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segunda-feira, setembro 03, 2012

Idosos recebem orientações sobre superendividamento


Segundo dados do Ministério da Previdência Social, existem em todo o Brasil 56 milhões de contratos firmados de empréstimo consignados. Esse mercado movimenta atualmente R$ 120 bilhões e levanta preocupações principalmente por causa do endividamento dos aposentados que usam essa modalidade de empréstimo. Para debater este assunto, alunos do projeto "Vida Ativa na Terceira Idade", criado e conduzido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), participaram, de 29 a 31 de agosto, do ciclo de palestras sobre superendividamento do idoso, promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), em parceria com a Seel, o Banpará e o Procon.
No dia 29, os participantes tiveram atividades na Tuna Lusa; no dia 30, o evento foi realizado na Asalp; e, no dia 31, no hospital Abelardo Santos, em Icoaraci. Profissionais esclareceram aos idosos sobre os cuidados relacionados aos empréstimos consignados e outras transações bancárias. Um técnico do Banpará orientou os participantes como eles podem fazer empréstimos sem se endividar e uma profissional do Procon explicou como devem proceder caso sejam enganados em transações financeiras.
Maria das Graças, de 65 anos, faz parte do projeto “Vida Ativa na Terceira Idade” há um ano e falou da importância de praticar diariamente as orientações passadas durante o evento. “Achei muito importante todas as informações que nos passaram; até aprendi como usar o caixa eletrônico e sacar o meu dinheiro, além de perceber o quanto é necessário termos alguém, como nossos filhos, por perto na hora de fechar essas transações”, disse.
O empréstimo consignado é feito sem avalista, oferece taxas de juros especiais e as prestações são descontadas diretamente na folha de pagamento. Com tantas facilidades, a dívida acaba se transformando numa grande bola de neve. Isso por que, segundo o Ministério, muitos fazem novos empréstimos antes de quitar o anterior. Pela lei, uma pessoa pode comprometer no máximo 30% da renda mensal. Na prática não é o que ocorre. E as maiores vítimas são os aposentados, que sofrem ainda com a ação dos estelionatários.
Texto:
Angela Bazzoni-Seel
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