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segunda-feira, maio 16, 2011

Emater promove o V Festival de Camarão do Tauá

Exposição de produtos e venda de
comidas típicas, durante o V festival
do camarão de Santo Antônio do Tauá.
“O trabalho desenvolvido pela Emater (Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural) na comunidade Santana da Laura, nesses últimos quarto anos, revolucionou a forma de a comunidade pensar. Hoje os pescadores têm a consciência da importância da atividade da pesca do camarão como forma de subsistência e lucratividade”. O técnico agrícola Ailson Cardoso, o Ney, extensionista da Empresa, lotado no escritório local de Santo Antônio do Tauá, tem muito orgulho do que aconteceu no V Festival do Camarão, no último domingo.
“A comunidade entendeu que o costume da pesca era uma atividade rentável. Hoje já é uma realidade uma cozinha comunitária para o processamento mínimo do camarão. Uma forma de agregar valor, atender normas básicas de higiene e tentar alcançar o mercado local”, afirmou Ney.
O cidadão mostra um dos belos
caramães
A concepção deste festival foi do técnico agrário da Emater. Como objetivo, Ney destaca que é fazer com que os pescadores de camarão, atendidos pela Emater, sejam reconhecidos pelo poder público municipal, buscando a inclusão social. Além disso, agregar valores na produção e buscar canais de comercialização. Bem como, o fortalecimento e entrosamento das famílias de pescadores, na busca de solucionar entraves, como a aquisição de crédito e a modernização dos apetrechos de captura.
Competição: Em Santana da Laura, no município de Santo Antônio do Tauá, durante o V Festival do Camarão a Emater, pela segunda vez foram promovido torneios entre os pescadores. Disputaram a pesca com tarrafa e matapi, corrida de canoa e confecção de poquecas (iscas para camarão), só para as mulheres.
O vencedor da corrida de canoa, Edinaldo Moraes Monteiro, se disse muito feliz com o resultado. Aos 35 anos, o pescador contou que iniciou as atividades com apenas 10 anos de idade e que remar é a sua principal atividade física. “A travessia do Rio Santana até chegar à localidade de Baía do Sol, em Mosqueiro, onde eu vendo meu camarão, leva cerca de uma hora e trinta”, relatou.
Já a esposa de Edinaldo, Vanda Cardoso Monteiro, foi a campeã na disputa da Poqueca. Ela contou que já há quatro anos realiza essa atividade auxiliando o marido na pesca do camarão. A pescadora destacou que a renda gerada pela pesca não é muita, mas que tem dado pra viver. “Compramos fogão, geladeira, cama, só tava faltando o liquidificador que eu ganhei como prêmio por vencer na Poqueca. Eu estou muito feliz”, disse Vanda. Após as atividades físicas foi dado início à exposição dos produtos e venda de comidas típicas, com o famoso camarão.
Histórico: A comunidade de Santana da Laura está localizada a 20 km de sede do no município em Santo Antonio do Tauá. Segundo a presidente da Associação de Moradores, Albanize Carneiro, cerca de 100 pescadores estão credenciadas na comunidade. Sendo uma média de 80 famílias de pequenos produtores rurais de pescadores artesanais.
Toda essa história começou com a Dona Flaviana Medeiros, em 1936. Essa pescadora foi quem deu o “pontapé” inicial para que esta comunidade tivesse hoje esta atividade pesqueira. Esse breve histórico faz parte da cartilha “Culinária do Camarão Regional”, que teve lançada a segunda edição durante o evento, cuja ideia partiu do técnico Ney, sendo formulada pela própria comunidade e produzida pela Emater. Ao todo são 16 receitas tendo com ingrediente principal o camarão.
A bisneta de D. Flaviana, Rutelene Siqueira Ataíde, que deixou a comunidade ainda adolescente, retornou para participar da festividade e ficou muito emocionada ao ter em mãos o livreto. “Preciso levar um exemplar para casa. Meus filhos merecem saber da história da minha família que é a mesma história da comunidade Santana de Laura”, relatou.
Kenny Teixeira - Ascom Emater

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