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sábado, junho 04, 2011

Cegos disputam futebol de cinco nos Jogos Paraolímpicos Paraenses

Fazer gol em uma partida de futebol é um desafio para quem enxerga, e maior ainda para deficientes visuais. A equipe do “futebol de cinco”, como é denominada a modalidade disputada por cegos ou pessoas com baixa visão, vê nessa tarefa uma oportunidade de superação. A equipe, formada na Unidade de Educação Especializada José Alvares de Azevedo, jogou na manhã desta sexta-feira (3), no ginásio do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), pelos Jogos Paraolímpicos Paraenses. Neste mês, eles representarão o Pará na etapa do brasileiro regional, que será disputado no Maranhão.
O “futebol de cinco” é uma variação do futebol de salão, voltada aos atletas cegos ou com baixa visão. As regras se assemelham às do futsal comum. A diferença fica por conta da bola, que possui um guizo para emitir som, e assim nortear os atletas dentro de quadra. Também não há laterais na quadra, permitindo que a bola role livremente. Para o técnico da equipe, Carlos Alberto Gonçalves, um dos principais desafios para a prática da modalidade no Pará “é a falta de quadras adaptadas, realidade que será superada pelos incentivos que estamos começando a receber do Governo do Estado”.
Ele também considera que o treinamento para os atletas cegos ou com baixa visão tem o mesmo grau de dificuldade que o dispensado aos atletas comuns. O atleta e também diretor da Unidade Álvares de Azevedo, Lourival Nascimento, concorda com essa avaliação e por isso não falta aos treinos, seguindo à risca a disciplina que a modalidade requer. Para Lourival, um dos principais desafios é a falta de noção de espacialidade vivenciada pela pessoa cega. “Mesmo assim, o processo de reabilitação de um atleta é bem maior. Passamos a ser mais autônomos, independentes”, ressaltou.
Inclusão - A apresentação da equipe nesta sexta-feira contou na torcida com o incentivo da primeira dama do Estado, Ana Jatene, do secretário de Esporte e Lazer, Marcos Eiró, e do secretário adjunto de Logística Escolar da Secretaria de Estado de Educação, José Croelhas. Para Ana Jatene, o desempenho dos atletas foi um exemplo de inclusão social e de superação. “Este é um exemplo maravilhoso de inclusão, da diminuição das diferenças, de superação, que o Governo do Estado faz questão de valorizar e tem a obrigação de fomentar”, destacou.
De acordo com Marcos Eiró, o incentivo ao esporte como meio de inserção social, combate à pobreza e redução das desigualdades é uma das diretrizes do governo. “Temos procurado fomentar as mais variadas práticas esportivas, viabilizando isso por meio da integração com os municípios”, afirmou.
O secretário adjunto da Seduc, José Croelhas, agradeceu o apoio que a área de educação tem recebido para a viabilização dos Jogos Paraolímpicos Paraenses, que prosseguem até este sábado (4) em vários polos: no NEL, com a disputa de goalball, futebol de cinco e futebol de salão; no campus III da Universidade do Estado do Pará (Uepa), com atividades de atletismo e judô; no Pará Clube, com disputas de tênis de mesa, e na Escola Estadual Augusto Meira, com a competição de natação.
Danielly Gomes – Seduc

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