O Mercado de Carne Francisco Bolonha recebeu, no final da manhã hoje, 16, equipamentos frigoríficos que devem acondicionar a carne que será comercializada no local. Trata-se da primeira remessa produzida exclusivamente para uso dos 36 açougueiros que ocuparão a área central do prédio.
“Estamos falando de um prédio histórico, onde não cabem equipamentos que já existem no mercado, por isso, tivemos que produzi-los seguindo os padrões do projeto de revitalização”, explicou o diretor geral da Secretaria Municipal de Economia, Luis Carlos Silva.
Além dos açougues, será possível encontrar no mercado a comercialização de refeição, lanches, hortifrutigranjeiros, bem como produtos de mercearia, armarinhos, artesanato e umbanda. “Alguns desses pontos serão ocupados por pessoas que estão numa lista de espera da Secon. São pessoas que trabalhavam aqui como ajudantes e, no decorrer do processo, pleitearam um espaço”, informou Luis Carlos.
Para Fernando Gomes da Silva, presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Francisco Bolonha, a chegada dos primeiros equipamentos é sinal de que está cada vez mais próximo o retorno dos feirantes para o local. “Essa parceria com a prefeitura foi muito válida, porque vamos ter a oportunidade de trabalhar em um mercado modelo. Em contrapartida, vamos também nos readequar às condições sanitárias exigida pelo Ministério da Agricultura”, garante.
Na próxima semana, mais 20 equipamentos devem chegar ao mercado para concluir o processo de padronização. Após a instalação de todos os equipamentos necessários, os comerciantes voltam para as dependências do novo prédio. A reforma faz parte das ações do programa Monumenta, do Ministério da Cultura com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e apoio da Unesco.
Mercado Bolonha - Construído em 1867, o mercado municipal tinha apenas um pavimento em linhas neoclássicas. No pátio central existam pavilhões de madeira para a comercialização das mercadorias. Em 1908 foi feita uma remodelação do local, obra assinada pelo engenheiro Francisco Bolonha, que construiu mais um pavimento, incluindo também pavilhões de ferro importados em substituição aos de madeira. Os antigos portões de madeira foram substituídos por ferro forjado com detalhes em bronze nas partes vazadas. A estrutura do mercado alterna grades, painéis em semicírculos e colunas, o que dá uma idéia do apogeu econômico do ciclo do látex na Amazônia.
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