| Ainda repercurte a grande festa de apresentação à Imprensa a grande conquista da Escola Municipal Nestor Nonato de Lima na Radional 2 no Jurunas |
No Brasil inteiro surgem a cada dia novas denúncias de falta de alimento, produtos de má qualidade ou estragado na merenda escolar das crianças da rede pública de ensino, mas em Belém a realidade é outra. Na capital paraense a merenda escolar atende 80% das necessidades nutricionais diária dos alunos. A mudança no cardápio foi introduzida aos poucos ao longo dos últimos seis anos e está agradando em cheio as crianças, principalmente àquelas das creches em tempo integral que recebem cinco refeições diárias.
| O prefeito Duciomar Costa com parte das crianças da Escola Nonato Lima no Jurunas |
Para ver de perto o trabalho desenvolvido pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae), nesta sexta-feira (13) o prefeito de Belém Duciomar, foi até a Escola Nestor Nonato de Lima, no Jurunas. Ele aproveitou para degustar o alimento oferecido às crianças. Ele chegou sem avisar e foi surpreendido por um cardápio de carne moída, arroz, legumes e frutas. “Fico muito feliz em verificar que as crianças das nossas escolas tem alimento de excelente qualidade, afinal também já fui aluno da escola pública e senti na pele as dificuldades enfrentadas pelas crianças mais carentes”, disse.
Todos os 7.700 alunos no Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e o Programa Mais Educação, além de 3.700 crianças nas creches municipais recebem o mesmo alimento nas escolas. Uma equipe de nutricionistas e assistentes faz o acompanhamento dos programas diretamente nas escolas e creches municipais, verificando a execução de boas práticas no manuseio dos alimentos.
Na Escola Palmira de Oliveira Gabriel todas as 150 crianças aprovaram o novo cardápio nutritivo. Na sexta-feira foi servido feijão, arroz e frango com legumes. De sobremesa, uma grande fatia de melancia. A alimentação mais nutritiva e com poucas calorias é listada por uma equipe de nutricionistas da FMAE São mais de 70 itens entre macarrão, carne, peixe, frango, açúcar, iogurte e leite. Há oito anos, 70% da merenda escolar eram enlatados como sopas e outros alimentos industrializados. Hoje eles não chegam a 10%. “Frutas para sucos e verduras, também estão incluídos nesta lista. O aumento da quantidade de frutas e hortaliças no cardápio escolar garante qualidade e valor nutricional para a merenda das crianças”, defende Vitor Cunha, presidente da Fundação.
Produtos da Agricultura estão no cardápio
Para completar a lista de alimentos, a FMAE passou a comprar do projeto Agricultura Familiar dos municípios de Vigia e São Caetano de Odivelas frutas como melancia, mamão, banana e abóbora. De acordo com o Vice Presidente da Associação dos Produtores do Nordeste Paraense, Mário Peixoto, o fornecimento desses alimentos mudou o ritmo de produção. “Hoje temos muito mais trabalho e geração de renda, isso ajuda muito nossa comunidade”, afirma. A associação que existe desde 2003, beneficia cerca de 160 agricultores.
A satisfação com o novo cardápio é facilmente percebida no sorriso das crianças. Para Barbara Barbosa, de oito anos, a merenda ficou mais saborosa. “Adorei a comida, tava muito gostosa, muito melhor do que aqueles mingaus de antes”, diz. A aluna Ana Alice, de 12 anos, antes se recusava a lanchar na escola. “Quando era mingau de arroz ou milho eu quase não comia, mas agora não vou dispensar nada, principalmente as frutas”, comemorou sorrindo.
Mauricio Santos, de onze anos, diz que sua mãe sempre faz sopa de legumes em casa, e ficou feliz em saber que a merenda escolar terá frutas todo dia. Kailane Barros, também gostou da fruta no cardápio. “Adorei a melancia. Em casa sempre como alguma fruta”, disse satisfeita.
Para garantir o sucesso da iniciativa, a FMAE também realiza um trabalho de educação alimentar com os pais dos alunos para que o cuidado com a alimentação não seja uma preocupação apenas da escola, mas também de casa. “A nossa escola zela pela higiene da merenda. Trabalhamos com crianças e isso merece um cuidado especial. Muitas delas saem de casa sem comer e voltam bem alimentadas”, diz Waneide Tomé, diretora da escola Palmeira de Oliveira Gabriel.
Em 2010 a Fundação contabilizou 2 mil toneladas de alimentos. Para este ano a previsão é de aumentar para 2,5 mil toneladas. Segundo Vitor Cunha toda a merenda já foi comprada através de licitação por pregão eletrônico, ou seja, todo o alimento já está garantido até o final do período escolar impossibilitando a falta de merenda para as crianças municipais.
A entrega dos alimentos perecíveis acontece a cada 12 dias diretamente nas escolas e creches municipais pelas empresas vencedoras do pregão. Técnicos supervisores da FMAE acompanham a distribuição, o recebimento nas escolas e também verificam se o cardápio está sendo seguido. “O controle é feito pelas escolas que assinam documento confirmando o recebimento do produto. Não há perigo de estragar o alimento porque as escolas possuem armazenamento adequado”, explica Vítor Cunha. Para garantir a chegada do alimento até as escolas localizadas em zonas de risco, a Guarda Municipal de Belém faz a escolta do caminhão da FMAE. “Isso evita situações de roubos e saques”, diz o presidente da fundação
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