O número de atendimentos a vítimas de acidentes de moto supera em 50% o total de acidentados com automóveis que chega ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O dado é preocupante, segundo o ortopedista e coordenador do centro cirúrgico do hospital, José Guataçara, já que a possibilidade de sequelas é bem maior quando se trata de um acidente de moto.
O fato de o corpo ficar mais exposto na moto aumenta a gravidade do acidente, avalia ele. “O motorista corre risco duas vezes: ao ser arremessado, porque o primeiro impacto é o das pernas no guidão da moto, e o segundo é quando ele cai no chão. Por isso, o uso de equipamento de segurança, como capacete e joelheira, por exemplo, é indispensável, principalmente para quem trabalha como mototaxista”, aconselha.
A recuperação também é mais difícil. “Eu podia estar trabalhando normalmente, mas depois do acidente fiquei impossibilitado. Até hoje faço acompanhamento médico e fisioterapia no Hospital Metropolitano. Ando com dificuldades depois do acidente. Estou há um ano e cinco meses nessa luta. Por isso é importante que as pessoas saibam que o trânsito é muito violento e que é preciso tomar muito cuidado”, diz o paciente Reginaldo dos Santos.
Outro paciente que é atendido na Clínica de Reabilitação do hospital é José Luis Filho, que sofreu acidente de carro. “Dou continuidade ao tratamento aqui no Metropolitano e sempre fui muito bem recebido. Estou nessa recuperação e nessa batalha e sei que vou vencer. Peço aos motoristas que respeitem as leis de trânsito, porque os acidentes acontecem muito rápido e, quando você menos espera, já aconteceu, e as sequelas são para a vida inteira”, afirma.
Perícias – A população ainda costuma se confundir na hora de solicitar uma perícia de acidente de trânsito, pois desconhece a diferença entre as perícias com e sem vítima fatal. Quando há morte, o trabalho é feito pelo Instituto de Criminalística (IC), do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Nos casos de acidente de trânsito entre veículos automotores, sejam eles de quatro ou duas rodas, sem morte, a perícia não é criminal, portanto de responsabilidade do Departamento de Trânsito do Estado (Detran).
Quando acionados, os peritos criminais lotados na área de Levantamento de Local de Crime com cadáver isolam a área do acidente e coletam evidências que possam auxiliar a polícia e a Justiça em uma investigação. O resultado dessa perícia é detalhado no laudo pericial. Somente então é iniciado o trabalho do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção de cadáveres. O IML faz a necrópsia de corpos. Essas remoções também podem ser feitas de hospitais, quando não há morte no local do acidente.
Os laudos necroscópicos e de lesão corporal são fundamentais para que os familiares possam solicitar o seguro Dpvat, garantido por lei e responsável por indenizar vítimas de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre. Todas as perícias de trânsito devem ser solicitadas ao Centro Integrado de Operações (Ciop), no telefone 190, que direciona as ocorrências aos órgãos responsáveis.
Ascom Hospital Metropolitano/ Instituto Renato Chaves
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