objeto será doado ao acervo do museu pelo Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGSP). “Haverá uma solenidade em que ela será entregue oficialmente, por doação, ao museu. Isto deverá acontecer em até 20 dias. Depois ela passará por um processo de restauração para que possa integrar o acervo do museu e ser exposta a população”, afirma Melo.
Serviço: O Museu Histórico do Estado do Pará (Palácio Lauro Sodré) fica localizado na praça Dom Pedro II, s/n, na Cidade Velha. Horário de funcionamento: terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas; e sábado e domingo, das 10 às 14 horas. Taxa de manutenção: R$ 2. Escolas e grupos podem agendar visitas pelo telefone (91) 4009-9802.

Texto:
Amanda Engelke-Secom
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