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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Crianças siamesas apresentam ligeira melhora (aguardando liberação)

                Há quase um mês a Santa Casa de Misericórdia acolheu os gêmeos Emanuel e Jesus, nascidos no dia 19 de dezembro, no município de Anajás. Seria mais um caso de bebês recém-nascidos precisando dos cuidados oferecidos na Fundação, não fosse pelo fato de dividirem o mesmo corpo. A transferência aconteceu no dia seguinte ao nascimento e, apesar das chances de sobrevivência serem mínimas, eles surpreenderam a equipe médica e vem apresentando pequenas melhoras a cada dia.
                Atualmente, o estado de saúde das crianças é estável; inclusive um dos bebês, o pequeno Jesus, está passando pelo processo de desmame respiratório, ou seja, já respira espontaneamente. A situação de Emanuel é um pouco mais delicada. Devido à posição em que a criança se encontra, ela ainda precisa de oxigenação mecânica para auxiliar a respiração. As crianças também estão ganhando peso e se alimentam por sondas através do banco de leite da Santa Casa. “A situação dessas crianças é uma verdadeira caixinha de surpresas. Assim como tem dias em que elas apresentam uma melhora, há outros em que a situação desperta preocupação na equipe médica”, explica Rosana Nunes, enfermeira gerente do setor de Neonatologia da Santa Casa.
                A enfermeira acompanha, juntamente com uma equipe multiprofissional da maternidade, o caso dos bebês desde o primeiro dia em que chegaram ao hospital. Ela afirma que toda a equipe da Santa Casa está se empenhando diariamente para a melhoria do quadro das crianças. “Cada evolução que eles apresentam, por mais simples que seja, é motivo para que a gente comemore. A chance de acontecerem casos como dessas crianças é de 1 em 100 mil. Todos os casos que recebemos são tratados com muita atenção e cuidados especiais. Neste caso a nossa atenção e o nosso cuidado tem sido redobrado, pois se trata de uma questão muito delicada”, ressalta Rosana.
                Os pais das crianças também têm recebido orientação diariamente dos profissionais da Santa Casa. “Logo que chegaram à maternidade, os pais dos bebês estavam muito confusos. Eles não entendiam muito bem porque que os filhos haviam nascido desta forma. Mas, depois de receberem informação diariamente da nossa equipe, eles já entendem e sabem como o processo acontece. Eles estão junto com a gente na torcida para que as crianças melhorem”, diz a enfermeira.
                O caso das crianças siamesas não é o primeiro a chegar à Santa Casa de Misericórdia. No ano de 2004, um fato semelhante aconteceu, porém os bebês não resistiram e faleceram com menos de duas semanas de nascidos. A enfermeira Rosana, que também acompanhou o caso na época, afirma que cada caso é diferente do outro. “É como eu falei. Uma caixinha de surpresas, é difícil prever. Mas, o que podemos afirmar é que mesmo que os bebês cresçam e continuem ganhando peso, eles terão que ter um acompanhamento eterno para que possam se desenvolver cada vez mais”, finaliza.

Texto:
Bruna Campos-Secom
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