“A Amazônia tem uma força incrível pela sustentabilidade. É um apelo mundial”, ressaltou Stela Nery, do Instituto Brasileiro de Frutas, sobre o potencial das frutas amazônicas no Workshop de Fruticultura, realizado na Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), com as presenças do secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa, e de representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).
Stela Nery explicou que pretende vir ao Estado no próximo mês para conhecer melhor as potencialidades da fruticultura paraense e as necessidades do setor, a fim de montar estratégicas que atendam a esses anseios.
O representante da Apex-Brasil, Marcos Soares, reiterou que os produtos brasileiros têm um grande atrativo, principalmente os amazônicos. Mas destacou que o país ainda tem dificuldades para atender a demanda. “A ideia é estruturar novas empresas para envolvê-las na exportação”, disse Soares.
Já o secretário Sidney Rosa enfatizou, na abertura do evento, o desejo que o workshop marcasse uma agenda de trabalho capaz de mudar a pauta de exportações do Estado. Segundo Sidney Rosa, apesar de o Pará estar em segundo lugar no ranking dos Estados exportadores, os minérios ainda representam grande parcela dessas exportações.
É necessário, ressaltou o secretário, aumentar a participação da fruticultura na balança comercial paraense, mesmo diante dos desafios que o setor enfrenta.
Crescimento – Dados da Diretoria de Comércio Exterior (Dcomex), da Sepe, apontam que houve um crescimento nas exportações de frutas paraenses até o mês de abril, superior a 40%, em relação ao mesmo período do ano passado.
No entanto, mesmo com esse número positivo, o Pará contribui ainda com apenas 4% no total das exportações brasileiras, sem contar com o extrativismo do açaí, informou o gerente da Central de Serviços de Exportação do Ibraf, Maurício Ferraz. Já o Brasil, frisou ele, é o terceiro maior produtor de frutas e possui uma balança comercial de frutas frescas superavitária.
Esforços – Com o objetivo de fortalecer o mercado exportador da fruticultura no país, a Apex-Brasil e o Ibraf desenvolvem, desde 1998, o Projeto de Promoção das Exportações de Frutas Brasileiras e Derivados – o Brazilian Fruit. Entre as metas do projeto estão o aumento da adesão de empresas brasileiras do setor e o fomento à cultura exportadora.
A parceria já apresentou, por exemplo, o limão tahiti em escolas de culinária, e promoveu a exposição de frutas brasileiras em supermercados de países como Polônia e Itália.
O workshop foi uma iniciativa da Sepe, em parceria com a Apex/Brasil, o Instituto Brasileiro de Fruticultura e o Sindicato de Frutas e Derivados do Pará.
Giovanna Zanni – Sepe
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