Seis extensionistas de atividade pública (entre técnicos agropecuários e engenheiros agrônomos) fazem parte da terceira e última turma do Programa de Qualificação de Agentes da Assistência Técnica e Extensão Rural para a Cultura do Dendê na região amazônica, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental, com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), entre outras instituições, como o Banco da Amazônia e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).
O curso, que iniciou terça-feira, 9, e encerrará em 21 de outubro, é parte do Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo, lançado ano passado pelo governo federal. Para a capacitação dessa turma, composta de 40 profissionais, foram investidos cerca de R$ 500 mil. Os alunos são da Emater, Petrobras e entidades privadas.
Os seis extensionistas são lotados nos escritórios da Emater nas regiões de São Miguel do Guamá, Castanhal, Capanema e Tocantins. A Empresa hoje atua na cadeia produtiva do dendê de mais de 20 municípios, emitindo declarações de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para mais de cinco mil famílias. Outros 19 extensionistas já foram capacitados pelo Programa em 2010, tendo feito parte das duas primeiras turmas.
“Mas o planejamento é que a Emater cada vez mais amplie sua atuação em relação à participação da agricultura familiar paraense na cadeia do dendê, assumindo projetos e conscientizando quanto à necessidade de se continuar plantando alimentos”, ressalva a engenheira agrônoma Lidiane Silva, gerente do programa de biocombustível da Emater.
O status da certificação promovido pela Embrapa é de “aperfeiçoamento”. São 230 horas de aula, divididas em cinco módulos. Cientistas da Emater ministram dois módulos, com abordagens que incluem o desenvolvimento rural sustentável na Amazônia, metodologias da prática extensionista, georreferenciamento e agroecossistemas.
Na aula de abertura do segundo módulo, “Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável na Amazônia”, ministrada na manhã dessa quarta-feira, 10, o engenheiro agrônomo da Emater, Raimundo Ribeiro, ressaltou a transição histórica atual, em que supostamente se vivem “crises articuladas”: “A crise energética é relacionada à crise do esgotamento dos recursos naturais, que por sua vez tem vínculo com a crise do esvaziamento do campo. São diversas problemáticas que, no contexto da agricultura familiar, exigem uma assistência técnica específica, que promova a conscientização ambiental, a autonomia financeira e a preservação de áreas de cultivo de alimentos”, explicou.
De acordo com o coordenador técnico da capacitação, Rui Gomes, da Embrapa, o objetivo do curso é “apresentar e encaminhar a adoção de novas tecnologias, de modo a facilitar, por exemplo, que o agricultor familiar tenha reais oportunidades de excelência de produção”, diz.
Aline Miranda - Ascom Emater
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