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quinta-feira, dezembro 01, 2011

UR oferece tratamento especial para pacientes portadores do vírus HIV

Ele tinha muitos planos. Estava prestes a realizar um de seus sonhos, que era se tornar guia turístico e viajar pelo mundo. Mas, o rumo dessa história mudou quando descobriu que era portador do vírus HIV. “Meu mundo desabou. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo. Essa doença era algo muito distante da minha realidade, nunca sequer tinha conhecido alguém que tivesse contraído o vírus. Foi um choque”, diz Thoor Alves, 41 anos.
Na época em que o resultado de seu teste deu positivo, Thoor, que é mineiro, morava no interior de São Paulo com a irmã. Sem saber o que fazer e nem por onde começar o tratamento, ele entrou em desespero e começou a desenvolver outras doenças de forma bem agressiva. Algum tempo depois, os dois mudaram-se para o município de Nova Ipixuna. Ao chegar no Pará, Thoor foi encaminhado para tratamento em Belém, na Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (Uredipe).
Foi lá que tomou conhecimento da Unidade de Apoio e Acolhimento Terapêutico da Sespa (UAT/ HIV/ AIDS) para pessoas portadoras do vírus HIV. “Fui recebido de uma maneira excepcional pelos profissionais da UAT. Encontrei aqui um local ideal para ser tratado. Mesmo não sendo paraense, fui recebido de braços abertos por todos”, conta Thoor, que faz tratamento há seis anos no local.
A UAT é uma unidade de referência gerida pelo Governo do Estado que acolhe vítimas da doença, em especial os pacientes que moram no interior e precisam vir a Belém para se tratar, porém na maioria das vezes não tem onde ficar. “Passo 15 dias na unidade e depois volto para Nova Ipixuna. Não fosse este lugar, eu não teria condição nenhuma de continuar meu tratamento. Aqui eu recebo alimentação com apoio de nutricionista, tenho acompanhamento com terapeuta e o melhor, convivo com pessoas que não tem preconceito algum com a doença”, ressalta Thoor.
A terapeuta ocupacional Fernanda Lobato conta que Thoor é um exemplo de determinação e superação. “Ele chegou aqui bastante debilitado. Andava em cadeira de rodas e usava fraldas. Hoje, ele segue rigorosamente o tratamento, participa de todas as nossas atividades e está tendo uma melhora considerável a cada dia”, afirma.
Atualmente há 22 leitos disponíveis na UAT, sendo oito para os pacientes do sexo masculino, oito para o sexo feminino e quatro leitos pediátricos. Em média, os pacientes permanecem entre oito e quinze dias na unidade, onde são atendidos por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, enfermeiros e farmacêuticos. “Estamos com um projeto de aumentar a capacidade da nossa unidade e oferecer mais leitos, principalmente no térreo, para que os pacientes cadeirantes tenham mais facilidade de acesso”, diz Andrea Nunes, diretora da instituição.
Números - Atualmente, existem cerca de 4.500 pessoas em todo o estado fazendo o tratamento nos 58 Centros de Testagens Itinerantes e 15 Unidades de Tratamento espalhadas em todo o estado. A meta da Sespa é dobrar essa capacidade até o final do ano de 2012. Dados da Secretaria de Estado de Saúde do  Pará mostram que o Pará apresentou uma redução no número de casos novos de HIV. No ano de 2010 foram 1.476 casos novos. Em 2011, até o mês de junho, já são 589 casos.

Texto:
Bruna Campos-Secom
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